Questões de Concurso Sobre uso da vírgula em português

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Q4128210 Português
Assinale a alternativa em que o emprego das vírgulas na frase está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4127453 Português
Assinale a alternativa INCORRETA no que se refere à pontuação, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4126622 Português
A norma-padrão de emprego da vírgula e de colocação pronominal foi respeitada em:
Alternativas
Q4125937 Português

O estigma social que envolve a saúde masculina: a

conscientização sobre a importância do cuidado ainda

enfrenta obstáculos entre os homens



    A ciência comprova e a experiência da vida demonstra na prática: ter uma boa saúde, mais do que genética, é consequência das escolhas. Hábitos saudáveis são o caminho para viver bem e envelhecer com qualidade. A prevenção também faz parte dessa fórmula de sucesso: inúmeras doenças possuem grandes chances de cura quando diagnosticadas precocemente. 


    De um lado as evidências, do outro os estigmas sociais. A saúde masculina, mesmo nos dias de hoje, ainda é repleta de tabus. Os homens costumam dar menos atenção à saúde e, consequentemente, buscam com menos frequência os serviços médicos. Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado. 


    De acordo com dados do Ministério da Saúde, homens brasileiros vivem, em média, 7 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares. Por esse motivo, a campanha de conscientização Novembro Azul, que fala sobre a conscientização sobre o câncer de próstata, ampliou o seu leque. 


    O movimento quer conscientizar ainda mais a população masculina sobre a necessidade de cuidar do seu corpo e também da mente. Praticar atividade física, ter uma alimentação adequada e saudável, manter o peso saudável, não fumar, praticar sexo seguro e cuidar da saúde mental são fundamentais para a promoção da saúde e para a prevenção de doenças. O que inicialmente era uma campanha sobre o câncer de próstata, hoje aborda todas as principais doenças que acometem os homens, como o diabetes mellitus e as doenças cardiovasculares.


    De acordo com Paulo Salustiano, médico urologista e preceptor no ambulatório de uro-oncologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os homens morrem mais e mais cedo que as mulheres em qualquer lugar do mundo. E existem teorias para isso, sendo uma delas que eles se expõem mais aos riscos desde a juventude. A outra é a resistência do homem em ir ao médico. Essa resistência maior em procurar os serviços de saúde pode ter como causa o medo de descobrir uma possível doença. 


    O profissional explica ainda que as mulheres geralmente têm um acesso mais rápido e mais precoce ao médico. Elas iniciam esse cuidado na infância, quando passam pelas consultas de puericultura, e, após a puberdade, passam a manter um acompanhamento de saúde periódico para a realização do exame preventivo (citopatológico). Sendo assim, desde a adolescência são estimuladas a se cuidarem. Os homens, por outro lado, costumam ter uma perda de seguimento depois da fase de puericultura.


    As campanhas ajudam muito a conscientizar o público masculino sobre a necessidade e a importância de buscar a sua equipe de saúde periodicamente. Além do câncer de próstata, outras condições que podem acometer a população masculina e que merecem atenção são: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, hiperplasia benigna da próstata, alterações hormonais e a andropausa.  


    Isso sem falar também das questões que envolvem a saúde mental. Diversos fatores podem causar alterações emocionais, como responsabilidades familiares, frustrações financeiras e problemas no trabalho. É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e que o tratamento com psicoterapia ou medicamentos pode ser necessário. 


Fonte: Gov. Adaptado.


 

“Entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares.” (3º parágrafo). Outra maneira de se reescrever o período acima, observando-se as normas de pontuação, é:  
Alternativas
Q4125337 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão: 



Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, é possível incluir uma vírgula antes e outra depois da expressão: 
Alternativas
Q4125280 Não definido
Assinale a alternativa em que o emprego das vírgulas na frase está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4125048 Português
A norma-padrão de emprego da vírgula e de colocação pronominal foi respeitada em:
Alternativas
Q4124297 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga" 

No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.

Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.

"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.

Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.

Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos — cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos — constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.

Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.

Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.

Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia — animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.

O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

"Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval."
As vírgulas empregadas no trecho estão corretas porque: 
Alternativas
Q4124260 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


Leia o trecho: A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio [...]". Nesse trecho, as vírgulas foram empregadas para: 
Alternativas
Q4124217 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga" 

No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.

Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.

"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.

Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.

Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos — cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos — constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.

Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.

Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.

Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia — animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.

O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

"Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval."
As vírgulas empregadas no trecho estão corretas porque: 
Alternativas
Q4124151 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga" 

No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.

Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.

"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.

Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.

Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos — cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos — constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.

Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.

Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.

Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia — animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.

O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

"Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval."
As vírgulas empregadas no trecho estão corretas porque: 
Alternativas
Q4124027 Português
A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma

   Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

    Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

     Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
Estão em conformidade com a norma-padrão de pontuação as vírgulas acrescentadas no seguinte trecho:
Alternativas
Q4123967 Português
A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma

   Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

    Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

     Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
Estão em conformidade com a norma-padrão de pontuação as vírgulas acrescentadas no seguinte trecho:
Alternativas
Q4123877 Português
A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma

   Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

    Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

     Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
Estão em conformidade com a norma-padrão de pontuação as vírgulas acrescentadas no seguinte trecho:
Alternativas
Q4123534 Português
Como as redes sociais afetam a saúde mental? 

        Desde o seu surgimento do Orkut, em 2004, os debates sobre o impacto das redes sociais na saúde mental só _________ se intensificado nos últimos anos. O uso crescente dessas plataformas redefiniu a maneira como as pessoas interagem, se informam e até mesmo se percebem. No entanto, enquanto essas redes __________ conteúdos que oferecem oportunidades de conexão e aprendizado, também trazem desafios significativos para o bem-estar psicológico dos usuários. Como veremos, estudos recentes destacam que questões como ansiedade, depressão e baixa autoestima _________ ligação com o uso excessivo ou inadequado de redes sociais. Ao mesmo tempo, essas plataformas possuem potencial para promover saúde mental e apoio emocional quando utilizadas de forma consciente. 

        Nas últimas duas décadas, o uso das redes sociais cresceu de forma exponencial. Segundo dados de estudos recentes, mais de 4,8 bilhões de pessoas acessam alguma plataforma social regularmente, gastando em média 2 horas e 31 minutos por dia conectadas. Esse número impressionante revela não apenas o papel central dessas ferramentas na vida cotidiana, mas também sua capacidade de influenciar comportamentos e emoções.

        Essa capilaridade, impulsionada por avanços tecnológicos, trouxe benefício, mas também desafios significativos. Pesquisas indicam que o aumento do uso está diretamente associado _ sintomas de ansiedade e depressão em jovens adultos. De acordo com um estudo publicado em 2024, a hiperconexão pode interferir na qualidade do sono e na regulação emocional, prejudicando a saúde mental dos usuários. Outro aspecto relevante é o impacto nas interações sociais presenciais. O uso excessivo das redes pode levar ao isolamento, já que muitos substituem relacionamentos face _ face por interações digitais. Outrossim, esse comportamento, segundo especialistas, enfraquece vínculos interpessoais e induz _ solidão. 

        Os impactos negativos das redes sociais são uma preocupação crescente. Estudos mostram que usar inadequadamente essas plataformas pode desencadear uma série de problemas emocionais e comportamentais. Um dos aspectos mais prejudiciais é a comparação social. Muitos usuários se comparam constantemente com as vidas idealizadas que veem nas redes, o que leva à insatisfação pessoal e à baixa autoestima. Esse comportamento afeta particularmente adolescentes e jovens adultos, que estão mais vulneráveis a julgamentos sociais. 

        Os efeitos negativos não param por aí. Entre os impactos mais comuns estão o bullying virtual: adolescentes, em especial, enfrentam o cyberbullying, que pode levar a traumas psicológicos graves; interferência no sono: a luz azul das telas e o hábito de verificar redes sociais antes de dormir afetam a qualidade do sono, prejudicando a saúde mental; superexposição a informações negativas: O acesso contínuo a notícias perturbadoras contribui para o aumento do estresse e da ansiedade. Esses fatores mostram que o uso excessivo, e não supervisionado, das redes sociais pode ser tão prejudicial quanto outros comportamentos de risco. 

https://spdm.org.br/blogs/como-as-redes-sociais-afetam-a-saude-mental/ Texto adaptado. 
Selecione a alternativa corretamente pontuada. 
Alternativas
Q4123533 Português
Como as redes sociais afetam a saúde mental? 

        Desde o seu surgimento do Orkut, em 2004, os debates sobre o impacto das redes sociais na saúde mental só _________ se intensificado nos últimos anos. O uso crescente dessas plataformas redefiniu a maneira como as pessoas interagem, se informam e até mesmo se percebem. No entanto, enquanto essas redes __________ conteúdos que oferecem oportunidades de conexão e aprendizado, também trazem desafios significativos para o bem-estar psicológico dos usuários. Como veremos, estudos recentes destacam que questões como ansiedade, depressão e baixa autoestima _________ ligação com o uso excessivo ou inadequado de redes sociais. Ao mesmo tempo, essas plataformas possuem potencial para promover saúde mental e apoio emocional quando utilizadas de forma consciente. 

        Nas últimas duas décadas, o uso das redes sociais cresceu de forma exponencial. Segundo dados de estudos recentes, mais de 4,8 bilhões de pessoas acessam alguma plataforma social regularmente, gastando em média 2 horas e 31 minutos por dia conectadas. Esse número impressionante revela não apenas o papel central dessas ferramentas na vida cotidiana, mas também sua capacidade de influenciar comportamentos e emoções.

        Essa capilaridade, impulsionada por avanços tecnológicos, trouxe benefício, mas também desafios significativos. Pesquisas indicam que o aumento do uso está diretamente associado _ sintomas de ansiedade e depressão em jovens adultos. De acordo com um estudo publicado em 2024, a hiperconexão pode interferir na qualidade do sono e na regulação emocional, prejudicando a saúde mental dos usuários. Outro aspecto relevante é o impacto nas interações sociais presenciais. O uso excessivo das redes pode levar ao isolamento, já que muitos substituem relacionamentos face _ face por interações digitais. Outrossim, esse comportamento, segundo especialistas, enfraquece vínculos interpessoais e induz _ solidão. 

        Os impactos negativos das redes sociais são uma preocupação crescente. Estudos mostram que usar inadequadamente essas plataformas pode desencadear uma série de problemas emocionais e comportamentais. Um dos aspectos mais prejudiciais é a comparação social. Muitos usuários se comparam constantemente com as vidas idealizadas que veem nas redes, o que leva à insatisfação pessoal e à baixa autoestima. Esse comportamento afeta particularmente adolescentes e jovens adultos, que estão mais vulneráveis a julgamentos sociais. 

        Os efeitos negativos não param por aí. Entre os impactos mais comuns estão o bullying virtual: adolescentes, em especial, enfrentam o cyberbullying, que pode levar a traumas psicológicos graves; interferência no sono: a luz azul das telas e o hábito de verificar redes sociais antes de dormir afetam a qualidade do sono, prejudicando a saúde mental; superexposição a informações negativas: O acesso contínuo a notícias perturbadoras contribui para o aumento do estresse e da ansiedade. Esses fatores mostram que o uso excessivo, e não supervisionado, das redes sociais pode ser tão prejudicial quanto outros comportamentos de risco. 

https://spdm.org.br/blogs/como-as-redes-sociais-afetam-a-saude-mental/ Texto adaptado. 
Leia as afirmações relativas à pontuação empregada no texto.
I - Na frase “Ao mesmo tempo, essas plataformas possuem potencial para promover saúde mental e apoio emocional quando utilizadas de forma consciente.”, a vírgula marca a antecipação de uma oração subordinada adverbial.
II - Na frase “Esse comportamento afeta particularmente adolescentes e jovens adultos, que estão mais vulneráveis a julgamentos sociais.”, a vírgula marca a presença do vocativo “adolescentes e jovens adultos”.
III - Na frase “Esses fatores mostram que o uso excessivo, e não supervisionado, das redes sociais pode ser tão prejudicial quanto outros comportamentos de risco.”, as vírgulas poderiam ser substituídas por travessões.
Qual(is) está(ão) correta(s)? 
Alternativas
Q4123427 Português
A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma

    Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

      Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

       Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.

(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
Estão em conformidade com a norma-padrão de pontuação as vírgulas acrescentadas no seguinte trecho:
Alternativas
Q4123329 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga" 

No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.

Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.

"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.

Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.

Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos — cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos — constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.

Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.

Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.

Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia — animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.

O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

"Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval."
As vírgulas empregadas no trecho estão corretas porque: 
Alternativas
Q4123122 Português

Leia o texto para responder à questão:



A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma



    Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

    Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

    Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.



(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)

Estão em conformidade com a norma-padrão de pontuação as vírgulas acrescentadas no seguinte trecho: 
Alternativas
Q4122952 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Macacos de Gibraltar encontram maneira de "evitar dores de barriga" 

No Rochedo de Gibraltar, um local repleto de turistas, uma das cenas mais comuns são macacos pedindo comida - e às vezes roubando guloseimas doces e salgadas de visitantes desavisados. Cientistas agora documentaram um comportamento incomum entre esses macacos que pode ajudá-los a evitar dores de barriga causadas por toda essa comida não saudável.

Os pesquisadores afirmaram que observaram os macacos comendo terra com mais frequência, um comportamento que, segundo eles, pode ajudar os animais a evitar problemas estomacais causados pelo consumo de lanches humanos. Eles descobriram que o consumo de terra era mais comum em grupos de macacos que consumiam mais alimentos oferecidos por turistas, incluindo chocolate, batatas fritas e sorvete, itens ricos em açúcar, gordura e laticínios, e pobres em fibras.

"Propomos a ideia de que a comida humana, por não ser adaptada à sua dieta natural, desencadeia problemas estomacais e, potencialmente, perturbações no microbioma, cujos efeitos negativos são atenuados pelos componentes do solo", disse Sylvain Lemoine, antropólogo biológico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e principal autor do estudo publicado na quarta-feira na revista Scientific Reports.

Se comparado a algo presente nos seres humanos, o ato de comer solo "provavelmente age como um antiácido", disse Lemoine, acrescentando que mais pesquisas são necessárias para entender seus efeitos sobre as bactérias intestinais.

Os pesquisadores monitoraram macacos-de-gibraltar que vivem em Gibraltar, um território britânico no extremo sul da Espanha, entre agosto de 2022 e abril de 2024. Os macacos — cerca de 230 animais distribuídos em oito grupos — constituem a única população de macacos em vida livre na Europa.

Os macacos vivem em contato próximo com as hordas de turistas que visitam o local. Os turistas frequentemente alimentam os macacos — ou têm seus lanches roubados — apesar de os animais também receberem frutas, verduras e sementes em plataformas de alimentação designadas e administradas pelas autoridades locais.

Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval. Mais tarde, tornaram-se um símbolo do controle britânico, após a lenda contar que ajudaram a alertar as tropas sobre um ataque surpresa no século XVIII.

Sua população diminuiu durante a Segunda Guerra Mundial, o que levou o líder britânico Winston Churchill a ordenar o envio de reforços símios do Marrocos e da Argélia — animais dos quais se acredita que a maioria dos macacos atuais descendem.

O consumo deliberado de solo, giz ou argila é chamado de geofagia. É observado em muitas espécies animais, incluindo primatas como chimpanzés, lêmures e outros macacos.

https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/macacos-de-gibraltar-encontrammaneira-de-evitar-dores-de-barriga/-adaptado

"Acredita-se que os macacos-de-gibraltar, originários do Norte da África, chegaram a Gibraltar durante o domínio mouro medieval."
As vírgulas empregadas no trecho estão corretas porque:
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: A
4: A
5: A
6: A
7: A
8: A
9: C
10: A
11: B
12: D
13: E
14: C
15: B
16: C
17: E
18: B
19: E
20: C