Questões de Concurso
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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( ) Os sintomas mais frequentes são decorrentes do acometimento encefálico, que é mais comum do que o acometimento meníngeo. Dentre esses sintomas, podemos citar distúrbios visuais, como diplopia, e alterações mentais, como confusão, distúrbios de personalidade e de memória.
( ) Uma das opções disponíveis para o diagnóstico laboratorial é o teste de fluxo lateral (LFA, lateral flow assay). A técnica de LFA é imunocromatográfica, já tendo sido aprovada pela ANVISA para uso em líquor e saliva, com alta sensibilidade e especificidade.
( ) Um aspecto importante no tratamento do paciente com neurocriptococose é o manejo da hipertensão intracraniana. Para pacientes com pressão intracraniana maior ou igual a 25 cm de H2O, é indicada punção liquórica de alívio.
( ) Para a fase inicial de tratamento, denominada como fase de indução, deve-se associar anfotericina B com fluconazol como primeira escolha de tratamento.
( ) A introdução dos antirretrovirais deve ser postergada nos pacientes com infecção pelo HIV/aids e com neurocriptococose até que haja evidência de resposta clínica em relação ao tratamento antifúngico devido ao risco de síndrome inflamatória da reconstituição imunológica, com aumento no risco de mortalidade.
Considere os itens a seguir com relação à Bronquiolite Viral Aguda:
I. Bronquiolite é a infecção dos bronquíolos causada por vírus variados: vírus sincicial respiratório humano (mais frequente), rinovírus, enterovírus, adenovírus, metapneumovírus, influenza, parainfluenza, bocavírus;
II. A bronquiolite viral aguda (BVA) é doença frequente em lactentes. A maioria dos casos evolui com quadros graves que necessitam de hospitalização;
III. São fatores de risco para maior gravidade da bronquiolite a idade precoce de aquisição da doença, o antecedente de prematuridade e a presença de comorbidades pré-existentes, como displasia broncopulmonar, cardiopatia congênita cianótica, neuropatias e imunodepressão.
Dos itens acima:
( ) A quimioprofilaxia assegura efeito protetor absoluto e prolongado e tem sido adotada como medida eficaz na prevenção de casos secundários. Os casos secundários não são raros e, geralmente, ocorrem nas primeiras 48 horas a partir do primeiro caso.
( ) Está indicada para os contatos próximos de casos suspeitos de doença meningocócica (contatos próximos são os moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório em alojamentos, quartéis, entre outros; comunicantes de creches e escolas); pessoas diretamente expostas às secreções do paciente, e para o paciente no momento da alta ou na internação, exceto se o tratamento da doença foi realizado com ceftriaxona.
( ) O antibiótico de escolha para a quimioprofilaxia é a rifampicina, que deve ser administrada em dose adequada e simultaneamente a todos os contatos próximos, preferencialmente até 48 horas da exposição à fonte de infecção (doente), considerando o prazo de transmissibilidade e o período de incubação da doença.
( ) Todos os profissionais da área de saúde que atenderam diretamente ao caso de doença meningocócica devem receber a quimioprofilaxia com rifampicina, exceto aqueles que realizaram procedimentos invasivos (intubação orotraqueal, passagem de cateter nasogástrico), que devem receber o ceftriaxona em dose única devido à gravidade da doença e o risco da exposição mais direta às secreções do paciente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Caso que foi hospitalizado ou óbito com: presença de febre elevada (considerar o mínimo de 38ºC) e persistente (≥3 dias) em crianças e adolescentes (entre 0 e 19 anos de idade).
II. Marcadores de inflamação elevados, VHS, PCR ou procalcitonina, entre outros.
III. Afastadas quaisquer outras causas de origem infecciosa óbvia de inflamação, incluindo sepse bacteriana, síndromes de choque estafilocócica, ou estreptocócica.
IV. Evidência de Covid-19 (biologia molecular, teste antigênico ou sorológico positivos) ou história de contato com caso de Covid-19.
I - Baciloscopia direta: duas amostras são colhidas, uma no momento da consulta e a outra na manhã do dia seguinte, sendo feita a contagem dos Bacilos Álcool Ácido Resistentes (BAAR).
II - Teste rápido molecular: detecta o DNA do M. tuberculosis e faz triagem das cepas resistentes a rifampicina.
III - Cultura para micobactéria com identificação de espécie.