Questões de Concurso Sobre não definido
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O uso de instrumentos com materiais recicláveis é uma realidade do ensino de música em vários ambientes (de universidades a escolas de ensino regular) e o uso de fontes sonoras diversas têm sido estimulado pelos educadores musicais associados à segunda geração dos métodos ativos, tais como Murray Schaffer, John Paynter e George Self, como uma forma não só de ampliar o universo sonoro dos estudantes, mas também de aproximá-los da produção da música de concerto contemporânea.
O ensino de teoria musical antes da prática ainda é a melhor metodologia.
Historicamente, a aprendizagem musical se restringia aos conservatórios e às escolas de música. A partir da alteração da Lei n.º 9.394/1996, o ensino de música passou a ser obrigatório nas escolas regulares. Apesar da ampliação do campo de trabalho para professores, há a necessidade de se fazer uma distinção entre a função e os objetivos da música ensinada em escolas específicas e em escolas regulares. Nesse sentido, o objetivo do ensino de música em escolas regulares é desenvolver a sensibilidade, o gosto pela boa música e a vivência, por meio da musicalização. Já os conhecimentos e as habilidades mais específicas, como a aprendizagem de instrumentos musicais, a grafia, a compreensão da estrutura musical e a percepção auditiva são destinados às escolas de música. Essas especificidades e diferenças da função, das concepções musicais, de seus impactos e de suas limitações na elaboração de projetos pedagógicos têm sido amplamente afirmadas na literatura sobre a área.
As metodologias ativas de ensino musical são caracterizadas pela experiência direta do aluno nos processos de ensino-aprendizado, envolvendo diversos elementos musicais, e não somente o interesse no desenvolvimento de uma técnica instrumental específica. No Brasil, o melhor exemplo de uso dessa abordagem em sala de aula foi o canto orfeônico.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular, a presença do ensino de música na escola regular visa a desenvolver a percepção, a experimentação, a reprodução, a manipulação e a criação de materiais sonoros diversos, dos mais próximos aos mais distantes da cultura musical dos alunos. Esse processo lhes possibilita vivenciar a música, relacionando-a à diversidade, e desenvolver saberes musicais fundamentais para a sua participação crítica e ativa na sociedade.
Em 2017, houve uma decisão do Supremo Tribunal Federal que permitiu o ensino religioso confessional em escolas públicas. Isso significa que, em escolas que tenham optado pelo ensino da religião católica, por exemplo, os professores de música não poderão trabalhar, em sala de aula, conteúdos relacionados à música de outras religiões, tais como músicas indígenas e músicas e matrizes africanas.
Conforme as mais recentes metodologias inclusivas de educação musical, a principal função do professor de música em sala é a de ensinar os elementos básicos da música, divididos em melodia, harmonia e ritmo. Dessa forma, mesmo que o professor dê alguma importância às músicas que os estudantes trazem para a sala de aula, gêneros como o Hip-Hop são de pouca utilidade, pois, apesar de terem uma prosódia bem interessante, falta variedade na melodia e no uso da harmonia. Nesse sentido, músicas como a Bossa Nova, mesmo que não seja o gênero mais apreciado pelos estudantes, são muito mais ricas para serem utilizadas em sala de aula do ensino regular.
A escrita da cifra harmônica dos acordes que aparecem na figura acima são representadas da forma seguinte (cada linha igual um compasso).
1 | Cm – Cm7/Bb | 2 | Ab – Ab7/Gb | 3 | Db/F | 4 | G7 | 5 | Cm |
A figura acima representa um exercício de harmonização a quatro vozes chamado de condução de vozes. Nele, são percebidos, nessa ordem, um acorde de tônica menor, o uso de uma dominante secundária, um acorde de sexta aumentada francesa e um acorde de dominante com sétima menor resolvendo em um acorde de tônica, criando uma cadência autêntica perfeita e terminando com uma terça de picardia.
Analisando-se a música e a tessitura da melodia, é correto concluir que a música está na tonalidade de Dó maior e que, para harmonizar a melodia, é necessário o acorde de Dó maior no primeiro compasso e o acorde de Sol maior no segundo compasso.
O baixo contínuo é um sistema de notação em que um instrumento grave toca a melodia referente ao baixo e os números abaixo desse pentagrama indicam os intervalos harmônicos que devem ser executados acima desse baixo por algum instrumento harmônico. No exemplo dado na figura acima, o símbolo de sustenido que está escrito logo abaixo da nota Ré, no compasso 31, indica que o músico que executar a harmonia deverá elevar a terça acima dessa nota Ré. Dessa forma, o quarto tempo desse compasso terá a sonoridade de um acorde de Ré maior (desconsiderando-se a nota Dó executada pela voz mais grave).
Ao analisar a partitura da figura acima, é correto afirmar que se trata de uma peça para duas vozes masculinas e baixo contínuo. A presença desse baixo contínuo indica que, muito provavelmente, é uma obra do período Barroco.
Na partitura escrita na figura acima, o intervalo melódico entre as notas 2 e 3 é um intervalo de quinta diminuta ascendente, o intervalo melódico entre as notas 5 e 6 é um intervalo de sétima maior ascendente e o intervalo melódico entre as notas 7 e 8 é um intervalo de segunda aumentada ascendente.
A depender do sistema de classificação, a guitarra, o violino e o piano podem estar em um mesmo grupo ou em grupos diferentes. Por exemplo, todos são cordofones, pois são instrumentos de corda, mas, se se levar em consideração a forma como o som é produzido, eles serão classificados de forma diferente. A guitarra é um instrumento de cordas dedilhadas (mesmo que se toque de palheta), enquanto o violino é um instrumento de cordas friccionadas (mesmo que seja possível executá-lo como um violão, técnica essa conhecida como pizzicato). Já o piano é um instrumento de corda percutida, às vezes classificado como instrumento de percussão. De acordo com essa classificação, o cravo estaria mais próximo da guitarra que do piano, enquanto o berimbau está mais próximo do piano que do violão.



