Questões de Concurso
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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I - A maioria é de origem viral, mas podendo ser de causa bacteriana, o estreptococo betahemolítico do grupo A é o agente etiológico bacteriano mais comum. É um tipo comum de dor de garganta.
II - Uma faringite estreptocócica geralmente apresenta dor de garganta de início súbito, dor ao engolir, exsudato faríngeo ou hiperemia, febre, exantema petequial no palato, adenite cervical anterior, exantema escarlatiniforme, cefaleia, náuseas, vômitos, dor abdominal. Além de apresentar edema em região cervical por aumento dos linfonodos e dor em região cervical anterior.
III - No tratamento viral será utilizado medicamentos para diminuir a sintomatologia do paciente, sendo assim, é indicado o uso de Ibuprofeno em gotas de 6 em 6 horas, 1gota/kg, máximo de 20 gotas por dose. Além disso, extrato de própolis em spray, de 6 em 6 horas, e Hexomedine, de 4 em 4 horas e é contraindicado para menores de três anos.
IV - Quando se tem a confirmação de faringite aguda bacteriana é necessário o uso de antibiótico, os mais indicados são os betalactâmicos, dessa maneira, deve-se utilizar amoxicilina, durante dez dias, de 8 em 8 horas sendo de 20 – 40 mg/kg/dia, ou então, penincilinabenzatina com dose única.
I - Alta: poucas dejeções ao dia, fezes volumosas, presença de restos alimentares e ausência de muco. Geralmente acompanhada de cólicas abdominais.
II - Baixa: múltiplas dejeções ao dia, pouco volumosas, sem restos alimentares e com presença de muco, pus e pode conter sangue. Geralmente acompanhadas de urgência e tenesmo.
III - Não-inflamatória: fezes aquosas, volumosas, sem sangue muco ou pus, geralmente sem febre.
IV - Inflamatória: evacuações frequentes, pequeno volume, com muco ou pus, algumas com sangue. É comum febre, toxemia, dor abdominal intensa, tenesmo e leucocitose associada.
V - Quando acompanhada de náuseas, vômitos e dor abdominal difusa, a diarreia aguda compõe a síndrome de gastroenterite aguda, uma condição habitualmente causada por infecções virais ou intoxicação alimentar.
VI - Nos casos em que há sangue concomitante, se constitui como um quadro de disenteria e está mais associada a infecções por bactérias, como Shigella e Salmonella.
I - Herpes simplex vírus.
II - Trepomena Pallidum.
III - Chlamydia trachomatis.
IV - Haemophilus ducreyi.
V - Klebsiella granulomatis.
Analise as alternativas e responda a correta:
I - A hepatite A é a mais associada com síndrome colestática intra-hepática, cursando com prurido, colúria e acolia fecal, além da icterícia. A transmissão pode ocorrer de 2 a 3 semanas antes do surgimento da icterícia até 2 semanas após sua regressão.
II - O vírus da hepatite B é de DNA, com uma parte dupla-fita e outra fita-simples, pertencente à família Hepadnaviridae; possui envoltório lipídico e núcleo central denso (core).
III - Na hepatite C os sintomas surgem de 6 a 12 semanas após a exposição, porém a grande maioria dos pacientes apresenta forma assintomática da doença na fase aguda, e os pacientes agudamente infectados possuem cerca de 80% de chances de se tornarem portadores crônicos da hepatite C.
I - Diarreia aguda aquosa: diarreia que pode durar até 14 dias e determina perda de grande volume de fluidos e pode causar desidratação. Pode ser causada por bactérias e vírus, na maioria dos casos. A desnutrição persistente pode ocorrer se a alimentação não é fornecida de forma adequada e se episódios sucessivos acontecem.
II - Diarreia aguda com sangue (disenteria): é caracterizada pela presença de sangue nas fezes. Representa lesão na mucosa intestinal. Pode associar-se com infecção sistêmica e outras complicações, incluindo desidratação. Bactérias do gênero Shigella são as principais causadoras de disenteria.
III - Diarreia persistente: quando a diarreia aguda se estende por 14 dias ou mais. Pode provocar desnutrição e desidratação. Pacientes que evoluem para diarreia persistente constituem um grupo com alto risco de complicações e elevada letalidade.
I - Icterícia aguda e colúria.
II - Aminotransferases (transaminases) > 3 vezes o limite superior da normalidade.
III - História de exposição percutânea ou de mucosa a sangue e/ou secreções de pessoas portadoras ou com suspeita de infecção pelo HBV ou HCV.
IV - História de contato sexual ou domiciliar com indivíduo sabidamente HBsAg reator e/ou anti-HBc reator.
V - Exames sorológicos de triagem reatores para hepatites (doadores de sangue e/ou órgãos, usuários de hemodiálise e ambulatórios de DST).
I. O pH vaginal encontra-se acima de 5.
II. A positividade do exame a fresco com hidróxido de potássio a 10% dispensa a continuidade da investigação.
III. A bacterioscopia do conteúdo vaginal releva aumento excessivo de Lactobacillus, raros leucócitos, núcleos desnudos e restos celulares devido à lise das células epiteliais.
IV. Em episódios não complicados, o tratamento pode ser por via vaginal ou sistêmica.
I - O vírus A é a causa mais freqüente de hepatite viral aguda no mundo. A transmissão é mais comum quando há contato pessoal íntimo e prolongado dos doentes com indivíduos suscetíveis à infecção. Observa-se a presença do vírus A no sangue e nas fezes dos indivíduos infectados duas a três semanas antes do início dos sintomas e, nas fezes, por cerca de duas semanas após a infecção.
II - A vacinação contra o VHB é a maneira mais eficaz na prevenção de infecção aguda ou crônica, e também na eliminação da transmissão do vírus em todas as faixas etárias.
III - O vírus C (VHC) seja transmitido por contato direto, percutâneo ou através de sangue contaminado, em percentual significativo de casos não se identifica a via de infecção. Pertence ao gênero Hepacivirus da família Flaviridae, e seu genoma é constituído por uma fita simples de RNA.
I - Cefaleia, torcicolo e exantema petequial ou purpúreo sugerem meningite.
II - Taquicardia (além da elevação modesta normalmente presente com febre) e taquipneia, com ou sem hipotensão ou alteração do estado mental, sugerem sepse.
III - Deve-se suspeitar de malária em pacientes que viajaram recentemente para uma região endêmica.
Há restrições para a profilaxia antimicrobiana?
I - As cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações devem ser utilizadas em todos os casos de infecção.
II - Os aminoglicosídeos não devem ser utilizados para profilaxia.
III - O cloranfenicol não deve ser utilizado para profilaxia porque sua mais grave complicação (aplasia medular) não é dose-dependente e o seu custo é similar ao de outras drogas de menor toxicidade (ex: metronidazol).