Questões de Concurso
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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Enquanto se aguarda o resultado da cultura, o tratamento antimicrobiano empírico recomendado será
Sobre a condição dessa criança, é correto afirmar que
Em relação às sorologias de toxoplasmose e hepatite B, assinale a alternativa correta.
Homem de 65 anos é submetido à colectomia direita por neoplasia de cólon. No quinto dia de pós-operatório, evolui com febre de 39 ºC, taquicardia (FC 122 bpm), leucocitose de 19.000/mm³ e aumento dos níveis de proteína C reativa. Está em uso de cateter venoso central desde o procedimento cirúrgico e recebeu antibioticoterapia profilática perioperatória. Ao exame físico apresenta dor abdominal discreta, sem sinais de peritonite, ausculta pulmonar com redução do murmúrio vesicular em base direita e refere aumento do número de evacuações líquidas nas últimas 48 horas (seis episódios ao dia). A radiografia de tórax demonstra infiltrado pulmonar em base direita. Hemoculturas foram coletadas e o cateter apresenta hiperemia e secreção purulenta no sítio de inserção.
Considerando o diagnóstico diferencial de febre no paciente cirúrgico e a abordagem inicial mais adequada, assinale a alternativa correta.
Homem de 28 anos de idade, assintomático, comparece a uma unidade de saúde relatando exposição sexual desprotegida, há aproximadamente 4 semanas, sendo solicitada a avaliação laboratorial para infecção retroviral humana. A amostra de sangue venoso do paciente é encaminhada ao laboratório, que adota o Fluxograma 3 de testagem preconizado pelo Ministério da Saúde. O exame inicial, um imunoensaio de quarta geração, apresenta resultado reagente. Na sequência, a mesma amostra é submetida a um teste molecular quantitativo, que revela uma carga viral de 45.000 cópias/mL. A amostra é então definida como reagente para o vírus.
Considerando o Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV (2018), é correto afirmar:
Mulher de 18 anos portadora de anemia falciforme apresenta-se com história de febre, há 2 dias, e piora de dor na perna há 4 dias. Relata que, antes do início da dor na perna, já havia faltado à faculdade por alguns dias devido a uma “virose” (gastroenterite). Ao exame físico: temperatura: 38,8 ºC; a região superior da perna direita encontra-se dolorosa à palpação e quente ao toque, com relutância em deambular. A radiografia mostra marcado edema de partes moles ao longo do fêmur. Os resultados laboratoriais relevantes demonstram: leucócitos de 15.700/mm3 e elevação moderada de proteína C reativa. Hemoculturas: gram-negativo em identificação.
Com base no exposto, é correto afirmar que o provável agente causador dessa condição é:
Homem de 58 anos, trabalhador rural, é internado para investigação de síndrome febril prolongada. Relata febre vespertina (até 38,6 ºC), sudorese noturna profusa, astenia e perda ponderal não intencional de 12 kg nas últimas 6 semanas. Queixa-se de artralgia em pequenas articulações das mãos e mialgia difusa. Ele passou por 4 avaliações ambulatoriais prévias, recebendo tratamentos sintomáticos, sem melhora sustentada. Ao exame físico: emagrecido; pressão arterial: 125 x 75 mmHg; frequência cardíaca: 102 bpm; temperatura: 38,4 ºC; cardíaco: ritmo regular com sopro holossistólico (Grau 3/6) mais audível no ápice, com irradiação para a axila esquerda; baço palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo, de consistência firme; presença de nódulos subcutâneos eritematosos e dolorosos nas polpas dos dedos das mãos; fundo de olho: lesões retinianas exsudativas ovais com halo hemorrágico e centro pálido. Exames séricos: hemoglobina: 9,4 g/dL (normocítica/ normocrômica); leucócitos: 12.200/mm³ (sem desvio à esquerda); proteína C reativa: 112 mg/L (normal: até 10); fator reumatoide reagente em altos títulos; fator antinuclear reagente 1:80 (padrão pontilhado fino); frações do complemento C3 e C4 consideravelmente reduzidas. Três amostras de sangue periférico colhidas na admissão encontram-se em incubação, sem crescimento bacteriano nas primeiras 72 horas. Urinálise: hematúria dismórfica; presença de cilindros hemáticos; proteinúria de 1,2 g/24h.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 46 anos queixa-se de astenia intensa, cefaleia, febre, odinofagia e anorexia com evolução de uma semana. Relata preocupação após notar um exantema pelo corpo, o qual refere ser não pruriginoso. Ela é sexualmente ativa e mantém um relacionamento monogâmico. Ao exame físico: temperatura: 38,1 ºC; orofaringe eritematosa, sem exsudatos; linfonodos cervicais aumentados de tamanho, de consistência firme, e indolores à palpação; nota-se exantema maculopapular difuso em tronco, dorso, palmas das mãos e plantas dos pés.
Durante a avaliação pélvica e ginecológica, o achado adicional que, provavelmente, pode ser observado é
Homem de 34 anos, trabalhador rural residente em uma região produtora de grãos no interior do Estado de São Paulo, procura o serviço de emergência com quadro de quatro dias de febre alta, náuseas, calafrios, cefaleia e dor abdominal difusa. Nas últimas seis horas, evolui com tosse seca e dispneia progressiva rapidamente evolutiva. Ao exame físico: taquipneico, cianótico, hipotenso e hipoxêmico, necessitando de intubação orotraqueal. Os exames séricos iniciais revelam leucocitose importante (24.500/mm3) com desvio à esquerda escalonado; presença de linfócitos reativos (imunoblastos) correspondendo a 14% da série linfoide; plaquetas: 32.000/mm3; hematócrito: 54%; creatinina: 1,9 mg/dL; desidrogenase lática: 780 U/L (normal: até 240); albumina sérica: 2,4 g/dL. A radiografia de tórax evidencia infiltrado interstício-alveolar bilateral difuso simétrico.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 47 anos apresenta-se com história de perda ponderal (7 kg nas últimas semanas), dor abdominal e diarreia aquosa há um mês. Ela relata episódios frequentes de tenesmo e notou hematoquezia recentemente. Ela tem diagnóstico prévio de infecção pelo HIV, mas atualmente está sem acompanhamento médico ou uso de terapia antirretroviral. A contagem de linfócitos CD4 é de 38 células/mm3. A colonoscopia revela inflamação da mucosa colônica, com presença de úlceras e erosões. A biópsia enviada para exame histopatológico demonstra células aumentadas de tamanho com inclusões intranucleares basofílicas e excêntricas (aspecto em “olho de coruja”).
Nesse contexto, o tratamento de escolha é com
Mulher de 54 anos refere uma lesão cutânea dolorosa, eritematosa e com rápido crescimento em membro inferior esquerdo, nas últimas 36 horas, além de calafrios, prostração e episódios de náuseas. Ela tem diabetes mellitus tipo 2 mal controlado e obesidade grau II (IMC: 36 kg/m2). Ao exame físico: pressão arterial: 102 x 66 mmHg (PAM: 76 mmHg); frequência cardíaca: 112 bpm; frequência respiratória: 22 irpm; temperatura: 38,4 ºC; SatO2 em ar ambiente: 95%; cardiopulmonar: sem alteração relevante; membro inferior esquerdo: extensa área de eritema, calor, edema e presença de múltiplas bolhas hemáticas, associada à dor desproporcional aos achados locais e crepitação sutil à palpação profunda. Glicemia capilar: 210 mg/dL.
De acordo com as diretrizes de sepse (Surviving Sepsis Campaign de 2026), é correto afirmar:
Homem de 49 anos, com diagnóstico conhecido de diabetes tipo 2, apresenta sedimento urinário ativo em um rastreamento de rotina no consultório. Ele toma sitagliptina e metformina. Exames séricos: creatinina: 1,58 mg/dL; albumina sérica: 3,2 g/dL; proteína C reativa: 5 mg/L (normal <10); sorologia para hepatite C: positiva; anticorpos antinucleares: negativos; complemento C3: 62 mg/dL (normal: 65 a 190); complemento C4: 5 mg/dL (normal: 15 a 50). O exame de urina mostra: sangue 2+; proteína 2+; leucócitos e nitrito: negativos. Biópsia renal: padrão membranoproliferativo, com marcação positiva para IgG e C3; depósitos na parede capilar e no mesângio.
Nesse paciente, qual condição, se presente, constitui uma indicação para imunossupressão?
Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura atendimento com quadro de tosse de duas semanas de evolução, além de dor e sensação de pressão sinusal. Ela relata ter apresentado odinofagia há uma semana. A tosse inicialmente era seca (não produtiva), mas atualmente apresenta pequena quantidade de escarro amarelado. Nega contato com pessoas doentes ou viagens recentes. Ela trabalha no aviário do zoológico, cuidando de araras, papagaios e periquitos. Ao exame físico: temperatura: 37,8 °C; ausculta pulmonar com estertores crepitantes esparsos em base pulmonar esquerda. A radiografia de tórax revelou áreas esparsas de consolidação no lobo inferior esquerdo. A coloração de Gram e a cultura bacteriana de rotina do escarro em meios ágar sangue, ágar chocolate e ágar MacConkey foram negativas para micro-organismos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, o antimicrobiano de escolha para o agente causador dessa infecção é
Homem de 42 anos comparece à UBS trazido pela equipe de vigilância epidemiológica por ser contato domiciliar prolongado de seu irmão, que foi diagnosticado e tratado para hanseníase multibacilar há dois anos. À anamnese, o paciente nega sintomas constitucionais, dores neurais espontâneas ou perda de força nas extremidades. Ao exame físico dermatoneurológico detalhado, observa-se uma única mancha hipocrômica mal definida de 3 cm de diâmetro na região posterior do antebraço direito. O teste de sensibilidade térmica na lesão revela-se duvidoso, enquanto as sensibilidades tátil e dolorosa estão preservadas. Não há espessamento palpável ou dor nos troncos nervosos periféricos avaliados (ulnar, mediano, radial, fibular comum e tibial posterior), e a força muscular global encontra-se preservada.
Com base nas normas vigentes do Ministério da Saúde para o diagnóstico, classificação operacional e conduta epidemiológica da hanseníase, é correto afirmar:
Mulher de 25 anos, previamente hígida, refere história de febre, cólicas abdominais, diarreia e vômitos há 3 dias. Relata que, há cerca de 5 dias, consumiu uma porção inteira de massa de biscoito crua (contendo ovos crus). Não há hematoquezia ou antecedentes mórbidos relevantes. Ao exame físico: temperatura: 37,9 °C; pressão arterial: 127 x 83 mmHg; frequência cardíaca: 92 bpm; abdome: há dor leve à palpação difusa. A coprocultura demonstra crescimento de colônias negras em ágar Hektoen e o exame parasitológico de fezes é negativo.
Para essa paciente, a conduta apropriada é
Mulher de 76 anos relata quadro de disfagia e dor torácica. Os sinais vitais e exame físico não apresentam alterações significativas. A radiografia de tórax evidencia dilatação esofágica e o esofagograma contrastado revela estreitamento do esôfago distal (aspecto em “bico de pássaro”). A manometria esofágica demonstra ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse no esôfago inferior. Não há acometimento cardiológico ou de intestino. Os resultados laboratoriais relevantes incluem: IgM para Trypanosoma cruzi: negativo; IgG para Trypanosoma cruzi: positivo.
Considerando o agente microbiano responsável por essa complicação, de acordo com as melhores evidências científicas, é correto afirmar:
Mulher de 63 anos retorna de suas férias do Caribe. Durante os dois últimos dias de viagem, ela começou a sentir-se mal, com quadro de febre e mal-estar geral. Três dias após o retorno, ela procura o pronto-socorro. A paciente relata ter apresentado picos febris de até 39 ºC, dores articulares importantes, mialgia e que, no dia anterior, notou o surgimento de manchas vermelhas no abdome. Ela também menciona ter sofrido inúmeras picadas de mosquitos durante as férias. Ao exame físico: temperatura: 38,7 ºC; nota-se um exantema maculopapular difuso que embranquece à digitopressão no tronco, dorso e braços; o restante do exame não é contributivo. O teste sorológico demonstra a presença de anticorpos IgM contra um alfavírus específico, confirmando o diagnóstico.
Segundo o exposto, o agente etiológico é
Homem de 60 anos relata quadro de febre, cefaleia e mal-estar há duas semanas. Ele é produtor de laticínios e tem exposição diária a diversos animais de fazenda, especialmente gado bovino. Refere que uma de suas vacas pariu recentemente um bezerro. Ao exame físico: temperatura: 38,4 ºC; frequência cardíaca: 93 bpm; pressão arterial: 118 x 80 mmHg; o restante do exame não é contributivo. Exames séricos: anticorpo IgG para Brucella: < 1:20; anticorpo IgG para Coxiella burnetii: 1:64. Resultados pareados em 3 semanas: anticorpo IgG para Brucella: < 1:20; anticorpo IgG para Coxiella burnetii: 1:256.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar que constitui a complicação frequentemente causada por essa condição a
Homem de 19 anos é levado ao serviço de urgência com quadro de prostração, queda do estado geral, febre e sonolência. A mãe relata que ele parecia bem no dia anterior, mas havia se queixado de cefaleia intensa. Nessa manhã, ela o encontrou no leito, gemendo e com queixas de letargia e dor na nuca. O histórico médico é relevante para esplenectomia decorrente de acidente automobilístico há 2 anos. Ao exame físico: escala de Glasgow: 14; temperatura: 40,3 ºC; há rigidez de nuca e exantema purpúrico em membros inferiores e tronco; nã há déficit neurológico focal. A punção lombar é realizada e a análise do líquido cefalorraquidiano demonstra a presença de diplococos gram-negativos.
Além do agente provável como causa da síndrome descrita, esse paciente também apresenta um maior risco de desenvolver infecção por