Questões de Concurso Sobre medicina

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Q3818866 Medicina
Lactente, sexo masculino, 10 meses de idade, previamente hígido, está internado em enfermaria de pediatria devido a quadro de estomatite viral aguda. Ele foi internado devido à baixa aceitação da dieta oral e risco de evoluir com desidratação, sendo instalado um soro de manutenção. Três horas após a instalação do soro, outro plantonista vai avaliar a criança e percebe que a concentração de sódio na solução está três vezes acima da preconizada. O soro é interrompido, é solicitada uma coleta de sódio na urgência, com resultado de 143 mEq/L (dentro da faixa de normalidade), sendo prescrito um novo soro com a concentração certa de sódio. A mãe, que estava acompanhando a criança, acompanhou a coleta de exames e a troca do soro, sem questionar ativamente os motivos desses procedimentos.

Qual é a conduta adequada neste caso?
Alternativas
Q3818865 Medicina
Adolescente, sexo masculino, 13 anos de idade, com diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda, em quimioterapia, apresenta dor e edema em braço direito há 24 horas, local em que já possui cateter central de inserção periférica (PICC). Nega febre.

Ao exame clínico, apresenta assimetria de 2 cm no perímetro braquial, leve eritema no trajeto do PICC, com dor discreta à palpação e sem calor local, pulsos periféricos palpáveis.

Colhido hemograma, sem alterações significativas (1.750 neutrófilos). Proteína C reativa: 0,5 mg/L. Pró-calcitonina: 0,1 ng/mL.

Realizada ultrassonografia Doppler venoso: trombose da veia axilar e subclávia direita.

Qual é a conduta mais adequada? 
Alternativas
Q3818864 Medicina
Escolar, sexo masculino, 9 anos de idade, está internado em enfermaria por pneumonia lobar direita, em uso de ceftriaxone endovenoso. No 3o dia de internação, já está afebril há 24 horas, mas evolui com letargia, cefaleia e vômitos.

Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, corado, sem sinais de desidratação, mucosas úmidas e pulsos cheios. Sonolento, escala de coma de Glasgow: 14; PA: 90/55 mmHg; FC: 110 bpm; FR 22 irpm; SpO2 : 96% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com discretos estertores em ápice direito, sem sinais de desconforto respiratório. 

Inicialmente, é repetida radiografia de tórax, que demonstra resolução parcial da pneumonia. São colhidos exames laboratoriais com Hb: 10,2 g/dL; Ht: 32%; leucócitos: 12.540; plaquetas: 320.000; proteína C reativa: 42 mg/L (anterior de 124 mg/L).

Sódio: 121 mEq/L; potássio: 4,4 mEq/L; ureia: 32 mg/L; creatinina: 0,52 mg/L.
Gasometria venosa com pH: 7,41; pCO2 : 41 mmHg; bicarbonato: 21 mEq/L.
Glicemia: 88 mg/dL.
Sódio urinário: 42 mEq/L (elevado).

Qual é a conduta hospitalar mais adequada neste momento?
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Q3818863 Medicina
Lactente, sexo feminino, 2 meses de idade, com antecedente de prematuridade de 34 semanas, está internada em enfermaria devido a quadro de bronquiolite, com painel respiratório positivo para vírus sincicial respiratório (VSR). Hoje, após 24 horas de internação, a mãe acha que a paciente está mais cansada. Ao exame clínico, paciente está em regular estado geral, letárgica e hipoativa. No exame pulmonar, apresenta sibilos difusos, tiragem subcostal intensa, com balanço de cabeça e gemência expiratória, frequência respiratória de 76 irpm e SatO₂ de 84% em ar ambiente.

É instalado cateter nasal de alto fluxo com 2 L/kg e FiO2 de 60%, com aumento da SatO₂ para 89%; contudo, nota-se que a paciente está fazendo pausas respiratórias de 10 a 15 segundos, com queda de saturação.

Qual é a conduta imediata mais indicada? 
Alternativas
Q3818862 Medicina
Escolar, sexo masculino, 6 anos de idade, com antecedente de asma em uso de beclometasona inalatória continua, deu entrada no pronto-socorro com desconforto respiratório iniciado nas últimas 12 horas. Mãe administrou salbutamol 100 mcg, 2 puffs com espaçador a cada 6 horas, sem sinais de melhora. Na triagem, paciente hiporresponsivo, com FC: 52 bpm, SpO2 : 78% em ar ambiente. Levado imediatamente à sala de emergência, monitorizado, oferecido oxigênio em máscara não reinalante, evoluiu com inconsciência. Como paciente estava sem pulso palpável, foram iniciadas compressões torácicas de alta qualidade (frequência 100–120/min) associadas à ventilação com bolsa-válvula-máscara na relação de 15 compressões para duas ventilações. Após 2 minutos, a RCP é interrompida para a checagem de ritmo, e o monitor demonstra os seguintes parâmetros:

Q40.png (581×281)

Paciente segue sem pulso palpável.

Qual é a medida imediata nesse contexto?
Alternativas
Q3818861 Medicina
Pré-escolar, sexo masculino, 3 anos e 8 meses de idade, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro por episódio convulsivo tônico-clônico generalizado iniciado há poucos minutos. A mãe refere febre baixa notada desde hoje pela manhã, associada à sonolência e à recusa alimentar. Não há história familiar de epilepsia.

Na chegada, encontra-se em atividade convulsiva contínua, escala de coma de Glasgow: 10; SatO₂: 91% em ar ambiente; FC: 142 bpm; PA: 88/52 mmHg; temperatura: 38,3 °C; glicemia capilar: 88 mg/dL. É levado à sala de emergência, onde é obtido acesso venoso periférico, iniciada administração de oxigênio por máscara não reinalante e colocada monitorização cardíaca.

Qual deve ser a conduta imediata?
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Q3818860 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 2 anos e 6 meses de idade, previamente hígida, chega ao pronto atendimento com quadro de febre de até 39,5 °C, tosse e coriza iniciados há 36 horas, com vômitos e hiporresponsividade nas últimas 3 horas. Ao exame clínico: regular estado geral; descorada 2+/4+; FC: 170 bpm; PA: 78/44 mmHg; FR: 42 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar: 4 segundos; extremidades frias; pulsos filiformes. Exame pulmonar com presença de tiragem subdiafragmática leve, ausculta com murmúrios vesiculares presentes bilateralmente com sopro tubário em ápice direito. Sem outras alterações relevantes. Administrado oxigênio em máscara não reinalante com aumento da SpO2 para 95% e resolução do desconforto respiratório. Após duas tentativas, obtém-se acesso venoso periférico, sendo também colhida hemocultura.

Entre as condutas listadas a seguir, qual é a primeira a ser realizada?
Alternativas
Q3818859 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 3 anos de idade, é encontrada com uma cartela de paracetamol na mão. Pela estimativa dos familiares, ela ingeriu 4 comprimidos de 750 mg cada. Chega ao atendimento médico aproximadamente 4 horas após a ingestão. Está assintomática. Ao exame clínico, criança em bom estado geral, consciente e orientada; PA: 96/54 mmHg; FC: 108 bpm; FR: 26 irpm; sem alterações significativas. Peso de 15 kg.

A conduta mais apropriada é
Alternativas
Q3818858 Medicina
Adolescente, sexo feminino, 15 anos de idade, veio à Unidade Básica de Saúde (UBS) acompanhada de uma prima para consulta de rotina. Ela entra na consulta sozinha para atendimento. Tem antecedente de asma e faz uso de corticoide inalatório em baixa dose associado a beta-2 de longa ação de forma contínua (formoterol 6 mcg + budesonida 200 mcg de 12 em 12 horas). Ela refere preocupação com tosse iniciada há uma semana, sem coriza ou febre. Ao questionar possíveis desencadeantes para a tosse, ela conta que tudo começou após fumar um cigarro de maconha na casa de um amigo há uma semana. Diz que foi uma única vez e que não pretende repetir, justamente por causa dessa tosse. Ela só demonstra preocupação com a reação dos pais se soubessem do evento e pede que essas informações não sejam compartilhadas com eles.

Do ponto de vista ético, qual deve ser a conduta neste caso?
Alternativas
Q3818857 Medicina
Escolar, sexo feminino, 7 anos e 4 meses de idade, previamente hígida, é trazida à consulta de rotina com relato que apresenta desenvolvimento mamário há 5 meses. Não apresenta outras queixas. Faz uso diário de vitamina D, 600 UI/dia, nega uso de qualquer outra medicação, seja sistêmica ou tópica.

Ao exame clínico, nota-se estágio puberal M2P1. Estatura acima do percentil 97 pelas curvas adequadas da OMS, peso entre percentil 85 e 97. Nota-se que houve ganho de 4 cm de estatura nos últimos 6 meses.

Realizada radiografia de punho esquerdo para determinação de idade óssea, laudo compatível com 10 anos.

Com base nesses achados, o diagnóstico mais provável é 
Alternativas
Q3818856 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 3 anos de idade, apresenta lesões eczematosas pruriginosas desde os 6 meses de vida, que geralmente pioram na época do inverno. Nas últimas duas semanas, surgiram pápulas eritematosas exsudativas com crostas melicéricas em fossas cubitais e poplíteas. Mãe relata prurido intenso, que piora após banho quente.

Ao exame clínico, apresenta áreas de liquenificação, escoriações e crostas amareladas em membros superiores e inferiores.

Com base no diagnóstico mais provável, a conduta adequada é
Alternativas
Q3818855 Medicina
Lactente, sexo masculino, 1 ano e 3 meses de idade, está em consulta de puericultura. Mãe traz queixa que ele desperta 4 a 5 vezes por noite e só readormece mamando no seio materno. Durante o dia, permanece em creche em horário integral, onde cuidadores referem que ele faz 3 cochilos curtos, de aproximadamente 40 minutos, iniciando e encerrando o sono sem necessidade de ajuda. Em casa, após chegar da creche, a mãe diz que ele fica muito mais agitado, quer andar de um lado para o outro da casa, ela nota que ele fica mais ativo ao anoitecer. Tem dificuldade de oferecer o jantar e o leite noturno, só consegue colocando-o para assistir telas para acalmar. Também usa a estratégia da tela do celular para mantê-lo deitado no seu colo e conseguir fazê-lo dormir. Há noites em que ele dorme antes das 22 h, mas em outras noites passa da meia-noite.

Ao exame clínico, nenhuma alteração significativa. Crescimento e desenvolvimento compatíveis com a idade. A mãe solicita “alguma medicação para ajudá-lo a dormir”.

Qual é a conduta adequada?
Alternativas
Q3818854 Medicina
Homem de 48 anos, previamente hígido, apresenta pirose e regurgitação ácida há cerca de 6 anos, com piora progressiva nos últimos meses, apesar do uso regular de inibidor de bomba de prótons em dose plena. Refere episódios ocasionais de tosse seca e rouquidão matinal, mas nega disfagia ou perda ponderal. A endoscopia digestiva alta evidencia esofagite erosiva grau C de Los Angeles e hérnia hiatal por deslizamento de, aproximadamente, 4 cm. A manometria esofágica mostra pressão reduzida do esfíncter esofágico inferior, com motilidade esofágica preservada.

Considerando o quadro clínico e a falha do tratamento clínico, indica-se tratamento cirúrgico. Qual é a técnica cirúrgica mais indicada para esse paciente?
Alternativas
Q3818853 Medicina
Mulher de 59 anos consulta-se com clínico geral por apresentar nódulo tireoidiano incidental em ultrassom de rotina. Está assintomática. No exame cervical, a tireoide está tópica, fibroelástica, de volume habitual. Nota-se, à palpação de lobo esquerdo, a presença de nódulo de consistência endurecida, medindo cerca de 2,5 cm, móvel e indolor. Ultrassonografia de tireoide: presença de nódulo sólido, hipoecoico, com halo incompleto, mais alto do que largo, com vascularização central e microcalcificações de permeio medindo 2,5 x 1,4 cm em 1/3 médio do lobo esquerdo.

Em relação a esse caso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3818852 Medicina
Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura o pronto- -atendimento por dor discreta em hipocôndrio direito há dois meses. Nega icterícia, febre ou perda de peso. Relata uso contínuo de anticoncepcionais orais há 12 anos. Ao exame físico, não há sinais de hepatomegalia nem estigmas de hepatopatia crônica. Ultrassonografia de abdome mostra uma lesão sólida, bem delimitada, de 5,0 cm no lobo direito hepático. A ressonância magnética evidencia lesão hipervascular, sem cicatriz central, e com áreas de hemorragia intralesional. Sorologias para hepatites B e C são negativas, e o alfafetoproteína (AFP) está dentro dos valores de referência.

Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos sobre as neoplasias hepáticas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3818851 Medicina
Homem de 48 anos procura o pronto-atendimento com história de dor anal intensa, sangramento vivo durante as evacuações e exteriorização de massas anais há cerca de 2 anos, com piora progressiva nos últimos meses. Refere que as massas não mais reduzem espontaneamente, sendo necessário empurrá-las manualmente após evacuar. Ao exame físico, observam-se três mamilos hemorroidários volumosos, congestos e parcialmente trombosados, localizados nos pontos clássicos (3, 7 e 11 horas), além de componente externo importante e prolapso mucoso irreversível. Após estabilização clínica e exclusão de outras causas de sangramento, indica-se tratamento cirúrgico definitivo.

A equipe opta pela técnica de Milligan–Morgan, que consiste em
Alternativas
Q3818850 Medicina
Mulher, 42 anos, queixa-se de fadiga progressiva com diplopia ao final do dia há 6 meses. Exame neurológico sugere fraqueza fatigável; sorologia para anticorpo anti- -receptor de acetilcolina é positiva. Radiografia de tórax mostra alargamento do mediastino anterior. A tomografia computadorizada de tórax com contraste mostra uma massa encapsulada no mediastino anterior, sem invasão evidente de estruturas adjacentes (imagem demonstrada a seguir). Não há adenomegalias mediastinais perceptíveis.

Q28.png (274×426)
(Townsend Jr., C. M.; Beauchamp, R.D.; B. Evers, M. and Mattox, K.L. Sabiston - Tratado de Cirurgia. 20a Edição, Ed. Elsevier, 2019, pg. 2506)

Qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q3818849 Medicina
Mulher de 26 anos dá entrada na emergência referindo dor abdominal súbita de forte intensidade há 40 minutos, acompanhada de sudorese, palidez cutaneomucosa, tontura e mal estar geral. Refere atraso menstrual há cerca de 8 semanas. Sinais vitais: PA: 90/55 mmHg; FC: 132 bpm; FR: 26 mrpm. Exame físico: dor à palpação abdominal difusamente, DB +, toque vaginal com abaulamento dos fundos de saco. Sinal de Proust positivo. Solicitado ultrassom (imagem demonstrada a seguir).
Q27.png (240×217)
(Tissiani, J.; Martins, W . P. et al. Experts in Ultrasound Reviews and Perspectives 1(2):100-106 DOI:10.4281/eurp.2009.02.07)

A conduta a ser realizada com a paciente deverá ser:
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Q3818848 Medicina
Será realizada uma segmentectomia hepática em um paciente com hepatocarcinoma localizado. O cirurgião principal é canhoto, e sua equipe deve preparar a mesa de instrumentação cirúrgica de forma ergonômica e segura para o procedimento. O instrumentador, destro e acostumado com cirurgiões destros, organiza o material como de rotina.

Das medidas indicadas a seguir, aquela que representa a adequação correta da montagem da mesa para o cirurgião canhoto, nesse tipo de cirurgia, é:
Alternativas
Q3818847 Medicina
Durante uma hernioplastia incisional com conteúdo intestinal no saco herniário, a cirurgiã principal, chefe da equipe, solicita um instrumento para apreensão delicada de tecido intestinal, sem causar trauma nem perfuração. A instrumentadora, aluna do internato, oferece uma pinça de Kocher, mas a cirurgiã recusa.

Qual das seguintes pinças é a mais apropriada para atender a solicitação da cirurgiã?
Alternativas
Respostas
21761: C
21762: B
21763: A
21764: D
21765: A
21766: B
21767: D
21768: C
21769: C
21770: B
21771: A
21772: D
21773: A
21774: C
21775: B
21776: D
21777: B
21778: D
21779: B
21780: C