Questões de Concurso
Comentadas sobre aspectos psicológicos da educação em pedagogia
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Mariana é uma criança cega matriculada em escola regular. A professora percebe que ela interage e aprende de forma distinta das crianças que enxergam, com uso prioritário de audição e tato para explorar objetos.
Considerando esse contexto e os apontamentos de Amorim e Alves (A criança cega vai à escola: preparando para a alfabetização, 2008), assinale a alternativa que descreve corretamente uma consequência da ausência da visão.
Em A criança cega vai à escola: preparando para a alfabetização (Célia Amorim e Maria Glicélia Alves, 2008), as autoras afirmam que, normalmente, quando a criança cega é bem estimulada e recebe o apoio necessário nos primeiros anos de vida, chega aos 3 ou 4 anos com um desenvolvimento próximo ao da criança que enxerga.
Nessa fase, segundo as autoras, quanto ao motor amplo e ao desenvolvimento da criança cega, um dos principais critérios a serem observados é o de que a criança
Trentin (2018) expõe o seguinte caso: Maria é professora do 3º ano do ensino fundamental, recebeu em sua turma um aluno com deficiência intelectual. No decorrer do ano, o aluno esteve inserido em sala de aula, no entanto, não participou das atividades realizadas na turma. O aluno não tem nada escrito no livro e muito menos no caderno. Na escola, nem o lápis ele pega. A turma, assim como a professora, o ignora, não havendo interações sociais.
O ambiente limitador e a ausência de relações sociais
Nunes (2013) apresenta a seguinte situação: uma criança com deficiência intelectual imita uma ação que observou alguém realizando, pode ser escrevendo, falando, manipulando objetos etc.
Nesse caso, segundo a autora, a criança
O trabalho do professor de atendimento educacional especializado, voltado para o aluno com deficiência intelectual (DI), caracteriza-se essencialmente pela realização de ações específicas sobre os mecanismos de aprendizagem e desenvolvimento desses alunos.
Nesse sentido, o professor deve
Trentin (2018), baseando-se em Vygotsky, afirma: a criança com deficiência intelectual deve ser compreendida, como sujeito com capacidades para desenvolver-se, sendo que, no desenvolvimento dessa criança, torna-se essencial a compreensão das singularidades.
De acordo com essa teoria, em relação ao desenvolvimento da criança com deficiência intelectual, é correto afirmar:
A nomenclatura “deficiência mental” foi substituída por “deficiência intelectual” no documento Declaração de Montreal sobre a Deficiência Intelectual, o qual foi o resultado de discussões feitas na Conferência Internacional sobre Deficiência Intelectual, em Montreal (Canadá), nos dias 5 e 6 de outubro de 2004.
A deficiência intelectual, segundo a American Association on Intellectual and Developmental Disabilities (AAIDD, 2018, s.p.) é
Pereira e Armbrust (Pedagogia da Aventura: os esportes radicais, de aventura e de ação na escola, 2010) dizem que, na segunda infância, os estudantes mostram grande abertura para a aprendizagem do skate e patins in-line, por exemplo.
Segundo eles, o aprendizado dessas atividades, além de estimular no aprendiz o desenvolvimento das estratégias de tomada de decisão durante os percursos, desenvolve também sua
Nas situações de trabalho cooperativo, como nos jogos cooperativos, há uma atmosfera de divertimento e crescimento pessoal em um ambiente de estabilidade emocional.
Além disso, tais situações são marcadas pela presença de
Leia o excerto a seguir, adaptado de Piaget (apud La Taille, Oliveira e Dantas, 1992):
Constitui o produto mais refinado da socialização. Acontece na medida em que o “eu” renuncia a si mesmo para inserir seu ponto de vista próprio entre os outros e se curvar assim às regras da reciprocidade. Em oposição ao egocentrismo inicial, o qual consiste em tomar o ponto de vista próprio como absoluto, por falta de poder perceber seu caráter particular, consiste em tomar consciência desta relatividade da perspectiva individual e colocá-la em relação com o conjunto das outras perspectivas possíveis; é, pois, uma coordenação da individualidade com o universal.
A descrição trata do que Piaget define como
Uma das maiores contribuições do soviético Lev Semionovitch Vygotsky (1896-1924) para a Psicologia e a Educação consiste na forma original com que compreendeu a relação desenvolvimento/aprendizagem e a criação do conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal. Sua matriz epistemológica básica, o materialismo histórico e dialético, considera que, ao produzir o meio em que vive, o homem se produz; ou seja, o homem é determinado historicamente, mas é, simultaneamente, determinante da história. Neste sentido, Vygotsky considera que o desenvolvimento e a aprendizagem interrelacionam-se desde o nascimento da criança, isto é, a constituição do sujeito é um movimento dialético entre aprendizagem e desenvolvimento.
Fonte: ZANELLA, Andréa. Zona de desenvolvimento proximal: análise teórica de um conceito em algumas situações variadas. Temas em Psicologia, n. 2, 1994, p. 97.
Assinale a afirmativa que descreve corretamente o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal desenvolvido por Vygotsky.
Os estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental inserem-se em uma faixa etária que corresponde à transição entre infância e adolescência, marcada por intensas mudanças decorrentes de transformações biológicas, psicológicas, sociais e emocionais. Nesse período de vida, ampliam-se os vínculos sociais e os laços afetivos, as possibilidades intelectuais e a capacidade de raciocínios mais abstratos. Os estudantes tornam-se mais capazes de ver e avaliar os fatos pelo ponto de vista do outro.
Adaptado de BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Educação é a Base, Brasília: Ministério da Educação, 2010, p. 60.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a dimensão do desenvolvimento dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, conforme previsto na Base Nacional Comum Curricular.
Assinale a opção que exemplifica corretamente o processo de acomodação.
Para Jófilli, “o aspecto mais relevante da aprendizagem escolar parece ser o fato de criar zonas de desenvolvimento
"Partindo-se do pressuposto, amplamente ancorado pelos autores da abordagem interacionista, de que a aprendizagem humana é relacional, Meier e Garcia ressaltam a importância de um bom vínculo, sem o qual nenhum outro critério de mediação será eficiente (ABED, 2014, p. 70-71). [...] O planejamento envolve diversas habilidades cognitivas, como a análise das condições e recursos disponíveis [...] e também socioemocionais, como motivação, perseverança, autocontrole para postergar a satisfação de um desejo imediato em prol de um objetivo maior."
D'AURIA-TARDELI, D. et al. Base nacional comum curricular (BNCC) e as competências sócioafetivas: uma revisão bibliográfica. Construção Psicopedagógica, v. 32, n. 33, 2022
Com base nos pressupostos interacionistas da mediação pedagógica discutidos no Texto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I. O desenvolvimento das competências socioafetivas, na perspectiva da mediação, atua de forma autônoma e independente das funções cognitivas, garantindo o sucesso no planejamento de metas complexas sem a necessidade de intervenção intelectual direta.
PORQUE
II. O estabelecimento de vínculos intersubjetivos e a mobilização da dimensão afetiva constituem a base necessária para que os processos de mediação promovam o desenvolvimento das funções cognitivas superiores e a autorregulação.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Evidencia-se que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi elaborada com o intuito de tornar a educação básica brasileira mais igualitária... As competências socioemocionais previstas na BNCC (BRASIL, 2018), remetem ao autoconhecimento, capacidade para gerenciar as próprias emoções, aprendizagem de habilidades sociais, e desenvolvimento de empatia, respeito, tomada de decisão responsável e relações interpessoais positivas, gerenciando os componentes éticos que norteiam a sociedade... A BNCC enfatiza que as competências socioemocionais são fundamentais para que os alunos se desenvolvam em sociedade e que tenham a oportunidade de receber uma formação ética, cidadã e humana.
Fonte: CARNEIRO, T. M. de A.; PINHO, A. M. Competências socioemocionais na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Revista IberoAmericana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 11, n. 2, p. 458-460, fev. 2025. ISSN: 2675-3375. DOI: 10.51891/rease.v11i2.18039.
Uma professora observa um conflito entre dois estudantes, Pedro e João. Pedro, ao sentir-se frustrado por não conseguir compartilhar um pertence, não consegue controlar sua irritação e xinga o colega. Visando ao desenvolvimento das competências socioemocionais previstas na BNCC, a professora decide intervir para que Pedro aprenda a monitorar seus sentimentos e a controlar seus impulsos e comportamentos em situações de estresse. No que diz respeito ao gerenciamento das próprias emoções para atingir objetivos, qual dimensão da competência socioemocional está sendo trabalhada?