Um paciente vítima de acidente automobilístico em alta veloc...

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Q3831257 Medicina
Um paciente vítima de acidente automobilístico em alta velocidade é admitido em coma (Glasgow 6). A TC de crânio inicial mostra apenas pequenas petéquias na transição substância branca-cinzenta, sem desvio de linha média ou hematomas cirúrgicos. A RM realizada posteriormente, com sequências de suscetibilidade magnética (SWI), revela múltiplas micro-hemorragias no corpo caloso e no tronco encefálico dorsolateral. Considerando a classificação de Adams para Lesão Axonal Difusa (LAD), assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na classificação de Adams para lesão axonal difusa, o critério é topográfico: corpo caloso caracteriza pelo menos Grau II, e a presença de lesão no tronco encefálico rostral/dorsolateral define Grau III. Como a RM com SWI mostrou micro-hemorragias no corpo caloso e no tronco encefálico dorsolateral, o caso deve ser classificado como LAD Grau III, o que mantém a alternativa B como correta.

Tema central: Classificação de Adams na lesão axonal difusa
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque Grau II exige lesão focal no corpo caloso sem o critério adicional de tronco encefálico. No caso, a RM mostrou também micro-hemorragias no tronco encefálico dorsolateral. Pela classificação de Adams, esse achado redefine o quadro como Grau III.
B
Certa
A alternativa B está correta porque aplica o critério anatomotopográfico da classificação de Adams. O enunciado descreve lesões hemorrágicas típicas de LAD em dois sítios-chave: corpo caloso e tronco encefálico dorsolateral. Na sequência da classificação, o acometimento do tronco encefálico, além das lesões dos graus inferiores, eleva o quadro para Grau III. Esse padrão corresponde à forma mais grave da LAD e se associa, de modo geral, a pior prognóstico neurológico. A TC inicial pouco expressiva não invalida essa conclusão, porque a RM com SWI é mais sensível para detectar micro-hemorragias e definir a distribuição das lesões axonais.
C
Errada
Está errada porque o quadro não é de concussão cerebral clássica. Há trauma de alta energia, coma importante à admissão e lesões estruturais hemorrágicas na RM compatíveis com LAD. A ausência de hematoma expansivo na TC não transforma o caso em lesão funcional benigna.
D
Errada
Está errada porque a classificação da LAD não é definida pelo fato de a TC inicial estar quase normal nem pelo caráter microscópico das lesões isoladamente. O critério decisivo é a topografia das lesões. Como a RM demonstrou acometimento de corpo caloso e tronco encefálico, o caso não pode ser Grau I; ele é Grau III.
Pegadinha da questão
A banca explorou a tendência de subestimar a LAD quando a TC inicial é quase normal e de parar no corpo caloso como se isso encerrasse a classificação, ignorando que a presença de lesão no tronco encefálico é o achado que muda o grau para III.
Dica para questões semelhantes
  • Na LAD pela classificação de Adams, classifique pela topografia: junção substância cinzenta-branca = Grau I; corpo caloso acrescenta Grau II; tronco encefálico acrescenta Grau III.
  • Se a RM com SWI mostrar micro-hemorragias no tronco encefálico, isso pesa mais para a graduação do que uma TC inicial discretamente alterada.
  • Não confunda ausência de hematoma expansivo ou TC pouco expressiva com ausência de lesão estrutural grave em TCE difuso.
  • Em questões sobre LAD, corpo caloso isolado não fecha o raciocínio se o enunciado também trouxer tronco encefálico.

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