Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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A situação hipotética a seguir contextualiza a questão. Leia-a atentamente.
“Jandira, 16 anos, vem à consulta queixando-se de ‘coceira na vagina’. Ela relata que o prurido é mais intenso nos dias
mais quentes e que piora após as relações sexuais. Teve sexarca aos 12 anos, relata uso irregular de condon, atualmente
com um parceiro sexual fixo e é nulípara. Ao exame especular, há fluxo vaginal brancacento e em grumos, em aspecto
de ‘nata de leite’.”
Uma paciente, de trinta e quatro anos de idade, previamente hígida, assintomática e sedentária, procurou atendimento médico. A paciente havia sido diagnosticada com hipertensão arterial sistêmica (HAS), há duas semanas, mas não iniciou nenhum tratamento. Na consulta, ela informou que estava usando contraceptivo oral havia dois meses. A paciente negou tabagismo, etilismo e histórico familiar de HAS ou doença cardiovascular. No exame físico, constataram-se índice de massa corpórea (IMC) de 24 kg/m2 ; pressão arterial de 149 mmHg × 94 mmHg (média de três medidas); frequência cardíaca de 74 bpm; e circunferência abdominal de 78 cm. Outros exames apresentaram os seguintes resultados: triglicerídeos de 102 mg/dL; colesterol total de 184 mg/dL; HDL colesterol de 66 mg/dL; LDL colesterol de 98 mg/dL; e glicemia de jejum de 88 mg/dL. O eletrocardiograma e os demais exames laboratoriais não apresentaram alterações relevantes.
Nesse caso clínico, o médico deve
Um homem de quarenta e cinco anos de idade e que trabalhava como cavador de poços havia vinte e cinco anos foi encaminhado para avaliação médica porque apresentava quadro de dispneia aos moderados esforços havia um mês. O exame físico não evidenciou alterações, porém a radiografia de tórax revelou nódulos de 1 mm a 2 mm de diâmetro localizados em lobos superiores, alguns com calcificação em casca de ovo.
Nesse caso, o diagnóstico do paciente será confirmado mediante
Um pedreiro, de cinquenta anos de idade, foi encaminhado pelo mestre de obras da firma em que trabalha para o ambulatório de um hospital, porque apresentava, havia três dias, quadro clínico constituído por pirose, dispepsia, tremores, mal-estar e sensação de morte iminente. O pedreiro tinha histórico de ingesta, por trinta e oito anos, de aproximadamente 21 cachaça/dia, tendo cessado o consumo de bebida alcoólica havia três dias. Nenhuma alteração foi encontrada no exame físico do paciente.
Para proceder ao tratamento desse paciente, o médico deverá
Um homem de quarenta e cinco anos de idade procurou o ambulatório de saúde do trabalhador da cidade onde mora por apresentar, havia quinze dias, dificuldade para iniciar o sono associada à sonolência excessiva diurna. Ele relatou que esses sintomas estavam relacionados à mudança de seu turno de trabalho. Informou ainda que, havia três meses, ele passara a trabalhar no período compreendido entre 19 h e 7 h, em dias alternados.
Nessa situação, o primeiro procedimento que o médico deve adotar no tratamento desse paciente é
Um homem com quarenta e quatro anos de idade, pedreiro, obeso, sedentário e com hipertensão arterial sistêmica (uso de hidroclorotiazida 25 mg/dia) diagnosticada havia três anos, procurou atendimento médico. O paciente informou que vinha apresentando, havia um mês, cefaleia intermitente de moderada intensidade. Ele informou, ainda, que, concomitantemente à cefaleia, vinha apresentando quadro clínico de edema vespertino e ascendente em membros inferiores, associado à fraqueza muscular. No que se refere aos antecedentes patológicos, constatou-se uso crônico de anti-inflamatório para lombociatalgia. No exame físico, o paciente apresentou regular estado geral; mucosas úmidas e hipocoradas (+3/+4); boa perfusão periférica; edema de membros inferiores (+2/+4); PA = 185 mmHg × 125 mmHg; pulso = 89 bpm (simétrico e nos quatro membros); pulmões limpos; aparelho cardiovascular: bulhas rítmicas e normofonéticas, 2 tempos, sem sopros; aparelho digestório: abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias; sistema nervoso: consciente e orientado, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits sensitivo motores.
Nesse caso clínico, deve-se
Uma paciente, de quarenta e seis anos de idade, obesa, com pescoço curto, diabética, hipertensa e com diagnóstico de pancreatite aguda, insuficiência respiratória aguda e necessidade de ventilação mecânica, foi internada em unidade de terapia intensiva. Durante a internação, constatou-se, após evolução clínica e respiratória satisfatória, melhora do nível de consciência e estabilidade hemodinâmica, razão por que foi realizado o desmame ventilatório. No nono dia após a intubação orotraqueal, houve extubação espontânea. Como a paciente apresentou cianose central e taquidispneia, buscou-se nova via aérea, sem sucesso. Houve evolução para atividade elétrica sem pulso, com necessidade de ressuscitação cérebro-cardiopulmonar. Após quatro tentativas de intubação orotraqueal, em cenários diferentes e por diferentes profissionais, optou-se pela máscara laríngea. Então, oxigenou-se adequadamente a paciente, que retornou ao pulso central e ao ritmo de taquicardia sinusal.
Considerando-se esse caso clínico, é correto afirmar que a
Uma paciente com dezenove anos de idade procurou atendimento médico por apresentar, havia cinco dias, quadro de cefaleia holocraniana e vômitos. A paciente revelou que não havia feito viagens recentes e que não possuía comorbidades prévias. No exame físico, ela apresentou-se com estado geral regular; eupneica; afebril; anictérica e acianótica; FC = 94 bpm; PA = 116 mmHg × 79 mmHg; e FR = 17 irpm. O exame cardiovascular revelou ausculta cardíaca normal, com bulhas rítmicas normofonéticas sem sopros e íctus cardíaco palpável e sem frêmitos. O exame pulmonar da paciente mostrou murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Os exames do aparelho digestório mostraram plano, ruídos adventícios presentes, flácido com hepatomegalia levemente dolorosa. Observou-se também linfonodomegalia cervical, levemente dolorosa à palpação. Os membros inferiores da paciente estavam sem edemas. O resultado do exame clínico neurológico foi normal. A paciente teve de ser internada. Após três dias de internação, seu quadro clínico evoluiu com mialgia difusa, febre, diarreia líquida, hemorragia subconjuntival e exantema petequial difuso, predominante na face, no tórax e nas áreas sob pressão de suas roupas. Os resultados dos exames laboratoriais revelaram plaquetopenia, neutrofilia, com desvio à esquerda, e aumento das aminotransferases. No quarto dia de internação, observou-se aumento progressivo das bilirrubinas e, a partir desse dia, constatou-se que a paciente estava ictérica. Ainda durante o período de internação, a paciente apresentou alterações do coagulograma e epistaxe. Os médicos, então, prescreveram como terapêutica para a paciente hidratação endovenosa e plasma fresco congelado. No décimo dia de internação, ela apresentou melhora gradual da icterícia e da função hepática. No segmento ambulatorial, a paciente mostrou-se completamente assintomática. Os resultados das sorologias para hepatite A, hepatite B (anti-Hbc total e IgM), hepatite C, rubéola, sarampo, vírus EB (antiVCA), citomegalovírus, HIV (vírus da imunodeficiência adquirida) e toxoplasmose foram todos negativos.
Considerando-se esse caso clínico, é correto afirmar que