Questões de Concurso Sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português

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Q4416307 Português

Governo cria política nacional para alunos superdotados, mas veta triagem obrigatória nas escolas

Nova legislação prevê cadastro nacional e atendimento especializado para estudantes com altas habilidades; identificação anual em massa e centros de referência ficaram de fora do texto final.


A Lei nº 15.436/2026 foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União e estabelece diretrizes para reconhecimento, acompanhamento e desenvolvimento de estudantes com altas habilidades ou superdotação em todo o país.

Entre as medidas previstas, estão a criação de um cadastro nacional, a oferta de atendimento educacional especializado e a possibilidade de flexibilização da trajetória escolar.

A nova política também passa a contemplar estudantes com dupla excepcionalidade — os que, além das altas habilidades, apresentam alguma deficiência, transtorno do espectro autista ou outro transtorno do neurodesenvolvimento.

Segundo o Censo Escolar de 2025, cerca de 56mil estudantes brasileiros foram formalmente identificados com altas habilidades ou superdotação. Entidades que atuam na área, porém, afirmam que o número está longe de refletir a realidade, já que muitos alunos nunca são reconhecidos pelo sistema educacional.

 

O que muda

A legislação define altas habilidades ou superdotação como uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por potencial intelectual elevado, intensa curiosidade, grande capacidade de aprendizagem e profundo envolvimento em temas de interesse.

Para esses estudantes, a lei prevê atendimento educacional especializado complementar à escolarização regular. Entre as possibilidades estão programas de enriquecimento curricular, aprofundamento de conteúdos, agrupamento por áreas de interesse e aceleração dos estudos.

Também passa a ser permitida a progressão flexível, com avanço em disciplinas específicas, além da aceleração completa da trajetória escolar quando houver indicação pedagógica.

 

Cadastro nacional

Um dos principais pontos da nova política é a criação do Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, que ficará sob responsabilidade do Ministério da Educação (MEC).

A ferramenta deverá reunir informações da educação básica e superior para mapear esse público e subsidiar a formulação de políticas públicas. Embora a criação de um cadastro semelhante já estivesse prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação desde 2015, a medida nunca saiu do papel.

 

O que foi vetado

Apesar da sanção, o governo retirou trechos aprovados pelo Congresso Nacional.

O principal veto atingiu os dispositivos que criavam uma triagem educacional anual para identificação precoce de estudantes com altas habilidades ou superdotação. Na justificativa enviada ao Congresso, o Executivo argumentou que a medida poderia gerar burocracia e atrasar o acesso ao atendimento especializado.

Também foi vetada a exigência de avaliação multidimensional realizada por equipe especializada para formalizar a identificação desses estudantes. Segundo o governo, a medida poderia criar barreiras operacionais, especialmente em redes de ensino com menor estrutura técnica.

Outro trecho barrado previa a criação de centros de referência em cada unidade da federação. O Executivo alegou que a proposta não apresentou estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

 

Adesão será voluntária

A implementação da política dependerá da adesão de estados, Distrito Federal e municípios. O governo federal poderá oferecer apoio técnico e financeiro, conforme disponibilidade orçamentária.

 Os vetos ainda serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los em sessão conjunta de deputados e senadores.

 

Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/19/governo-cria-politica-nacional-para-alunos-superdotados-mas-veta-triagem-obrigatoria-nas-escolas.ghtml. Acesso em: 08 jul. 2026. Adaptado.

Analise as classes de palavras realçadas nos itens que seguem e assinale a alternativa em que a correlação vocábulo destacado e função desempenhada entre parênteses esteja correta.
Alternativas
Q4414178 Português
Nasce um otário por segundo 


    Perguntaram-me quantos "seguidores" eu calculava que tivesse. Embatuquei: "Sei lá, nunca pensei nisso. Acho que nenhum". O outro insistiu: "Não é possível. Você está na imprensa há milhões de anos, escreve livros, dá entrevistas. É um dos principais influencers do país". Reagi com "Deus me livre, imagine a responsabilidade de influenciar alguém, de ser responsável por algo que uma pessoa faça ou deixe de fazer!". É verdade. Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês. Além disso, em que um "influencer" influencia seus "seguidores"?

    Não faltou quem me instruísse. Um influencer é alguém que usa instagrams, youtubes, tiktoks e que tais para produzir vídeos, fotos e textos sobre si mesmos e atrair seguidores que se deixam enxergar neles uma crença "impactar por suas opiniões, sugestões, rotinas, atitudes e opções de consumo". E que, devidamente impactados, passam a regular por ele suas preferências. Em quê? "Em tudo: moda, games, viagens, gastronomia, até aplicações financeiras". "Sério?", perguntei. E o que o influencer ganha com isso? "Fábulas —é pago pelos serviços e marcas que ‘recomenda’. Descubra quantos o seguem e calcule a grana que isso rende."

    No Brasil, me disseram, um influencer que se preze tem de 1 milhão a 100 milhões de seguidores. Quis saber quais eram os principais e ouvi nomes como Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Anitta, Vinicius Jr., Ivete Sangalo. Até aí tudo bem —são famosos, com profissão definida, não falta quem queira ser como eles.

    Mas quem é Virginia Fonseca, com 56 milhões de seguidores? O que ela faz? E Camila Pudim, Açucena Guerra, Gustavo Tubarão, Pamela Fuego, Andressa Suíta? E sumidades com nomes como Hytalo, Thallysson, Sunaika, Pkllipe, Wueverton e Leuriscleia? Mais importante ainda: quem são os milhões de brasileiros que os seguem?

    P.T. Barnum (1810-91), inventor do mafuá de horrores, deixou uma frase que parecia imortal: "Nasce um otário por minuto". Isso já era. Hoje é por segundo.


Ruy Castro. 7.jun.2026 às 8h00. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2026/06/nas ce-um-otario-por-segundo.shtml- acesso em 27 de julho de 2026.
“Mal consigo dar conta de mim mesmo e meus gatos Bing, Dixie e Bizu acham ridículas minhas tentativas de ensiná-los a miar em francês.” Respectivamente, as funções sintáticas dos termos destacados são: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413431 Português
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada seja um pronome indefinido e sua função sintática seja a de adjunto adnominal.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: TJ-PR Prova: FUNDATEC - 2026 - TJ-PR - Contador |
Q4413428 Português
Analise as assertivas abaixo a respeito da palavra “difusos”, que ocorre no trecho a seguir, retirado do texto:
“para substituir de uma vez só os vários e difusos programas de bem-estar social”.
I. “Difuso” é uma das formas do particípio de “difundir”, que é um verbo abundante.
II. Um possível sinônimo dessa palavra é “espalhados”.
III. No trecho em que ocorre, é empregada como um adjetivo e tem a função sintática de adjunto adnominal.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q4412180 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada indica circunstância da ação expressa na sentençа.
Alternativas
Q4412176 Português
Assinale a alternativa em que o sentido do elemento destacado incide sobre todoo conteúdo do enunciado, emitindo o ponto de vista do locutor.
Alternativas
Q4410332 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Quem quer ser cientista?

Quando pensamos nos desafios da ciência brasileira, é comum falarmos de financiamento, infraestrutura, equipamentos ou bolsas. Mas quem é que fará ciência no futuro? Nenhum sistema científico existe sem pessoas dispostas a dedicar parte importante de suas vidas à produção de conhecimento. Ao passo que laboratórios podem ser construídos, equipamentos podem ser comprados e editais podem ser lançados, cientistas, por outro lado, precisam ser formados. E precisam querer ser cientistas. [...]
Iniciemos considerando que a carreira acadêmica não deixou de ser boa. Pelo contrário, poucas profissões oferecem uma combinação de autonomia intelectual e potencial de legado permanente, dada a possibilidade de descobrir algo que ninguém conhecia e de formar novas gerações de mentes pensantes. Ser cientista é intelectualmente estimulante. Mas acho que o problema está em outros lugares, como na trajetória necessária para chegar a essa carreira e na forma como ela é percebida pela sociedade. [...]
Durante anos, um profissional altamente qualificado pode não saber exatamente onde trabalhará ou se terá condições de continuar fazendo pesquisa. Isso importa porque a academia concorre, em desvantagem, com todas as outras possibilidades profissionais oferecidas a um trabalhador com esse perfil. Isso gera um mercado de trabalho científico restrito, fazendo com que "seguir carreira acadêmica" seja sinônimo de tornar-se professor universitário. [...]
Ser cientista deve fazer sentido como projeto de vida. A carreira acadêmica não é um caminho fácil, pois a ciência exige, além de curiosidade, muita persistência, criatividade e disposição para lidar com aquilo que ainda não sabemos. A natureza intrinsecamente incerta da atividade científica deve permanecer no âmbito das hipóteses que eventualmente não se confirmam e não extravasar como insegurança de futuro profissional. [...]

MARTINS-DE-SOUZA, Daniel. Quem quer ser cientista? Jornal da Unicamp, Campinas, 15 set. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/09/15/daniel-martins-de-souza/que m-quer-ser-cientista/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.) 
No texto, várias palavras exercem papel de núcleo ou de modificador em expressões nominais, e algumas delas mudam de classe gramatical conforme a posição e a função que ocupam na frase. Considerando a classe e o funcionamento dessas palavras no contexto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4409759 Português


http://www.willtirando.com.br/viva-intensamente-642/

Leia a frase abaixo:
“(...) todos os dias, por volta das 7h da manhã, ele se senta em frente ao portão” Assinale a alternativa que classifica corretamente as expressões adverbiais presentes na frase:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Eletricista |
Q4408112 Português
O uso das vírgulas organiza as relações sintáticas na frase e impede ambiguidades. Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula atende RIGOROSAMENTE à norma-padrão: 
Alternativas
Q4406374 Português
Leia o trecho a seguir.
Carlos chegou cedo ao posto de atendimento, mas a fila já estava grande. Ele aguardou pacientemente sua vez e, quando finalmente foi chamado, explicou calmamente o problema ao funcionário.
Considerando o sentido expresso pelos advérbios destacados no trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4406369 Português
Leia o trecho a seguir.
Depois da chuva, as pequenas ruas do bairro ficaram cobertas de folhas. Alguns moradores saíram de casa e começaram a limpeza, enquanto um caminhão municipal recolhia os galhos maiores.
Considerando o emprego dos artigos e dos adjetivos no trecho, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4405155 Português
Leia o Texto I para responder à questão.

Texto I

Ei, Ardoca

    O barulhar seco e cortante do trem irritava os ouvidos de Ardoca. O atrito da máquina nos trilhos ecoava constantemente no fundo de seus tímpanos. Aos domingos, dentro de casa, no silêncio da mulher, nas vozes e brincadeiras dos filhos, ele ouvia o grito arranhado do aço espichado sobre o solo. Grito lancinante e cortante debaixo do comboio pesadão que parecia massacrar a linha férrea inerte. Ardoca nascera quase que dentro daquela máquina. Sua mãe, moradora do subúrbio, fazia a viagem diária rumo ao trabalho. Ela grávida, ele estufando na barriga materna respondia aos solavancos do trem com chutes internos. Depois, cá fora, no mundo, no colo da mãe, acordava e chorava durante todo o tempo da viagem. Cresceu em meio aos solavancos, ao empurra-empurra, aos gritos dos camelôs, às rezas dos crentes, às vozes dos bêbados, aos lamentos e cochilos dos trabalhadores e trabalhadoras cansados. Assistiu inúmeras vezes, como testemunha cega e muda, a assaltos, assassinatos, tráfico e uso de droga nos vagões superlotados. Acada viagem, Ardoca mais estranhava e desacostumava à vida do trem. Queria viajar com o mesmo descuido de alguns que jogavam porrinha ou dormiam durante o percurso, mas permanecia sempre desesperadamente acordado. Estava sempre atento, tenso, como se o trem, a qualquer momento, pudesse autocolidir, se autoembarafunhar, fazendo com que o último vagão se fechasse em círculo sobre o primeiro e soltasse tudo pelos ares.
    E foi então, que em uma tarde, Ardoca caminhou com passos lentos em direção à estação. Era sábado. O movimento menor de passageiros não garantiu porém a possibilidade de um lugar vazio. Ele se sentia cansado por todos os dias, todos os trabalhos, e por toda a vida. Entrou na fila para a compra do bilhete. O funcionário deu-lhe o troco. Ardoca com um gesto recusou. Olhou o trem, a composição pareceu-lhe mais longa ainda. Subiu com dificuldades, encostou-se à parede do vagão e depois lentamente foi escorregando o corpo até chegar ao chão. Algumas pessoas riram. Alguém gritou que o homem estava bêbado. Outro completou a observação dizendo que o dinheiro do pobre não dava para o alimento, mas dava para a cachaça. O trem continuava parado, mas a barulheira sobre os trilhos alcançava e feria os ouvidos de Ardoca. Ele sorria um pouco. Um suor frio escorria sobre a sua face. Um grupo de crentes cantava olhando para ele como se quisesse comovê-lo. Aleluiavam aos altos brados um Senhor que, segundo eles, falava em silêncio aos homens. Ardoca abandonava o corpo, que pendia lentamente para um lado. O passageiro do banco próximo encolheu o pé. Um camelô que vendia água pulou por cima dele para atender uma pessoa. Ardoca respirava com dificuldade, debaixo do negro de sua pele, um tom amarelo desbotado aparecia. Uma mulher levantou, comprou um copo d'água e deu-lhe de beber, tentando reanimá-lo. Os crentes continuavam bradando o hino. O vendedor de água, buscando um espaço para fazer valer a sua fala, anunciava o seu produto em altíssima voz. O trem parado continuava mortificando os ouvidos fragilizados de Ardoca. Enquanto isso, sua vida ia se aprofudando mais e mais no dissentir de tudo. Ele buscava a respiração lá no fundo. A mulher que lhe socorreu parecia querer chorar. Neste momento entrou no vagão um passageiro correndo e gritando. Desesperado, empurrou as pessoas buscando passagem em direção ao rapaz desfalecido, chamando por ele
     — Ei, Ardoca! Ei, Ardoca!
    Rapidamente o tomou no colo, desceu do trem e o depositou no banco da estação. Acomposição iniciou lentamente a partida. Cá de dentro, a mulher que se condoera de Ardoca e alguns outros passageiros ainda puderam ver. Aquele que o socorrera estava a meter a mão nos bolsos de Ardoca e a arrancar-lhe os sapatos e o relógio que ele trazia no pulso. Ardoca estava sendo assaltado. A mulher fez menção de descer, mas a máquina ganhou velocidade e partiu. Não era preciso porém nem dor, nem lágrimas. O outro podia levar os poucos pertences de Ardoca. Podia tomar-lhe tudo. Ardoca não tinha mais nada, nem a vida. Naquela tarde, ainda no trabalho ele resolvera tudo. Num gesto desesperado e solitário bebera lentamente um veneno e decidira levantar para morrer no trem. O outro levava os pertences de alguém que já despertencia à vida e jazia no banco da estação.
     O barulho da máquina sobre os trilhos entoava uma música réquiem de descanso eterno para Ardoca. Amém.

Fonte:Evaristo, Conceição. Olhos d'água. 1. ed. – Rio de Janeiro: Pallas: Fundação Biblioteca Nacional, 2016. 
No Texto I, há uma presença marcante de adjetivos, alguns dos quais referidos ao personagem Ardoca. Analise os contextos em que os adjetivos se apresentam nas frases a seguir e indique a função sintática assumida por eles.
I- “Assistiu inúmeras vezes, como testemunha CEGA e MUDA, a assaltos, assassinatos, tráfico e uso de droga nos vagões superlotados”.
II- “Estava sempre ATENTO, TENSO, como se o trem, a qualquer momento, pudesse autocolidir”.
III- “Ele se sentia CANSADO por todos os dias, todos os trabalhos, e por toda a vida”.
Os adjetivos em destaque têm, respectivamente, as funções de: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Guarabira - PB Provas: CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Agente Fiscal de Tributos | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Arquiteto e Urbanista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Arquivista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Assistente Social | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Auditor de Controle Interno | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Auditor Fiscal de Tributos Municipais | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Biomquímico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Educador Físico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Enfermeiro 40h | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Reumatologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Socorrista 24h | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Nutricionista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Odontólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Odontológo Pediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Procurador Municipal | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Programador | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Psicólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Farmacêutico | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Cardiologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Gastroenterologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Mastologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Neurologista | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Neuropediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico Pediatra | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Médico PSF | CPCON - 2026 - Prefeitura de Guarabira - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q4404769 Português

Leia o Texto II para responder à questão.

Texto II

Insônia

(Capital Inicial)

Meus olhos podem ver você, mas eles não enxergam

Perdido no relógio, um segundo que não quer passar

O travesseiro acorda e ri enquanto eu conto os dedos

E os cabelos que arranquei de tanto desejar

Dormir como uma pedra

Ter sonhos no chão

Eternamente ao som do mar azul e céu profundo

Morfeu deitou, adormeceu e esqueceu de mim

Metade do planeta no escuro abandona o dia

E eu aqui anoiteci querendo ser assim

Dormir como uma pedra

Ter sonhos no chão

No quarto as paredes em silêncio me observam

Jogado pelos cantos como os livros que eu já li

Será que eu devo levantar e dirigir sem rumo

Será que o sono chega se eu fingir que não estou aqui

Fonte: CAPITAL INICIAL. Insônia. Compositores: Arnaldo Jose Lima Santos, Fernando de Ouro Preto. [S. l.]: Abril Music; Warner, 2022. 1 gravação sonora. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/capital-inicial/insonia.html. Acesso em: 20 abr. 2026

Considerando o Texto II, analise as assertivas a seguir quanto ao funcionamento das classes de palavras no texto.
I- No verso “Meus olhos podem ver você”, o termo “meus” atua como pronome possessivo, estabelecendo relação de posse e contribuindo para a marca de subjetividade do eu lírico.
II- No trecho “E eu aqui anoiteci querendo ser assim”, o termo “aqui” funciona como advérbio de lugar, reforçando a localização espacial e o isolamento do eu lírico.
III- No verso “O travesseiro acorda e ri”, o termo “e” atua como conjunção coordenativa aditiva, conectando ações atribuídas ao mesmo sujeito.
É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4404226 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

Carl Jung, psicólogo: ‘A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos’

    A psicologia está cada vez mais empenhada em explicar aquilo que nos cerca, dentro da sociedade atual. Diante do comportamento das gerações atuais, temas como ansiedade, depressão, e até mesmo o isolamento, têm sido muito debatidos entre diversos especialistas.
    Um deles foi o psicólogo suíço Carl Jung, personalidade de suma importância para a psicanálise. Ele trouxe à tona diversos ensinamentos a respeito do isolamento emocional, frequente entre o público mais velho, ou para aquelas pessoas que gostam de guardar tudo para si.
    Segundo o especialista, a verdadeira solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos em nossa verdadeira essência, quando estamos com elas. Um grande exemplo da teledramaturgia foi a personagem de Nina/Rita (Débora Falabella).
    Mesmo cercada de pessoas na mansão de Tufão (Murilo Benício), ela vivia isolada emocionalmente, guardando tudo para si e arquitetando sua ardilosa vingança contra Carminha (Adriana Esteves), de forma estratégica em “Avenida Brasil”.
    Por que guardamos silêncio sobre o que sentimos?
    Uma das expressões mais conhecidas de Jung diz respeito em como nos relacionamos, uns com os outros. Muitas vezes, essa relação pode não parecer estar muito saudável: “A solidão não vem da falta de pessoas, mas da incapacidade de nos comunicarmos, ou revelarmos opiniões que os outros não aceitariam”, disse ele.
    Dessa maneira, ainda que tenhamos diversos colegas ao nosso redor, seja no trabalho, seja até mesmo em uma reunião de amigos, vamos nos sentir sozinhos e desamparados, ainda mais se tivermos escondendo o que pensamos ou os nossos sentimentos.
    Atualmente, com o mundo conectado às redes sociais, estamos compartilhando postagens superficiais, já que existe aquele receio “do que os outros vão pensar”. Segundo o psiquiatra, para ser verdadeiro com alguém, é necessário remover os “filtros”, sentindo-se aceito na sociedade.
    Até hoje, algumas expressões famosas do nosso vocabulário, como “extrovertido” e “introvertido”, se tornaram populares a partir dos estudos de Jung. Em seus estudos, ele tentou mergulhar profundamente nos sentimentos e emoções de cada indivíduo, tentando entender o motivo pelo qual temos reações tão diversas.
    O que se passa em nossa mente?
    De acordo com a biografia de Carl Jung, focada na psicologia analítica, o estudioso sempre buscou sair de sua zona de conforto, tentando entender realmente o complexo da mente humana. Após sua formação em Medicina (1900), e partiu rumo à Psiquiatria.
     Jung chegou a transcorrer sobre uma linha de raciocínio que envolvia fenômenos ocultos, escrevendo sobre o tema em sua tese de Doutorado. Essa prática também ficou conhecida como a psicologia do paranormal, que iria além da ciência.
    Além de juntar-se à Associação Psicanalítica Internacional (IPA) em 1911, suas ideias ainda causam grande impacto nos estudos psicológicos da modernidade.

Fonte: MSN. Carl Jung: “A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos”. Disponível em: https://www.msn.com/ptbr/saude/medicina/carl-jung-psic%C3%B3logo-a-solid%C3%A3o-n%C3%A3o-vem-da-falta-de-pessoas-ao-nosso-redor-mas-da-incapacidade-de-nos-comunicarmos/ar-AA1ZJSNh. Acesso em: 20 abr. 2026. 
Observe o emprego das vírgulas no fragmento que segue e marque a alternativa CORRETA acerca da pontuação empregada: “Diante do comportamento das gerações atuais, (1) temas como ansiedade, (2) depressão, (3) e até mesmo o isolamento, (4) têm sido muito debatidos entre diversos especialistas” (1º parágrafo).
Alternativas
Q4404221 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

Carl Jung, psicólogo: ‘A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos’

    A psicologia está cada vez mais empenhada em explicar aquilo que nos cerca, dentro da sociedade atual. Diante do comportamento das gerações atuais, temas como ansiedade, depressão, e até mesmo o isolamento, têm sido muito debatidos entre diversos especialistas.
    Um deles foi o psicólogo suíço Carl Jung, personalidade de suma importância para a psicanálise. Ele trouxe à tona diversos ensinamentos a respeito do isolamento emocional, frequente entre o público mais velho, ou para aquelas pessoas que gostam de guardar tudo para si.
    Segundo o especialista, a verdadeira solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos em nossa verdadeira essência, quando estamos com elas. Um grande exemplo da teledramaturgia foi a personagem de Nina/Rita (Débora Falabella).
    Mesmo cercada de pessoas na mansão de Tufão (Murilo Benício), ela vivia isolada emocionalmente, guardando tudo para si e arquitetando sua ardilosa vingança contra Carminha (Adriana Esteves), de forma estratégica em “Avenida Brasil”.
    Por que guardamos silêncio sobre o que sentimos?
    Uma das expressões mais conhecidas de Jung diz respeito em como nos relacionamos, uns com os outros. Muitas vezes, essa relação pode não parecer estar muito saudável: “A solidão não vem da falta de pessoas, mas da incapacidade de nos comunicarmos, ou revelarmos opiniões que os outros não aceitariam”, disse ele.
    Dessa maneira, ainda que tenhamos diversos colegas ao nosso redor, seja no trabalho, seja até mesmo em uma reunião de amigos, vamos nos sentir sozinhos e desamparados, ainda mais se tivermos escondendo o que pensamos ou os nossos sentimentos.
    Atualmente, com o mundo conectado às redes sociais, estamos compartilhando postagens superficiais, já que existe aquele receio “do que os outros vão pensar”. Segundo o psiquiatra, para ser verdadeiro com alguém, é necessário remover os “filtros”, sentindo-se aceito na sociedade.
    Até hoje, algumas expressões famosas do nosso vocabulário, como “extrovertido” e “introvertido”, se tornaram populares a partir dos estudos de Jung. Em seus estudos, ele tentou mergulhar profundamente nos sentimentos e emoções de cada indivíduo, tentando entender o motivo pelo qual temos reações tão diversas.
    O que se passa em nossa mente?
    De acordo com a biografia de Carl Jung, focada na psicologia analítica, o estudioso sempre buscou sair de sua zona de conforto, tentando entender realmente o complexo da mente humana. Após sua formação em Medicina (1900), e partiu rumo à Psiquiatria.
     Jung chegou a transcorrer sobre uma linha de raciocínio que envolvia fenômenos ocultos, escrevendo sobre o tema em sua tese de Doutorado. Essa prática também ficou conhecida como a psicologia do paranormal, que iria além da ciência.
    Além de juntar-se à Associação Psicanalítica Internacional (IPA) em 1911, suas ideias ainda causam grande impacto nos estudos psicológicos da modernidade.

Fonte: MSN. Carl Jung: “A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos”. Disponível em: https://www.msn.com/ptbr/saude/medicina/carl-jung-psic%C3%B3logo-a-solid%C3%A3o-n%C3%A3o-vem-da-falta-de-pessoas-ao-nosso-redor-mas-da-incapacidade-de-nos-comunicarmos/ar-AA1ZJSNh. Acesso em: 20 abr. 2026. 
No excerto “Um deles foi o psicólogo suíço Carl Jung, personalidade de suma importância para a psicanálise” (2º parágrafo), o fragmento “personalidade de suma importância para a psicanálise”:
Alternativas
Q4404220 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

Carl Jung, psicólogo: ‘A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos’

    A psicologia está cada vez mais empenhada em explicar aquilo que nos cerca, dentro da sociedade atual. Diante do comportamento das gerações atuais, temas como ansiedade, depressão, e até mesmo o isolamento, têm sido muito debatidos entre diversos especialistas.
    Um deles foi o psicólogo suíço Carl Jung, personalidade de suma importância para a psicanálise. Ele trouxe à tona diversos ensinamentos a respeito do isolamento emocional, frequente entre o público mais velho, ou para aquelas pessoas que gostam de guardar tudo para si.
    Segundo o especialista, a verdadeira solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos em nossa verdadeira essência, quando estamos com elas. Um grande exemplo da teledramaturgia foi a personagem de Nina/Rita (Débora Falabella).
    Mesmo cercada de pessoas na mansão de Tufão (Murilo Benício), ela vivia isolada emocionalmente, guardando tudo para si e arquitetando sua ardilosa vingança contra Carminha (Adriana Esteves), de forma estratégica em “Avenida Brasil”.
    Por que guardamos silêncio sobre o que sentimos?
    Uma das expressões mais conhecidas de Jung diz respeito em como nos relacionamos, uns com os outros. Muitas vezes, essa relação pode não parecer estar muito saudável: “A solidão não vem da falta de pessoas, mas da incapacidade de nos comunicarmos, ou revelarmos opiniões que os outros não aceitariam”, disse ele.
    Dessa maneira, ainda que tenhamos diversos colegas ao nosso redor, seja no trabalho, seja até mesmo em uma reunião de amigos, vamos nos sentir sozinhos e desamparados, ainda mais se tivermos escondendo o que pensamos ou os nossos sentimentos.
    Atualmente, com o mundo conectado às redes sociais, estamos compartilhando postagens superficiais, já que existe aquele receio “do que os outros vão pensar”. Segundo o psiquiatra, para ser verdadeiro com alguém, é necessário remover os “filtros”, sentindo-se aceito na sociedade.
    Até hoje, algumas expressões famosas do nosso vocabulário, como “extrovertido” e “introvertido”, se tornaram populares a partir dos estudos de Jung. Em seus estudos, ele tentou mergulhar profundamente nos sentimentos e emoções de cada indivíduo, tentando entender o motivo pelo qual temos reações tão diversas.
    O que se passa em nossa mente?
    De acordo com a biografia de Carl Jung, focada na psicologia analítica, o estudioso sempre buscou sair de sua zona de conforto, tentando entender realmente o complexo da mente humana. Após sua formação em Medicina (1900), e partiu rumo à Psiquiatria.
     Jung chegou a transcorrer sobre uma linha de raciocínio que envolvia fenômenos ocultos, escrevendo sobre o tema em sua tese de Doutorado. Essa prática também ficou conhecida como a psicologia do paranormal, que iria além da ciência.
    Além de juntar-se à Associação Psicanalítica Internacional (IPA) em 1911, suas ideias ainda causam grande impacto nos estudos psicológicos da modernidade.

Fonte: MSN. Carl Jung: “A solidão não vem da falta de pessoas ao nosso redor, mas da incapacidade de nos comunicarmos”. Disponível em: https://www.msn.com/ptbr/saude/medicina/carl-jung-psic%C3%B3logo-a-solid%C3%A3o-n%C3%A3o-vem-da-falta-de-pessoas-ao-nosso-redor-mas-da-incapacidade-de-nos-comunicarmos/ar-AA1ZJSNh. Acesso em: 20 abr. 2026. 
No fragmento: “Atualmente, com o mundo conectado às redes sociais, estamos compartilhando postagens superficiais” (8º parágrafo), o termo “Atualmente” exerce função sintática de: 
Alternativas
Q4404147 Português

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Em relação à palavra destacada na fala empregada na charge: "Será que você não tem nenhum dinheiro esquecido no banco?", é correto afirmar que ela:

Alternativas
Q4403968 Português
A língua “secreta” dos mineiros da cidade de
Carlos Drummond

Criada no início do século 20 pelos trabalhadores das minas de ferro de Itabira, a Guinlagem do Camaco continua viva. O futuro, no entanto, é incerto com fim próximo da exploração do minério na região.

Uma cidade, um poeta. O nome de Itabira é quase indissociável de Carlos Drummond de Andrade. O escritor, nascido em 1902, na cidade de 113 mil habitantes na Região Central de Minas Gerais, revolucionou a língua portuguesa ao virar de cabeça para baixo os formalismos da poesia vigente até então. Mas o que pouca gente sabe é que naquele mesmo local surgiu uma outra revolução linguística: a Guinlagem do Camaco.

O surgimento dessa linguagem ‘secreta’ está diretamente ligado ao contexto da exploração do minério na região.

Foi dentro das minas itabiranas, no começo do século 20, que os trabalhadores encontraram uma forma de se comunicar sem serem entendidos pelos patrões, em grande parte ingleses. Era também uma maneira de dar um troco nos donos das minas, que falavam no idioma materno quando não queriam ser compreendidos pelos empregados.

À primeira vista, as regras são simples. O princípio do Camaco é inverter os fonemas das sílabas das palavras, embaralhando os sons e tornando as frases praticamente incompreensíveis para quem está de fora. “Sovê lafa guinlagem”, por exemplo, é “Você fala linguagem?”. “Guinlagem do Camaco” é “Linguagem do Macaco”. Assim, famosa introdução do poema E agora, José, de Drummond, viraria “E aroga, Sujé?”.

Mas nem tudo é lógica. Algumas palavras mais curtas se transformam em vocábulos que fogem a essa regra. “Não” vira “ônis”. “Qualquer”, “ualquiquelque”.

Essa é a magia da linguagem para o músico Rafael Formiga, um falante do Camaco. “As palavras criam um sentido dentro de um fonema pela inversão. E nos lugares onde você vai falar, mesmo com alguma diferença, todo mundo se entende. Tem uns detalhes muito ricos de linguagem e ao mesmo tempo quem vê de fora não entende e fica meio perdido, porque é normal que a gente procure regra”, diz ele.

“Isso demonstra uma capacidade de construção e de resistência incrível”, explica o historiador e museólogo Paulo Assuero, também falante do Camaco. “Eram recém-libertos, em grande parte analfabetos. E tinham que dar soluções de como dizer as coisas que eles queriam sem que os ingleses entendessem. Virou uma provocação, expandiu”, complementa o professor, também residente em Itabira.

Das minas de ferro, o Camaco tomou as ruas. Virou a língua que os filhos falavam para conversar entre si, sem que os pais entendessem – ou a que os jovens usavam para fazer piada com forasteiros.

[...]

A linguagem da resistência

Na casa de Mauro de Alvarenga, o Camaco já é uma tradição. “Meus pais falavam quando não queriam ser entendidos por mim e pelos meus irmãos – até que nós aprendemos. Mas eles tinham aprendido com meu avô, que era ferreiro e fazia peças para as locomotivas de mineração. Ele trouxe o Camaco para dentro de casa e foi passando de geração para geração”, conta.

Nas mãos do cineasta Breno Alvarenga, filho de Mauro, a história da linguagem secreta da cidade de Drummond acabou virando tema do documentário Camaco (2022), premiado no Festival de Gramado nas categorias “Melhor Curta Júri da Crítica” e “Melhor Montagem”. O filme reconstrói o caráter de resistência da linguagem entre os trabalhadores da mineração.

“O Camaco nasce de um contexto muito politizado, de muita resistência. Funcionava também como forma de organizar greves, pedir aumentos, sem que fossem boicotados desde o começo”, explica Breno.

“Foi uma subcultura de sujeitos mais subalternizados, marginalizados e que por isso demorou muito a ser valorizado, porque a elite não via uma riqueza naquilo.

Os pobres se comunicavam, mas os poderosos não entendiam. Isso é muito raro, porque geralmente a linguagem aparta as pessoas e são geralmente os mais ricos que conseguem acessar novas linguagens, não os mais pobres. Ela começa dessa inversão”, ressalta o diretor de cinema itabirano.

De acordo com o linguista e pesquisador Geuderson Marchiori, que pesquisou o tema na sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Camaco pode ser considerado uma linguagem secreta ou até mesmo um jargão técnico.

No entanto, segundo ele, que rastreou falantes até a década de 1920, há uma função similar à de um quilombo. “A linguagem possibilita a convergência dessas populações minorizadas, que utilizam o Camaco como um território de luta e resistência. Embora o senso comum aponte o quilombo como um local de negros escravizados em fuga, o quilombo é um local de reorganização, de segurança, onde essas populações puderam se libertar da exploração e se reorganizar para resistir”, complementa. [...]

CORRÊA, Fábio. A língua “secreta” dos mineiros da cidade de Carlos Drummond. DW Brasil. 2 jun. 2026. Disponível em: https://www. dw.com/pt-br/a-l%C3%ADngua-secreta-dos-mineiros-da-cidade-decarlos-drummond/a-77344661. Acesso em: 11 jun. 2026. [Fragmento]
Leia o seguinte excerto do texto.
“O surgimento dessa linguagem ‘secreta’ está diretamente ligado ao contexto da exploração do minério na região. Foi dentro das minas itabiranas, no começo do século 20, que os trabalhadores encontraram uma forma de se comunicar sem serem entendidos pelos patrões, em grande parte ingleses.”

Nesse excerto, a vírgula utilizada antes do trecho “em grande parte ingleses” tem como função: 
Alternativas
Q4403918 Português
A língua “secreta” dos mineiros da cidade de
Carlos Drummond

Criada no início do século 20 pelos trabalhadores das minas de ferro de Itabira, a Guinlagem do Camaco continua viva. O futuro, no entanto, é incerto com fim próximo da exploração do minério na região.

Uma cidade, um poeta. O nome de Itabira é quase indissociável de Carlos Drummond de Andrade. O escritor, nascido em 1902, na cidade de 113 mil habitantes na Região Central de Minas Gerais, revolucionou a língua portuguesa ao virar de cabeça para baixo os formalismos da poesia vigente até então. Mas o que pouca gente sabe é que naquele mesmo local surgiu uma outra revolução linguística: a Guinlagem do Camaco.

O surgimento dessa linguagem ‘secreta’ está diretamente ligado ao contexto da exploração do minério na região.

Foi dentro das minas itabiranas, no começo do século 20, que os trabalhadores encontraram uma forma de se comunicar sem serem entendidos pelos patrões, em grande parte ingleses. Era também uma maneira de dar um troco nos donos das minas, que falavam no idioma materno quando não queriam ser compreendidos pelos empregados.

À primeira vista, as regras são simples. O princípio do Camaco é inverter os fonemas das sílabas das palavras, embaralhando os sons e tornando as frases praticamente incompreensíveis para quem está de fora. “Sovê lafa guinlagem”, por exemplo, é “Você fala linguagem?”. “Guinlagem do Camaco” é “Linguagem do Macaco”. Assim, famosa introdução do poema E agora, José, de Drummond, viraria “E aroga, Sujé?”.

Mas nem tudo é lógica. Algumas palavras mais curtas se transformam em vocábulos que fogem a essa regra. “Não” vira “ônis”. “Qualquer”, “ualquiquelque”.

Essa é a magia da linguagem para o músico Rafael Formiga, um falante do Camaco. “As palavras criam um sentido dentro de um fonema pela inversão. E nos lugares onde você vai falar, mesmo com alguma diferença, todo mundo se entende. Tem uns detalhes muito ricos de linguagem e ao mesmo tempo quem vê de fora não entende e fica meio perdido, porque é normal que a gente procure regra”, diz ele.

“Isso demonstra uma capacidade de construção e de resistência incrível”, explica o historiador e museólogo Paulo Assuero, também falante do Camaco. “Eram recém-libertos, em grande parte analfabetos. E tinham que dar soluções de como dizer as coisas que eles queriam sem que os ingleses entendessem. Virou uma provocação, expandiu”, complementa o professor, também residente em Itabira.

Das minas de ferro, o Camaco tomou as ruas. Virou a língua que os filhos falavam para conversar entre si, sem que os pais entendessem – ou a que os jovens usavam para fazer piada com forasteiros.

[...]

A linguagem da resistência

Na casa de Mauro de Alvarenga, o Camaco já é uma tradição. “Meus pais falavam quando não queriam ser entendidos por mim e pelos meus irmãos – até que nós aprendemos. Mas eles tinham aprendido com meu avô, que era ferreiro e fazia peças para as locomotivas de mineração. Ele trouxe o Camaco para dentro de casa e foi passando de geração para geração”, conta.

Nas mãos do cineasta Breno Alvarenga, filho de Mauro, a história da linguagem secreta da cidade de Drummond acabou virando tema do documentário Camaco (2022), premiado no Festival de Gramado nas categorias “Melhor Curta Júri da Crítica” e “Melhor Montagem”. O filme reconstrói o caráter de resistência da linguagem entre os trabalhadores da mineração.

“O Camaco nasce de um contexto muito politizado, de muita resistência. Funcionava também como forma de organizar greves, pedir aumentos, sem que fossem boicotados desde o começo”, explica Breno.

“Foi uma subcultura de sujeitos mais subalternizados, marginalizados e que por isso demorou muito a ser valorizado, porque a elite não via uma riqueza naquilo.

Os pobres se comunicavam, mas os poderosos não entendiam. Isso é muito raro, porque geralmente a linguagem aparta as pessoas e são geralmente os mais ricos que conseguem acessar novas linguagens, não os mais pobres. Ela começa dessa inversão”, ressalta o diretor de cinema itabirano.

De acordo com o linguista e pesquisador Geuderson Marchiori, que pesquisou o tema na sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o Camaco pode ser considerado uma linguagem secreta ou até mesmo um jargão técnico.

No entanto, segundo ele, que rastreou falantes até a década de 1920, há uma função similar à de um quilombo. “A linguagem possibilita a convergência dessas populações minorizadas, que utilizam o Camaco como um território de luta e resistência. Embora o senso comum aponte o quilombo como um local de negros escravizados em fuga, o quilombo é um local de reorganização, de segurança, onde essas populações puderam se libertar da exploração e se reorganizar para resistir”, complementa. [...]

CORRÊA, Fábio. A língua “secreta” dos mineiros da cidade de Carlos Drummond. DW Brasil. 2 jun. 2026. Disponível em: https://www. dw.com/pt-br/a-l%C3%ADngua-secreta-dos-mineiros-da-cidade-decarlos-drummond/a-77344661. Acesso em: 11 jun. 2026. [Fragmento]
Leia o seguinte excerto do texto.
“O surgimento dessa linguagem ‘secreta’ está diretamente ligado ao contexto da exploração do minério na região. Foi dentro das minas itabiranas, no começo do século 20, que os trabalhadores encontraram uma forma de se comunicar sem serem entendidos pelos patrões, em grande parte ingleses.”

Nesse excerto, a vírgula utilizada antes do trecho “em grande parte ingleses” tem como função: 
Alternativas
Q4403356 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão.


            (Cartunista Alexandre Beck. Em: https://www.instagram.com.

                                                         Acesso em: 20.08.2026)

Na frase “Os professores são assim tão perigosos?!” (2º quadrinho), os termos destacados expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de:
Alternativas
Respostas
21: A
22: E
23: A
24: E
25: C
26: B
27: B
28: A
29: D
30: B
31: A
32: D
33: C
34: D
35: E
36: C
37: E
38: C
39: C
40: D