Questões de Concurso
Sobre doenças hepáticas e biliares em nutrição
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I. A adinemia é sinônimo para fraqueza, prostração, astenia. Nessa condição, deve ser revista a prescrição dietética, avaliando o custo benefício de uma possível suplementação.
II. A encefalopatia hepática é decorrente da elevação da creatinina no sangue e neste caso deve ser instituída dietoterapia especializada com aminoácidos de cadeia ramificada.
III. A ascite está diretamente associada aos quadros diarreicos e devem ser incorporados na dieta os triglicerídeos de cadeia média, TCM. IV – O edema é associado à hipoalbuminemia e pode ser feita a suplementação de albumina via oral.
Assinale a alternativa CORRETA.
O fígado, a maior glândula do corpo, com massa corporal de cerca de 1.500 g, é de primordial importância sendo impossível sobreviver sem ele. As doenças hepáticas podem ser agudas ou crônicas, hereditárias ou adquiridas; elas podem afetar diversas partes do metabolismo humano devido às múltiplas funções do fígado. Sobre as doenças hepáticas e suas consequências, analise as afirmativas a seguir.
I. Ocorre alteração no metabolismo de carboidratos, visto que o fígado armazena a glicose e a devolve ao sangue quando as concentrações de glicose tornam-se baixas. Ele também produz glicose, pela gliconeogênese, a partir de ácido láctico, aminoácidos glicogênicos e intermediários do ciclo do ácido tricarboxílico.
II. Acarreta em diminuição da síntese dos fatores da coagulação, como fibrinogênio e protrombina; altera produção de proteínas séricas, como albumina, alfaglobulina, betaglobulina, transferrina, ceruloplasmina e lipoproteínas
III. Há importantes vias metabólicas das proteínas no fígado. A transaminação e a desaminação oxidativa constituem duas destas vias que convertem aminoácidos em substratos, que são utilizados na produção de energia e de glicose, bem como na síntese de aminoácidos não essenciais.
Está correto o que se afirma em
Leia o caso a seguir.
S.V., paciente do sexo feminino, 40 anos, diagnóstico de cirrose hepática, diabetes e hipertensão arterial. Foi internada devido a quadro de alteração de pressão severa e hiperglicemia. Há um ano, pesava 55 kg e nega alteração da ingestão alimentar na última semana. Dados: Peso atual: 53 kg e Altura: 1,60 m.

Qual é o score final do instrumento de triagem nutricional utilizado e qual é a interpretação?
( ) A história alimentar é muito importante para avaliar a ingestão de macro e micronutrientes, assim como o consumo de bebidas alcoólicas, e pode ser realizada por vários métodos, porém o recordatório alimentar e a observação da ingestão alimentar são facilmente aplicáveis na prática clínica.
( ) O exame físico é importante, pois pesquisa a presença de ascite, edema, encefalopatia hepática e sinais de deficiências nutricionais específicas, como: pelagra, devido à deficiência de vitamina B1 (niacina); dermatite, por carência de zinco; anemia ou lesões do sistema nervoso, devido a quantidades menores do que o normal de vitamina B12 (cianocobalamina); e verifica-se a deficiência de ácidos graxos essenciais em pacientes com esteatorreia ou colestase hepática, levando a escoriações cutâneas secundárias à presença de pruridos ou sinais na pele.
Considerando esta afirmação, identifique a alternativa que apresenta somente BCAA.
I. Oferta energética entre 35 kcal/kg e 40 kcal/kg de peso corporal seco por dia, podendo ser de até 45 kcal/kg de peso corporal seco em casos mais graves, no qual há indicação de transplante, com o objetivo de melhorar o estado nutricional. II. Consumo de proteínas de 0,8 g/kg a 1,0 g/kg de peso corporal seco por dia. III. A utilização de sal de cozinha (NaCl - cloreto de sódio) somente deve ser restrita quando houver retenção hídrica evidenciada pela presença de ascite e edema. Nesses casos, a ingestão deve ser de, aproximadamente, 2.000 mg de sódio por dia. IV. Dietas com restrição proteica, com o objetivo de evitar a precipitação de encefalopatia hepática.
verifica-se que estão corretas
I. A intervenção nutricional em casos de diarreia deve identificar se há esteatorreia ou sangue nas fezes e indicar o uso de triglicerídeos de cadeia média, suplementos de ferro e complexo B.
II. A intervenção nutricional em casos de encefalopatia hepática inclui a utilização de aminoácidos de cadeia aromática, probióticos, simbióticos e controle da ingestão proteica.
III. A intervenção nutricional em casos de doença hepática gordurosa não alcoólica é recomendada para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 25 kg/m2 . A redução de até 1 kg por semana é desejável.
IV. A desnutrição é frequente, podendo atingir até 80%, dos pacientes com doença alcoólica do fígado e nestes casos a intervenção nutricional pode ofertar de 1,2 a 1,5 g de proteína por kg de peso/dia e de 35 a 40kcal/kg/dia.
V. A terapia nutricional em casos de cirrose deve considerar as recomendações da oferta calórica a partir da determinação do gasto energético de repouso (GER), utilizando a fórmula de Harris e Benedict.
Está(ão)CORRETO(S)