Questões de Concurso
Sobre a didática e o processo de ensino e aprendizagem em pedagogia
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Identifique a opção que descreve corretamente essa dinâmica.
As afirmativas a seguir apresentam objetivos relacionados com a atividade pedagógica descrita, à exceção de uma. Assinale-a.
Assinale a opção que caracteriza corretamente essa abordagem.
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Segundo o trecho acima, o professor deve:
Adaptado de GRINSPUN, M. P. S. Z. Autonomia e Ética na Escola: o novo mapa da educação. São Paulo: Cortez, 2014, p. 57.
Com base no trecho, analise as afirmativas sobre a função da orientação educacional no contexto contemporâneo.
I. A orientação passou de uma concepção meramente assistencialista aos estudantes para uma prática voltada à formação da cidadania.
II. O orientador educacional participa de uma educação integral, que possibilita ao estudante refletir, analisar e tomar decisões a respeito de suas próprias ações.
III. A orientação aumentou o enfoque em estudantes especiais, os ditos “alunos-problema”, separando-os do restante do corpo discente para poder oferecer um atendimento individualizado.
Está correto o que se afirma em
(Vasconcelos, 2012, p. 110.)
Em relação às questões metodológicas ligadas especificamente ao processo de ensino-aprendizagem da história, falar e atuar em jogos ou mesmo em gamificação:
Fala-se hoje, com insistência, no professor pesquisador. No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou de atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma, porque professor, como pesquisador.
Adaptado de FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2010, p. 29.
As atitudes listadas a seguir são coerentes com a função de pesquisador inerente à docência, com exceção de uma. Assinale-a.
É imprescindível para o aprimoramento educacional dos alunos que eles assumam a responsabilidade integral por seu próprio desenvolvimento, estabelecendo conexões tangíveis entre a teoria adquirida e sua aplicação prática por meio da participação ativa em projetos que simulem e enfrentem desafios reais. Esse engajamento promove uma experiência de aprendizado profundamente significativa, ampliando não apenas o conhecimento teórico, mas também a capacidade de aplicar esse conhecimento de forma prática e adaptativa.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto político- pedagógico da escola: uma construção possível. 14ª ed. Editora Papirus, 2002
Tendo em vista os desafios do projeto pedagógico, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O projeto pedagógico não é algo que é construído e, em seguida, arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais, ele é vivenciado em todos os momentos, por todos envolvidos no processo educativo da escola.
( ) O projeto pedagógico é uma ação intencional, com um sentido implícito e um compromisso definido pelos principais interessados no processo educativo: gestores e professores.
( ) É incumbência legal de todos estabelecimentos de ensino elaborar e executar sua proposta pedagógica e, para isso, deve criar processos de integração da sociedade com a escola.
As afirmativas são, respectivamente,
Considerando a análise da fala do personagem Armandinho e as atuais concepções de educação, é possível refletir que a função social da escola resume-se
I. ao desenvolvimento do sujeito em todas as suas dimensões, pois deve ser visto não apenas cognitivamente, mas também social, emocional, cultural, espiritual e fisicamente.
II. à formação de indivíduos aptos a exercer uma profissão, conscientes de suas responsabilidades e direitos, dispostos a construir uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.
III. à transmissão de conhecimentos e ao desempenho de uma função moral, ao inculcar normas e valores que são vitais para a organização social.
É correto o que se afirma em
I. A organização do espaço físico da sala de aula reflete a proposta pedagógica da escola e pode ser um meio de quebrar paradigmas pedagógicos tradicionais.
II. A organização da sala em U e em círculo deve ser adotada somente em momentos excepcionais, visto que demanda tempo da aula e envolvimento dos estudantes.
III. A organização da sala de aula é parte integrante das condições didáticas que devem ser oferecidas pelo professor de acordo com seu objetivo de aprendizagem e intencionalidades.
IV. A organização da sala em U, em círculo e grupos pode ser adotada pelo professor, em diversos momentos, como em rodas de conversa, debates e em situações que requeiram interação entre aluno-aluno e aluno-professor.
Está de acordo com as atuais concepções de ensino e de aprendizagem apenas o que se afirma em
O professor organizou a classe em grupos de 4 a 5 estudantes e propôs uma situação-problema. Durante a realização da atividade, ele circulou pelos grupos observando a estratégia que estavam adotando para solucionar o problema. Alguns haviam chegado à resposta correta, outros não. O professor não interrompeu as discussões para corrigir os grupos que haviam se equivocado na resposta, pelo contrário, lançou perguntas e incentivou-os a continuarem discutindo. Em nenhum momento, forneceu a resposta ou elogiou algum grupo por ter conseguido realizar a atividade a contento. No final, solicitou que todos os grupos escolhessem um representante para ir à lousa explicar o caminho percorrido por eles para solucionar o problema. Foi chamando à frente, em primeiro lugar, os grupos que não haviam chegado à resposta correta. Naquele momento, foi discutindo de forma coletiva as estratégias, respostas e possíveis soluções. Houve uma participação ativa dos estudantes, de uma forma geral.
Sobre as condições didáticas oferecidas pelo professor de matemática durante a realização da atividade, avalie se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F), de acordo com as atuais concepções de ensino e de aprendizagem
( ) O professor considera os erros detectados durante a realização da atividade como parte integrante da aprendizagem, aproveitando-os para revelar o caminho percorrido pelos estudantes na resolução do problema.
( ) O professor erra ao não corrigir os problemas quando observa os grupos realizando as atividades, já que os erros devem ser corrigidos no ato, e não valorizados, evitando assim assimilações equivocadas.
( ) O professor, ao solicitar que os estudantes explicitem suas resoluções do problema, colocando-as em discussão, contribui para que os estudantes tomem consciência dos seus erros e possam corrigi-los.
( ) O professor deveria fornecer estratégias e procedimentos matemáticos adequados à resolução dos problemas, no início da atividade, evitando assim que os estudantes cometessem erros e se sentissem expostos por isso.
As afirmativas são, respectivamente,
Ao trabalhar com este material, as crianças poderão
I. Descrever, por meio de imagens, desenhos, características observadas de seus lugares de vivência;
II. Comparar de forma oral e/ou desenhada semelhanças e diferenças de usos do espaço público.
III. Discutir e elaborar, coletivamente, as regras de convívio da turma, montando um painel dos combinados.
IV. Produzir cartazes coletivos para conservação dos diferentes espaços públicos.
As atividades que se encaixam nas situações de convívio em diferentes locais são
1. Unidade temática: Conexões e escalas; Objetos do conhecimento: Experiências da comunidade no tempo e no espaço; Habilidade: ___________
A habilidade que contempla essa unidade temática e esse objeto do conhecimento em Geografia, no plano de ensino de Ciências Humanas é:
“De hoje em diante, que fique combinado que não haverá mais ‘índio’ no Brasil. Fica acertado que os chamaremos indígenas, que é a mesma coisa que nativo, original de um lugar. Certo? Bem, calma lá. Alguém me soprou uma questão: mais índio e indígena não é a mesma coisa? Pois é. Não, não é. Digam o que disserem, mas ser um indígena é pertencer a um povo específico, Munduruku, por exemplo. Ser ‘índio’ é pertencer a quê? É trazer consigo todos os adjetivos não apreciados em qualquer ser humano. Ela é uma palavra preconceituosa, racista, colonialista, etnocêntrica, eurocêntrica. Acho melhor não a usarmos mais, não é?”
Fonte: Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria Pedagógica Currículo da cidade: povos indígenas: orientações pedagógicas. – São Paulo: SME / COPED, 2019, p. 16.
“Ao mesmo tempo, a linguagem como produtora de conhecimento, ao não apresentar de maneira sistemática e elaborada elementos da história e da cultura africanas e afro-brasileiras, elimina não só a possibilidade de as crianças conhecerem tal história e cultura, como também leva à idéia de que não possuem importância, portanto sua ausência se torna normal, natural, a ponto de nem ser denunciada e desejada. Esse fato configura um círculo vicioso de silêncio e silenciamento, que dificulta a reflexão das crianças sobre as relações raciais no cotidiano escolar e, ao mesmo tempo, sobre o próprio pertencimento racial. Por extensão, que essas crianças reflitam e ajam sobre as discriminações experienciadas e percebidas no dia a dia.”
Fonte: Cavalleiro, E. Discriminação racial e pluralismo em escolas públicas da cidade de São Paulo. In: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD). Educação anti-racista: caminhos abertos pela lei federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC-SECAD), 2005. p. 99.
A partir dos excertos apresentados, um caminho eficaz que a escola deve assumir, considerando que o espaço escolar deve romper com práticas racistas e discriminatórias e promover uma educação que reconheça e promova a diversidade étnico-racial, é
“A relação entre educação básica e profissional no Brasil está marcada historicamente pela dualidade. Nesse sentido, até o século XIX, não há registros de iniciativas sistemáticas que hoje possam ser caracterizadas como pertencentes ao campo da educação profissional. O que existia até então era a educação propedêutica para as elites, voltada para a formação de futuros dirigentes.”
Fonte: Documento base da educação profissional técnica de nível médio integrada ao Ensino Médio, 2007, p. 10)
“Os Institutos Federais, com uma proposta singular de organização e gestão, no diálogo com as realidades regional e local e em sintonia com o global, costuram o tecido de uma rede social capaz de gerar, em resposta às demandas de desenvolvimento sustentável e inclusivo, arranjos e tecnologias educacionais próprios. Vislumbra-se que se constituam em marco nas políticas educacionais no Brasil, pois desvelam um projeto de nação que se pretende social e economicamente mais justa. Na esquina do tempo, essas instituições podem representar o desafio a um novo caminhar na produção e democratização do conhecimento.” (Pacheco, 2015, p. 27).
Com base na leitura dos excertos, é fundamental o entendimento de que a história da educação profissional no Brasil tem, na criação dos Institutos Federais, a afirmação do compromisso democrático, ético e cidadão de ruptura com a dualidade entre uma formação para a elite e outra para os trabalhadores. Nessa perspectiva, segundo Pacheco (2015), entre os conceitos fundamentais para a compreensão das concepções que orientam a criação dos Institutos Federais está:
Texto 1
“No que diz respeito à educação básica de jovens e adultos no Brasil, pode-se afirmar que predominam iniciativas individuais ou de grupos isolados, acarretando descontinuidades, contradições e descaso dos órgãos responsáveis (Moura, 2005). Por outro lado, a cada dia, aumenta a demanda social por políticas públicas perenes nessa esfera. Tais políticas devem pautar o desenvolvimento de ações baseadas em princípios epistemológicos que resultem em um corpo teórico bem estabelecido e que respeite as dimensões sociais, econômicas, culturais, cognitivas e afetivas do jovem e do adulto em situação de aprendizagem escolar (Cabello, 1998).” (Moura e Henrique, 2012, p. 115).
Texto 2
A história da educação de jovens e adultos no Brasil é marcada pela luta de diferentes segmentos sociais pela construção de políticas públicas eficazes e específicas para essa modalidade de ensino. No âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA foi instituído em 2005 para que as instituições federais de educação profissional ofertassem cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores e cursos técnicos de nível médio para a população jovem e adulta. (IFSP, 2024)
Após a leitura dos textos, analisando o que indicam os autores, entre os desafios enfrentados pelo PROEJA, destaca-se: