Questões de Concurso
Sobre correio eletrônico em redação oficial
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Com base no Manual de Redação da Presidência da República, julgue o próximo item.
Entre os documentos oficiais, o email é o que apresenta maior
flexibilidade formal, uma vez que, nesse tipo de comunicação,
se admite o uso de abreviações como vc e pq.
TEXTO II
"O Correio Eletrônico é a principal forma de comunicação para transmissão de documentos. Pode significar gênero textual, endereço eletrônico ou sistema de transmissão de mensagem eletrônica. No primeiro caso, pode ser considerado um documento oficial, assim como o Ofício."
Disponível em: http://WWW.4.planalto.gov.br/centro de estudos/assuntos/manual-de-redacao-da-presidencia-da-republica. 3ªedicao. p. 46. Texto adaptado. Acesso em: 21/08/2019.
Marque a alternativa correta quanto ao vocativo empregado no Correio Eletrônico:
I- A impessoalidade é um requisito fundamental na redação de documentos oficiais. II- O atributo precisão recomenda a escolha de expressão ou palavra que confira duplo sentido ao texto. III- Referência, substituição, elipse e uso de conjunção são alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto. IV- As comunicações feitas por meio eletrônico não precisam obedecer às regras de formalidade e padronização. V- Na redação oficial, deve-se evidenciar as diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas, regionais, dos modismos vocabulares e das particularidades linguísticas. Assinale a alternativa correta:
Analise o trecho abaixo, extraído do Manual de Redação Oficial da Presidência da República que trata de e-mail:
“A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática_____________ , não só em âmbito privado, mas também na administração pública.”
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do texto.

Senhora Secretária de Educação,
I- gênero textual; II- endereço eletrônico; III- sistema de transmissão de mensagem eletrônica.
Diante do exposto, podemos afirmar que
(---) A utilização do e-mail para a comunicação tornou-se prática comum, não só em âmbito privado, mas também na administração pública. Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. (---) O endereço eletrônico utilizado, para ser oficial e ter valor documental, deve obrigatoriamente ser da extensão “.gov.br”.
I - Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. II - Como endereço eletrônico utilizado pelos servidores públicos, o e-mail deve ser oficial, utilizando-se a extensão “.gov.br”, por exemplo. III - Como sistema de transmissão de mensagens eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, o e-mail transformou-se na principal forma de envio e recebimento de documentos na administração pública. IV - Como sistema de transmissão de mensagens eletrônicas, apesar do baixo custo e celeridade, o e-mail em nenhuma hipótese pode ter recebimento como documento na administração pública.
Está(ão) correta(s), apenas:
I. Sempre que necessário, deve-se utilizar recurso de confirmação de leitura. Caso não esteja disponível, deve constar da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
II. Apesar da imensa lista de fontes disponíveis nos computadores, mantêm-se a recomendação de tipo de fonte, tamanho e cor dos documentos oficiais: Calibri ou Carlito, tamanho 12, cor preta.
III. O texto profissional dispensa manifestações emocionais. Por isso, ícones e emoticons não devem ser utilizados.
Estão CORRETOS:
Com base no Manual de Redação da Presidência da República, sobre o correio eletrônico, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Como gênero textual, o e-mail pode ser considerado um documento oficial, assim como o ofício. Portanto, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
( ) Como endereço eletrônico utilizado pelos servidores públicos, o e-mail deve ser oficial, porém, não há a necessidade da utilização da extensão “.gov.br”, por exemplo.
( ) Como sistema de transmissão de mensagens eletrônicas, por seu baixo custo e celeridade, transformou-se na principal forma de envio e recebimento de documentos na Administração Pública.
Em relação à correspondência oficial por correio eletrônico, julgue o item.
As mensagens de correio eletrônico da Administração
Pública têm sempre valor documental, não sendo
necessária a existência de certificação digital que ateste
a identidade do remetente.
Na mensagem encaminhada por e‐mail, devem constar informações mínimas acerca do conteúdo de arquivo que lhe seja anexado.
O instrumento de comunicação oficial que circula na esfera administrativa para a interlocução entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente o que é enviado pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para:
i) informar sobre fato da administração pública;
ii) expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;
iii) submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas;
iv) apresentar veto; enfim, fazer comunicações do que seja de interesse dos Poderes Públicos e da Nação, chama-se:___________.
O correio eletrônico (e-mail) tornou-se um meio de comunicação barato e muito útil, sendo por sua dinamicidade e rapidez, a principal ferramenta para a transmissão de documentos. Analise as informações abaixo sobre o uso do e-mail nas correspondências oficiais.
I- Como há flexibilidade em relação à linguagem, não se deve atentar para o uso dos pronomes adequados.
II- Acertificação digital é necessária para atestar a identidade do remetente.
III- Mesmo tendo uma estrutura flexível, a linguagem deve ser compatível com a comunicação oficial.
IV- Por ser um recurso novo, não é aceito na redação oficial.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Cem anos de perdão
Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.
Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.” Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.
Começou assim. Numa das brincadeiras de “essa casa é minha”, paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.
Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.
Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.
Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela ainda é mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.
E, de repente – ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.
O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.
Levei-a para casa, coloquei-a num copo d’água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.
Foi tão bom.
Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.
Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensanguentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.
Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.
LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016. p. 408-410.