Questões de Concurso
Sobre doenças cardiovasculares em nutrição
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O colesterol elevado pode ser considerado o principal fator de risco modificável da doença arterial coronariana e seu controle traz grande benefício na redução de desfechos cardiovasculares como infarto e morte por doença coronariana. Assinale a alternativa CORRETA quanto às recomendações para o tratamento não medicamentoso da dislipidemia na prevenção cardiovascular:
O conjunto das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública da atualidade e responde por, aproximadamente, 71% da mortalidade mundial. No Brasil, em 2016, as DCNTs foram associadas a 74% do total de mortes, com destaque para Doenças Cardiovasculares (DCVs). Analise a seguir os resultados da avaliação bioquímica de quatro pacientes com histórico familiar de DCNT atendidos pela nutricionista de determinada Unidade Básica de Saúde. Para a realização dos exames bioquímicos, tais pacientes se encontraram em jejum.
Paciente |
Idade |
HDL (mg/dL) |
LDL (mg/dL) |
Colesterol (mg/dL) |
Triacilgliceróis (mg/dL) |
|
Antônia |
48 |
52 |
148 |
24 |
160 |
|
José |
56 |
36 |
14 |
190 |
230 |
|
João |
50 |
48 |
198 |
23 |
138 |
|
Cláudia |
52 |
44 |
130 |
881 |
155 |
Considerando as classificações e os valores referenciais da Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (SBC, 2017), assinale a afirmativa correta.
Analise as afirmativas abaixo considerando as recomendações das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020.
1. O papel da vitamina D no controle da pressão arterial está bem estabelecido. Portanto, para indivíduos com Hipertensão Arterial em estágio I, recomenda-se a suplementação diária de 2.000 UI de vitamina D.
2. O consumo de sódio deve ser restrito a 2 g/dia, com substituição de cloreto de sódio por cloreto de potássio, se não existirem restrições.
3. O peso corporal deve ser controlado para a manutenção de IMC < 25 kg/m2.
4. A dieta tipo DASH e semelhantes deve ser prescrita. Para tanto, deve-se restringir a ingestão de laticínios a uma porção por dia.
5. A ingestão de uma dieta rica em potássio (3,5 a 5g/dia) é uma intervenção recomendada para a prevenção da hipertensão arterial, pois tem potencial para reduzir a pressão arterial.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o caso a seguir.
S.V., paciente do sexo feminino, 40 anos, diagnóstico de cirrose hepática, diabetes e hipertensão arterial. Foi internada devido a quadro de alteração de pressão severa e hiperglicemia. Há um ano, pesava 55 kg e nega alteração da ingestão alimentar na última semana. Dados: Peso atual: 53 kg e Altura: 1,60 m.

Qual é o score final do instrumento de triagem nutricional utilizado e qual é a interpretação?
I. Os ácidos graxos monoinsaturados são mais resistentes ao estresse oxidativo; e uma dieta rica nestes ácidos graxos faz com que as partículas de LDL-c fiquem enriquecidas com eles e, por isso, menos suscetíveis à oxidação.
II. Os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 exercem inúmeros efeitos sobre diferentes aspectos fisiológicos e do metabolismo que podem influenciar a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como melhora da função autonômica, antiarrítmico, diminuição da agregação plaquetária e da pressão arterial, melhora da função endotelial, estabilização da placa de ateroma.
III. O efeito dos ácidos graxos poli-insaturados ômega-6 sobre trigliceridemia se deve à ação desse ácido graxo na redução da síntese de APO-B e aumento do seu catabolismo; simultaneamente pode acelerar o catabolismo dos quilomícrons por estimular a atividade da enzima lipoproteína lipase.
Está correto o que se afirma em
I - Em pacientes de UTI não intubados com COVID-19 que não atingem a meta de energia com uma dieta oral, suplementos nutricionais orais devem ser considerados primeiro e depois o tratamento com nutrição enteral (NE). Para ser iniciada precisa ser assegurada a instabilidade hemodinâmica (Pressão arterial média < 60 - 70 mmHg e/ ou Pressão arterial sistólica < 90 – 100 mmHg) e a funcionalidade do sistema digestivo.
II - Em pacientes de UTI intubados e ventilados com COVID-19, a nutrição enteral (NE) deve ser iniciada por sonda nasogástrica; a alimentação pós-pilórica deve ser realizada em pacientes com intolerância gástrica após tratamento procinético ou em pacientes com alto risco de aspiração; a posição prona não representa uma limitação ou contraindicação para NE.
III - As necessidades energéticas devem ser estimadas com base na calorimetria indireta (CI), quando disponível. A administração de energia será aumentada progressivamente. Se não for possível o uso da CI, a equação preditiva que recomenda 20 kcal/kg/dia pode ser usada e a energia aumentada para 50–70% no dia 2 e para 80–100% no dia 4, se viável e seguro.
IV - A recomendação proteica é de 1,3 g/kg de proteína por dia, devendo ser atingida no dia 3-5. Para pessoas com obesidade, usar o “peso corporal ajustado”. Considerando a importância de preservar a massa e a função do músculo esquelético e as condições altamente catabólicas relacionadas à doença e à internação na UTI, estratégias adicionais podem ser consideradas individualmente.
V - Na ocorrência de choque séptico pode haver aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial (PA), havendo necessidade de ajustar a oferta da droga vasopressora (por ex. noradrenalina) e eventual suspensão da dieta.
Assinale a opção que corresponde à sequência correta, considerando V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.