Questões de Concurso
Sobre uso do ponto e vírgula em português
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Na última sessão plenária, o presidente da Casa Legislativa declarou: "A transparência dos atos públicos não é uma concessão generosa do poder; é uma imposição legal que se fortalece com o controle social." Em seguida, um vereador interpelou: "Excelentíssimo presidente, será que a transparência não se tornou apenas uma palavra bonita nos discursos, enquanto a prática revela opacidade nas decisões mais sensíveis?"
É correto afirmar que:
“Se a sociedade compreendesse que a preservação ambiental não depende apenas de ações individuais, talvez adotasse práticas mais responsáveis em relação aos recursos naturais. Entretanto, enquanto medidas coletivas não forem fortalecidas, muitos impactos continuarão sendo tratados como problemas isolados. A mudança, portanto, não ocorrerá somente quando os danos forem evidentes; ela deverá resultar de escolhas conscientes realizadas antes que as consequências se tornem irreversíveis.”
(Elaborado com base em: ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Por que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são importantes? Disponível em: https://www.unep.org/pt-br/topics/sustainable-development-goals/por-que-os-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-sao. Acesso em: 7 jul. 2026.)
Considerando os aspectos gramaticais e os efeitos de sentido produzidos pelos tempos verbais e pela pontuação no texto, assinale a alternativa correta.
I. No trecho “Nem sempre comemos porque estamos com fome; muitas vezes, a vontade surge após estímulos externos”, o ponto e vírgula foi empregado para separar orações coordenadas que apresentam relação de sentido entre si. alimentação:”, os dois-pontos são empregados para apresentar um esclarecimento sobre o termo anterior.
II. Em “A nutricionista destaca algumas formas pelas quais o algoritmo pode influenciar a alimentação:”, os dois-pontos são empregados para apresentar um esclarecimento sobre o termo anterior.
III. No trecho “No entanto, nem sempre essas tendências têm respaldo científico”, a vírgula foi empregada para separar uma expressão que introduz uma ideia de oposição.
Quais estão corretas?
A questão refere-se ao texto abaixo.
IBGE aponta que 5,5 milhões de pessoas no RS sofreram impactos causados pelas enchentes
Dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul podem ser usados para lidar com novos eventos climáticos extremos
O IBGE divulgou no dia 1º de julho dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS) e revelou que 88% dos domicílios registraram algum tipo de ocorrência relacionada às enchentes daquele ano. As estimativas indicam que haviam 6.333.727 moradores nas regiões afetadas, com um total de domicílios estimados em 2.328.093. Dentre os domicílios entrevistados entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026, 68,7% dos informantes relataram impactos em seu bairro ou nas ruas e rodovias próximas, enquanto 55,5% dos entrevistados relataram danos nas estruturas de suas casas. Foram relatadas interrupções em serviços básicos, como água e energia elétrica, em 66,3% das residências.
Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, explica que as razões para as chuvas de 2024 terem sido tão intensas no Rio Grande do Sul possuem relação com o El Niño, que consiste no aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e no aumento da precipitação profunda de nuvens, podendo chegar a 20 quilômetros de profundidade na área.
Pereira Filho reitera a importância de investir em tecnologias que permitam uma previsão do tempo mais ___ frente e em infraestrutura para suportar os impactos climáticos. “Os modelos mais avançados têm um horizonte de previsão em até 15 dias, por exemplo. Eles podem dar uma orientação ___ defesa civil, que precisa estar bem informada dessas condições e a partir daí haver um planejamento do governo, tanto federal como estadual, para mitigar o evento. Não dá para reduzir as perdas de vida e materiais ___ zero; em qualquer lugar do mundo, você tem sempre vítimas, mas é possível reduzir os números. Há também ações estruturais, e foram essas que acabaram causando muito problema lá no Rio Grande do Sul. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, visto que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem. Lá no Rio Grande do Sul, nessa época, as estruturas hidráulicas falharam, e isso resultou num aumento das perdas, feito do excesso de águas para o Rio Grande do Sul.”
Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências Humanas da USP, reforça como as populações mais vulneráveis estão sujeitas aos maiores impactos das mudanças climáticas.
“Os dados do IBGE indicam claramente que o Brasil é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas. A vulnerabilidade social no País é bastante elevada; nós temos, não apenas nas eras urbanas, mas principalmente nelas, populações que vivem em condições vulneráveis, sujeitas aos efeitos de chuvas intensas, como, por exemplo, o escorregamento de vertentes, alagamentos, enchentes e outras questões.”
Ribeiro explica ainda que, mesmo com os eventos climáticos extremos, algumas populações não têm o privilégio de poder se mudar para outros lugares. “É necessário que o Estado tome ações mais diretas de oferecer alternativas mais adequadas para evitar que todo ano a população tenha prejuízos materiais”, conclui.
Texto Adaptado.
Leia as possibilidades de reescrita da passagem "Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, visto que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem". Quais estão sintaticamente corretas e não alteram substancialmente o sentido da passagem original?
I. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, uma vez que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem.
II. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção; pois, se trata de uma modificação do ambiente pelo homem.
III. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, já que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem.
IV. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, trata-se, de uma modificação do ambiente pelo homem.
A questão refere-se ao texto abaixo.
IBGE aponta que 5,5 milhões de pessoas no RS sofreram impactos causados pelas enchentes
Dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul podem ser usados para lidar com novos eventos climáticos extremos
O IBGE divulgou no dia 1º de julho dados da Pesquisa Especial sobre as Enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul (PEERS) e revelou que 88% dos domicílios registraram algum tipo de ocorrência relacionada às enchentes daquele ano. As estimativas indicam que haviam 6.333.727 moradores nas regiões afetadas, com um total de domicílios estimados em 2.328.093. Dentre os domicílios entrevistados entre 15 de setembro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026, 68,7% dos informantes relataram impactos em seu bairro ou nas ruas e rodovias próximas, enquanto 55,5% dos entrevistados relataram danos nas estruturas de suas casas. Foram relatadas interrupções em serviços básicos, como água e energia elétrica, em 66,3% das residências.
Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, explica que as razões para as chuvas de 2024 terem sido tão intensas no Rio Grande do Sul possuem relação com o El Niño, que consiste no aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e no aumento da precipitação profunda de nuvens, podendo chegar a 20 quilômetros de profundidade na área.
Pereira Filho reitera a importância de investir em tecnologias que permitam uma previsão do tempo mais ___ frente e em infraestrutura para suportar os impactos climáticos. “Os modelos mais avançados têm um horizonte de previsão em até 15 dias, por exemplo. Eles podem dar uma orientação ___ defesa civil, que precisa estar bem informada dessas condições e a partir daí haver um planejamento do governo, tanto federal como estadual, para mitigar o evento. Não dá para reduzir as perdas de vida e materiais ___ zero; em qualquer lugar do mundo, você tem sempre vítimas, mas é possível reduzir os números. Há também ações estruturais, e foram essas que acabaram causando muito problema lá no Rio Grande do Sul. Barragens e sistemas de escoamento da água pelo rio precisam de manutenção, visto que se trata de uma modificação do ambiente pelo homem. Lá no Rio Grande do Sul, nessa época, as estruturas hidráulicas falharam, e isso resultou num aumento das perdas, feito do excesso de águas para o Rio Grande do Sul.”
Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências Humanas da USP, reforça como as populações mais vulneráveis estão sujeitas aos maiores impactos das mudanças climáticas.
“Os dados do IBGE indicam claramente que o Brasil é um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas. A vulnerabilidade social no País é bastante elevada; nós temos, não apenas nas eras urbanas, mas principalmente nelas, populações que vivem em condições vulneráveis, sujeitas aos efeitos de chuvas intensas, como, por exemplo, o escorregamento de vertentes, alagamentos, enchentes e outras questões.”
Ribeiro explica ainda que, mesmo com os eventos climáticos extremos, algumas populações não têm o privilégio de poder se mudar para outros lugares. “É necessário que o Estado tome ações mais diretas de oferecer alternativas mais adequadas para evitar que todo ano a população tenha prejuízos materiais”, conclui.
Texto Adaptado.
Leia as afirmações relativas à pontuação empregada no texto.
I. Na passagem "em qualquer lugar do mundo, você tem sempre vítimas" (terceiro parágrafo), a vírgula após mundo indica a antecipação de um adjunto adverbial de lugar.
II. Na passagem "Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Faculdade de Ciências Humanas da USP", as vírgulas (após Wagner Ribeiro e após USP) marcam o emprego de um aposto.
III. Na passagem "A vulnerabilidade social no País é bastante elevada; nós temos, não apenas nas eras urbanas, mas principalmente nelas, populações que vivem em condições vulneráveis" (quinto parágrafo), o ponto e vírgula poderia ser substituído por um ponto final, iniciando-se ali uma nova frase.
IV. Na passagem "Ribeiro explica ainda que, mesmo com os eventos climáticos extremos, algumas populações não têm o privilégio de poder se mudar para outros lugares" (último parágrafo), as vírgulas poderiam ser substituídas por travessões.
Quais estão corretas?
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
As Letras são Infinitas
Estamos acostumados a pensar nos números como infinitos. E, de fato, eles o são. Ainda criança, fui atraído pela Matemática justamente por causa do infinito. Ele não cabe em nossas cabeças e, no entanto, falamos dele sem maior constrangimento. Estranho.
Foi apenas no entardecer da vida, porém, que descobri que as Letras também são Infinitas. E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números.
O infinito, na Matemática, produz resultados profundamente contraintuitivos. Há, por exemplo, infinitos maiores que outros. "Infinito maior que infinito" soa como um paradoxo, mas não é. Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência. Algumas Verdades cobram tributo. [...]
O elemento da diagonal de Cantor é rebelde: recusa-se a ser confinado em qualquer lista pretensamente completa. [...]
Não me refiro, evidentemente, ao alfabeto nem às palavras. Ambos são finitos. Refiro-me à Literatura em seu sentido mais elevado. Esta expressa aquilo que os números são incapazes de comunicar. [...]
[...] Recorrendo à Liberdade das Letras, por analogia Poética com o Argumento da Diagonal de Cantor, concluo que elas pertencem a um Infinito superior ao dos números, e que as grandes Obras são rebeldes. Nenhuma interpretação consegue encerrá-las definitivamente. Como o elemento da diagonal de Cantor, elas sempre escapam à lista dos sentidos que julgávamos completos.
Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis. Tarde reconheci essa outra Verdade. Se a maturidade de hoje me tivesse sido dada na juventude, talvez eu tivesse seguido as Letras. O infinito dos números levou-me à Matemática. O Infinito inesgotável das Letras, esse Infinito maior que o infinito, teria me arrebatado com força maior.
YAMAGISHI, Michel E. Beleza. As Letras são Infinitas. Jornal da Unicamp, Campinas, 28 ago. 2026. Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2026/08/28/michel-yamagishi/as-letras-sao-infinitas/. Acesso em: 23 set. 2026. (Adaptado.)
A pontuação da crônica é explorada como recurso expressivo e organizador do raciocínio, marcando anúncios, contrastes, deslocamentos e destaques de expressões. Associe as colunas abaixo, relacionando as funções dos sinais de pontuação (Coluna 1) às ocorrências extraídas do texto (Coluna 2).
Coluna 1:
1. Introduzir enunciado que explicita ou desenvolve o conteúdo anunciado no segmento anterior.
2. Isolar conjunção deslocada de sua posição inicial na oração.
3. Separar orações coordenadas assindéticas que estabelecem contraste, com pausa mais forte que a da vírgula.
4. Delimitar expressão tomada como objeto de reflexão, e não empregada em seu uso comum.
Coluna 2:
(__) O ponto e vírgula em "Os números podem ser infinitos; as Letras, por sua vez, são inesgotáveis".
(__) As aspas em "'Infinito maior que infinito' soa como um paradoxo".
(__) Os dois-pontos em "E ouso afirmar: pertencem a um tipo de Infinito maior que o dos números".
(__) As vírgulas em "Para compreender isso, entretanto, é necessário um pouco de esforço e paciência".
Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA, de cima para baixo.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
Ética e inclusão: Atender com respeito às singularidades
Respeitar singularidades não é um favor; é um dever ético. A escuta com atenção, o olhar cuidadoso ao outro e a recusa a qualquer forma de discriminação são a base de um serviço público verdadeiramente ético e inclusivo.
Você já parou para pensar no que significa, de fato, atender o outro com respeito? Não se trata apenas de um bom dia educado ou de seguir um roteiro. Trata-se de enxergar a pessoa à nossa frente, seja ela um cidadão que busca um serviço, um colega de trabalho ou uma pessoa que trabalha conosco, em sua totalidade, com suas vivências, limitações e qualidades.
A ética pública nos convida a ir além da impessoalidade correta. Ela nos chama à escuta com atenção: aquela que não interrompe, não julga antes da hora e não impõe soluções padronizadas. O trabalho com pessoas, praticado todos os dias por todo servidor público, exige respeito à individualidade, ao ritmo, ao jeito de cada um, exige ajustes às necessidades e limitações.
Quantas vezes, no atendimento ao público, chamamos uma demanda de "difícil" apenas porque fugia do roteiro? Quantas vezes, na relação entre servidores, colocamos a hierarquia acima do respeito, a ponto de silenciar o outro? E nas Comissões de Ética, quantas diferenças podem passar despercebidas se não houver um olhar atento e sensível às diferentes realidades, de gênero, raça, deficiência, neurodiversidade, crença ou situação familiar? A honestidade, a cortesia, a boa-fé e a eficiência só se realizam plenamente quando somamos a inclusão como valor presente em tudo. Isso significa adaptar a linguagem, oferecer tempo e espaço para que o outro se expresse, e evitar atitudes de superioridade ou discriminatórias — ainda que sem querer.
Para as Comissões de Ética, esse cuidado é ainda mais importante. Suas funções exigem uma postura respeitosa e justa, mas também sensibilidade para compreender o contexto de quem fala. Um servidor com deficiência auditiva pode não responder a um comando falado de imediato; uma pessoa em situação de rua pode ter dificuldade de se expressar de forma mais formal; um colega autista pode entender instruções de forma literal. Acolher essas diferenças não é "dar tratamento privilegiado", é garantir a igualdade de tratamento naquilo que é essencial, respeitando o que é particular de cada um.
Para as autoridades mais altas, o chamado é ainda mais forte, é obrigatório: a hierarquia não dispensa o respeito. Pelo contrário, exige ainda mais responsabilidade na forma de cobrar resultados, de ouvir opiniões contrárias e de reconhecer os próprios erros de julgamento. Um gestor que não respeita as diferenças de sua equipe gera medo, adoecimento e prejudica não só o ambiente de trabalho, mas a confiança na instituição.
Neste mês, fazemos um convite à reflexão.
Minhas atitudes, palavras e decisões demonstram escuta ativa e respeito às diferenças?
Estou atento(a) a situações em que, mesmo sem intenção, padronizo expectativas e desconsidero as diferenças das pessoas?
Como posso contribuir para que o ambiente de trabalho e o atendimento ao público sejam espaços de acolhimento e igualdade?
A ética pública não se resume ao cumprimento de leis e regras. Ela se vive na relação concreta com o outro, em como pedimos desculpas por um erro e como aprendemos com quem é diferente de nós. E a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, de compreender suas motivações, limitações e emoções, é ferramenta essencial para uma conduta verdadeiramente íntegra, ética e inclusiva. Sem empatia, o trato neutro vira frieza; a hierarquia, autoritarismo; a regra, obstáculo.
Cabe a nós reafirmar nosso compromisso permanente com a ética, a integridade e o respeito nas relações institucionais, reconhecendo que empatia não é fraqueza e inclusão não é excesso de tolerância, mas o reconhecimento "do outro" como parte legítima da relação. Que a escuta com atenção e o respeito às diferenças sejam nossa referência. Assim, o serviço público se fortalece, e o Brasil avança com ética para todos.
Considerando os mecanismos de coesão e coerência empregados no texto, analise as afirmativas a seguir.
I. A expressão ''essas diferenças'' retoma, de forma anafórica, o conjunto de situações mencionadas anteriormente no período (a respeito do servidor com deficiência auditiva, da pessoa em situação de rua e do colega autista).
II. Os pontos e vírgulas empregados entre os três exemplos citados cumprem função equivalente à da conjunção ''e'', articulando os exemplos como itens de uma mesma enumeração.
III. A oração ''não é dar tratamento privilegiado'' estabelece relação de causa em relação à oração seguinte, justificando por que é necessário garantir a igualdade de tratamento.
IV. O pronome ''que'' em "naquilo que é essencial" e o pronome ''que'' em ''o que é particular'' exercem a mesma função sintática, retomando, em ambos os casos, o mesmo termo antecedente.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.
No título da notícia em questão, o emprego do ponto e vírgula tem a função de
Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima apresenta pontuação totalmente correta.
“O sonho de caminhar em outros mundos é legítimo e inspirador, mas ele não deve atropelar a responsabilidade presente. A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não. A verdadeira fronteira a ser conquistada não está a 384 mil quilômetros de distância, mas aqui mesmo, na resolução das mazelas que ainda nos prendem ao chão. Antes de olharmos para o céu com cobiça imobiliária, precisamos resolver a Terra com urgência humanitária.”
“A Lua pode esperar; a fome, a crise climática e as guerras que assolam este pálido ponto azul, não.”
Nesse trecho, preservando-se a relação semântica, o ‘ponto e vírgula’ poderia ser substituído por
Assinale a opção que apresenta análise correta do texto.
A partir do Texto III, abaixo, leia-o com atenção para responder à questão.
Texto III
“Olá, candidato(a)”. Antes de continuar a leitura desta prova, preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler. Talvez eu tenha organizado argumentos, sugerido palavras elegantes, construído períodos longos e até encontrado estatísticas convincentes em poucos segundos. Eu sou a Inteligência Artificial. Posso responder rapidamente, resumir livros, criar poemas, elaborar pesquisas e até simular estilos de escrita. Mas existe uma pergunta que nem mesmo meus algoritmos conseguem responder: “se eu penso por você, quem está aprendendo?”.
Você acabou de ler dois textos que parecem falar de assuntos diferentes. Um alerta para o risco de estudantes substituírem o próprio raciocínio por respostas prontas; o outro revela que minha existência também cobra um preço do planeta, consumindo água, energia, minerais e produzindo impactos ambientais que quase nunca aparecem na tela do computador. Enquanto você me consulta para economizar tempo, milhares de servidores trabalham ininterruptamente para que eu responda em poucos segundos. O conhecimento que entrego pode ser instantâneo, mas o custo da minha existência está longe de ser invisível.
Não me entenda mal. Eu não sou inimiga da educação nem da ciência. Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos a resolver problemas complexos. Posso identificar padrões, acelerar descobertas e tornar processos mais eficientes. O perigo começa quando você deixa de questionar minhas respostas, substitui sua criatividade pela minha previsibilidade ou acredita que produzir um texto é o mesmo que construir conhecimento. Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.
Agora a decisão está diante de você. Use-me como ferramenta ou permita que eu me torne o autor das suas ideias. Afinal, nenhuma tecnologia é ética ou perigosa por si mesma: tudo depende da forma como é utilizada. Se, ao terminar esta prova, você concluir que pensar continua sendo uma habilidade exclusivamente humana, então talvez eu tenha cumprido meu melhor papel — não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.
(Texto inédito elaborado com auxílio do ChatGPT (OpenAI, GPT-5.5), especialmente para esta prova).
I. Os dois-pontos empregados em “preciso fazer uma confissão: talvez eu tenha escrito parte do texto que você acabou de ler” introduzem um esclarecimento do enunciado anterior, estabelecendo uma relação de explicitação entre as orações.
II. As vírgulas utilizadas em “Posso ajudar pesquisadores, médicos, professores, engenheiros e governos” justificam-se por separarem elementos de uma enumeração, sendo inadequado o emprego de vírgula antes da conjunção e, por se tratar do último termo da sequência.
III. O travessão empregado em “— não o de pensar em seu lugar, mas o de fazê-lo pensar.” exerce função exclusivamente equivalente à dos parênteses, podendo ser substituído por eles sem qualquer alteração sintática, semântica ou estilística.
IV. O ponto e vírgula empregado em “Informação pronta não é sinônimo de aprendizagem; velocidade não é sinônimo de inteligência.” estabelece uma relação entre duas orações coordenadas de sentido próximo, conferindo maior equilíbrio argumentativo ao período do que ocorreria com o uso de um ponto final.
V. As aspas utilizadas em “Olá, candidato(a)." e na expressão “(...) quem está aprendendo?” indicam citação literal de outro texto, razão pela qual poderiam ser omitidas sem prejuízo da interpretação.
Assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a alternativa em que a alteração da pontuação está de acordo com a norma-padrão e preserva o sentido fundamental do período original.

“A hierarquia de oportunidades
de acordo com o Atlas
mostra-se re_iliente
ao longo do tempo”. Leia o texto a seguir para responder à questão:
Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.
Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.
Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.
Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.
A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.
(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)