Questões de Concurso
Sobre hepatologia em medicina
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Lactente, de 40 dias de vida, nascido de parto normal, a termo, sem intercorrências, com peso de 3.200 gramas e estatura de 49 cm. Durante a primeira consulta, a mãe relata que as fezes do bebê são claras, quase brancas e que os olhos estão amarelados.
Considerando o exposto, entre as causas de colestase do lactente, a intervenção cirúrgica, até os dois meses de vida, determinam melhor prognóstico em qual situação?
Paciente do sexo feminino, de 45 anos, foi encaminhada ao serviço de hepatologia por apresentar astenia, prurido, icterícia e xantelasmas. Refere episódios anteriores de icterícia, além de “escurecimento” da urina (sic). Apresentava AST/ALT discretamente elevadas, com fosfatase alcalina e gama-GT acima de 10 vezes o limite superior da normalidade, além de aumento de bilirrubina total. Exames laboratoriais: anti-HCV negativo; HbsAg negativo; anti-Hbc IgM e IgG negativos; FAN negativo; anti-miticôndrias positivo e anti-LKM-1 negativo.
Nesse caso, o diagnóstico é:
Paciente do sexo masculino, hepatopata crônico, apresenta quadro de hematêmese volumosa, detectandose à endoscopia sangramento ativo de variz localizada no fundo gástrico.
Nesse caso, qual a melhor estratégia terapêutica para o momento?
Paciente chagásico, de 75 anos, cardiopata e portador de marcapasso cardíaco, vem evoluindo com disfagia progressiva e desnutrição. A avaliação radiológica e endoscópica revelaram dilatação moderada do esôfago, com ondas terciárias frequentes e presença de resíduos alimentares sólidos.
Nesse caso, qual é a conduta adequada?
Paciente do sexo masculino, saudável, de 35 anos, resolve se candidatar a doador de sangue, e, ao receber os resultados dos exames de triagem, se surpreende com Anti-HBc reagente, HBsAg negativo, Anti-HCV negativo e ALT = 28 mg/dl.
Ao receber este paciente no ambulatório, qual o próximo passo a seguir?
Paciente de 47 anos apresenta icterícia flutuante, colúria e acolia fecal há sete dias. Sem perda de peso ou febre. USG de abdome: colelitíase com múltiplos cálculos, com dilatação discreta de colédoco. Exames laboratoriais: Hb 13,7 g/dL; Leuco 9,8 mil/mm³; TGO 170 U/L; TGP 120 U/L; FA 480 U/L; GGT 715 U/L, BT 6,45 mg/dL; BD 5,5 mg/dL.
Nesse caso, qual deve ser a conduta?
I - A colestase é definida por diminuição ou interrupção do fluxo biliar para o duodeno, por obstrução da árvore biliar intra ou extra-hepática, ou por alteração funcional do hepatócito.
II - A redução no fluxo da bile pode ocorrer, em maior ou menor grau, em qualquer ponto entre as células hepáticas e o duodeno, o que permite classificar a colestase em extra-hepática (CEH) ou intra-hepática (CIH).
III - A СІH pode resultar de defeitos funcionais do hepatócito (CIH hepatocelular) ou de obstrução do fluxo de bile, desde ramos de maior calibre da árvore biliar intra-hepática (ABIH) até o sistema biliar de pequenos ductos, sem envolvimento dos colangíolos.
IV - A CEH resulta da obstrução da árvore biliar extra-hepática, nos ductos biliares principais, localizados fora do fígado ou ao nível do hilo hepático. A CEH pode ser de causa intrínseca ou extrínseca à arvore biliar extra-hepática.
V- Clinicamente, a colestase caracteriza-se classicamente pela tríade: icterícia, colúria e hipocolia ou acolia fecal.
VI - A presença da icterícia é uma condição obrigatória para o diagnóstico de colestase, devido a não alteração das enzimas hepáticas canaliculares em quadros agudos: fosfatase alcalina (FA) e gama-glutamiltransferase e dos sais biliares, estando somente alteradas em quadros crônicos. A colestase é considerada crônica quando está presente há mais de seis meses.
Das alterações abaixo, podem estar presentes neste paciente:
I. Varizes esofágicas.
II. Atrofia testicular.
III. Esplenomegalia.
IV. Flapping.
V. Trombocitopenia.
Está correto o que se afirma em:
I. O estágio precoce (BCLC-A) é definido por um CHC solitário, independentemente do seu tamanho, ou por até 3 nódulos, de forma que nenhum ultrapasse o tamanho de 3 cm, sem invasão macrovascular, metástases ou sintomas relacionados ao câncer. Os tratamentos possíveis nesse estágio são ablação, ressecção ou transplante, conforme as particularidades de cada caso. II. A quimioembolização hepática é um tratamento utilizado no estágio intermediário (BCLC-B). Sua eficácia foi demonstrada no prolongamento da sobrevida e no downstaging, possibilitando a inclusão de pacientes em lista de transplante hepático, quando efetivo. III. Pacientes com estágio avançado (BCLC-C) caracterizam-se por invasão portal e/ou disseminação extra-hepática e função hepática preservada. Nesse estágio, o tratamento de 1ª linha consiste no uso de sorafenibe ou regorafenibe.
Quais estão corretas?