Questões de Concurso
Sobre gastroenterologia em medicina
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A dor epigástrica em queimação normalmente recorrente ou persistente, podendo estar associada a sintomas de refluxo gastroesofágico, é uma queixa frequente na Atenção Primária à Saúde (APS).
Ela está relacionada a:
A melhor conduta para uma paciente de 56 anos com cirrose por hepatite C curada que desenvolve 2 hepatocarcinomas, em segmentos II e IV, de 2cm e 2,3cm, respectivamente, diagnosticados por ressonância nuclear magnética, que apresenta varizes esofágicas de grosso calibre, Child A, MELD 8 pontos e ECOG 0 é:
I - A antibioticoterapia empírica deve ser dirigida contra bactérias gram-negativas e anaeróbias. Há evidência de que a monoterapia sistêmica seja igualmente eficaz às associações de antibióticos. A antibioticoterapia é usualmente mantida por sete a 10 dias. Melhora sintomática é esperada entre dois e três dias após a introdução do tratamento, após esse período a dieta pode ser progredida.
II - O risco de uma nova crise de diverticulite está estimado entre 26% e 30%21. Há evidência de que o emprego do antibiótico de largo espectro por via oral rifaximina, na dose de 800 mg, pelo período de uma semana a cada mês, seja superior à suplementação de fibras isoladamente na prevenção de uma nova crise de diverticulite aguda (RR = 2,4; p < 0,05).
III - Pacientes imunossuprimidos (transplantados, com insuficiência renal e com a síndrome da imunodeficiência adquirida) e aqueles com afecções do tecido conjuntivo são mais susceptíveis a infecção, têm deficiência do processo de cicatrização e maior incidência de complicações da diverticulite aguda. Para esses pacientes, o tratamento cirúrgico eletivo está indicado após o diagnóstico de uma crise de diverticulite aguda.
I - Pacientes com sintomas leves de dor abdominal, sem sinais sistêmicos (febre e queda do estado geral), com trânsito normal, e capazes de assumir dieta oral e com cognição razoável para entender as explicações sobre as indicações de sofrer reavaliação, podem ser tratados sem hospitalização.
II - A TC de multidetectores (MDCT) é um avanço tecnológico com utilização crescente nas condições de abdome agudo, tendo como principais vantagens a rapidez do exame e a possibilidade de reconstruções multiplanares de excelente resolução.
III - Devido ao risco de desbloqueio de um divertículo já perfurado ou mesmo de nova perfuração resultante da insuflação de ar ou progressão do aparelho, a endoscopia do sigmóide está historicamente contraindicada na suspeita de diverticulite aguda. No entanto, a sigmoidoscopia cuidadosa é útil para excluir a presença de câncer, colite inespecífica ou isquêmica.
Paciente de 61 anos, sexo feminino, melanoderma, casada, relata que há 2 meses iniciou com dor em epigástrio associado a perda de peso de 8kg no período (60->52kg) e há 5 dias com icterícia, mal estar, inapetência, colúria, acolia fecal e prurido. Nega sangramentos ou alterações neurológicas.
Nega febre, alterações urinárias ou intestinais. Paciente com histórico de artralgias crônicas em uso regular de canela de velho em cápsulas. Relata cirurgia de colecistectomia prévia e 2 cesáreas. É alérgica a antiinflamatório. Possui um irmão com cirrose por álcool. Nega tabagismo e etilismo. Ao exame físico está emagrecida e com vesícula biliar palpável e indolor.
Qual o nome do sinal descrito ao exame físico e a provável hipótese diagnóstica para o caso?
I - A cirrose hepática, caracterizada pela substituição difusa da estrutura hepática normal por nódulos de estrutura anormal circundados por fibrose, é o estádio final comum de uma série de processos patológicos hepáticos de diversas causas, como o etilismo, as hepatites crônicas virais e auto-imunes, além daquelas de ordem metabólica, vascular ou biliar.
II - A evolução do paciente cirrótico é insidiosa, geralmente assintomática ou marcada por sintomas inespecíficos (anorexia, perda de peso, fraqueza, osteoporose e outros) até fases avançadas da doença, dificultando o diagnóstico precoce. A maioria das mortes por cirrose é conseqüente a insuficiência hepatocelular, complicações decorrentes da hipertensão portal ou desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC).
III - A insuficiência hepatocelular pode resultar de uma súbita e maciça destruição hepática (como na hepatite fulminante viral ou por drogas) ou, mais freqüentemente, da agressão progressiva aos hepatócitos, como ocorre na cirrose. Seja qual for a evolução, 80% a 90% da capacidade funcional do fígado deve estar acometida para que ocorra falência hepática, tamanha a reserva funcional desse órgão. Entre as diversas conseqüências clínicas da insuficiência hepatocelular, podemos ressaltar a icterícia, a hipoalbuminemia, a alteração do metabolismo de estrogênios, a coagulopatia e a encefalopatia hepática.
IV - A hipertensão portal é definida como um aumento do gradiente de pressão entre as veias porta e hepática (ou veia cava inferior) acima de 5 ou 6mmHg.