Questões de Concurso
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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I - Os principais factores de risco englobam: idade, parceiros sexuais, uso ou não de preservativo, inclusão em grupos de risco e antecedentes de DST. Os principais modos de transmissão são: sexual, sanguínea, vertical e outros.
II - As DST podem ser curáveis - Sífilis, Cancro mole, Granuloma inguinal, Linfogranuloma venéreo, vaginose bacteriana, Candidíase, Gonorreia, Chlamydia, Trichomonas – e não curáveis – HSV2, HPV, HBV, HIV 1/2.
III - A assistência ao doente infectado deve ser imediata, em ambiente de privacidade, sem pressas, evitando discriminações e/ou faltas de confidencialidade com o propósito de identificar os portadores assintomáticos, interrompendo a cadeia de disseminação da doença e as suas complicações. A consulta inclui diagnóstico, tratamento, aconselhamento e estudo analítico.
IV - Na ausência de imunidade deve ser feita vacinação para hepatites A e B e HPV. O adiamento da consulta pode levar ao desaparecimento dos sintomas, desmotivando a busca de tratamento e favorecendo a evolução para formas crónicas. Assim, a chave estratégica da prevenção das DST envolve o rastreio, o diagnóstico e o tratamento do paciente.
Leia as assertivas e marque a alternativa correta:
I - Caracteriza-se por uma síndrome clínica composta por: síndrome de irritação meníngea, síndrome infecciosa e síndrome de hipertensão intracraniana.
II - Os achados no liquor indicam uma provável meningite bacteriana.
III - Os exames de Imagem estão indicados em pacientes com alteração da consciência, crises convulsivas, sinais ou sintomas neurológicos focais, perfis atípicos do LCS ou imunocomprometimento.
IV - A grande maioria é causada por Enterovírus. V - O tratamento de 1ª escolha é com antibiótico de forma empírica.
I - É uma infecção do parênquima pulmonar, cujos agentes etiológicos mais comuns são: Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae e vírus (influenza, adenovírus).
II - A decisão de internar o paciente deve ser baseada em critérios de gravidade, tais como: idade, nível de consciência, frequência respiratória, pressão arterial e nível de ureia no sangue.
III - Chlamydia trachomatis pode ser o agente etiológico nos pacientes com história de criação de pássaros.
IV - A principal medida preventiva é a vacinação para influenza e para o pneumococo.
Quais estão corretas?
I - Causa obstrução intestinal, volvo, perfuração intestinal, colecistite, colelitíase, pancreatite aguda e abscesso hepático.
II - Diagnóstico diferencial: Estrongiloidíase, amebíase, apendicite, pneumonias bacterianas, outras verminoses.
III - Albendazol (ovocida, larvicida e vermicida), 400mg/dia, em dose única para adultos; em criança, 10mg/kg, dose única; Mebendazol, 100mg, 2 vezes ao dia, durante 3 dias consecutivos. Não é recomendado seu uso em gestantes. Essa dose independe do peso corporal e da idade. Levami- zol, 150mg, VO, em dose única para adultos; crianças abaixo de 8 anos, 40mg, e acima de 8 anos, 80 mg, também em dose única. Tratamento da obstrução intestinal: piperazina, 100mg/kg/dia + óleo mineral 40 a 60ml/dia + antiespasmódicos + hidratação. Nesse caso, estão indicados sonda nosogástrica e jejum + mebendazol, 200mg ao dia, dividido em 2 tomadas, por 3 dias.
I - Formas intestinais - Secnidazol - Adultos - 2g, em dose única. Crianças - 30mg/kg/dia, VO, não ultrapassando máximo de 2g/dia. Deve ser evitado no 1o trimestre da gravidez e durante amamentação.
II - Metronidazol, 500mg, 3 vezes/dia, durante 15 dias, para adultos. Para crianças, recomenda-se 35mg/kg/dia, divididas em 3 tomadas, durante 5 dias. Formas graves - (Amebíase intestinal sintomática ou Amebíase extra-intestinal) - Metronidazol, 750mg, VO, 3 vezes/dia, durante 10 dias. Em crianças, recomenda-se 50mg/kg/dia, durante 10 dias.
III - Tinidazol, 2g, VO, para adultos, após uma das refeições, durante 2 dias, para formas intestinais. Formas extra-intestinais - 50mg/kg/ dia, durante 2 ou 3 dias, a depender da forma clínica. Em formas graves, utilizar a mesma dosagem das formas leves, por 3 dias. Em crianças, a dosagem recomendada é 50mg/kg/dia.
IV - Somente para formas leves ou assintomáticas: Teclozam, 1.500mg/ dia, divididas em 3 tomadas de 500mg, dose única para adultos. Em crianças, a dosagem recomendada é de 15mg/kg/dia, durante 5 dias. No tratamento do abcesso hepático, além da medicação específica, pode ser necessária, em alguns casos, aspiração do abcesso. Drenagem cirúrgica aberta não é recomendada, exceto em casos graves, quando o abcesso é inacessível à aspiração e não responde ao tratamento em até 4 dias.
I - Os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas e/ou derrames cavitários e/ou instabilidade hemodinâmica e/ou choque.
II - Os casos típicos da FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória.
III - Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante.
IV - A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração.
V - no início da fase febril, o diagnóstico diferencial deve ser feito com outras infecções virais e bacterianas e, a partir do 3º ou 4º dia, com choque endotóxico decorrente de infecção bacteriana ou meningococcemia.