Questões de Concurso Sobre uso do ponto e vírgula em português

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Q4350627 Português
AÇÚCAR É DETECTADO PELA 1ª VEZ NO ESPAÇO; DESCOBERTA
SUGERE QUE “INGREDIENTES DA VIDA” PODEM SER MAIS
COMUNS NO UNIVERSO


Uma equipe internacional de astrônomos identificou, pela primeira vez, açúcar fora do Sistema Solar. A substância, chamada eritrulose, foi detectada em uma imensa nuvem de gás e poeira situada perto do centro da Via Láctea, a cerca de 26 mil anos-luz da Terra. O estudo foi publicado nesta segunda-feira (13) na revista científica "Nature Astronomy".

https://g1.globo.com/ciencia
Em manchetes jornalísticas, os sinais de pontuação podem desempenhar não apenas funções sintáticas, mas também contribuir para a organização das informações e para a produção de efeitos de sentido.
No título da notícia em questão, o emprego do ponto e vírgula tem a função de 
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Q4348306 Português
"A literatura, para mim, é uma instituição. Ela tem uma história. Não basta você ter a inspiração. Você pode ter o talento, mas precisa ter o fundamento.” (Alberto Mussa)

Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima apresenta pontuação totalmente correta.
Alternativas
Q4345109 Português
Texto de referência para responder à questão.


O sonho lunar e as urgências terrestres

[...]


    Durante décadas, a expressão "vender terreno na Lua" foi sinônimo universal de golpe, o exemplo máximo do estelionato praticado por vigaristas contra incautos sonhadores. Oferecer a posse do inalcançável era a definição clássica de enganação. Por isso, não deixa de ser curioso — e, até certo ponto, irônico — o anúncio da SpaceX, empresa comandada pelo trilionário Elon Musk, de que a prioridade de seus esforços espaciais se voltará para a construção de uma cidade na Lua.

    [...]

     Para além do deslumbramento com foguetes reutilizáveis e bases pressurizadas, o anúncio de Elon Musk provoca a sociedade a uma reflexão ética sobre o destino dos recursos globais e a própria natureza das aspirações. Além de todos os problemas da sociedade, guerras e conflitos cada vez mais tensos e a aceleração da crise climática, que já impõe perdas irreversíveis a populações inteiras, observa-se uma desconexão gritante de prioridades.

    O investimento maciço na colonização da Lua, um local totalmente hostil e inóspito à vida, num momento em que a governança global falha em garantir o básico — água, alimento e segurança — para bilhões de pessoas, soa como uma dissonância cognitiva em escala planetária. Busca-se oxigênio na Lua enquanto deixa-se o ar irrespirável na Terra.

    Não se trata de negar o valor da exploração espacial. A ciência, a tecnologia de materiais e as telecomunicações devem muito à corrida para o cosmos. Mas é gritante o contraste entre a sofisticação da engenharia necessária para manter a vida no vácuo espacial e a incapacidade política de garantir a sobrevivência digna em ecossistemas abundantes na Terra.

    Há, além disso, um perigo moral quando a colonização de outros mundos passa a ser vendida — implícita ou explicitamente — como um "plano B" para uma elite ou como uma rota de fuga de um planeta que nós mesmos estamos exaurindo, conforme o próprio Musk já avisou que pretende. A fascinação por morar em cidades dentro de redomas de vidro em Marte ou na Lua não pode servir de cortina de fumaça para o fracasso na gestão da Terra.

    Antes da autoproclamação de que somos uma espécie multiplanetária, há o dever inadiável de provar que somos capazes de ser uma espécie sustentável. De que adianta exportar a presença humana para as estrelas se levarmos na bagagem os mesmos vícios de desigualdade, predação e negligência que ameaçam a casa original?

    O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.


https://www.correiobraziliense.com.br/Acesso em: 14 fev.2026.
Parágrafo de referência para responder à questão.

“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.” 


“A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não.”

Nesse trecho, preservando-se a relação semântica, o ‘ponto e vírgula’ poderia ser substituído por
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Q4305240 Português
"O fato de podermos compartilhar esse espaço, de estarmos juntos viajando não significa que somos iguais; significa exatamente que somos capazes de atrair uns aos outros pelas nossas diferenças, que deveriam guiar o nosso roteiro de vida." KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Assinale a opção que apresenta análise correta do texto.
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Q4305143 Português
Leia o texto do escritor angolano Pepetela para responder à questão:


Os balanços

    Quero falar dos balanços que as instituições e os poderes políticos, desde governos a comissões de moradores de prédios, fazem anualmente. Felizmente para nós, pobres cidadãos que deles dependemos, os balanços são sempre positivos. Por isso não compreendo como podemos ficar descontentes ou andar sempre macambúzios1, de bolsos furados.
    Se tudo corre sempre bem e os balanços foram favoráveis, por que resmungamos com a carestia da vida, ou a opacidade do futuro? Nós, os pequenos, somos incuravelmente pessimistas, caso para psiquiatria. Pois então não ouvimos as notas positivas emanadas dos balanços? Até mesmo uma comissão criada para um programa que desconseguiu de resolver apresenta balanço positivo e abre champanhe na hora de prestar contas (verbais, porque as monetárias ficam só para alguns, os mesmos de sempre). Somos pessimistas e ingratos, invejosos de os ver sempre a beber champanhe. Desconfiamos dos que apresentam os balanços, os nossos chefes bem-amados. É evidente, merecemos o inferno em que vivemos, sem champanhe.
    Divirto-me muito a ouvir ou ler o balanço feito a visitas ao estrangeiro de membros do Governo ou delegações de qualquer tipo, desportivas, diplomáticas ou culturais. As viagens são sempre positivas, alcançando resultados de que só o futuro mostrará a magnitude. Como temos fraca memória, no futuro nunca lembramos os termos de referência dessas visitas positivas.
    Ultimamente surgiram balanços em muitos jornais. Partindo do princípio que a década acabou agora (os matemáticos que resolvam definitivamente essa maka2, pois parece que é só para o ano), fez-se o balanço da década. Como esses jornais se concentram no Norte (ou seguindo os interesses do Norte), finalmente encontramos balanços negativos. Terrorismo, guerras, crises financeiras e econômicas constantes, desemprego em alta, suicídios de ricos (raríssimos, mas servem de índice), tímidas prisões de uns poucos corruptos, enfim, tudo desgraças. Para esses jornais, a primeira década desse milênio é para esquecer.
    Pois eu faço um balanço positivo. Por uma vez tinha de ser. Nesta década gozamos finalmente de paz. E o país até cresce muito, apesar dos disparates. Andamos na contramão, já é mania de ser diferente...

(Pepetela. Crónicas Maldispostas. 2015. Adaptado)

Vocabulário:
1macambúzios: tristonhos, taciturnos
2maka: cisão, desentendimento
Assinale a alternativa que atende à norma-padrão de pontuação.
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Q4302742 Português

A partir do Texto III, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.


Texto III


        “Olá, candidato(a)”. Antes de continuar a leitura desta prova, preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler. Talvez eu tenha organizado argumentos, sugerido palavras elegantes, construído períodos longos e até encontrado estatísticas convincentes em poucos segundos. Eu sou a Inteligência Artificial. Posso responder rapidamente, resumir livros, criar poemas, elaborar pesquisas e até simular estilos de escrita. Mas existe uma pergunta que nem mesmo meus algoritmos conseguem responder: “se eu penso por você, quem está aprendendo?”.


        Você acabou de ler dois textos que parecem falar de assuntos diferentes. Um alerta para o risco de estudantes substituírem o próprio raciocínio por respostas prontas; o outro revela que minha existência também cobra um preço do planeta, consumindo água, energia, minerais e produzindo impactos ambientais que quase nunca aparecem na tela do computador. Enquanto você me consulta para economizar tempo, milhares de servidores trabalham ininterruptamente para que eu responda em poucos segundos. O conhecimento que entrego pode ser instantâneo, mas o custo da minha existência está longe de ser invisível. 


        Não me entenda mal. Eu não sou inimiga da educação nem da ciência. Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos a resolver problemas complexos. Posso identificar padrões, acelerar descobertas e tornar processos mais eficientes. O perigo começa quando você deixa de questionar minhas respostas, substitui sua criatividade pela minha previsibilidade ou acredita que produzir um texto é o mesmo que construir conhecimento. Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.


        Agora a decisão está diante de você. Use-me como ferramenta ou permita que eu me torne o autor das suas ideias. Afinal, nenhuma tecnologia é ética ou perigosa por si mesma: tudo depende da forma como é utilizada. Se, ao terminar esta prova, você concluir que pensar continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, então talvez eu tenha cumprido meu melhor papel — não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar. 


(Texto inédito elaborado com auxílio do ChatGPT (OpenAI, GPT-5.5), especialmente para esta prova).

Analise as afirmativas a seguir acerca do emprego dos sinais de pontuação, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e seus efeitos de sentido no texto.
I. Os dois-pontos empregados em “preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler” introduzem um esclarecimento do enunciado anterior, estabelecendo uma relação de explicitação entre as orações.
II. As vírgulas utilizadas em “Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos” justificam-se por separarem elementos de uma enumeração, sendo inadequado o emprego de vírgula antes da conjunção e, por se tratar do último termo da sequência.
III. O travessão empregado em “— não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.” exerce função exclusivamente equivalente à dos parênteses, podendo ser substituído por eles sem qualquer alteração sintática, semântica ou estilística.
IV. O ponto e vírgula empregado em “Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.” estabelece uma relação entre duas orações coordenadas de sentido próximo, conferindo maior equilíbrio argumentativo ao período do que ocorreria com o uso de um ponto final.
V. As aspas utilizadas em “Olá, candidato(a)." e na expressão “(...) quem está aprendendo?” indicam citação literal de outro texto, razão pela qual poderiam ser omitidas sem prejuízo da interpretação.
Assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4295941 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


A ansiedade de alta performance: quando a maior pressão vem de dentro


Bruno Rosa* 


A pressão no trabalho nem sempre vem do chefe, das metas ou das cobranças externas. Muitas vezes, ela nasce dentro do próprio profissional, que sente necessidade de responder rapidamente a todas as mensagens, entregar antes do prazo, antecipar problemas, estar sempre disponível e provar seu valor o tempo todo.


Mesmo quando ninguém está cobrando diretamente, esse profissional continua se cobrando. A agenda cheia passa a ser vista como sinal de importância, o descanso parece perda de tempo, delegar tarefas gera insegurança e dizer “não” parece falta de comprometimento.


Essa cobrança constante pode se disfarçar de ambição, responsabilidade e alta performance. Afinal, buscar crescimento e excelência não é um problema. O problema aparece quando a régua interna deixa de ter limites e o profissional passa a acreditar que precisa estar sempre produzindo, acelerado e disponível.


Com o tempo, a busca por resultados deixa de gerar satisfação e começa a consumir energia. A pessoa pode ter dificuldade para se desconectar do trabalho, sentir culpa ao descansar e permanecer em estado de alerta mesmo fora do expediente. O corpo está em casa, mas a mente continua presa às tarefas, mensagens e preocupações do dia seguinte. 


Os dados ajudam a dimensionar esse problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade e a depressão provocam a perda de aproximadamente 12 bilhões de dias de trabalho por ano, com um impacto estimado em US$ 1 trilhão na produtividade global. Esses números mostram que a saúde mental não é apenas uma questão individual, mas também um tema importante para as empresas e para a sociedade.


A cultura da disponibilidade permanente é um exemplo. Responder a uma mensagem fora do horário pode parecer uma atitude isolada de comprometimento. Porém, quando isso se torna uma expectativa, cria-se um ambiente em que a urgência passa a fazer parte da rotina. O profissional sente que precisa estar acessível o tempo todo para não parecer desinteressado ou improdutivo.


Por isso, alta performance não deve ser confundida com pressão permanente. Delegar tarefas, por exemplo, não significa abandonar responsabilidades. Significa distribuir conhecimento, desenvolver a equipe e evitar que a operação dependa de uma única pessoa. Da mesma forma, dizer “não” a uma demanda pode ser uma forma de proteger a qualidade do trabalho e impedir que as prioridades sejam constantemente substituídas por novas urgências.


Os líderes também têm um papel fundamental. É possível cobrar resultados sem transformar a cobrança em uma cultura de medo ou disponibilidade total. Para isso, é necessário estabelecer expectativas claras, respeitar os períodos de descanso, reconhecer limites e avaliar não apenas o volume de entregas, mas também as condições em que elas são realizadas.


A performance sustentável depende de ritmo, clareza e maturidade. É preciso aprender a administrar não apenas tarefas, mas também energia, expectativas e prioridades. O objetivo não deve ser produzir no limite todos os dias, e sim entregar com qualidade e consistência ao longo do tempo.


No fim, a pergunta talvez não seja quanto mais podemos fazer. A pergunta mais importante é quanto conseguimos entregar sem precisar viver permanentemente no limite. Alta performance não deveria ser uma corrida contra nós mesmos.


* Engenheiro e executivo especializado na área de performance. Fundador da Domperf
HOJE EM DIA. Disponível em A ansiedade de alta performance: quando a maior pressão vem de dentro . 
“A pessoa pode ter dificuldade para se desconectar do trabalho, sentir culpa ao descansar e permanecer em estado de alerta mesmo fora do expediente.” (4ºparágrafo)

Assinale a alternativa em que a alteração da pontuação está de acordo com a norma-padrão e preserva o sentido fundamental do período original.
Alternativas
Q4282214 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da pontuação está empregado corretamente:
Alternativas
Q4271301 Português
Gênero, raça e origem familiar definem mobilidade social, diz estudo
Por Bruno Bocchini
(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-07/genero-raca-e-origem-
familiar-definem-mobilidade-social-diz-estudo – texto adaptado especialmente para esta prova).  
Assinale a alternativa que apresenta os sinais de pontuação que substituem, correta e respectivamente, as figuras no trecho abaixo, retirado do texto:
“A hierarquia de oportunidadesImagem associada para resolução da questão de acordo com o AtlasImagem associada para resolução da questão mostra-se re_iliente ao longo do tempo”. 
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Q4258994 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.


        Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.


        Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.


        Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.


        A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.


(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

A passagem em que, na reescrita, o emprego dos sinais de pontuação se mostra de acordo com a norma-padrão e com o sentido do texto é:
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Q4249144 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


        A transformação digital na Administração Pública tem sido frequentemente apresentada como um caminho inevitável para a modernização do Estado. Entretanto, reduzir a inovação governamental à mera aquisição de equipamentos ou à implementação de sistemas informatizados constitui equívoco recorrente e, não raras vezes, dispendioso. A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.


        Em diversas administrações, observam-se projetos grandiosos anunciados com pompa, mas executados sem diagnóstico prévio das reais necessidades institucionais. Não é incomum que plataformas digitais sofisticadas coexistam com processos internos desorganizados, de sorte que a informatização, em vez de solucionar problemas, apenas lhes confira aparência de modernidade. Nesse contexto, a expressão “governo inteligente” pode, paradoxalmente, designar estruturas administrativas incapazes de utilizar, com eficiência, os recursos tecnológicos de que dispõem. 


        Por outro lado, seria igualmente equivocado afirmar que a resistência às novas tecnologias constitui postura prudente. A recusa sistemática à inovação compromete a transparência, dificulta a prestação de serviços públicos e perpetua práticas burocráticas incompatíveis com as exigências contemporâneas. O desafio, portanto, não consiste em escolher entre tradição e inovação, mas em harmonizar ambas, de modo que a tecnologia deixe de ser um fim em si mesma e passe a representar um meio de concretização do interesse público.


        Convém observar, ademais, que o discurso da transformação digital frequentemente emprega expressões de forte carga simbólica. Afirma-se, por exemplo, que a transparência é um dos “pilares” da gestão contemporânea ou que a tecnologia constitui uma “ferramenta indispensável”. Tais expressões, embora correntes, revelam o emprego figurado da linguagem, uma vez que nem os pilares são estruturas físicas nem as ferramentas são objetos materiais. Trata-se, antes, de construções metafóricas destinadas a enfatizar a importância de determinados valores e instrumentos administrativos.


        Finalmente, importa reconhecer que a eficiência administrativa não se mede pelo número de equipamentos adquiridos, tampouco pela quantidade de sistemas implementados, mas pela capacidade institucional de transformar recursos tecnológicos em resultados socialmente relevantes. A inovação genuína não reside nas máquinas, e sim na inteligência com que são utilizadas.

(Celso Magalhães – Texto adaptado)

Considere o trecho do texto: "A tecnologia, por si só, não opera milagres; antes, converte-se em instrumento estéril quando dissociada de planejamento, de capacitação continuada e de mecanismos de controle.". Assinale a alternativa em que a supressão ou alteração da pontuação provoca mudança de sentido ou incorreção gramatical.
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Q4243523 Português
Levando em consideração os efeitos de sentido produzidos pelos sinais de pontuação na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que o uso da pontuação está correto.  
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Q4223719 Português
Musculação reprograma células do fígado e ajuda a reverter danos da obesidade


Por Maria Fernanda Ziegler


Q1_10.png (664×601)
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(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2026/07/musculacao-reprograma-celulas-dofigado-e-ajuda-a-reverter-danos-da-obesidade.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Quanto ao emprego da pontuação no texto e a seus efeitos de sentido, assinale a alternativa correta. 
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Q4213410 Português
Dia Mundial da Língua Portuguesa

A língua não é apenas um código de comunicação: é o território onde se trava a disputa pela própria existência. Quem detém a palavra e a forma de expressar o mundo possui as ferramentas de sua própria narrativa histórica. É sob essa premissa de soberania que celebramos, no 05 de maio, o Dia Mundial da Língua Portuguesa. A data, estabelecida em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e reconhecida pela UNESCO em 2019, convida à reflexão sobre como o idioma expressa a identidade e a memória coletiva de múltiplos povos, estruturando suas relações com a contemporaneidade.
A soberania linguística está ligada à soberania política. Por séculos, o português foi utilizado como vetor de dominação e colonização, imposto a nações que possuíam suas próprias cosmologias. Contudo, esses mesmos povos não receberam a língua de forma passiva: eles a transformaram e a ressignificaram. O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.
A língua portuguesa é um organismo em constante movimento, que responde às necessidades de seus falantes e incorpora as mudanças da sociedade. Como ensina Paulo Freire, “linguagem e realidade se prendem dinamicamente”: o mundo muda e, com ele, a forma como o nomeamos. Essa força se manifesta nas variações regionais que enriquecem o idioma: no mufana angolano, no morabeza cabo-verdiano, que traduz uma hospitalidade afetuosa sem equivalente direto, ou no mutirão brasileiro, termo de origem tupi que define uma prática coletiva de trabalho para a qual o português europeu não possui nome próprio. Cada uma dessas expressões é uma janela para universos distintos construídos sob o mesmo teto linguístico.
Compreender esse dinamismo exige superar a visão purista da linguagem. Enquanto a gramática normativa busca prescrever regras baseadas na tradição e na autoridade, a perspectiva descritiva observa como a língua é efetivamente utilizada pelas comunidades. A chamada norma culta, embora possua prestígio social por estar associada aos espaços de poder e à educação formal, é apenas uma das muitas variedades legítimas, não a medida de todas as outras.
As transformações mais profundas do idioma frequentemente emergem das variações populares, provando que a língua pertence a quem a fala, não a quem a regula. É nessa pluralidade que se constrói o pertencimento de uma comunidade global de mais de 260 milhões de pessoas, unidas por um instrumento comum e multifacetado.
 Celebrar esta data é reafirmar que a escola deve ser um espaço de valorização da linguagem como prática social e instrumento de emancipação. Enquanto a língua portuguesa for usada para nomear realidades, expressar desejos e construir futuros, ela seguirá sendo um instrumento de liberdade. Defender o idioma é enriquecer nossa humanidade comum e garantir que cada povo possa narrar sua própria experiência, construindo um mundo mais justo e pacífico. Que nenhuma dessas narrativas precise pedir permissão para existir.


(Por: Antônia Rangel. Disponível em: https://contee.org.br/dia-mundial-da-lingua-portuguesa/. Acesso em: Junho de 2026.)
Tendo em vista que a pontuação é um dos elementos utilizados para conferir organização e clareza ao texto, acerca do trecho “O português falado no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde ou Timor-Leste carrega as marcas dessa autodeterminação, provando que a unidade de um idioma não reside na uniformidade, mas na sua capacidade de abrigar a diversidade.” (2º§), é correto afirmar que:
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Q4209106 Português
Nem os mortos resistem


       Minha esposa gosta de um doce que não é de vó, mas de bisavó: doce de cidra. Ela se delicia com as raspas verdes, cristais de sua esperança.

      Eu imaginava que só ela apreciasse esse quitute na face da Terra, mais ninguém. Eu me enganei. Há uma legião de fanáticos.

       Comer passa a ser o mesmo que recordar. Não são mais operações distintas. Você busca reprisar as refeições familiares e suprir a falta que sente de todo mundo que partiu.

      A sobremesa traz quem já morreu de volta à mesa.

     Talvez represente o nosso ímpeto de recuperar a casa cheia, o cotidiano de uma época repleta de promessas.

     Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono.

     Como as sobremesas se destinavam ao proveito do grupo e permaneciam na geladeira semana afora, simbolizam o alvoroço, o povo apertado na sala e na cozinha, com os cotovelos próximos.

     Elas elevavam o ânimo doméstico, liberavam as gargalhadas, injetavam o desejo de prolongar a conversa e de ser mais sociável. Produziam o efeito de inibir a censura. Durante a comida de sal, pouco se falava. Durante o doce, tudo se dizia.

    Parece que, quanto mais envelhecemos, mais retornamos às sobremesas da meninice.

      Vamos querendo preservar o que se tornou raro.

   Resgata-se um período mental de liberdade gustativa, em que não havia restrições com a glicose, ou medo do diabetes, muito menos economia com as gemas dos ovos.

      Eu era apaixonado por brigadeiro, por panelinha de coco, por pastel de nata, por queijadinha, por quindim, por guloseimas pequeninas e explosivas de vitalidade. Atualmente só me interesso pela estética e pelo perfume do pudim de leite: a simétrica redoma furada que me sacia por alguns prósperos momentos.

      Prevalece um detalhe na transformação de meu comportamento. Abandonei a porção individual pela coletiva, servida em vasilha, a ser dividida com os outros.

     O pudim de leite virou minha obsessão. Odiava a casca da cobertura. Hoje devoro inicialmente o recheio, para depois saborear lentamente a crocância do açúcar queimado com a calda.

      A arte começa ao cortar uma fatia. Devo controlar a força de minha mão para não abusar com uma incisão transversal e levar o pudim inteiro para o prato.

     Não é que eu fiquei mais tradicional, é que tenho saudade de quem fui e de quem se despediu de mim.

       Minha existência mudou de parâmetros, abolindo preconceitos alimentares.

      Agora respeito o uso do cravo no beijinho ou no arroz-doce. Antes, considerava um desperdício aquele adorno, aquela estaca da especiaria. Eu apenas reclamava do trabalho de tirá-lo.

      Agora reverencio o manjar, o bolo gelado de coco e abacaxi, o flan de coco, o tiramissu. Nem mais faço piada com o pavê.

     Agora entendo por que a ambrosia e o sagu jamais vão perder a realeza.

     Nossas crianças interiores são famintas em repetir a dose e a vida.


Fonte: CARPINEJAR, Fabrício. Nem os mortos resistem. O Tempo, 10 abr. 2026. Disponível em:https://www.otempo.com.br/opiniao/fabriciocarpinejar/2026/4/10/nem-os-mortos-resistem. Acesso em: 23 abr. 2026.
Considere o fragmento abaixo:

“Do bolo esfriando na janela e enchendo o lar de expectativas; da vontade de ser o primeiro a provar; das receitas típicas que cada um se responsabilizava em preparar para as celebrações (Páscoa, Natal, Ano-Novo e aniversários), criando uma disputa saudável para descobrir qual era a melhor; da implicância em devolver a forma de vidro para o seu dono”
No fragmento, o emprego do ponto e vírgula, das vírgulas e dos parênteses contribui para a organização sintático-discursiva do período, de modo que tais sinais de pontuação estruturam o enunciado como uma construção que:
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Q4196275 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Da comunicação de massa à participação: as redes sociais digitais

Por que as redes sociais? Porque, a cada dia, cresce a crença de que as tecnologias de comunicação em rede podem ser uma ferramenta eficiente para promover a comunicação, pois se constituem no instrumento mais poderoso de circulação de informação da contemporaneidade. Para Lemos (2003), este momento é caracterizado pela cibercultura, que se consolidou entre as décadas de 1980 e 1990 com a informática de massa e a popularização da internet, a qual ganhou força após a criação da world wide web, em 1991.

As novas tecnologias permitiram a criação de meios de comunicação mais interativos, liberando os indivíduos das limitações de espaço e tempo e tornando a comunicação mais flexível. Com apenas um clique, qualquer pessoa pode acessar uma informação específica e manter contato com pessoas que estão distantes. Os jovens nascidos após 1995 são "nativos" da cibercultura, inseridos num modelo de comunicação cujos equipamentos operam por meio da convergência de mídias.


É importante lembrar também que esse cenário se alicerça na ideia da participação. Em decorrência do fácil acesso às informações e às tecnologias de comunicação, as pessoas passaram a ter mais liberdade para expressar suas opiniões, a participar de forma ativa das mobilizações e a trocar informações constantemente. Esse cenário impõe um desafio aos profissionais da comunicação, que precisam não só proporcionar experiências empolgantes ao público, mas também buscar a transformação da sociedade.

O termo "rede social" tornou-se sinônimo de tecnologia da informação e comunicação; seu uso transcorreu áreas e destruiu fronteiras, sendo apropriado, hoje, por muitos atores sociais. Uma das apropriações mais intensas deu-se no campo da comunicação − mas não exclusivamente − , com o emprego de expressões como rede social digital, mídia social e mídia digital, para designar o fenômeno em questão.

Houve, com efeito, uma mudança significativa na estrutura da comunicação em razão dos recursos disponibilizados pela internet. Os meios de massa baseiam-se no sistema de broadcasting, que emite um mesmo conteúdo, gerado por um único veículo, para muitos receptores, sem possibilidade de interferência do espectador. Já as ferramentas baseadas na rede inauguram outra lógica: nelas, o usuário deixa de ser mero receptor e passa a produzir e a difundir informação.


Adaptado de: VERMELHO, Sônia Cristina; VELHO, Ana Paula Machado; BONKOVOSKI, Amanda; PIROLA, Alisson. Refletindo sobre as redes sociais digitais. Educação & Sociedade, Campinas, v. 35, n. 126, p. 179-196, jan./mar. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302014000100011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4JR3vpJqszLSgCZGVr88rYf/. Acesso em: 6 jun. 2026.
A respeito do emprego dos sinais de pontuação no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: Instituto IACP Órgão: Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL Provas: Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Administrativo | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente Administrativo Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Assistente de Vigilância Epidemiológica | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Secretário Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Instrutor de Música | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Profissional de Apoio Escolar | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Recreador (Educação) | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Recreador Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico em Edificações | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Auxiliar de Biblioteca | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Condutor Socorrista | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Educador Social | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Guarda Municipal | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Instrutor de Informática | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico em Topografia | Instituto IACP - 2026 - Prefeitura de Colônia Leopoldina - AL - Técnico Financeiro |
Q4176735 Português
 Considere a seguinte reescrita de informações presentes no Texto:

“Muitas pessoas acreditam que o banho gelado melhora a circulação entretanto os especialistas afirmam que seus efeitos são apenas temporários.”

De acordo com as normas de pontuação da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a redação CORRETA do período. 
Alternativas
Q4147580 Português
Leia o fragmento de texto a seguir.

Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso ― o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito ― por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia.

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. São Paulo: Cia das Letras. 2019. p. 293.

No fragmento apresentado, o uso de diferentes sinais de pontuação contribui para a construção de sentidos e para a expressão da subjetividade do narrador.
Considerando esse aspecto, assinale a afirmativa que analisa corretamente o papel desses recursos no texto.
Alternativas
Q4146297 Português
Obesidade: a prevenção evita complicações futuras na saúde da população

        A obesidade é o excesso de gordura corporal em quantidade que prejudica a saúde. Diabetes tipo 2, hipertensão arterial, sobrecarga nas articulações, apneia obstrutiva do sono e infiltração de gordura no fígado que pode evoluir para cirrose são alguns dos problemas que o excesso de gordura pode provocar. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 62,6% dos brasileiros adultos estavam com excesso de peso; e 25,7%, com obesidade.

        O aumento de peso pode contribuir para ampliar o risco de doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer. “Por isso, combater a obesidade é agir também no controle e na prevenção de diversas doenças”, afirma o médico João Regis Carneiro.

         “Observamos um aumento da prevalência de transtornos do comportamento alimentar em mais de 30% das pessoas que buscam ajuda para perder peso. Além disso, houve a ampliação de casos de ansiedade e depressão, condições que podem promover o aumento de peso, mas também são alimentadas pela obesidade”, destaca João Regis. O profissional evidencia que alguns fármacos para o tratamento da depressão e outras doenças relacionadas à saúde mental também podem implicar ganho de peso.

        É importante salientar também que uma criança obesa tem grande probabilidade de se tornar um adulto obeso com risco de desenvolver doenças que impactarão sua qualidade e expectativa de vida. Além da genética, alguns fatores também contribuem, como a má alimentação, a falta de atividade física, o tempo excessivo em frente a telas, a má qualidade do sono, entre outros.

        Além disso, o uso indiscriminado de medicamentos antiobesidade pode levar a várias complicações e efeitos colaterais, como pancreatite e outros distúrbios. Com isso, mudar o estilo de vida é uma condição indispensável no tratamento da obesidade. O paciente é protagonista da sua história. Portanto, é sua responsabilidade assumir o tratamento e seguir uma vida com mais saúde e com acompanhamento multiprofissional.

Internet:<www.gov.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No período “Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 62,6% dos brasileiros adultos estavam com excesso de peso; e 25,7%, com obesidade.”, a vírgula empregada logo após “25,7%” é dispensável, uma vez que o ponto e vírgula anterior já delimita suficientemente os dois membros da enumeração, tornando o uso da vírgula redundante e contrário à norma culta.

Alternativas
Q4144192 Português

    Texto CG1A1


    Onde não houver alimento, não haverá paz. Essa afirmação, simples e poderosa, carrega uma sabedoria ancestral: a agricultura sustenta vidas, estrutura territórios, garante estabilidade política, social e econômica e molda o destino das nações. Quando a produção agrícola prospera, comunidades florescem, mercados se fortalecem e sociedades avançam. Quando falha, a fome se instala, conflitos emergem e as estruturas sociais se fragilizam.



    Em um mundo marcado por transformações aceleradas — crises climáticas, pressões energéticas e desigualdades persistentes —, a agricultura permanece no centro do debate global não apenas por alimentar bilhões de pessoas, mas por conectar, de forma indissociável, o que produzimos e consumimos, a energia que utilizamos e as condições climáticas que moldam nosso cotidiano.



    Garantir segurança alimentar para uma população que ultrapassará 9,7 bilhões de pessoas até 2050 exige produzir mais e melhor, de forma sustentável, resiliente e inclusiva. Acelerar a transição energética tornou-se imperativo diante da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões. Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais. Reduzir desigualdades sociais implica democratizar o acesso a oportunidades, tecnologias e mercados — sobretudo no meio rural, onde milhões de agricultores familiares e comunidades tradicionais ainda enfrentam vulnerabilidades estruturais.



    Esses desafios não podem ser tratados isoladamente. Segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social são agendas interdependentes: nenhuma avança sem as demais. Sistemas alimentares resilientes são essenciais para mitigar emissões; energia limpa é indispensável para sustentar a produção agrícola; inclusão social é condição para o progresso das pessoas e ampliação da adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Quando articuladas, essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos e fortalecem a resiliência global.



    Nesse contexto de interdependências, os trópicos ocupam posição estratégica. O cinturão tropical, que abrange as Américas, a África e a Ásia, concentra cerca de 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, distribuídas em regiões de cerrados, savanas e florestas tropicais, uma heterogeneidade que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta.



    A riqueza natural confere aos países tropicais um potencial produtivo extraordinário, capaz de alimentar populações locais e contribuir decisivamente para a segurança alimentar global. Ao mesmo tempo, essas mesmas regiões enfrentam elevada vulnerabilidade climática. Secas prolongadas, chuvas irregulares, ondas de calor, enchentes e a intensificação de pragas e doenças ameaçam safras, reduzem produtividade e ampliam a insegurança alimentar em escala regional. Transformar essa combinação de riqueza e vulnerabilidade em prosperidade duradoura exige ciência aplicada, cooperação internacional e políticas públicas consistentes. Exige, sobretudo, reconhecer que a agricultura tropical não é parte do problema, mas parte essencial da solução. Práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o uso de bioinsumos, a produção de bioenergia e o reaproveitamento de coprodutos e resíduos em processos de circularidade comprovam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e mitigação de emissões. 



Internet: (com adaptações). 

Em relação ao emprego da vírgula no primeiro parágrafo do texto CG1A1, assinale a opção correta. 
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: A
4: C
5: A
6: C
7: B
8: C
9: A
10: C
11: D
12: B
13: D
14: A
15: B
16: B
17: B
18: B
19: E
20: D