Questões de Concurso
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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I. A classificação clínica da hanseníase (indeterminada, tuberculoide, dimorfa, virchowiana ou neural pura) é imprescindível para a definição do esquema de tratamento do paciente.
II. O tratamento da hanseníase multibacilar em adultos consiste em esquema com rifampicina, clofazimina e dapsona em doses mensais supervisionadas, associadas ao uso diário autoadministrado de clofazimina e dapsona, por 12 doses mensais.
III. A reação hansênica tipo I está relacionada predominantemente à ativação da resposta imune humoral contra o Mycobacterium leprae.
Está CORRETO o que se afirma em:
Aspecto – Turvo / Xantocrômico; Leucócitos – 2.800 células/mm3 (polimorfonucleares – 85%); Relação glicose LCR/soro de 0,25; Proteínas – 210 mg/dL; Bacterioscopia – Diplococos Gram-negativos; Cultura – Pendente.
A interpretação mais adequada dos achados liquóricos e o provável agente etiológico são:
Assinale a alternativa que indica o tratamento correto.
Enquanto se aguarda o resultado da cultura, o tratamento antimicrobiano empírico recomendado será
Para o caso descrito, é correto afirmar que o AZT
Sobre a condição dessa criança, é correto afirmar que
Em relação às sorologias de toxoplasmose e hepatite B, assinale a alternativa correta.
Considerando o diagnóstico diferencial de febre no paciente cirúrgico e a abordagem inicial mais adequada, assinale a alternativa correta.
Mulher de 30 anos dá entrada no serviço de emergência com história de sangramento vaginal leve e dor abdominal há uma semana. A data da última menstruação foi há aproximadamente 7 semanas. Ela supôs que estivesse menstruada, mas as cólicas estão mais intensas do que o habitual. Ao exame físico: temperatura: 36,9 ºC; frequência cardíaca: 120 bpm; há dor à palpação do quadrante inferior direito do abdome. O ultrassom mostra útero vazio e uma massa anexial direita. O exame de hCG urinário é positivo e os resultados de beta-hCG sérico estão pendentes.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, constitui o patógeno que essa paciente, provavelmente, já foi infectada no passado:
Mulher de 25 anos, previamente hígida, refere história de febre, cólicas abdominais, diarreia e vômitos há 3 dias. Relata que, há cerca de 5 dias, consumiu uma porção inteira de massa de biscoito crua (contendo ovos crus). Não há hematoquezia ou antecedentes mórbidos relevantes. Ao exame físico: temperatura: 37,9 ºC; pressão arterial: 127 x 83 mmHg; frequência cardíaca: 92 bpm; abdome: há dor leve à palpação difusa. A coprocultura demonstra crescimento de colônias negras em ágar Hektoen e o exame parasitológico de fezes é negativo.
Para essa paciente, a conduta apropriada é
Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura atendimento com quadro de tosse de duas semanas de evolução, além de dor e sensação de pressão sinusal. Ela relata ter apresentado odinofagia há uma semana. A tosse inicialmente era seca (não produtiva), mas atualmente apresenta pequena quantidade de escarro amarelado. Nega contato com pessoas doentes ou viagens recentes. Ela trabalha no aviário do zoológico, cuidando de araras, papagaios e periquitos. Ao exame físico: temperatura: 37,8 ºC; ausculta pulmonar com estertores crepitantes esparsos em base pulmonar esquerda. A radiografia de tórax revelou áreas esparsas de consolidação no lobo inferior esquerdo. A coloração de Gram e a cultura bacteriana de rotina do escarro em meios ágar sangue, ágar chocolate e ágar MacConkey foram negativas para micro-organismos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o antimicrobiano de escolha para o agente causador dessa infecção é
Mulher de 46 anos queixa-se de astenia intensa, cefaleia, febre, odinofagia e anorexia com evolução de uma semana. Relata preocupação após notar um exantema pelo corpo, o qual refere ser não pruriginoso. Ela é sexualmente ativa e mantém um relacionamento monogâmico. Ao exame físico: temperatura: 38,1 ºC; orofaringe eritematosa, sem exsudatos; linfonodos cervicais aumentados de tamanho, de consistência firme, e indolores à palpação; nota-se exantema maculopapular difuso em tronco, dorso, palmas das mãos e plantas dos pés.
Durante a avaliação pélvica e ginecológica, o achado adicional que, provavelmente, pode ser observado é
Mulher de 47 anos apresenta-se com história de perda ponderal (7 kg nas últimas semanas), dor abdominal e diarreia aquosa há um mês. Ela relata episódios frequentes de tenesmo e notou hematoquezia recentemente. Ela tem diagnóstico prévio de infecção pelo HIV, mas atualmente está sem acompanhamento médico ou uso de terapia antirretroviral. A contagem de linfócitos CD4 é de 38 células/mm³. A colonoscopia revela inflamação da mucosa colônica, com presença de úlceras e erosões. A biópsia enviada para exame histopatológico demonstra células aumentadas de tamanho com inclusões intranucleares basofílicas e excêntricas (aspecto em “olho de coruja”).
Nesse contexto, o tratamento de escolha é com
Mulher de 18 anos portadora de anemia falciforme apresenta-se com história de febre, há 2 dias, e piora de dor na perna há 4 dias. Relata que, antes do início da dor na perna, já havia faltado à faculdade por alguns dias devido a uma “virose” (gastroenterite). Ao exame físico: temperatura: 38,8 ºC; a região superior da perna direita encontra-se dolorosa à palpação e quente ao toque, com relutância em deambular. A radiografia mostra marcado edema de partes moles ao longo do fêmur. Os resultados laboratoriais relevantes demonstram: leucócitos de 15.700/mm³ e elevação moderada de proteína C reativa. Hemoculturas: gram-negativo em identificação.
Com base no exposto, é correto afirmar que o provável agente causador dessa condição é:
Homem de 65 anos é submetido à colectomia direita por neoplasia de cólon. No quinto dia de pós-operatório, evolui com febre de 39 ºC, taquicardia (FC 122 bpm), leucocitose de 19.000/mm³ e aumento dos níveis de proteína C reativa. Está em uso de cateter venoso central desde o procedimento cirúrgico e recebeu antibioticoterapia profilática perioperatória. Ao exame físico apresenta dor abdominal discreta, sem sinais de peritonite, ausculta pulmonar com redução do murmúrio vesicular em base direita e refere aumento do número de evacuações líquidas nas últimas 48 horas (seis episódios ao dia). A radiografia de tórax demonstra infiltrado pulmonar em base direita. Hemoculturas foram coletadas e o cateter apresenta hiperemia e secreção purulenta no sítio de inserção.
Considerando o diagnóstico diferencial de febre no paciente cirúrgico e a abordagem inicial mais adequada, assinale a alternativa correta.
Homem de 28 anos de idade, assintomático, comparece a uma unidade de saúde relatando exposição sexual desprotegida, há aproximadamente 4 semanas, sendo solicitada a avaliação laboratorial para infecção retroviral humana. A amostra de sangue venoso do paciente é encaminhada ao laboratório, que adota o Fluxograma 3 de testagem preconizado pelo Ministério da Saúde. O exame inicial, um imunoensaio de quarta geração, apresenta resultado reagente. Na sequência, a mesma amostra é submetida a um teste molecular quantitativo, que revela uma carga viral de 45.000 cópias/mL. A amostra é então definida como reagente para o vírus.
Considerando o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV (2018), é correto afirmar:
Mulher de 18 anos portadora de anemia falciforme apresenta-se com história de febre, há 2 dias, e piora de dor na perna há 4 dias. Relata que, antes do início da dor na perna, já havia faltado à faculdade por alguns dias devido a uma “virose” (gastroenterite). Ao exame físico: temperatura: 38,8 ºC; a região superior da perna direita encontra-se dolorosa à palpação e quente ao toque, com relutância em deambular. A radiografia mostra marcado edema de partes moles ao longo do fêmur. Os resultados laboratoriais relevantes demonstram: leucócitos de 15.700/mm3 e elevação moderada de proteína C reativa. Hemoculturas: gram-negativo em identificação.
Com base no exposto, é correto afirmar que o provável agente causador dessa condição é:
Homem de 58 anos, trabalhador rural, é internado para investigação de síndrome febril prolongada. Relata febre vespertina (até 38,6 ºC), sudorese noturna profusa, astenia e perda ponderal não intencional de 12 kg nas últimas 6 semanas. Queixa-se de artralgia em pequenas articulações das mãos e mialgia difusa. Ele passou por 4 avaliações ambulatoriais prévias, recebendo tratamentos sintomáticos, sem melhora sustentada. Ao exame físico: emagrecido; pressão arterial: 125 x 75 mmHg; frequência cardíaca: 102 bpm; temperatura: 38,4 ºC; cardíaco: ritmo regular com sopro holossistólico (Grau 3/6) mais audível no ápice, com irradiação para a axila esquerda; baço palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo, de consistência firme; presença de nódulos subcutâneos eritematosos e dolorosos nas polpas dos dedos das mãos; fundo de olho: lesões retinianas exsudativas ovais com halo hemorrágico e centro pálido. Exames séricos: hemoglobina: 9,4 g/dL (normocítica/ normocrômica); leucócitos: 12.200/mm³ (sem desvio à esquerda); proteína C reativa: 112 mg/L (normal: até 10); fator reumatoide reagente em altos títulos; fator antinuclear reagente 1:80 (padrão pontilhado fino); frações do complemento C3 e C4 consideravelmente reduzidas. Três amostras de sangue periférico colhidas na admissão encontram-se em incubação, sem crescimento bacteriano nas primeiras 72 horas. Urinálise: hematúria dismórfica; presença de cilindros hemáticos; proteinúria de 1,2 g/24h.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar: