Questões de Concurso Comentadas sobre neurologia em medicina

Foram encontradas 7.003 questões

Q3831263 Medicina
A Miastenia Gravis (MG) pode ser subclassificada de acordo com o perfil de anticorpos, o que tem implicações clínicas e terapêuticas diretas. Um paciente apresenta fraqueza muscular com predominância bulbar severa (disfagia, disartria), atrofia de língua e fraqueza respiratória precoce, mas com pouca ptose palpebral. O teste com anticorpo anti-receptor de acetilcolina (anti-AChR) foi negativo. Assinale a alternativa que indica o anticorpo mais provável de ser encontrado e a característica da resposta terapêutica.
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Q3831262 Medicina
Paciente apresenta quadro súbito de hemibalismo contralateral, preservando a força muscular, mas com movimentos involuntários violentos e de grande amplitude do membro superior e inferior. A ressonância magnética (RM) indica uma lesão lacunar estratégica pequena. Considerando a anatomia dos gânglios da base e as vias motoras indiretas, assinale a alternativa que indica a estrutura anatômica lesionada responsável por essa fenomenologia clínica.
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Q3831259 Medicina
Um paciente de 60 anos, em tratamento imunossupressor pós-transplante renal, desenvolve febre, cefaleia e sinais de acometimento de pares cranianos baixos (disfagia, disartria) e ataxia, evoluindo para rebaixamento do nível de consciência. A RM mostra abscesso/rombencefalite no tronco encefálico. O líquor apresenta pleocitose (com predomínio de neutrófilos ou mista), hiperproteinorraquia e glicose baixa. A coloração de Gram revela bacilos Gram-positivos. Assinale a alternativa que indica o agente etiológico provável e o tratamento antimicrobiano empírico mandatório a ser adicionado ao esquema padrão de meningite.
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Q3831258 Medicina
Durante o exame físico de um paciente com paraparesia espástica progressiva, o neurologista pesquisa o sinal de Beevor para auxiliar na localização do nível da lesão medular. Ao solicitar que o paciente realize a flexão da cabeça em decúbito dorsal, observa-se o deslocamento do umbigo em direção cefálica. Assinale a alternativa que indica a interpretação correta desse achado semiológico quanto à localização da lesão.
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Q3831257 Medicina
Um paciente vítima de acidente automobilístico em alta velocidade é admitido em coma (Glasgow 6). A TC de crânio inicial mostra apenas pequenas petéquias na transição substância branca-cinzenta, sem desvio de linha média ou hematomas cirúrgicos. A RM realizada posteriormente, com sequências de suscetibilidade magnética (SWI), revela múltiplas micro-hemorragias no corpo caloso e no tronco encefálico dorsolateral. Considerando a classificação de Adams para Lesão Axonal Difusa (LAD), assinale a alternativa correta.
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Q3829948 Medicina
O mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros.


Quando Jake tinha apenas cinco meses de idade, ele teve sua primeira convulsão do tipo tônico-clônica — seu corpinho enrijeceu e ele começou a se debater rapidamente.

"Estava muito quente no dia e ele sofreu uma hipertermia. Testemunhamos o que achávamos ser a coisa mais assustadora que veríamos na vida", declarou a mãe de Jake, Stephanie Smith. "Infelizmente, não foi."

As convulsões começaram a se repetir sempre que fazia calor. Com a chegada dos dias abafados e úmidos do verão, a família recorria a todo tipo de método para tentar manter Jake fresco, travando uma verdadeira batalha para conter as convulsões.

Aos 18 meses, após um teste genético, Jake foi diagnosticado com a Síndrome de Dravet, uma condição neurológica que inclui um tipo de epilepsia e afeta cerca de 15 mil crianças.

As convulsões costumam vir acompanhadas de deficiência intelectual e várias comorbidades, como autismo e TDAH, além de dificuldades na fala, mobilidade, alimentação e sono. O calor intenso e mudanças bruscas de temperatura podem desencadear uma crise.

Aos 13 anos, Jake já passou por incontáveis convulsões ao longo dos anos, sempre que o clima muda.

"Verões cada vez mais quentes e ondas de calor têm agravado ainda mais o desafio de conviver com essa condição, que já é devastadora por si só", afirma Stephanie

A Síndrome de Dravet é apenas uma das muitas doenças neurológicas que se agravam com o aumento das temperaturas, diz Sanjay Sisodiya, da University College London, um dos pioneiros no estudo dos impactos das mudanças climáticas sobre o cérebro.

Como neurologista especializado em epilepsia, ele ouve com frequência relatos da família de seus pacientes contando que as crises pioram durante ondas de calor.

"E eu pensei comigo mesmo: 'é claro, por que as mudanças climáticas não afetariam o cérebro. No fim das contas, muitos processos cerebrais estão envolvidos na forma como o corpo lida com o calor."

Ao se aprofundar na literatura científica, Sisodiya descobriu uma série de condições neurológicas que são agravadas pelo aumento da temperatura e da umidade, incluindo epilepsia, acidente vascular cerebral (AVC), encefalite, esclerose múltipla, enxaqueca, entre outras.

Ele também identificou que os efeitos das mudanças climáticas sobre o cérebro humano já estão se tornando visíveis.

Durante a onda de calor que atingiu a Europa em 2023, por exemplo, cerca de 7% das mortes adicionais estavam relacionadas diretamente a problemas neurológicos.

Percentuais semelhantes foram vistos durante a onda de calor no Reino Unido em 2022.

Mas o calor também pode alterar a forma como nosso cérebro funciona, nos deixando mais violentos, irritados e depressivos.

Assim, diante de um planeta que continua esquentando por causa das mudanças climáticas, qual impacto disso sobre o nosso cérebro?


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y055gyl48o
"Aos 18 meses, após um teste genético, Jake foi diagnosticado com a Síndrome de Dravet, uma condição neurológica que inclui um tipo de epilepsia e afeta cerca de 15 mil crianças."

Considerando o texto-base, assinale a alternativa CORRETA que explica por que o calor intenso e as ondas de calor representam um risco adicional para pessoas com a Síndrome de Dravet. 
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Q3829516 Medicina
Um paciente de 65 anos, hipertenso e diabético mal controlado, apresenta início súbito de fraqueza no hemicorpo direito, desvio da comissura labial para esquerda, afasia mista (dificuldade em falar e compreender) e hemianopsia homônima direita, há 2 horas, sem cefaleia intensa, vômitos ou convulsões, com exame neurológico revelando hiperreflexia direita e sinal de Babinski positivo, sem rigidez de nuca ou febre.

Assinale a alternativa que indica corretamente o diagnóstico para esse quadro clínico, priorizando manejo na rede de urgência.
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Q3829515 Medicina
O diagnóstico diferencial da demência, do delirium e do comprometimento cognitivo leve (CCL) é crucial na geriatria, pois essas condições podem se sobrepor.

O diagnóstico diferencial, considerando curso temporal, características cognitivas e impacto funcional para orientação terapêutica, é:
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Q3829514 Medicina
Sobre a doença de Parkinson (DP), quais são os sinais e sintomas diagnósticos cardinais, indispensáveis para definir o parkinsonismo e estabelecer o diagnóstico clínico?
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Q3829513 Medicina
As cefaleias primárias são distúrbios neurológicos caracterizados por dores de cabeça recorrentes sem causa subjacente identificável, representando cerca de 90% dos casos de cefaleia na população geral.

Assinale a alternativa correta sobre a classificação das cefaleias primárias.
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Q3829512 Medicina
Uma criança de 8 anos, previamente saudável com desenvolvimento normal, apresenta crises noturnas recorrentes há 6 meses, caracterizadas por despertares súbitos com contrações clônicas unilaterais na face (boca e língua), anartria temporária, sialorreia e preservação da consciência, durando 1-2 minutos, sem generalização frequente, sem déficits neurológicos interictais ou atraso cognitivo.

Qual é o diagnóstico para esse quadro clínico ?
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Q3828069 Medicina
O mundo está ficando mais quente — e isso está afetando nossos cérebros.


Quando Jake tinha apenas cinco meses de idade, ele teve sua primeira convulsão do tipo tônico-clônica — seu corpinho enrijeceu e ele começou a se debater rapidamente.

"Estava muito quente no dia e ele sofreu uma hipertermia. Testemunhamos o que achávamos ser a coisa mais assustadora que veríamos na vida", declarou a mãe de Jake, Stephanie Smith. "Infelizmente, não foi."

As convulsões começaram a se repetir sempre que fazia calor. Com a chegada dos dias abafados e úmidos do verão, a família recorria a todo tipo de método para tentar manter Jake fresco, travando uma verdadeira batalha para conter as convulsões.

Aos 18 meses, após um teste genético, Jake foi diagnosticado com a Síndrome de Dravet, uma condição neurológica que inclui um tipo de epilepsia e afeta cerca de 15 mil crianças.

As convulsões costumam vir acompanhadas de deficiência intelectual e várias comorbidades, como autismo e TDAH, além de dificuldades na fala, mobilidade, alimentação e sono. O calor intenso e mudanças bruscas de temperatura podem desencadear uma crise.

Aos 13 anos, Jake já passou por incontáveis convulsões ao longo dos anos, sempre que o clima muda.

"Verões cada vez mais quentes e ondas de calor têm agravado ainda mais o desafio de conviver com essa condição, que já é devastadora por si só", afirma Stephanie

A Síndrome de Dravet é apenas uma das muitas doenças neurológicas que se agravam com o aumento das temperaturas, diz Sanjay Sisodiya, da University College London, um dos pioneiros no estudo dos impactos das mudanças climáticas sobre o cérebro.

Como neurologista especializado em epilepsia, ele ouve com frequência relatos da família de seus pacientes contando que as crises pioram durante ondas de calor.

"E eu pensei comigo mesmo: 'é claro, por que as mudanças climáticas não afetariam o cérebro. No fim das contas, muitos processos cerebrais estão envolvidos na forma como o corpo lida com o calor."

Ao se aprofundar na literatura científica, Sisodiya descobriu uma série de condições neurológicas que são agravadas pelo aumento da temperatura e da umidade, incluindo epilepsia, acidente vascular cerebral (AVC), encefalite, esclerose múltipla, enxaqueca, entre outras.

Ele também identificou que os efeitos das mudanças climáticas sobre o cérebro humano já estão se tornando visíveis.

Durante a onda de calor que atingiu a Europa em 2023, por exemplo, cerca de 7% das mortes adicionais estavam relacionadas diretamente a problemas neurológicos.

Percentuais semelhantes foram vistos durante a onda de calor no Reino Unido em 2022.

Mas o calor também pode alterar a forma como nosso cérebro funciona, nos deixando mais violentos, irritados e depressivos.

Assim, diante de um planeta que continua esquentando por causa das mudanças climáticas, qual impacto disso sobre o nosso cérebro?


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y055gyl48o
"Aos 18 meses, após um teste genético, Jake foi diagnosticado com a Síndrome de Dravet, uma condição neurológica que inclui um tipo de epilepsia e afeta cerca de 15 mil crianças."
Considerando o texto-base, assinale a alternativa CORRETA que explica por que o calor intenso e as ondas de calor representam um risco adicional para pessoas com a Síndrome de Dravet.
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Q3814992 Medicina
Homem de 64 anos, professor aposentado, sofreu AVC isquêmico há três meses em território da artéria cerebral média esquerda, evoluindo com afasia de expressão, mas sem déficits motores. Desde então, apresenta tristeza persistente, isolamento, perda de interesse, insônia e ideação suicida sem plano estruturado. A esposa relata dificuldade de comunicação e resistência do paciente em participar da reabilitação fonoaudiológica. A equipe da Atenção Primária acompanha o caso regularmente, sem sinais de risco suicida iminente.
Considerando os fundamentos da atenção integral, da segurança farmacológica e da articulação entre níveis de cuidado, qual conduta é mais adequada?
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Q4032738 Medicina
São sinais/sintomas comuns às neuropatias do nervo femoral e nervo safeno a 
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Q4032710 Medicina
Em relação às doenças desmielinizantes do SNC, são características clínicas e laboratoriais da MOGAD, diferenciando-a da Esclerose Múltipla 
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Q3926631 Medicina
As crises convulsivas febris são aquelas que ocorrem em crianças neurologicamente normais com menos de 6 anos de idade.

Sobre a convulsão febril, é correto afirmar que
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Q3858214 Medicina
Mulher de 55 anos, sem história de doenças crônicas, procura atendimento por queixa de cefaleia persistente em ambos os lados do crânio, associada a alterações de visão (amaurose fugaz e diplopia), cansaço e artralgias. Relata dor em todo o couro cabeludo. Notou perda de peso (2 kg em 2 meses). Nega fotofobia ou fonofobia, febre ou náuseas, e afirma que não acorda de madrugada por conta da cefaleia. Nega qualquer problema de ordem emocional. Ao exame, a paciente encontrase afebril, com pupilas isocóricas e sem rigidez de nuca.
Qual é o tipo de cefaleia dessa paciente, e qual exame seria útil na sua investigação preliminar, respectivamente?
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Q3858157 Medicina
Homem de 68 anos, em tratamento crônico irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e fibrilação atrial, é admitido em Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro de rebaixamento do nível de consciência e déficit neurológico do lado esquerdo, de predomínio braquiofacial. Segundo o acompanhante, o paciente tinha ido se deitar havia 90 minutos, sem qualquer sintoma antes de ser encontrado com o transtorno observado. Foi levado ao hospital, onde deu entrada 30 minutos após constatado o déficit focal. Ao exame físico, paciente com 9 pontos na escala de coma de Glasgow modificada, exibindo hemiparesia acentuada à esquerda, pressão arterial de 170 x 100 mmHg em ambos os membros superiores, com ritmo cardíaco irregular, frequência cardíaca média de 96 bpm. Não há outras alterações expressivas ao exame físico. Glicemia capilar de 285 mg/dL; demais exames laboratoriais não revelam anormalidades. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste revela área de atenuação de densidade em cerca de 40% do território da artéria cerebral média direita, cujo laudo é obtido cerca de 3 horas após o último momento em que o paciente foi visto sem déficits.
O médico da unidade explica ao acompanhante que, apesar dos potenciais benefícios da terapia trombolítica em pacientes com acidente vascular encefálico isquêmico, o paciente apresenta contraindicação em função de
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Q3858150 Medicina
Mulher de 65 anos iniciou quadro de lentidão dos movimentos há 6 meses, com dificuldade para amarrar sapatos, abotoar roupas e digitar. Ao caminhar, apresentava passos mais curtos e sensação de instabilidade, com 1 episódio de queda. Concomitantemente apresentou tremores nas mãos, de repouso, associados à rigidez e alteração do padrão do sono. Nega alterações de memória e cognição. Ao exame físico apresentava fácies em máscara, marcha em pequenos passos, frequência cardíaca de 88 bpm com ausculta sem alterações, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, tremores assimétricos na manobra dos braços estendidos, hipertonia em roda dentada. A ressonância nuclear magnética realizada há 2 semanas constatou atrofia cerebral compatível com a idade.
O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será
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Q3857819 Medicina
Uma menina de 7 anos apresenta, há 6 meses, episódios de breves ausências caracterizados por:
Parada súbita da atividade durante a escola, com olhar fixo por 5−10 segundos.
Retorno espontâneo à atividade sem confusão pós-ictal.
Frequência diária, variando de 10 a 20 episódios.
Nenhum relato de crises tônico-clônicas.
O exame neurológico e o desenvolvimento psicomotor estão normais.
O EEG mostra:
Descargas generalizadas de ondas lentas de 3 Hz associadas a espículas, evocadas ou espontâneas, especialmente com hiperventilação.
A ressonância magnética de crânio é normal.
Com base nos critérios da International League Against Epilepsy (ILAE), qual é o diagnóstico mais apropriado?
Alternativas
Respostas
161: A
162: B
163: A
164: A
165: B
166: D
167: E
168: B
169: C
170: D
171: A
172: C
173: B
174: B
175: D
176: C
177: D
178: A
179: A
180: D