Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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“Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico.”
A expressão “Segundo o documento” está isolada por vírgula porque:
Considerando os fragmentos retirados do texto e o emprego dos sinais de pontuação nos trechos destacados, analise as assertivas a seguir:
I. No trecho “Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente [...] são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública”, a vírgula empregada após “Segundo o instituto” separa um termo de valor adverbial deslocado para o início do período.
II. No trecho “Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil”, a vírgula após “2025” justifica-se porque separa o sujeito “Na comparação entre 2015 e 2025” do predicado da oração.
III. No trecho “Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente”, a vírgula antes de “chamado Taxa de Renovação Docente” introduz um segmento de valor explicativo relacionado a “um indicador próprio”.
Quais estão corretas?
(__)- No trecho “envolve etapas de corte, modelagem e polimento para garantir precisão e qualidade”, o termo destacado deveria ser substituído por uma vírgula, visto que o período possui outro “e”;
(__)- “Fábricas” somente é proparoxítona, pois está no plural devido à presença de “algumas”;
(__)- Em “e aquelas que atendem”, deveria haver crase em “aquelas” pela regência indireta de “atender”;
(__)- No trecho “Ao final, os produtos são cuidadosamente verificados”, a vírgula após a expressão “Ao final” exerce função de isolar o adjunto adverbial de valor temporal, não havendo necessidade de substituí-la por uma estrutura introduzida por dois-pontos.
Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, os parênteses acima:
Leia o texto para responder à questão.
Tempo do castigo
Quando eu era criança, ficava de castigo e ia para o quarto pensar. Perguntava quanto tempo e contava os segundos para sair. Até hoje acho essa punição interessante: “Pense no que você fez para conversarmos”. Mas, para ser boa, essa punição precisa ter um tempo combinado. O tempo, na época, me parecia justo por ser proporcional ao erro e ao amor de minha mãe por mim. Eu sabia que ela me amava, sabia que ia ficar um tempo ali e sabia que ia sair e poder falar com ela. Era um acordo.
Hoje temos um jeito adulto de punir: bloquear a pessoa no WhatsApp. Bloquear alguém que se ama é como colocar de castigo. “Você fez algo que não gostei, preciso de um tempo.” E aí vem o importante: quanto tempo é esse tempo? O tempo que pode ser o remédio que cura a relação ou o remédio que vira veneno.
O tempo de castigo era válido quando não trazia mágoa. Quando servia apenas para acalmar os ânimos. Quando era um tempo com a intenção velada da paz.
Quando se diz o que se quer nessa nova interação virtual e se bloqueia sem deixar que o outro responda, coloca-se o outro em um castigo cheio de angústia. E, na espera sem saber o tempo, a mágoa cresce, os argumentos perdem sentido.
Bloquear pode ser usado como um respiro para avançarmos, mas nunca como forma de evitar conversas difíceis, que são justamente as que permitem o amadurecimento que vem dos relacionamentos. As relações avançam nas discussões. O castigo da minha mãe sempre me trouxe uma oportunidade de uma relação mais próxima com ela, entendendo meus erros, e isso me trazia um profundo alívio.
(Alice Ferraz. O Estado de S. Paulo, 6 de dezembro de 2025. Adaptado)
A respeito das regras de pontuação, analisar os itens.
I. A caneta, dela, estava no lugar errado.
II. Já disse que o guarda-chuva quebrou!
III. Meu gato, Bóris, derrubou todos os potes da mesa.
IV. Não conheço essa mulher, Alana.
Está CORRETO o que se afirma:
TEXTO I
Robô humanoide do Exército custa R$ 194 mil
Modelo usado pelo Instituto Militar de Engenharia foi colocado em uma viatura e realizou saudação durante o desfile em Brasília
Um robô humanoide fardado do Exército Brasileiro chamou atenção durante o desfile cívico-militar do 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. As plataformas de marketplace vendem o equipamento, que a chinesa Unitre Robotics fabrica, por cerca de R$ 194 mil.
O Exército confirmou que o modelo usado na cerimônia é o Unitree G1, na versão EDU. O Instituto Militar de Engenharia (IME) adquiriu o equipamento com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
Durante o desfile, o robô permaneceu sobre uma viatura Marruá e realizou movimentos de saudação protocolar diante da tribuna principal. O equipamento acenou para o público e bateu continência aos chefes dos Três Poderes presentes no palanque.
Entre as autoridades estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, sorriu, aplaudiu e retribuiu a saudação feita pelo robô.
Equipamento é usado em pesquisas do Exército
No IME, o robô integra atividades de ensino, pesquisa e extensão. Segundo o Exército, os dados coletados pelos sensores e a capacidade de processamento do equipamento servem ao desenvolvimento de algoritmos de controle e atuadores.
As pesquisas abrangem áreas como robótica, inteligência artificial, percepção ambiental, navegação e autonomia de sistemas. A chinesa Unitree Robotics projetou o equipamento também para operações em ambientes de risco. Entre suas funções estão a inspeção, identificação, manipulação e neutralização de artefatos explosivos a distância.
O Centro de Comunicação Social do Exército informou que não existe previsão de emprego operacional direto do robô humanoide pela força. Os algoritmos desenvolvidos na plataforma, contudo, podem ter aplicação em tecnologias militares utilizadas em conflitos modernos. Entre os possíveis usos citados pelo Exército estão sistemas embarcados em drones, armamentos remotos, veículos autônomos e robôs destinados à detecção e à desativação de bombas.
Fonte: BATALHA, Victória. Revista Oeste, Tecnologia. Robô humanoide do Exército custa R$ 194 mil. https://revistaoeste.com/tecnologia/robo-humanoide-do-exercito-custa-r-194-mil/ (adaptado).
TEXTO I
Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%
Crédito em atraso há mais de 90 dias atingiu o maior patamar
da série histórica do Banco Central, iniciada em 2011
A inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8% em agosto, maior nível da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em março de 2011. O indicador considera operações com pagamentos atrasados há mais de 90 dias. Em relação a julho, houve alta de 0,2 ponto porcentual. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço foi de 1 ponto porcentual. Os dados foram divulgados durante esta terça-feira, 29.
O crédito livre reúne operações com condições negociadas entre bancos e clientes, como empréstimos pessoais e cartão de crédito. Nesse segmento, a taxa média de juros cobrada das famílias subiu. O índice passou de 60,3% ao ano em julho para 61,7% em agosto.
Os atrasos também aumentaram quando o levantamento considerou todas as modalidades de crédito do sistema financeiro.
Inadimplência cresce no sistema financeiro
Entre as pessoas físicas, o índice chegou a 6% em agosto, alta de 0,2% ponto porcentual no mês. Entre as empresas, a taxa permaneceu em 3,3%. Considerando o conjunto das operações de crédito, a inadimplência passou de 4,9% em julho para 5% em agosto.
O saldo dos empréstimos destinados às famílias também aumentou. O volume chegou a R$ 4,7 trilhões em agosto, crescimento de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.
Segundo o Banco Central, os financiamentos de veículos, o cartão de crédito rotativo e os empréstimos consignados para trabalhadores do setor privado puxaram o avanço no crédito livre.
Os dados mais recentes sobre o peso das dívidas no orçamento das famílias são de julho. Naquele mês, o endividamento alcançou 49,9% da renda disponível acumulada em 12 meses, alta de 0,2 ponto porcentual em relação a junho. A parcela da renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas permaneceu em 28,7%.
Na sexta-feira 25, o governo federal lançou uma nova etapa do Desenrola Brasil para renegociar dívidas antigas. O anúncio ocorreu depois do período considerado pelos dados de agosto do Banco Central. Por isso, os números divulgados nesta terça - feira ainda não mostram possíveis efeitos da medida.
Fonte: BATALHA, Victória. Inadimplência das famílias chega a recorde de 8%
(https://revistaoeste.com/economia/inadimplencia-das-familias-chega-a-recorde-de-8/)
(Adaptado).
Leia a tirinha abaixo para responder à questão a seguir.

Transcrição do texto dos balões da tirinha, dividida por quadrinho:
Primeiro quadrinho:
• Hagar: "Hamlet, quando você se casar e tiver sua própria casa, você deve estar sempre em guarda contra o inimigo oculto!"
Segundo quadrinho:
• Hagar: "Eles invadirão sua casa, comendo e bebendo e pegando seu dinheiro e seus bens, a menos que você tenha muito cuidado!"
Terceiro quadrinho:
• Hamlet: "Quem são essas pessoas, papai?"
Quarto quadrinho:
• Hagar: "Eles se chamam parentes."
Leia o texto a seguir:
Mejtere: histórias recontadas
A exposição de longa duração é resultado de projeto de curadoria compartilhada entre a instituição e três bolsistas indígenas - selecionados por edital, entre 60 inscritos - Robson Delgado (Baré), Ivanizia Ruiz (Tikuna) e Camila dos Santos (Kanhgág). Naine Terena, curadora, artista e educadora, juntamente com a equipe do MUPA, foi quem orientou os três estudantes para a realização do projeto. A mostra reverbera uma pluralidade de vozes indígenas, que refletem novas perspectivas sobre as coleções etnográficas do museu a partir do encontro entre o acervo do MUPA e práticas contemporâneas.
https://www.museuparanaense.pr.gov.br/Pagina/Mejtere-historias-recontadas. Acesso em 15.8.26
No período “Naine Terena, curadora, artista e educadora, juntamente com a equipe do MUPA, foi quem orientou os três estudantes”, o emprego das vírgulas e a flexão do verbo “foi” no singular indicam que
