Questões de Concurso
Sobre coordenação e orientação educacional em pedagogia
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A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos (2002), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”.
Sobre as dimensões objetivas para a ação do coordenador pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA.
Quando analisamos a função social da escola na educação através do ensino, nos damos conta que a atuação da Coordenação Pedagógica será no campo da mediação, pois quem está diretamente vinculado à tarefa do ensino stricto sensu é o professor. O supervisor-coordenador relaciona-se com o professor, visando sua relação – diferenciada, qualificada – com os alunos; neste contexto, é preciso atentar para a necessária articulação entre pedagogia da sala de aula e pedagogia institucional, uma vez que, no fundo, o que está em questão é a mesma tarefa: a formação humana [...].
(Vasconcelos, 2002. Adaptado.)
Considerando que quem pratica, quem gere a prática pedagógica é o professor, e quando a coordenação pedagógica não estabelece uma dinâmica de interação que facilite o avanço na sala de aula, é possível inferir que ocorre:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto.
( ) No passado, a OE esteve relacionada às ocorrências do cotidiano porque a ela se prendiam fatos que estavam acontecendo na escola ou na família que precisavam ser corrigidos por se refletirem nos estudos ou nos comportamentos dos estudantes. Mas era uma abordagem um tanto “fotografada” da realidade, em um cotidiano comprovado e não problematizado.
( ) O OE pode clarificar as contradições e confrontos existentes no espaço escolar, procurando verificar as situações relatadas e/ou vivenciadas, e nesse meio, buscar ajudar o estudante a compreender as redes de relações que se estabelecem na sociedade, dinamizando, mobilizando as questões coletivas, mas levando em consideração que esse coletivo não é abstrato, e sim formado por indivíduos que sentem, pensam, criam e agem.
( ) O OE, hoje, tem o papel de ajustar o estudante à escola, à família, à sociedade, levando em consideração um modelo de homem, de sociedade já materializado pelas gerações anteriores. Seu papel principal é disciplinador e consiste em fazer desaparecer os problemas criados pelos estudantes.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A função de supervisão escolar, no contexto da educação brasileira, passou por fases que representaram uma evolução da atividade ao longo do tempo. Sobre a temática, verifique as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. Inicialmente, na fase fiscalizadora, a atividade do supervisor era distanciada da atividade de inspeção.
II. A fase criativa é também conhecida como supervisão inexistente, ou seja, sem só existe, sem o supervisor escolar.
III. Na fase construtiva a atividade de supervisão ficou também conhecida como supervisão orientadora e representou uma mudança grande da sua fase anterior.
IV. A atividade de supervisão, mesmo tendo passado por várias fases, sempre teve como essência a inspeção, o controle e a censura.
A alternativa correta é:
A Atividade Orientadora de Ensino parte da concepção de que no processo educativo nós temos necessidades, que seria a apropriação .................................................. , temos também um motivo real que é a apropriação historicamente acumulado, tendo como objetivo para os ..................................................... , o ensino e para os o objetivo é a aprendizagem.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Acerca dessas atribuições, as autoras esclarecem que cabe ao coordenador pedagógico
A avaliação das ações de orientação educacional articula-se em eixos que se relacionam à ação de implantação, à ação institucional, à ação junto aos estudantes, aos professores e às famílias, assim como à ação em rede. O exercício de avaliação das ações, conectada ao contexto escolar, permite uma análise do processo de construção e oferta de tais ações, oportunizando, por consequência, a análise das demandas e dos desafios presentes no coletivo da escola.
Uma prática dialógica e dialética que valorize a cooperação e o reconhecimento dos direitos humanos como fundamentos para uma formação integral dos sujeitos, que se efetiva por processos de mediação pedagógica, permite ao orientador educacional promover, no contexto da escola, uma convivência pautada em relações democráticas, participação crítica e ativa e respeito às diferenças. Estes são elementos que possibilitam o gerenciamento de conflitos, conduzindo ao acesso e à aquisição de novas aprendizagens, fundamentais para o estabelecimento de uma cultura de paz.
A pedagogia da cooperação se refere a um conjunto de conhecimentos e práticas que buscam a promoção de uma cultura de cooperação, a partir da criação de ambientes colaborativos e cooperativos, em que o senso de comunidade é estabelecido como base de tais práticas, como paradigma para articulação de um trabalho sistêmico e em rede dentro e fora da escola. A organização do trabalho pedagógico na orientação educacional, orientada por uma ação coletiva, permite articular os pressupostos teórico-práticos desta abordagem pedagógica.
A pedagogia é um campo tributário de outras áreas, como psicologia, história, sociologia, por exemplo. Nessa condição, o serviço de orientação educacional, comprometido com aprendizagens que sejam capazes de ressignificar a existência e a participação dos estudantes no mundo, valorizando a subjetividade do ser humano e rompendo com a violência e o conflito na convivência escolar, requer que seus profissionais assumam práticas vocacionais de teor psicológico e instrucionais, orientando os estudantes de acordo com as demandas do mundo do trabalho.
A atenção do serviço de orientação educacional da escola está no ambiente educativo e social, em busca de ressignificação e fortalecimento da identidade do serviço, refletindo em novas possibilidades de intervenções pedagógicas junto aos pares e ao coletivo da escola. Conhecer a realidade escolar para transformá-la, a fim de que ela se torne justa e humana, é uma premissa de seu trabalho. Portanto, a partir dessa expansão do horizonte de atuação, o “aluno-problema” não é mais uma questão abordada pelo serviço de orientação educacional.
O serviço de orientação educacional, fundamentado em uma abordagem histórico-cultural do desenvolvimento humano, reconhece as reais necessidades educacionais dos estudantes, tendo como referência seu contexto socioeconômico. Essa premissa permite que a prática do orientador educacional se constitua em práxis pedagógica, isto é, uma prática que conduz a um processo de conscientização que pode resultar em transformação da realidade do estudante.
O trabalho pedagógico da orientação educacional, sob a perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento humano, tem como eixo orientador a necessária apreensão, compreensão e transformação do saber, social e historicamente produzido pelos estudantes. Essa perspectiva leva a intervenções pedagógicas somente junto aos estudantes, porque seu campo de atuação se refere ao trabalho com esse público, colocando-os em posição ativa no processo de aprendizagem.
A orientação educacional contribui para o processo educativo a partir de uma prática articulada com toda a comunidade escolar, repensando coletivamente o fazer pedagógico, em uma abordagem dialógica que fomenta a tomada de decisão, seja individual, seja coletiva. Esse sentido de trabalho coletivo refere-se especificamente aos membros da escola, visto que seu trabalho tem foco nos objetivos expressos no PPP da escola.
O serviço de orientação educacional integra o trabalho pedagógico da escola, atuando na identificação, na prevenção e na superação dos conflitos, colaborando para o desenvolvimento do estudante, tendo como pressupostos o respeito à pluralidade, à liberdade de expressão, à opinião, à democracia da participação e à valorização do educando como ser integral. Nesse sentido, o trabalho do orientador pedagógico está intimamente relacionado às Diretrizes para a Educação em Direitos Humanos, documento norteador de suas práticas.