Questões de Concurso
Sobre endodontia em odontologia
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I. Dentes que apresentam pulpite irreversível ou necrose pulpar.
II. Lesões cariosas que não permitem o acesso de instrumentos manuais.
III. Ausência de envolvimento pulpar, fístula, abscesso, mobilidade e dor expontânea.
IV. Dentes em oclusão que apresentem extensa destruição coronária.
V. Lesões de cárie em dentina, cuja abertura cavitária seja muito pequena, mas que possa ser ampliada com o uso de instrumentos manuais.
Estão CORRETAS:
I. Em dentes que apresentam lesões endo-periodontais combinadas verdadeiras, o tratamento deve ser iniciado prioritariamente pela terapia endodôntica.
PORQUE
II. Os subprodutos bacterianos e as toxinas do sistema de canais radiculares podem continuar alimentando a lesão periodontal através dos canais acessórios e do forame apical, impedindo a cicatrização do periodonto.
A respeito dessas asserções, pode-se afirmar que:
Tratamento endodôntico de dentes com rizogênese incompleta apresenta particularidades importantes devido à presença de ápice aberto, paredes radiculares finas e maior risco de fratura. Nessas situações, técnicas específicas como apexificação e procedimentos regenerativos devem ser considerados para promover o fechamento apical e/ou a continuação do desenvolvimento radicular.
Com base nesse contexto, analise as assertivas e Assinale a alternativa correta.
I- A apexificação tem como objetivo induzir a formação de uma barreira apical em dentes com necrose pulpar e rizogênese incompleta.
II- O uso de hidróxido de cálcio ou MTA pode ser indicado na apexificação, sendo o MTA uma alternativa mais rápida para formação de barreira apical.
III- Procedimentos regenerativos endodônticos visam a continuação do desenvolvimento radicular, com aumento do comprimento e espessura das paredes dentinárias.
Paciente do sexo feminino, 28 anos, sistemicamente saudável, comparece ao consultório odontológico relatando dor intensa na região esquerda da face há aproximadamente 3 dias. Refere que a dor é espontânea, pulsátil, de difícil localização e piora ao deitar, interferindo no sono. Relata ainda que o uso de analgésicos promove apenas alívio temporário.
Ao exame clínico, observa-se lesão cariosa profunda no elemento 24. O teste térmico ao frio desencadeia dor exacerbada e prolongada, persistindo mesmo após a remoção do estímulo. O teste de percussão apresenta resposta discretamente positiva. Não há mobilidade dentária.
O exame radiográfico periapical não evidencia alterações na região periapical.
Diante do quadro clínico apresentado, o diagnóstico mais provável é:
Paciente do sexo masculino, 42 anos, sem comorbidades sistêmicas relevantes, comparece ao consultório com queixa de dor persistente à mastigação no elemento 26, mesmo após tratamento endodôntico realizado há aproximadamente 6 meses.
Ao exame clínico, observa-se sensibilidade à percussão vertical e discreto desconforto à palpação. Radiograficamente, o tratamento endodôntico apresenta-se aparentemente adequado em três canais. Entretanto, há área de rarefação óssea persistente associada à raiz mésiovestibular.
Diante do quadro clínico e radiográfico, a hipótese diagnóstica mais provável é:
A necrose pulpar é uma condição patológica caracterizada pela interrupção das funções vitais da polpa dentária, levando à degeneração do tecido pulpar. Essa condição pode ser causada por fatores como traumas dentários, lesões cariosas profundas ou infecções, quando não tratada, pode evoluir para a disseminação bacteriana em direção aos tecidos periapicais, resultando em alterações ósseas como lesões periapicais.
Durante o exame clínico, testes de sensibilidade pulpar são fundamentais para auxiliar no diagnóstico diferencial entre polpa vital e necrosada.
Com base nessas informações, assinale a alternativa que indique um sinal sugestivo de necrose pulpar.
I. Pulpites irreversíveis assintomáticas.
II. Pulpites irreversíveis sintomáticas.
III. Exposições patológicas da polpa.
IV. Exposições acidentais da polpa (operatórias).
Quais podem ser classificados no grupo da biopulpectomia?
I.O primeiro molar superior permanente apresenta frequentemente um quarto canal, localizado na raiz mesiovestibular (canal mesiopalatino ou MV2), que exige exploração criteriosa.
II.O forame mentoniano localiza-se habitualmente entre os ápices dos pré-molares inferiores, sendo a sua identificação crucial para evitar parestesias durante cirurgias e anestesias locais.
III.O ligamento periodontal é composto predominantemente por fibras de elastina dispostas de forma longitudinal, impedindo a propriocepção e a movimentação ortodôntica dos dentes.
Está CORRETO o que se afirma em:
Sobre os abscessos perirradiculares agudos, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. O abscesso perirradicular agudo caracteriza-se por inflamação purulenta decorrente da exacerbação da resposta inflamatória frente à agressão bacteriana nos tecidos perirradiculares.
II. A formação de pus está relacionada à liquefação tecidual promovida por enzimas proteolíticas bacterianas, enzimas lisossomais e radicais oxigenados liberados principalmente por neutrófilos.
III. Os testes pulpares tendem a apresentar resposta positiva intensa e persistente, uma vez que a polpa permanece vital durante a formação do abscesso perirradicular agudo.
IV. O tratamento imediato deve priorizar a drenagem da coleção purulenta e a eliminação do agente agressor, podendo a drenagem ocorrer pelo canal radicular, por incisão da mucosa ou por ambos.
Sobre o abscesso perirradicular crônico, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. O abscesso perirradicular crônico resulta do egresso gradual de irritantes do canal radicular para os tecidos perirradiculares, com formação de exsudato purulento no interior de um granuloma.
II. O abscesso perirradicular crônico pode se originar da cronificação de um abscesso perirradicular agudo.
III. Os testes pulpares geralmente apresentam respostas positivas, pois a polpa permanece vital durante a drenagem fistulosa.
IV. O rastreamento da fístula com cone de guta-percha, seguido de constatação radiográfica, auxilia na identificação do dente envolvido, especialmente quando a fístula não está próxima à origem do processo.