Questões de Concurso
Sobre medicina intensiva em medicina
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A hemorragia digestiva alta (HDA), definida como qualquer perda sanguínea que possa ocorrer entre o esôfago proximal e a junção duodenojejunal, no ângulo de Treitz, é uma das emergências médicas mais comuns. A respeito dessa condição clínica, julgue o próximo item.
Em pacientes cirróticos com provável hemorragia digestiva
alta de varizes esofagogástricas, mesmo sem ascite, está
indicada a prescrição de vasoconstritor esplênico
(terlipressina, somatostatina, octreotide) e antibioticoterapia
profilática.
A hemorragia digestiva alta (HDA), definida como qualquer perda sanguínea que possa ocorrer entre o esôfago proximal e a junção duodenojejunal, no ângulo de Treitz, é uma das emergências médicas mais comuns. A respeito dessa condição clínica, julgue o próximo item.
Hematoquezia e enterorragia podem ser manifestações de
uma HDA.
A hemorragia digestiva alta (HDA), definida como qualquer perda sanguínea que possa ocorrer entre o esôfago proximal e a junção duodenojejunal, no ângulo de Treitz, é uma das emergências médicas mais comuns. A respeito dessa condição clínica, julgue o próximo item.
No caso de um paciente sem estigmas de doença hepática
crônica apresentar HDA e instabilidade hemodinâmica, as
mais rápidas condutas a serem adotadas incluem punção
venosa com cateteres de grosso calibre, prescrição de
inibidor de bomba de prótons e concentrado de hemácias, e a
solicitação de exame endoscópico com urgência.
Grande parte dos antimicrobianos, especialmente os de amplo espectro, é prescrita em UTI. Acerca do uso desses medicamentos em pacientes críticos, julgue o item subsequente.
São opções terapêuticas para pielonefrites de origem
comunitária causadas por Escherichia coli produtores
de beta-lactamase de espectro estendido (ESBL):
ertapenem, meropenem, ciprofloxacina, levofloxacina e
sulfametoxazol-trimetoprim.
Grande parte dos antimicrobianos, especialmente os de amplo espectro, é prescrita em UTI. Acerca do uso desses medicamentos em pacientes críticos, julgue o item subsequente.
Recomenda-se o uso de penicilina associada à clindamicina
para pacientes com infecções necrotizantes de pele, com o
isolamento de estreptococos beta-hemolíticos à cultura.
Grande parte dos antimicrobianos, especialmente os de amplo espectro, é prescrita em UTI. Acerca do uso desses medicamentos em pacientes críticos, julgue o item subsequente.
Para a bacteremia por Enterococcus faecium resistente à
vancomicina, as melhores opções terapêuticas são a
linezolida e a gentamicina.
Em 2016, as sociedades americana e europeia de terapia intensiva promoveram uma nova conferência de consenso e publicaram novas definições de sepse, conhecidas como Sepsis-3. Considerando essas definições, julgue o item a seguir.
A presença de hipotensão refratária a reposição volêmica,
com necessidade de vasopressor, é suficiente para
caracterizar o choque séptico.
Em 2016, as sociedades americana e europeia de terapia intensiva promoveram uma nova conferência de consenso e publicaram novas definições de sepse, conhecidas como Sepsis-3. Considerando essas definições, julgue o item a seguir.
De acordo com as referidas definições, sepse grave consiste
na presença de disfunção orgânica, secundária à resposta
desregulada do organismo à presença de infecção.
Em 2016, as sociedades americana e europeia de terapia intensiva promoveram uma nova conferência de consenso e publicaram novas definições de sepse, conhecidas como Sepsis-3. Considerando essas definições, julgue o item a seguir.
Sepse é caracterizada pela presença de dois entre os três
critérios do escore conhecido como qSOFA (quick
sepsis-related organ failure assessment), a saber: pressão
arterial sistólica ≤ 100 mmHg, alteração do nível de
consciência e frequência respiratória ≥ 22 ipm.
Em 2016, as sociedades americana e europeia de terapia intensiva promoveram uma nova conferência de consenso e publicaram novas definições de sepse, conhecidas como Sepsis-3. Considerando essas definições, julgue o item a seguir.
Os critérios de síndrome da resposta inflamatória sistêmica
(SIRS) não são mais pré-requisito para o diagnóstico de
sepse, embora permaneçam importantes para a triagem de
pacientes com suspeita de infecção.
A infecção da corrente sanguínea consiste em uma das principais causas de morbidade e mortalidade em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), estando sua ocorrência diretamente associada à utilização de cateteres venosos centrais. Quanto a esse assunto, julgue o item que se segue, considerando as recomendações atuais para a prevenção dessas infecções.
Para a inserção do cateter venoso central, recomenda-se
realizar a antissepsia da pele do paciente com solução
alcoólica de clorexidina em concentração maior que 0,5%,
por 30 segundos, e aguardar a secagem espontânea.
A infecção da corrente sanguínea consiste em uma das principais causas de morbidade e mortalidade em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), estando sua ocorrência diretamente associada à utilização de cateteres venosos centrais. Quanto a esse assunto, julgue o item que se segue, considerando as recomendações atuais para a prevenção dessas infecções.
Cateteres centrais desnecessários devem ser removidos;
porém, se forem mantidos por indicação médica, devem ser
trocados a cada 7 dias, para reduzir o risco de infecção.
A infecção da corrente sanguínea consiste em uma das principais causas de morbidade e mortalidade em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), estando sua ocorrência diretamente associada à utilização de cateteres venosos centrais. Quanto a esse assunto, julgue o item que se segue, considerando as recomendações atuais para a prevenção dessas infecções.
Os cateteres inseridos na veia femoral têm risco maior de
infecção do que na subclávia ou jugular.
Uma paciente de 71 anos de idade, portadora de hipertensão arterial em uso regular de enalapril, 20 mg ao dia, procurou a emergência com quadro de precordialgia constritiva ao repouso, sem irradiação, havia duas horas. Referiu piora progressiva da dor a despeito do uso de dipirona. Ao exame físico, apresentava: palidez cutâneo-mucosa, saturação de oxigênio (em ar ambiente) de 91%, pressão arterial de 98 mmHg × 66 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 80 bpm e ritmo cardíaco regular em três tempos (B4) sem sopros. O restante do exame físico foi normal. Os resultados das enzimas cardíacas revelaram troponina T (ultrassensível) igual a 0,005 µg/L (VR até 0,010 µg/L). A paciente realizou eletrocardiograma (com calibração padrão), cujo resultado é mostrado a seguir.

Com relação a esse caso clínico, julgue o próximo item.
No caso em tela, está indicado o uso de oxigênio, ácido
acetilsalicílico, clopidogrel e metoprolol.
Uma paciente de 71 anos de idade, portadora de hipertensão arterial em uso regular de enalapril, 20 mg ao dia, procurou a emergência com quadro de precordialgia constritiva ao repouso, sem irradiação, havia duas horas. Referiu piora progressiva da dor a despeito do uso de dipirona. Ao exame físico, apresentava: palidez cutâneo-mucosa, saturação de oxigênio (em ar ambiente) de 91%, pressão arterial de 98 mmHg × 66 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 80 bpm e ritmo cardíaco regular em três tempos (B4) sem sopros. O restante do exame físico foi normal. Os resultados das enzimas cardíacas revelaram troponina T (ultrassensível) igual a 0,005 µg/L (VR até 0,010 µg/L). A paciente realizou eletrocardiograma (com calibração padrão), cujo resultado é mostrado a seguir.

Com relação a esse caso clínico, julgue o próximo item.
Os achados clínicos são justificados pela dilatação
ventricular direita (VD), que resulta no aumento da pressão
intrapericárdica e na redução da pressão sistólica, do débito
do VD, da pré-carga, do volume de ejeção e da dimensão
diastólica final do ventrículo esquerdo (VE), o que ocasiona
desvio do septo interventricular em direção ao VE.
Uma paciente de 71 anos de idade, portadora de hipertensão arterial em uso regular de enalapril, 20 mg ao dia, procurou a emergência com quadro de precordialgia constritiva ao repouso, sem irradiação, havia duas horas. Referiu piora progressiva da dor a despeito do uso de dipirona. Ao exame físico, apresentava: palidez cutâneo-mucosa, saturação de oxigênio (em ar ambiente) de 91%, pressão arterial de 98 mmHg × 66 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 80 bpm e ritmo cardíaco regular em três tempos (B4) sem sopros. O restante do exame físico foi normal. Os resultados das enzimas cardíacas revelaram troponina T (ultrassensível) igual a 0,005 µg/L (VR até 0,010 µg/L). A paciente realizou eletrocardiograma (com calibração padrão), cujo resultado é mostrado a seguir.

Com relação a esse caso clínico, julgue o próximo item.
A referida paciente deve ser encaminhada para a realização
de angioplastia primária, imediatamente.
Um paciente de 76 anos de idade referiu episódios de dor torácica opressiva de moderada intensidade havia três dias. A referida dor surgia independentemente de atividade física e cedia espontaneamente, em menos de dez minutos. Nas últimas 24 horas, o paciente sofrera quatro episódios, porém de maior intensidade, os quais cederam espontaneamente em torno de trinta minutos. Na admissão hospitalar, ele estava assintomático do último episódio de dor, havia quatro horas. O paciente era tabagista, dislipidêmico e diabético havia vinte anos, atualmente em uso de insulina, sinvastatina e ácido acetilsalicílico. Ao exame físico, apresentava: saturação de oxigênio (em ar ambiente) de 93%, pressão arterial de 86 mmHg × 54 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 78 bpm e ritmo cardíaco regular em dois tempos sem sopros. O restante do exame físico foi normal. Observou-se troponina T ultrassensível de 1 µg/L (VR até 0,010 µg/L), e os demais exames laboratoriais de rotina não revelaram anormalidades significativas. A seguir, é mostrado o eletrocardiograma realizado pelo paciente.

Tendo como referência o caso clínico precedente, julgue o item que se segue.
O referido paciente deve ser prontamente encaminhado para
a angiografia coronária.
Um paciente de 76 anos de idade referiu episódios de dor torácica opressiva de moderada intensidade havia três dias. A referida dor surgia independentemente de atividade física e cedia espontaneamente, em menos de dez minutos. Nas últimas 24 horas, o paciente sofrera quatro episódios, porém de maior intensidade, os quais cederam espontaneamente em torno de trinta minutos. Na admissão hospitalar, ele estava assintomático do último episódio de dor, havia quatro horas. O paciente era tabagista, dislipidêmico e diabético havia vinte anos, atualmente em uso de insulina, sinvastatina e ácido acetilsalicílico. Ao exame físico, apresentava: saturação de oxigênio (em ar ambiente) de 93%, pressão arterial de 86 mmHg × 54 mmHg (média de três medidas), frequência cardíaca de 78 bpm e ritmo cardíaco regular em dois tempos sem sopros. O restante do exame físico foi normal. Observou-se troponina T ultrassensível de 1 µg/L (VR até 0,010 µg/L), e os demais exames laboratoriais de rotina não revelaram anormalidades significativas. A seguir, é mostrado o eletrocardiograma realizado pelo paciente.

Tendo como referência o caso clínico precedente, julgue o item que se segue.
No caso em tela, recomenda-se a dose de ataque do
prasugrel, imediatamente.
Quanto ao suporte ventilatório, julgue o item subsequente.
Durante todo o período de prona, são critérios de retorno à
posição supina: hemoptise volumosa; pressão arterial
sistólica inferior a 60 mmHg por mais de cinco minutos, a
despeito de otimização de vasopressores; e piora da
hipoxemia, caracterizada por queda PaO2/FIO2 superior a
30 mmHg em relação ao valor observado na posição supina.
Quanto ao suporte ventilatório, julgue o item subsequente.
A titulação da pressão positiva expiratória final tem como
objetivo recrutar alvéolos para a ventilação sem gerar
hiperdistensão pulmonar, melhorando-se a relação V/Q e,
assim, a oxigenação.