Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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I - A avaliação funcional pulmonar completa, incluindo volumes e capacidades pulmonares, difusão pulmonar e curva fluxo-volume, deve ser realizada na presença de distúrbio ventilatória grave na espirometria, hipoxemia crônica ou ainda com manifestações clínicas desproporcionais ao grau de obstrução pela espirometria.
II - O diagnóstico diferencial no adulto inclui doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquite aguda, fibrose cística, bronquiectasias, pneumonia eosinofílica, insuficiência cardíaca, obstrução de vias aéreas por corpo estranho ou tumor, doença do pânico, disfunção de prega vocal e síndrome de Churg-Strauss, entre outras.
III - Quanto à DPOC, é recomendada a diferenciação diagnóstica sempre que possível, uma vez que diferenças fisiopatológicas, clínicas e prognósticas entre as doenças influenciam a escolha de medicamentos e o seu tratamento em longo prazo.
IV - Para exclusão de outros diagnósticos conforme suspeita clínica pode ser indicado exame radiológico simples de tórax.
I - A infecção do trato urinário baixo (cistite), quando sintomática, exterioriza-se clinicamente pela presença habitual de disúria, urgência miccional, polaciúria, nictúria e dor suprapúbica. Febre, neste caso, não é comum. Na anamnese, a ocorrência prévia de quadros semelhantes, diagnosticados como cistite, deve ser valorizada.
II - O aspecto da urina pode também trazer informações valiosas: urina turva (pela presença de piúria) e/ou avermelhada (pela presença de sangue), causada por cálculo e/ou pelo próprio processo inflamatório.
III - A infecção urinária é caracterizada pelo crescimento bacteriano de pelo menos 105 unidades formadoras de colônias por ml de urina (100.000 ufc/ml) colhida em jato médio e de maneira asséptica. Em determinadas circunstâncias (paciente idoso, infecção crônica e uso de antimicrobianos) pode ser valorizado crescimento bacteriano igual ou acima de 104 colônias (10.000 ufc/ml).
IV - Exame de urina I com sedimento urinário. Este exame irá fornecer, quando associado à anamnese e ao quadro clínico, os dados que praticamente confirmam o diagnóstico de ITU: presença de piúria (leucocitúria), de hematúria e de bacteriúria. Os valores encontrados são, habitualmente, proporcionais à intensidade da infecção.
I - A infecção urinária pode comprometer somente o trato urinário baixo, o que especifica o diagnóstico de cistite, ou afetar simultaneamente o trato urinário inferior e o superior; neste caso, utiliza-se a terminologia infecção urinária alta, também denominada pielonefrite.
II - A infecção urinária baixa ou cistite pode ser sintomática ou não.
III - Habitualmente, as cistites são infecções não complicadas enquanto as pielonefrites, ao contrário, são mais complicadas, pois em geral resultam da ascensão de microrganismos do trato urinário inferior e estão freqüentemente associadas com a presença de cálculos renais.
I - Os principais fatores de risco para a HAS são a idade, raça, sexo, sobrepeso ou obesidade e hábitos de vida pouco saudáveis como sedentarismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e consumo excessivo de sal.
II -A HAS é caracterizada como uma doença crônica não transmissível, de causas multifatoriais associada a alterações funcionais, estruturais e metabólicas.
III - Outros fatores de risco estão associados com a pressão arterial elevada, como a predisposição genética e o estresse.
Realizada a anamnese, o profissional descobre que determinado paciente é portador de anemia. Sobre o tema, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:
I – Esse fato pode causar complicações bucais.
II – Na anemia, há redução do nível de hemoglobina no sangue.
III – Esse fato pode contraindicar uma anestesia geral para cirurgia de médio ou grande porte.
Paciente masculino, 30 anos, relata que há 10 dias iniciou quadro de parestesias em membros inferiores, progressiva e ascendente, com acometimento de membros superiores, 24 horas após o início dos sintomas. Cerca de 5 dias após, acordou com perda de força em membros inferiores com dificuldade para deambulação. Por este motivo, procurou o pronto-socorro. Antecedente de febre e artralgias há duas semanas. Ao exame físico, apresenta hiporreflexia profunda nos 4 membros, força muscular diminuída em membros inferiores e hipoestesia tátil e dolorosa nos 4 membros.
Assinale a alternativa que contempla corretamente a suspeita diagnóstica e a conduta inicial para esse paciente.
(Thomaz, Márcia Cristina Aparecida. Urgência e emergência em enfermagem. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018)
Esse traçado indica que o paciente está em
O caso clínico a seguir refere-se à questão.
Paciente idosa, internada com choque séptico de foco urinário, com monitorização hemodinâmica invasiva, evolui com diminuição do débito cardíaco, saturação venosa baixa e resposta alterada à prova de volume.
Homem de 57 anos de idade refere de dispneia aos esforços, lentamente progressiva, associado a sibilância intermitente e tosse que, ocasionalmente, é produtiva, e de expectoração clara, iniciados há cerca de 2 anos. Não há dor torácica, palpitações ou edema de membros inferiores. Ele tem uma história de tabagismo (40 maços- -ano), mas parou há 3 anos e doença arterial coronariana crônica. Atualmente, faz uso de atenolol, losartana, atorvastatina e aspirina em baixas doses. Ao exame físico: sinais vitais: normais; SatO2: 94% no ar ambiente; tórax: respiração com fase expiratória prolongada; restante do exame físico: NDN. Radiografia de tórax: pulmões limpos. Eletrocardiograma: normal. Exames laboratoriais: NDN.
Nesse momento, o próximo exame recomendado é
Mulher de 55 anos de idade apresenta quadro progressivo de mal-estar, adinamia e prurido intenso há 6 meses. Ela nega diarreia, artrite, alcoolismo, tabagismo, uso de medicamentos e não há antecedentes mórbidos relevantes. Ao exame físico: sinais vitais normais; cardiopulmonar: NDN; fígado palpável a 5 cm do rebordo costal; baço não palpável; extremidades: sem edema. Exames séricos: hemograma, glicemia e função renal: normais; aspartato aminotransferase (TGO): 78 U/L; alanina aminotransferase (TGP): 118 U/L; elevação marcante de fosfatase alcalina, gamaglutamiltransferase e colesterol total.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, constitui o exame inicial de grande utilidade para o diagnóstico:
Homem de 77 anos de idade apresenta quadro de dificuldade crescente para deambular há cerca de 5-6 anos. Há 2 anos, evolui com progressivo prejuízo de memória e déficit cognitivo global, inclusive, causando dificuldades na vida diária. Nega cefaleia, tontura, incontinência fecal ou urinária. Ao exame físico: sinais vitais normais; consciente, orientado, corado, anictérico e afebril; o paciente anda com passos curtos, tronco inclinado para frente, mas não apresenta desequilíbrio ou diminuição da força; há uma certa rigidez inicial à movimentação passiva dos membros; o escore da escala Mini Exame do Estado Mental (MMSE) é de 21 pontos (escala de 0-30 pontos).
Considerando o caso clínico apresentado, o diagnóstico mais provável da síndrome demencial é