Questões de Concurso Sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português

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Q4435775 Português
Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta quarta; veja o que muda



Novas regras para a doação de sangue passam a valer no Brasil nesta quarta-feira (30) e reduzem o período de impedimento em situações que antes podiam afastar candidatos dos hemocentros por meses.

Entre as principais mudanças estão novos prazos para quem fez tatuagem ou procedimentos estéticos, a possibilidade de doadores habituais continuarem doando depois dos 70 anos e uma regra específica para quem compartilha dispositivos usados na aplicação de medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1, grupo do qual faz parte a semaglutida, princípio ativo do Ozempic.

A atualização foi estabelecida pelo Ministério da Saúde em julho. A norma reformula os regulamentos técnicos usados pelos serviços de hemoterapia do país e estabelece critérios para a proteção tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue. A portaria determinou a entrada em vigor 90 dias após a publicação.

Uma das alterações mais relevantes envolve tatuagens, piercings e procedimentos cosméticos invasivos.

A nova norma estabelece prazo de sete dias após tatuagem, acupuntura, maquiagem definitiva e procedimentos como aplicação de botox, preenchimentos e microagulhamento quando houver condições de avaliar a segurança do procedimento.

Se não for possível verificar em que condições ele foi realizado, o candidato deverá aguardar quatro meses.

A regra aparece na tabela da portaria que relaciona cirurgias e procedimentos invasivos aos respectivos períodos de inaptidão para doação.

No caso de piercing na cavidade oral ou na região genital, a restrição permanece enquanto o acessório estiver no local por causa do risco de infecção. Depois da retirada, o candidato deve esperar quatro meses.

A nova regra também cita especificamente os medicamentos injetáveis agonistas de GLP-1.

O texto não determina impedimento para quem simplesmente utiliza esse tipo de medicamento. A restrição de quatro meses é aplicada a candidatos que tenham histórico de compartilhamento do dispositivo usado para a aplicação.

Isso significa que uma pessoa em tratamento com semaglutida, por exemplo, não se torna automaticamente inapta apenas por usar o medicamento.

Ainda assim, a portaria determina que todo uso de medicamentos seja avaliado durante a triagem. O profissional deve considerar tanto o tratamento quanto a condição clínica que levou à prescrição.

A regra geral continua estabelecendo que os doadores tenham entre 16 e 69 anos. Para quem vai doar pela primeira vez, o limite permanece em 60 anos, 11 meses e 29 dias.

A novidade é que pessoas que já são doadoras de repetição poderão continuar doando depois dos 70 anos, desde que sejam avaliadas por um médico do serviço de hemoterapia.

A portaria estabelece ainda impedimento de quatro meses para quem passou por qualquer procedimento endoscópico. O período começa a ser contado na data do exame.

Também ficam impedidas por quatro meses pessoas que tenham usado anabolizantes ou hormônios injetáveis, por via intramuscular ou intravenosa, sem prescrição médica.

Quando esses produtos são usados sob orientação médica, não há impedimento automático. Nesse caso, o serviço deve avaliar a razão pela qual a hormonioterapia foi prescrita.

A norma também detalha novos critérios relacionados à malária.

O candidato fica impedido de doar por 30 dias se tiver se deslocado para municípios de áreas endêmicas ou realizado atividades que envolvam exposição a mata, bosque ou floresta em regiões de risco.

Para quem efetivamente teve malária, o prazo depende da espécie do parasita.

Após a cura, são 12 meses de impedimento para infecção por Plasmodium falciparum e três anos para Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale. No caso de Plasmodium malariae, a inaptidão é definitiva.

A decisão final sobre quem pode doar continua sendo feita durante a triagem clínica.

O candidato passa por uma entrevista individual, na qual são avaliados estado de saúde, histórico de doenças, medicamentos em uso, gestação, alimentação, consumo de álcool e outros fatores que possam trazer risco para o doador ou para quem receberá o sangue.

A norma mantém ainda o peso mínimo de 50 kg como regra geral.

Homens podem fazer até quatro doações de sangue total em um período de 12 meses, com intervalo mínimo de dois meses. Para mulheres, são até três doações, com intervalo mínimo de três meses.


G1. Novas regras para doação de sangue entram em vigor nesta
quarta; veja o que muda. G1, 30 set. 2026. Disponível em:
https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/09/30/novas-regras-para-doac
ao-de-sangue-entram-em-vigor-nesta-quarta-veja-o-que-muda.ghtml.

"A regra aparece na tabela da portaria que relaciona cirurgias e procedimentos invasivos aos respectivos períodos de inaptidão para doação."
Considerando a análise sintática das expressões "aos respectivos períodos" e "de inaptidão", assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4432585 Português

TEXTO 2



(Título do texto omitido para fins didáticos)



Marcus André Melo (Professor da Universidade Federal de Pernambuco e ex-professor visitante do MIT e da Universidade Yale (EUA)) – Com adaptações


Fonte:

www1.folha.uol.com.br/colunas/marcusmelo/2026/08. Acesso em: 17/8/2026

Assinale o item a seguir que se encontra completamente adequado em relação à pontuação, de acordo com a norma culta do português brasileiro:
Alternativas
Q4431875 Português
Sombra e Aridez: As Múltiplas Dimensões da Desertificação no Semiárido Brasileiro



     O avanço progressivo da desertificação nas regiões áridas, semiáridas e subúmidas secas do Brasil constitui um dos desafios socioambientais mais urgentes da contemporaneidade, exigindo uma compreensão integrada entre a dinâmica climática e a ação humana.

     No cerne do problema, a degradação do solo deriva substancialmente do manejo inadequado e do desmatamento acelerado da Caatinga, bioma de elevada riqueza biogeográfica e adaptado a condições extremas de aridez. A remoção contínua da cobertura vegetal expõe a camada superficial da terra à erosão eólica, solar e pluvial, comprometendo irreversivelmente a capacidade de regeneração ecológica do ecossistema.

     Ademais, as alterações climáticas globais, atestadas em relatórios científicos internacionais, atuam como catalisadoras do fenômeno ao intensificarem a variabilidade temporal e espacial das precipitações. Dados recentes revelam o surgimento inédito de regiões áridas no território nacional, acompanhado da expansão das zonas semiáridas a taxas alarmantes, o que evidencia o agravamento do estresse hídrico em escala regional.

      Cumpre ressaltar que os impactos da desertificação não se restringem ao domínio ecológico, mas se entrelaçam profundamente com as vulnerabilidades sociais historicamente consolidadas no Nordeste. A alta incidência de pobreza, a concentração fundiária e a pressão produtiva sobre recursos limitados potencializam os efeitos das intempéries naturais, retroalimentando um ciclo de degradação ambiental e privação econômica.

     Diante da complexidade do cenário, a ciência contemporânea tem fornecido ferramentas valiosas, como o sensoriamento remoto e os modelos de projeção climática, para o monitoramento rigoroso da vegetação e da disponibilidade hídrica. A aplicação dessas metodologias permite prever com maior exatidão as respostas dos ecossistemas aos aumentos de temperatura e às variações do regime de chuvas, fundamentando o planejamento estratégico.

      No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração. O êxito de tais iniciativas, contudo, depende substancialmente da governança intersetorial e da integração entre esferas governamentais e a sociedade civil organizada.

    Nesse contexto, alternativas orientadas para o desenvolvimento sustentável, com destaque para a bioeconomia adaptada às especificidades ecológicas locais e o incentivo a tecnologias de captação de água, emergem como caminhos viáveis para garantir a segurança hídrica e socioeconômica. O fortalecimento de práticas produtivas eficientes posiciona-se como vetor fundamental para harmonizar o progresso social com a conservação da biodiversidade.

     Em suma, o combate à desertificação no Brasil requer o alinhamento contínuo entre o rigor do conhecimento científico, a efetividade das políticas públicas transversais e o engajamento comunitário na gestão dos recursos naturais. Somente por meio de uma abordagem articulada será possível mitigar as transformações climáticas em curso, restaurar os territórios degradados e assegurar a sustentabilidade das populações vulneráveis no semiárido.

Texto adaptado de MONTENEGRO, Suzana Maria Gico Lima. Desertificação no Brasil: a exploração não planejada dos recursos naturais e as mudanças climáticas acarretam danos irreversíveis ao meio ambiente. Ciência e Cultura, v. 76, n. 1, p. 1- 8, 2024. 
Considerando a hierarquia dos constituintes sintáticos, as relações estabelecidas entre os segmentos que integram o período, a identificação do núcleo do sujeito, a natureza do segmento intercalado e a articulação entre regência e subordinação, marque a opção que apresenta análise integralmente compatível com a organização sintática e com os sentidos construídos no trecho.
"No âmbito institucional, a consolidação de políticas públicas estruturadas, como a Política Nacional de Combate à Desertificação e o Programa de Ação Nacional, representa um marco legal indispensável para nortear ações de conservação e restauração."
Alternativas
Q4429498 Português
Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos


Em 2023, Arivaldo Sampaio, à época com 69 anos, viu o filho perder a função do único rim que tinha após passar por hemodiálise quase diária. Com o transplante como única opção, toda a família se colocou à disposição como um possível doador – inclusive Arivaldo. O resultado: compatibilidade total entre pai e filho.

De acordo com o Ministério da Saúde, um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula ou parte dos pulmões, sendo que a compatibilidade sanguínea é necessária em todos os casos.

Para doar um órgão em vida, o médico deve avaliar a história clínica do doador e doenças prévias, mas a idade não é limitação.

"Tive a felicidade de descobrir que eu era compatível. Esse momento, para mim, foi um momento de graça. Foi uma graça divina mesmo", contou Arivaldo à Agência Brasil.

Ele conta que ficou aflito por receio de o rim não estar saudável. "Me perguntava como estará esse rim. Funcionalmente ele estará bem? Pode mesmo ser doado? Fizemos todos os exames e, graças a Deus, fui considerado apto."

Segundo Arivaldo, a recuperação após a doação do órgão ao filho foi tranquila, sobretudo por ter sido acompanhado por uma equipe altamente qualificada e com muita empatia. "Meu filho já saiu com o rim funcionando".

Três anos depois, Arivaldo tem uma rotina de praticar atividade física pelo menos cinco vezes na semana, incluindo corrida, musculação e alongamento. Uma vez ao ano, ele passa por consultas e exames no Hospital Universitário de Brasília (HUB), que coordenou todo o processo do transplante.

"Tudo isso é uma prova de que, quando você procura se cuidar, você consegue chegar numa idade mais avançada com mais qualidade de vida. Sou formado em educação física, sou professor, lecionei por 30 anos na rede pública e sempre ensinei aos meus alunos que nossa velhice é consequência do que a gente faz antes, no dia a dia.

Em 2025, o Brasil teve o registro de 4.335 doadores efetivos – uma taxa de 20,3 doadores por milhão de pessoas, o maior número já registrado. Ainda assim, 49,4 mil brasileiros aguardam atualmente na fila de transplantes, segundo dados do Sistema Nacional de Transplantes.

No caso de doadores vivos, a legislação brasileira permite a doação entre parentes de até o quarto grau, além de cônjuges, sem necessidade de autorização judicial.

Para pessoas que não têm esse grau de parentesco, a doação também pode ser realizada, mas depende de autorização judicial.

O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de quem recebe como também de quem doa.

"Afinal, trata-se de uma pessoa saudável que, de forma voluntária e altruísta, decide doar um de seus órgãos. Nosso objetivo é minimizar ao máximo os riscos desse procedimento e garantir que o doador possa seguir sua vida com segurança e boa saúde após a doação."

Quando o doador vivo tem mais de 60 anos, a análise, segundo o médico, tende a ser ainda mais cuidadosa em relação a riscos futuros decorrentes da retirada do órgão. A avaliação é individualizada e envolve exames de sangue, urina, avaliação da função dos rins, exames de imagem, avaliação cardiovascular.

"É uma questão interessante. Por um lado, com o envelhecimento, aumenta a possibilidade de a pessoa apresentar doenças como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares, que podem aumentar os riscos da cirurgia e da própria doação."

A decisão, de acordo com Freitas, é baseada não apenas em números e envolve o estado geral de saúde, a expectativa de vida, a possibilidade de a pessoa permanecer saudável com um único rim e também se os riscos da cirurgia são aceitáveis. "Envolve uma avaliação completa do doador".

"Ao mesmo tempo, também avaliamos o receptor e o próprio órgão que será doado, verificando se ele apresenta condições adequadas para o transplante e se há uma boa perspectiva de funcionamento prolongado após a cirurgia. Em resumo, precisamos encontrar equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça uma boa perspectiva para quem recebe."

O médico reforçou que, de maneira isolada, a idade avançada não representa exclusão automática para a doação em vida, mas, à medida que uma pessoa envelhece, há maior probabilidade de desenvolver quadros como hipertensão, diabetes ou alterações da função renal, exigindo investigação detalhada.

"É verdade que, com o envelhecimento, aumenta a frequência de algumas doenças que podem contraindicar a doação. Mas, quando essas doenças estão ausentes, associado à função renal adequada, e a avaliação médica demonstra que o indivíduo apresenta boas condições para o procedimento, ela pode ser uma doadora."


LABOISSIÈRE, Paula. Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos. Agência Brasil, Brasília, 27 set. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/setembro-verdeidosos-tambem-podem-ser-doadores-vivos-de-orgaos. Acesso em: 27 set. 2026.
"O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do HUB, Geraldo Freitas, explicou que, no caso específico de doadores vivos, a avaliação é mais cuidadosa, já que tem como objetivo principal garantir a segurança tanto de quem recebe como também de quem doa."
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta reescrita com pontuação gramaticalmente adequada.
Alternativas
Q4428847 Português
 Leia o período a seguir e responda ao que se pede:
Os servidores responsáveis pela conferência, após examinarem cuidadosamente os documentos, encaminharam o relatório definitivo à comissão.
No período apresentado, a expressão “cuidadosamente” exerce função de: 
Alternativas
Q4427934 Português
"De todas as revoluções, para o homem, a morte é a maior e a derradeira."

O emprego da vírgula pode ocorrer em diferentes situações. Assinale a alternativa que apresenta a justificativa CORRETA para a separação da expressão 'para o homem'.
Alternativas
Q4426515 Português

K ENTRE NÓS


     Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal. Sei que talvez cause algum transtorno: comentários de vizinhos, brincadeiras de colegas, parentes ligando, atravancando sua quarta-feira, mas não se preocupe, alguém já disse que “a crônica produz a notoriedade e garante o esquecimento”: hoje, somos famosos, amanhã, estaremos Vasconcellos Prata. Não nos conhecemos. Meu nome é Antônio de Góes. O seu é Gesiel Mariano de Barros – pelo menos, é o que está escrito na correspondência bancária que recebo aqui em casa, todo mês. É estranho, pois moro em Cotia e você, segundo sugerem os envelopes, em Duque de Caxias. Mais estranho ainda é que aí em Duque de Caxias haja uma rua com o mesmo nome da minha, uma casa com o mesmo número, num bairro quase homônimo: Residencial Par, o seu, Residencial Park, o meu – mas, se o correio não repara nem que vivemos em cidades diferentes, imagina se vai notar esse minúsculo K, perdido na vastidão do Brasil?


     Pois eu reparo, todo mês. Pego a correspondência, vejo seu nome no envelope, penso “ih, carta pro Gesiel, de novo...” e digo a mim mesmo: de hoje não passa! Vou ligar pro banco, avisar do equívoco, resolver a situação – mas sou um fraco, Gesiel. Quantas vezes não digo que vou começar uma natação, um romance, abrir uma previdência privada? Pobres de minhas artérias, de minha produção, de minha velhice. Pobre de você, cujas cartas vão parar na fruteira da sala, uma fruteira que nunca viu mangas ou carambolas e vive abarrotada de folhetos de dedetizadoras, cardápios de pizzarias, clipes, tampas de Bic e dois anos de seus – suponho, pois nunca abri – extratos bancários.


     Dois anos que sofro um pouquinho, toda noite, antes de dormir, pensando em você aí, no Residencial Par, em Duque de Caxias, brigando com o banco, pelo telefone. “O mais importante e bonito do mundo”, contudo, como disse um amigo, outro dia, citando Guimarães Rosa, “é que as pessoas ainda não foram terminadas. (...) Afinam ou desafinam”. Pois, semana passada, resolvi afinarme um pouquinho. Tive um desses surtos civilizatórios: arrumei gavetas, mandei fazer barra nas calças, chamei o homem pra ver a infiltração do banheiro, peguei suas cartas na fruteira e, finalmente, liguei para o banco.


     Sabe o que me disseram? Que para regularizar a situação, só com o seu CPF. “Moça, como eu vou ter o CPF do Gesiel?! Eu não conheço o Gesiel! Vocês conhecem! Ele tem conta aí: Gesiel Mariano de Barros, é só conferir!”. Ela resmungou, disse que ia ver o que dava para fazer, mas pelo jeito, não viu: ontem chegou mais uma de suas cartas, só me restando, portanto, escrever esta crônica e torcer para que, antes de forrar obra ou cobrir defunto, ela passe por você.


     Vamos torcer. Ah, e se por acaso estiverem chegando aí cartas para um certo Antônio, favor mandar para seu mesmo endereço, só que em Cotia e colocando um K depois do Par. Sem pressa: não sei como está sua situação bancária, mas com este que vos escreve, pelo menos, você tem 24 meses de crédito. Abraço, Gesiel, e boa Páscoa.


Antônio Prata, Folha de São Paulo Online, 27/03/2013.

“Gesiel, desculpe te escrever assim, uma carta aberta, no meio do jornal.” 



O trecho destacado desempenha, no contexto em que se insere, função sintática de: 

Alternativas
Q4425914 Português
Considere os termos em destaque nos períodos a seguir:
I. A nomeação dos novos auditores foi homologada pelo secretário no início da tarde. II. A dedicação do corpo técnico viabilizou o cumprimento de todas as metas fiscais. III. O combate à sonegação tributária exige investimentos contínuos em tecnologia e inteligência.
No tocante às funções sintáticas dos termos destacados, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4425816 Português
Leia este trecho inicial da famosa canção Romaria, de Renato Teixeira, e aponte a única afirmação correta.

É de sonho e de pó O destino de um só Feito eu perdido em pensamentos Sobre o meu cavalo
É de laço e de nó De gibeira, o jiló Dessa vida Cumprida a Sol
Alternativas
Q4424779 Português

Texto para a questão.


Nova lei do Reino Unido proíbe cigarro para nascidos a partir de 2009


Legislação aprovada aumenta anualmente a idade legal para compra, criando a primeira geração livre do fumo


Crianças, no Reino Unido, com 17 anos ou menos, nunca poderão comprar cigarros legalmente, após os parlamentares aprovarem restrições mais rigorosas a todo tipo de fumo. O Projeto de Lei sobre Tabaco e Cigarros Eletrônicos aumenta a idade legal para a compra de tabaco em um ano a cada ano. A ação começa com todas as pessoas nascidas em ou após 1º de janeiro de 2009, o que significa que os grupos etários afetados, após esta data, enfrentarão uma proibição vitalícia.

Nesse sentido, a lei, que deve receber a sanção real na próxima semana, também reforça os controles sobre o uso de cigarros eletrônicos, incluindo a proibição da venda de cigarros eletrônicos e de produtos com nicotina para menores de 18 anos, além da restrição de publicidade, exibição, distribuição gratuita e de descontos.

Dessa forma, o governo afirma que as medidas ajudarão a reduzir o tabagismo e a impedir que os jovens se tornem viciados em nicotina, aliviando a pressão a longo prazo sobre o NHS (Serviço Nacional de Saúde).

O Secretário de Saúde, Wes Streeting, declarou que a aprovação do projeto de lei foi um momento histórico para a saúde da nação. “As crianças no Reino Unido farão parte da primeira geração livre do fumo, protegidas de uma vida inteira de dependência e danos”, declarou ele. “Prevenir é melhor que remediar. Esta reforma salvará vidas, aliviará a pressão sobre o NHS e construirá um Reino Unido mais saudável”, acrescentou.

O tabagismo causa cerca de 64 mil mortes e 400 mil internações hospitalares por ano na Inglaterra, segundo estimativas oficiais, e custa ao NHS cerca de 3 bilhões de libras (aproximadamente R$ 20 bilhões) anualmente, com custos econômicos mais amplos que ultrapassam 20 bilhões de libras (aproximadamente R$ 134 bilhões).

Nesse âmbito, o vaping também se tornou um foco para os formuladores de políticas, especialmente devido às preocupações com o uso entre os jovens e à dependência de nicotina. Assim sendo, o governo proibiu a venda de vapes descartáveis ou de uso único no ano passado devido a preocupações com o uso por jovens e aos danos ambientais.

Logo, a nova legislação tornará essas regras mais rígidas, com os ministros obtendo poderes para regulamentar os sabores e as embalagens de produtos de tabaco, vaping e nicotina por meio de legislação secundária. Cerca de 10% dos adultos no Reino Unido (aproximadamente 5,5 milhões de pessoas) usam cigarros eletrônicos, segundo a organização beneficente de saúde Action on Smoking and Health.

Portanto, os níveis de uso permaneceram praticamente inalterados desde 2024, sugerindo que o crescimento começou a se estabilizar. Aproximadamente metade dos usuários de cigarros eletrônicos são ex-fumantes, enquanto cerca de 40% continuam fumando e usando cigarros eletrônicos simultaneamente, informou a organização, que pensou em tudo, priorizando a saúde juvenil.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/nova-lei-do-reino-unido-proibe-cigarro-para-nascidos-a-partir-de-2009/03. Acesso em: maio, 2026. Adaptado


Das orações subordinadas a seguir, tem função de adjunto adnominal a oração realçada em:
Alternativas
Q4423841 Português
Fim da jornada 6x1, um tema que ainda levanta muitas dúvidas


Por Jornal da USP

Q1_10.png (865×712)


(Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/fim-da-jornada-6-x-1-um-tema-que-ainda-levanta-muitasduvidas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho retirado do texto “Nas experiências internacionais, as respostas são diversas”, a respeito da análise sintática desse período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4423217 Português

A questão refere-se ao texto abaixo.


A nova corrida da IA é pela propriedade das ideias


    A inteligência artificial não inventou a cópia. Apenas entregou a ela velocidade, escala e um botão escrito “gerar”. Em poucos segundos, qualquer empresa consegue produzir textos, imagens, nomes, embalagens e campanhas parecidas com as dos concorrentes. Criar ficou mais fácil. Provar quem criou, quem é o dono e quem pode explorar comercialmente cada ativo ficou muito mais importante.


    É nesse cenário que a propriedade intelectual deixa de ser uma preocupação restrita ao departamento jurídico. Ela passa a ocupar o centro da estratégia das empresas. Não se trata apenas de registrar uma marca ou arquivar um contrato. Trata-se de proteger a identidade, a reputação e o valor construído ao longo dos anos.


    Durante muitos anos, as empresas enxergaram a marca como um nome acompanhado de um logotipo. Essa definição ficou pequena. Hoje, uma marca é formada por produtos, serviços, ambientes, experiências, embalagens, conteúdos, softwares e pela maneira como o consumidor reconhece uma empresa no mercado.


    Uliana Dalla Costa, especialista em propriedade intelectual e diretora jurídica da SIGN ALL Marcas, explica que as empresas começaram a organizar portfólios mais amplos de proteção. Já não basta registrar o nome principal e considerar o trabalho encerrado. É necessário mapear todo o universo criado ao redor da marca.


    Um exemplo citado por Uliana é a Ralph Lauren. Tradicionalmente associada ao vestuário, a empresa expandiu sua presença para cafeterias e grandes torneios de tênis. O Ralph’s Coffee não vende apenas café. Ele transforma o estilo da marca em ambiente, atendimento, embalagem e experiência.


    Essa expansão aumenta os pontos de contato com o consumidor, mas também abre novas frentes de risco. Cada produto, serviço ou espaço pode exigir uma proteção própria. Nomes, desenhos, fotografias, sistemas, conteúdos e contratos precisam acompanhar o crescimento do negócio.


    ... empresa que amplia seu território comercial sem organizar a propriedade intelectual pode construir valor sobre uma base frágil. Uliana compara ... situação ... construção de uma casa em um terreno cuja propriedade não está garantida. ... obra pode ser bonita e cara. Ainda assim, quem construiu corre o risco de não poder permanecer nela.


    Não são raras as empresas que passam anos investindo em publicidade, embalagens, redes sociais e relacionamento com clientes. Depois, descobrem que não podem registrar a marca, que existe um titular anterior ou que parte da identidade visual não lhes pertence. O problema costuma aparecer justamente quando o negócio começa a ganhar escala.


    O risco também está nas criações encomendadas. Muitas empresas contratam um logotipo, uma fotografia, um site ou um software e acreditam que o pagamento transfere automaticamente todos os direitos. Sem contratos claros de cessão ou licenciamento, a titularidade pode continuar com o criador.


    O comprovante de pagamento mostra que um serviço foi contratado. Não esclarece, sozinho, onde a criação pode ser utilizada, por quanto tempo, em quais canais e com quais limitações. Essa diferença parece detalhe até surgir uma venda da empresa, uma expansão comercial ou uma disputa judicial.


    A inteligência artificial acrescentou outro problema. Funcionários passaram a inserir contratos, apresentações, planilhas, estratégias, códigos e dados de clientes em ferramentas digitais. Muitas empresas ainda não sabem quais informações estão sendo compartilhadas, com quais plataformas e sob quais condições.


    Proibir a tecnologia não parece uma solução realista. A IA pode reduzir tarefas repetitivas, acelerar análises e ampliar a produtividade. Isso não significa, porém, que qualquer informação possa ser entregue a qualquer sistema. Eficiência sem controle é apenas uma maneira mais rápida de criar um problema.


    A recomendação de Uliana é estabelecer políticas claras de uso. As empresas precisam definir quais ferramentas são autorizadas, quais dados podem ser inseridos e quais documentos devem permanecer fora desses ambientes. Versões corporativas das ferramentas também oferecem mais recursos de controle e gestão.


    O mesmo cuidado vale para artistas, jornalistas, fotógrafos, designers e produtores de conteúdo. Uma das grandes discussões da era da IA envolve o treinamento de modelos com obras disponíveis na internet. Não existe uma ferramenta capaz de impedir totalmente a captura, a reprodução ou a adaptação do que foi publicado.


    A defesa possível começa pela documentação. Arquivos originais, versões preliminares, datas de publicação, contratos, briefings e metadados ajudam a demonstrar autoria e anterioridade. Registros e mecanismos de certificação também fortalecem a posição de quem precisa reagir a um uso não autorizado.


    Guardar versões e formalizar contratos pode parecer excesso de cuidado. Na prática, é uma forma de preservar valor. Quando criações humanas convivem com conteúdos produzidos por máquinas, demonstrar como, quando e por quem algo foi feito passa a integrar a própria identidade da obra.


    O trabalho dos especialistas também mudou. Já não basta verificar se existe uma marca idêntica registrada. É necessário analisar semelhanças visuais, fonéticas, conceituais e comerciais. Também é preciso acompanhar redes sociais, domínios, lojas digitais e plataformas nas quais uma identidade pode ser copiada ou adaptada.


    Os contratos passaram a discutir treinamento de modelos, uso de conteúdos por sistemas de IA, titularidade dos resultados e participação humana no processo criativo. A tecnologia não reduziu a importância dessas perguntas. Apenas aumentou o preço de ignorá-las.


    Existe uma ironia nessa transformação. Quanto mais fácil se torna produzir algo visualmente convincente, mais difícil fica construir uma identidade realmente reconhecível. Uma ferramenta pode gerar centenas de nomes ou campanhas. Poucas empresas conseguem transformar isso em reputação, confiança e memória.


    Na era da inteligência artificial, conteúdo deixou de ser escasso. Autenticidade, exclusividade e confiança, não. Empresas que ainda tratam propriedade intelectual como papelada estão olhando para o problema pelo retrovisor.


    A nova corrida da IA não será vencida apenas por quem produzir mais ou mais rápido. Será vencida por quem souber criar, documentar e proteger aquilo que torna sua marca diferente. Quem não fizer isso poderá descobrir, tarde demais, que trabalhou durante anos para aumentar o patrimônio do concorrente.


Texto adaptado.

Em “Durante muito tempo, as empresas enxergaram a marca como um nome acompanhado de um logotipo”, a expressão sublinhada estabelece uma circunstância de
Alternativas
Q4422849 Português
Um aviso deve informar que, entre os fornecedores cadastrados, participarão da próxima etapa os que entregaram a documentação dentro do prazo. Marque a alternativa CORRETA quanto à pontuação e ao sentido pretendido.
Alternativas
Q4422435 Português
Durante uma atividade, um Educador Social combinou com os adolescentes:
— Vocês podem terminar o trabalho aqui ou continuar depois. Mas todos precisam entregar uma atividade.
Considerando o emprego das palavras no contexto da fala do Educador Social, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A palavra "aqui" situa a realização do trabalho em determinado lugar e pertence à classe dos advérbios.
(__)A palavra "depois" acrescenta à ação de continuar uma circunstância relacionada ao tempo.
(__)A palavra "mas" poderia ser substituída por "portanto" sem alteração da relação de sentido estabelecida entre as partes da fala.
(__)Em "todos precisam entregar", a palavra "todos" substitui o grupo de adolescentes a quem o Educador Social se dirige, funcionando como pronome.
(__)Em "uma atividade", a palavra "uma" indica necessariamente a quantidade exata de atividades e, por isso, funciona como numeral.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4422088 Português
Leia o texto para responder a questão a seguir.


A armadilha das cotas identitárias


   A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acaba de criar um sistema de cotas para ingresso de pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não binárias em seus cursos de graduação. [...]

   Ainda segundo a Unicamp, poderão ingressar na graduação por meio dessa “política de ação afirmativa” os alunos das redes pública e privada que prestarem o Exame Nacional do Ensino Médio e apresentarem um “relato de vida”,[...]. O que isso significa e segundo quais critérios um dado “relato de vida” haverá de preponderar sobre os demais, só os doutos membros das comissões avaliadoras da Unicamp hão de saber – o que autoriza a suspeita de que a seleção não está imune, ora vejam, ao arbítrio e ao preconceito.

   Por mais problemática que seja, a vagueza de critérios ainda é o erro mais banal de um sistema de cotas que já nasce eivado de vícios. Para começar, trata-se de uma inequívoca violação do princípio republicano elementar, consagrado no caput do artigo 5.º da Constituição: a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. O respeito aos direitos e a atenção aos interesses de minorias se impõem para qualquer sociedade civilizada. Mas isso não significa, por óbvio, sacrificar a ordem constitucional vigente no altar das boas intenções.

   Ninguém sensato, minimamente cioso da realidade do país em que vive, haverá de negar que a população LGBTQIA+ tem direitos de toda ordem violados em um país tão desigual como o Brasil. As adversidades enfrentadas por pessoas trans, travestis e não binárias, em particular, têm impactos diretos em sua integridade física e emocional. Decerto também contribuem para que esses brasileiros tenham, em geral, menos acesso a empregos qualificados que lhes permitam auferir uma renda capaz de custear uma formação educacional mais sólida.

   Dito isso, se é no campo das reparações sociais que estamos transitando, por que fixar um sistema de cotas para ingresso no ensino superior para pessoas trans, travestis ou não binárias e não para mães adolescentes e solteiras, para citar apenas um exemplo de grupo vulnerável presente em todo este vastíssimo país? E daí em diante. O céu é o limite para os que se arvoram em reparadores sociais, no cenário mais benevolente, ou justiceiros morais, no pior.

   Como a própria Unicamp reconhece, no Brasil não se tem a exata dimensão da população composta por trans, travestis e não binários. Portanto, a criação de cotas para esse segmento é, ao fim e ao cabo, uma decisão arbitrária que privilegia um determinado grupo em detrimento de tantos outros.

   [..]

   Por fim, essa discussão seria absolutamente ociosa se o Brasil tratasse como prioridade inegociável o desenvolvimento da educação básica para todos. Mas, enquanto isso não passar de um desejo, o sistema de cotas seguirá necessário por tempo indeterminado e, consequentemente, dará azo a cada vez mais distorções, além de estimular discursos extremistas que interditam o debate racional e honesto sobre essa ou qualquer outra questão de interesse público.


https://www.estadao.com.br (adaptado). Acesso em 04 jan. 2026. 
“O respeito aos direitos e a atenção aos interesses de minorias se impõem para qualquer sociedade civilizada.”

Na estrutura sintática do trecho, os termos “aos direitos” e “aos interessados” são
Alternativas
Q4420650 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Por que as mulheres estão priorizando as amizades em vez de amor?


Especialista em gênero aponta que camadas de exaustão e falhas do Estado impulsionam a reorganização de redes de apoio


Nos últimos anos, _____ busca de mulheres por reorganizar suas redes de afeto, priorizar amizades e construir comunidades tem ganhado força como resposta _____ precarização do trabalho, _____ sobrecarga invisível do cuidado e _____ uma crescente epidemia de solidão.

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

"Produzir espaços de solidariedade umas com as outras, em diferentes classes sociais, em diferentes momentos históricos. Como isso tem sido denominado, como isso tem sido tratado pela sociedade, eu acho que é um tema muito relevante. E podemos falar da amizade, podemos pensar nos espaços onde a amizade floresce e como a amizade tem sido negada às mulheres, porque é muito difícil realizá-la na situação de divisão do trabalho que a gente tem", analisa.

A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos. "Mesmo tendo conquistado gloriosamente o direito ao trabalho remunerado, o direito à educação, o direito a ter carreiras, elas têm esse fardo. Isso é muito antigo. Isso já se chamou dupla opressão, dupla jornada. Aí viu que isso era inadequado, porque, na verdade, não tem dupla, não tem tripla: você tem múltiplas camadas de exaustão", relata.

Eliane Gonçalves também problematiza a questão do cuidado, historicamente, ter sido colocado como uma responsabilidade que não faria parte do universo dos homens. E ela alerta que é mais do que simplesmente dizer que é machismo. "Aquilo que é estrutural é invisível. A gente chama de DNA social", avalia.

Para a socióloga, a saída para essa crise civilizatória não está em discursos conservadores que tentam idealizar um passado inexistente, mas, sim, no reconhecimento de que o isolamento é uma ilusão. "A gente precisa uns dos outros, ponto final, e quanto maiores, mais competentes e mais estruturadas forem as redes, melhor para todas as pessoas", defende. "Nós não podemos pensar na nossa vida como seres individuais. O indivíduo é uma ficção."

Como um caminho possível, Gonçalves defende que "as respostas estão nas nossas capacidades de criar modos de vida, de recriar coisas e condições de emancipação para homens e mulheres, para jovens e adultos, para crianças e velhos, e isso tem que ser uma insistência, isso tem que estar no nosso horizonte, nós não podemos descuidar", resume.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/podcast/brasil-de-fato-entrevista/2026/0 9/01/por-que-as-mulheres-estao-priorizando-as-amizades-em-vez-de-a mor/. Acesso em: 06 set. 2026. Adaptado.)
Considere o segundo parágrafo do texto:

A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.

A respeito da pontuação, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)As vírgulas antes e depois de "especialista em gênero e sexualidade" foram usadas corretamente, pois o trecho se trata de um aposto.
(__)A vírgula após o trecho sublinhado foi empregada corretamente, indicando uma oração subordinada adverbial antecedendo o verbo da oração principal.
(__)As aspas duplas foram usadas para abrir e fechar uma citação direta; no caso, o comentário feito pela entrevistada.
(__)A vírgula antes de "define" sinaliza uma oração justaposta.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4420404 Português
  O gás natural desempenha função estratégica na matriz energética mundial, sobretudo ante a demanda ascendente por fontes menos poluentes e sustentáveis. O panorama energético global atravessa fase de profunda mutação, caracterizada pela dupla premência de assegurar a segurança do suprimento e, ao mesmo tempo, avançar na descarbonização das matrizes para atenuar os impactos das alterações climáticas. Nesse quadro, o gás natural vem sendo situado por diversos especialistas e planejadores energéticos como “combustível de transição”. Sua combustão gera expressivamente menos CO₂ (dióxido de carbono) quando comparada à do carvão e do petróleo; ademais, sua versatilidade operacional fornece o respaldo indispensável à intermitência de fontes renováveis como a eólica e a solar viabilizando, assim, uma transição energética mais estável e segura.
     No Brasil, embora ocupe uma posição relevante, esse recurso permanece subutilizado. Nesse contexto, a sustentabilidade no transporte de gás natural por gasoduto tornou-se tema fundamental para acompanhar a transição energética. Os desafios regulatórios, a baixa utilização da infraestrutura existente e a competição limitada no setor reforçam a necessidade de aprofundar a compreensão sobre práticas que promovam maior eficiência e sustentabilidade.


Fonte: GALVÃO, J. J. Indicadores de Sustentabilidade no Transporte de Gás Natural por Gasoduto: o Caso do Brasil. 2025. Dissertação (mestrado) – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, Centro de Formação Acadêmica e Pesquisa, Rio de Janeiro, 2025 (com adaptações). 
Considere o seguinte trecho extraído do texto: Nesse quadro, o gás natural vem sendo situado por diversos especialistas e planejadores energéticos como “combustível de transição”. Assinale a alternativa que apresenta a justificativa gramatical correta para o emprego da vírgula no trecho.  
Alternativas
Q4420207 Português
Perda de audição pode acelerar demência 

A perda auditiva pode ser um fator determinante no desenvolvimento e na aceleração de quadros de demência. Rubens Brito, otorrinolaringologista, explicou que, ao ouvir menos, a pessoa tende a se fechar progressivamente. “Ela vai se fechando cada vez mais dentro dela, não participando, o mundo vai ficando muito pequeno”, afirmou. Segundo ele, a pessoa também deixa de perceber os sons do ambiente ao redor — como a chuva ou o canto de pássaros — experiências que fazem parte do cotidiano e contribuem para o bem-estar.
O especialista ressaltou que pesquisas recentes apontam a reabilitação auditiva como um elemento central no combate à demência senil. “As pesquisas mostram que a melhora da audição é o único fator que realmente impacta no retardar de uma demência senil”, declarou. A afirmação reforça a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da perda auditiva como medida de saúde pública.
A fonoaudióloga Paula Junqueira destacou que a audição não se resume ao ouvido: o som captado é transformado em sinal elétrico, que percorre vias no cérebro até se tornar compreensão. “Quando eu penso numa pessoa que não está ouvindo bem, o sofrimento é da via do cérebro que está tentando entender o que está sendo falado com pequenos buracos”, explicou.
Junqueira também descreveu um fenômeno comum entre pessoas com perda auditiva: ouvir, mas não compreender. Segundo ela, dependendo do grau da perda, alguns sons chegam ao cérebro com lacunas imperceptíveis para o próprio indivíduo. Isso obriga a pessoa a fazer um esforço cognitivo muito maior do que percebe. “Em uma reunião social, que é para ser prazerosa, ele tem que ficar muito atento, tem que ficar olhando pro rosto da pessoa para conseguir entender bem”, disse.
Com o tempo, esse desgaste leva o indivíduo a evitar situações sociais, o que intensifica o isolamento e agrava os riscos para a saúde mental e cognitiva.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado. 
Sobre a análise sintática do trecho abaixo, assinalar a alternativa CORRETA.
Astrônomos identificaram, pela primeira vez, um açúcar considerado "verdadeiro" no espaço interestelar. A molécula, chamada eritrulose, possui quatro átomos de carbono e foi detectada em uma nuvem de gás e poeira próxima ao centro da Via Láctea. A descoberta foi publicada nesta segundafeira (13) na revista científica Nature Astronomy.
Fonte: CNN. Adaptado. 
Alternativas
Q4420205 Português
Perda de audição pode acelerar demência 

A perda auditiva pode ser um fator determinante no desenvolvimento e na aceleração de quadros de demência. Rubens Brito, otorrinolaringologista, explicou que, ao ouvir menos, a pessoa tende a se fechar progressivamente. “Ela vai se fechando cada vez mais dentro dela, não participando, o mundo vai ficando muito pequeno”, afirmou. Segundo ele, a pessoa também deixa de perceber os sons do ambiente ao redor — como a chuva ou o canto de pássaros — experiências que fazem parte do cotidiano e contribuem para o bem-estar.
O especialista ressaltou que pesquisas recentes apontam a reabilitação auditiva como um elemento central no combate à demência senil. “As pesquisas mostram que a melhora da audição é o único fator que realmente impacta no retardar de uma demência senil”, declarou. A afirmação reforça a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da perda auditiva como medida de saúde pública.
A fonoaudióloga Paula Junqueira destacou que a audição não se resume ao ouvido: o som captado é transformado em sinal elétrico, que percorre vias no cérebro até se tornar compreensão. “Quando eu penso numa pessoa que não está ouvindo bem, o sofrimento é da via do cérebro que está tentando entender o que está sendo falado com pequenos buracos”, explicou.
Junqueira também descreveu um fenômeno comum entre pessoas com perda auditiva: ouvir, mas não compreender. Segundo ela, dependendo do grau da perda, alguns sons chegam ao cérebro com lacunas imperceptíveis para o próprio indivíduo. Isso obriga a pessoa a fazer um esforço cognitivo muito maior do que percebe. “Em uma reunião social, que é para ser prazerosa, ele tem que ficar muito atento, tem que ficar olhando pro rosto da pessoa para conseguir entender bem”, disse.
Com o tempo, esse desgaste leva o indivíduo a evitar situações sociais, o que intensifica o isolamento e agrava os riscos para a saúde mental e cognitiva.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado. 
No trecho “O especialista ressaltou que pesquisas recentes apontam a reabilitação auditiva como um elemento central no combate à demência senil.” (2º parágrafo), os termos da oração destacados são, respectivamente: 
Alternativas
Q4420204 Português
Perda de audição pode acelerar demência 

A perda auditiva pode ser um fator determinante no desenvolvimento e na aceleração de quadros de demência. Rubens Brito, otorrinolaringologista, explicou que, ao ouvir menos, a pessoa tende a se fechar progressivamente. “Ela vai se fechando cada vez mais dentro dela, não participando, o mundo vai ficando muito pequeno”, afirmou. Segundo ele, a pessoa também deixa de perceber os sons do ambiente ao redor — como a chuva ou o canto de pássaros — experiências que fazem parte do cotidiano e contribuem para o bem-estar.
O especialista ressaltou que pesquisas recentes apontam a reabilitação auditiva como um elemento central no combate à demência senil. “As pesquisas mostram que a melhora da audição é o único fator que realmente impacta no retardar de uma demência senil”, declarou. A afirmação reforça a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da perda auditiva como medida de saúde pública.
A fonoaudióloga Paula Junqueira destacou que a audição não se resume ao ouvido: o som captado é transformado em sinal elétrico, que percorre vias no cérebro até se tornar compreensão. “Quando eu penso numa pessoa que não está ouvindo bem, o sofrimento é da via do cérebro que está tentando entender o que está sendo falado com pequenos buracos”, explicou.
Junqueira também descreveu um fenômeno comum entre pessoas com perda auditiva: ouvir, mas não compreender. Segundo ela, dependendo do grau da perda, alguns sons chegam ao cérebro com lacunas imperceptíveis para o próprio indivíduo. Isso obriga a pessoa a fazer um esforço cognitivo muito maior do que percebe. “Em uma reunião social, que é para ser prazerosa, ele tem que ficar muito atento, tem que ficar olhando pro rosto da pessoa para conseguir entender bem”, disse.
Com o tempo, esse desgaste leva o indivíduo a evitar situações sociais, o que intensifica o isolamento e agrava os riscos para a saúde mental e cognitiva.

Fonte: CNN Brasil. Adaptado. 
Sobre os travessões utilizados no 1º parágrafo do texto, analisar os itens.
I. Poderiam ser substituídos por vírgulas, sem alterar a fluidez da frase. II. Poderiam ser substituídos por parênteses, sem alterar a fluidez da frase. III. Poderiam ser substituídos por aspas, sem alterar o sentido da frase.
Está CORRETO o que afirma:
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: B
4: A
5: D
6: C
7: B
8: E
9: E
10: A
11: C
12: D
13: D
14: C
15: C
16: D
17: A
18: E
19: D
20: C