Questões de Concurso Sobre tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre em português

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Q3172412 Português
Santinho

(Luiz Fernando Veríssimo)

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, onde se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, mas decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.

    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar o quê. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.

   Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes em que um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.

    Já outra professora quase destruiu para sempre qualquer pretensão minha à originalidade literária. Era para fazer uma redação em aula sobre a ociosidade, e eu não tinha a menor ideia do que era ociosidade. Se a palavra fora mencionada em aula tinha certamente sido num dos meus períodos de devaneio, em que o corpo ficava ali, mas a mente ia passear. E então, me achando formidável, fiz uma redação inteira sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade sem saber o que é isso, sua agonia e finalmente sua decisão de fazer uma redação sobre um aluno que precisa fazer uma redação sobre a ociosidade, etc. a professora chamou a atenção de toda a classe para a minha redação. Eu era um exemplo de quem acha que com esperteza pode-se deixar de estudar e por isto estava ganhando um zero exemplar. Só faltou me chamar de original do pau oco.

    Enfim, sobrevivi. No ginásio, todos os professores eram homens, mas não me lembro de nenhuma marca que algum deles tenha deixado. As relações com as nossas pseudomães, no primário, eram mais profundas. As duas histórias que eu contei não têm nenhuma importância. Mas olha as cicatrizes. 
[Questão inédita] A voz do personagem mescla-se à voz do narrador, configurando o chamado discurso indireto livre, no seguinte trecho:
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Q3154370 Português

Leia a frase em discurso direto a seguir.


— Amanhã estarei saindo daqui com minha irmã.


Assinale a opção que apresenta essa frase em discurso indireto. (Começando por Ele disse que...)

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Q3550761 Português
Analise as assertivas a seguir sobre a heterogeneidade no discurso. Sobre ela, podemos dizer que existe quando:
I- há aspeamento, de modo que os atos discursivos são separados pelo uso de notação gráfica que os diferencia.
II- há intertextualidade. Assim, ocorre o diálogo entre dois textos diferentes, criando um discurso único.
III- há polifonia, de modo que há discurso de outros diluídos no autor/produtor do discurso, sem possibilidades de distinção das vozes.
IV- há citação indireta, dessa forma, indicando uma única voz que compõe o enunciado.
V- há negação, ou seja, quando há um pressuposto do efeito invertido, o não é o sim esperado no ouvinte, tornando-se, assim, homogêneo.
É CORRETO o que se afirma em:
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Q3550511 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixо.


"Fala, amendoeira"


        Este ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza. Abrindo a janela, o cronista pousou a vista nas árvores, que estavam todas verdes, menos uma. Essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, numa gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois da qual as folhas caem. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira! -por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, árvore pareceu explicar-lhe: 

      - Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data que as folhinhas assinalam o equinócio de outono. Cumpro meu dever de  árvore.

        -E vais outoneando sozinha?

     -Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação da primavera, e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga, uma suspeita de inverno.

       – Somos todos assim.

     - Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

     - Não me entristeça.

    - Não, querido, sou tua árvore da guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.


(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 13-14)
Caso o autor do texto optasse pelo uso do discurso indireto, o segmento Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal adotaria a seguinte redação:
A árvore me contestou dizendo que
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Q3547101 Português
Estudo com esponjas de 300 anos mostra que a Terra ficou 1,5ºC mais quente


O Acordo de Paris, um dos principais tratados internacionais sobre a crise climática, tem como objetivo evitar que o aquecimento global ultrapasse 2ºC até 2100. A meta é que esse aumento não seja maior do que 1,5ºC. No entanto, em estudo publicado na revista Nature nesta segunda-feira (5), pesquisadores apontam que o planeta já atingiu esse valor.


Liderado por Malcolm McCulloch, da Universidade da Austrália Ocidental, o estudo utiliza um método alternativo para mensurar o aquecimento da Terra. A análise de esqueletos de esponjas sugere que o aquecimento da era industrial começou em meados dos anos 1860 – mais de 80 anos antes do que indicavam outros métodos.


O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU), por exemplo, tem como referência o registro da temperatura da superfície do oceano, que começou a ser feito instrumentalmente entre 1850 e 1900. Esse é o período considerado pré-industrial. A partir dele, calcula-se quanto o planeta tem aquecido. No entanto, McCulloch aponta que, nesse mesmo período, as temperaturas globais já haviam subido 0,5ºC. “Nosso resultado é 0,5ºC mais elevado do que a estimativa do IPCC, com um aquecimento global de 2ºC projetado para o final dos anos 2020, quase duas décadas mais cedo do que se esperava”, diz a pesquisa. Segundo os pesquisadores, o planeta ultrapassou 1,5ºC de aquecimento entre 2010 e 2012.


Esponjas antigas


Para chegar a tais conclusões, os cientistas avaliaram a proporção de estrôncio e cálcio em esqueletos de esponjas de 300 anos da espécie Ceratoporella nicholsoni, cuja proporção muda somente com a temperatura da água, o que permite que seja empregada como uma espécie de termômetro. As esponjas são típicas da costa de Porto Rico e ficam em uma área protegida de grandes correntes marítimas e ciclos climáticos, na qual há menor variabilidade na temperatura da água. De acordo com a pesquisa, esponjas antigas podem fornecer evidências relativas a temperaturas até mesmo do século 18.


Os exemplares analisados foram coletados no Caribe a uma profundidade entre 33 e 91 metros, em uma região denominada camada de mistura oceânica. “A temperatura da superfície do mar pode ser altamente variável em cima”, reconhece McCulloch. “Mas essa camada de mistura representa o sistema inteiro dentro de algumas centenas de metros e está em equilíbrio com as temperaturas da atmosfera”, explica em nota. A equipe também observou que as temperaturas obtidas a partir da análise das esponjas são compatíveis aos registros de temperaturas médias de 1964 a 2012.


Não é a primeira vez que estudos sugerem que o planeta está aquecendo desde a década de 1860. Outras formas alternativas de mensurar as temperaturas globais (com núcleos de gelo e anéis de árvores, por exemplo) obtiveram resultados similares. No entanto, o assunto ainda é debatido na comunidade científica.


Sabe-se que a Terra está ficando cada vez mais quente devido à atividade humana, mas o aumento exato relativo aos níveis pré-industriais é alvo de discussões. Há cientistas que defendem que mais estudos precisam ser feitos, utilizando métodos e fontes variados. “Cada proxy de temperatura que encontrarmos terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível”, afirma Hendry. “Quanto mais peças diferentes do quebra-cabeça pudermos juntar, melhor nós conseguiremos reconstruir essas diferenças de temperatura.”


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meioambiente/noticia/2024/02/estudo-com-esponjasde-300-anos-mostra-que-a-terra-ficou-15ocmais-quente.ghtml
Considere o excerto a seguir para responder à questão.

“Cada proxy de temperatura que encontrarmos terá problemas, ressalvas e limitações. Portanto, é uma questão de juntar o máximo de proxies possível”, afirma Hendry. 

O excerto apresentado está em discurso direto. Assinale a alternativa em que o mesmo excerto é passado para discurso indireto corretamente.
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Q3481516 Português
Atenção: Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.


[Lagos de sangue na literatura] 


    Lagos de sangue não garantem parentesco espiritual, é sabido; irmãos podem ser e frequentemente são tão diferentes entre si quanto são de completos estranhos, ainda que a ascendência comum e a convivência na infância e juventude determinem relações de grande afeto. 


    Por outro lado, é fascinante que se possa conhecer na literatura criaturas tão parecidas com a gente mesma. Minha primeira experiência desse tipo deu-se quando conheci Paulo Honório, o coronel assassino, protagonista e narrador do romance São Bernardo, de Graciliano Ramos. Identifiquei-me de pronto com essa criatura e desenvolvi por ela o que por mim mesma era uma mistura de repulsa e forte autocomiseração. Mais tarde, quando li Infância e Memórias do Cárcere, textos autobiográficos do mesmo autor, conclui que eu e Paulo Honório tínhamos um terceiro irmão bastante afinado: o criador mesmo, Graciliano. 


    Mas das minhas experiências de conhecer irmãos pela literatura, nada se comparou até agora à que tive quando li, muito recentemente, As pequenas virtudes da escritora italiana Natália Ginzburg (1916-1991). Deu-me vontade de sair mostrando às pessoas na rua: ‘olha só, podia ser minha avó, viveu e morreu do outro lado do mundo, mas é minha irmã, verdadeiramente minha irmã, e de algum ponto do universo segue falando comigo”.


(Adaptado de: LOPES, Ayde Veiga. Disponível em: https://ninhodealveloas.blogspot.com/search/label/cidadela
Transpondo-se adequadamente para o discurso indireto a frase “Deu-me vontade de dizer a todos: - Escutem, essa escritora podia ser minha avó, mas a sinto como se fosse minha irmã”, ela ficará:

Deu à autora vontade de dizer a todos 
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Q3451513 Português
 Prevenção ao Crime e Justiça Criminal: ações
Parceria com o Departamento de Polícia Federal

        No Brasil, desde 1991, o UNODC (United Nations Office on Drugs e Crime) mantém uma parceria com o Departamento de Polícia Federal (DPF), que é responsável por prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, além de exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras. 

        A parceria inclui o aprimoramento da capacidade de investigação da Polícia Federal, ações de controle de precursores químicos usados na fabricação de drogas ilícitas, aquisição de equipamentos de alta tecnologia e realização de estudos para auxiliar o trabalho da Polícia Federal.

        Entre 1998 e 2005, o UNODC apoiou a execução de dois projetos coordenados pela Polícia Federal, com o objetivo de aprimorar o treinamento policial, por intermédio da modernização das estruturas e métodos de ensino da Academia Nacional de Polícia e da ampliação do controle de precursores químicos. Deste modo, o UNODC colaborou com o aprimoramento normativo e com o fortalecimento da fiscalização e do controle, em âmbito nacional e internacional.

        Em 2007, um novo projeto foi iniciado com o objetivo de reforçar a capacidade do Departamento de Polícia Federal no combate ao crime organizado. Dentre as atividades em curso destacam-se as ações para melhorar a infraestrutura da Diretoria de Combate ao Crime Organizado do DPF, o desenvolvimento e a implementação de controles efetivos de precursores químicos e ações voltadas à repressão ao tráfico de drogas.

        Uma iniciativa particularmente interessante é o projeto de precursores químicos da DPF, chamado Projeto PeQui. Essa iniciativa permite traçar o perfil químico das drogas apreendidas em todo o país e identificar características como: a origem da droga, os produtos utilizados para a sua fabricação, as condições de transporte no tráfico e a pureza de cada amostra. Combinados com os resultados das investigações, esses dados servem para estabelecer conexões entre quadrilhas e fornecedores, traçar rotas do tráfico e identificar produtos que devem ser prioridade de controle em cada região do país. E, além de auxiliar nas investigações, a análise química também serve como prova científica no âmbito judicial.

        Outro ponto forte da parceria se refere às atividades conjuntas entre o UNODC e a Academia Nacional de Polícia do DPF, que incluiu não apenas a formação de policiais brasileiros, mas também a promoção de intercâmbio com oficiais de outros países. Desde 2008, 158 policiais de países vizinhos (Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Colômbia) e de países africanos de língua portuguesa (Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique) foram formados na Academia de Polícia em Brasília.

https://www.unodc.org/ 
Devido à presença de opiniões pessoais e apelos emocionais, o texto pode ser classificado como dissertativo-argumentativo. 
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Q3401968 Português
Leia o texto para responder à questão.

Bobagem

     Emocionado e um pouco bêbado, aos cinco minutos do Ano-Novo ele resolveu telefonar para o velho desafeto.

       — Alô?

       — Alô. Sou eu.

       — Eu quem?

       — Eu, pô.

      O outro fez silêncio. Depois disse:

      — Ah. É você.

     — Olha aqui, cara. Eu estou telefonando pra te desejar um feliz Ano-Novo. Entendeu?

     — Obrigado.       

     — Obrigado não. Olha aqui. Sei lá, pô...

     — Feliz Ano-Novo pra você também.

     — Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.

    — Eu também não lembro.

    — Então, grande. Como vai Vivinha?

    — Bem, bem. Quer dizer, mais ou menos. As enxaquecas...

   Ele ficou engasgado. De repente se deu conta de que tinha saudade até das enxaquecas da Vivinha. Como podiam ter passado tantos anos sem se ver? Como tinham deixado uma bobagem afastá-los daquela maneira? As pessoas precisavam se reaproximar. Aquele seria o seu projeto para o fim do milênio. Reaproximar-se das pessoas. Só dar importância ao que aproximava. Puxa! Estava tão enternecido com as enxaquecas da Vivinha que mal podia falar.

   — A vida é muito curta. Você está me entendendo? Assim não dá.

  Era como se estivesse reclamando com o fornecedor. A vida vinha com a carga muito pequena. Era preciso um botijão maior, senão não dava mesmo. E ainda desperdiçavam vida com bobagem.

  Ele quis marcar um encontro para ontem. No Lucas, como antigamente. O outro foi mais sensato e contrapropôs hoje, prevendo que ontem seria um dia de ressaca e segundos pensamentos. E tinha razão. Ontem à noite, ele voltou a telefonar. Falou secamente. Pediu desculpas, disse que não poderia ir ao encontro e despediu-se com um formal “Melhoras para a Vivinha”. Tinha se lembrado da bobagem que motivara a briga.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A transposição do excerto “— Eu nem me lembro mais por que nós brigamos. Juro que não lembro.”, que está em discurso direto, para discurso indireto resultaria em:
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Q3399811 Português

Instrução: O excerto a seguir deve ser lido para responder à questão.


Chicó


    “[...] Acabou-se o Grilo mais inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados [...].”


SUASSUNA, Ariano. Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014. 36. ed. p. 114.

“Auto da Compadecida” trata-se de uma peça teatral, portanto, prevalece em sua construção o discurso direto. Ao passar a fala do personagem para o discurso indireto, ela ficará da seguinte forma:
Alternativas
Q3386386 Português

Imagem associada para resolução da questão 


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Tratando-se de discurso, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.



( ) Discurso direto é aquele em que o narrador reproduz textualmente a fala das personagens.


( ) Discurso indireto é aquele em que o narrador incorpora à sua fala das personagens, transmitindo-a, assim, indiretamente, com suas palavras e não textualmente.


( ) Discurso indireto livre: o narrador apresenta livremente os pensamentos das personagens.


( ) Discurso é o enunciado, ou texto, produzido em uma situação de enunciação e determinado pelas condições históricas e sociais.

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Q3380854 Português

Leia o quadrinho para resolver a questão


Imagem associada para resolução da questão


Após a leitura do quadrinho, é correto afirmar que: 

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Q3374165 Português
Os idosos correspondem a quase 15% da população brasileira. Apesar das estatísticas de aumento da longevidade nos últimos tempos, eles ainda sofrem preconceito. Em meio às limitações no mercado de trabalho e estereótipos que ditam os locais, roupas e estilo de vida que devem ser adotados, essa parcela da população tem se mostrado cada vez mais ativa, revelando como a longevidade pode ser positiva. “A gente já vivenciou tanta coisa, que muitas delas se tornaram assim: o depois é agora, tem que ser agora. E para a gente decidir isso, realmente temos que ter coragem e segurança, porque os medos e as inseguranças, nós já tivemos. Agora, o nosso pensamento está mais estável e seguro”, contou a modelo Rosa Saito em entrevista à CNN. Embora seja positiva para Rosa, a velhice pode chegar junto a apontamentos que definem a forma como pessoas com mais de 60 anos devem agir. Conforme descrito no Relatório Mundial sobre Idadismo, da Organização Mundial de Saúde (OMS), o etarismo se refere a “estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionadas às pessoas com base na idade que têm”.


[Adaptado] GARCIA, A.; AMARAL, T.; RACIUNAS, C. O que é etarismo e como a discriminação por idade impacta a vida de idosos. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-e-etarismo-e-como-a-discriminacao-por-idade-impacta-a-vida-deidosos/. Acesso em: 18 out. 2023 
Discurso é a situação comunicativa que envolve quem fala, para quem e sobre o que se fala. Considerando a caracterização dos diferentes tipos de discursos, no trecho “A gente já vivenciou tanta coisa, que muitas delas se tornaram assim: o depois é agora, tem que ser agora. E para a gente decidir isso, realmente temos que ter coragem e segurança, porque os medos e as inseguranças, nós já tivemos. Agora, o nosso pensamento está mais estável e seguro”, contou a modelo Rosa Saito”, é possível identificar um exemplo de:
Alternativas
Q3326233 Português

O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a cada questão.


A JABUTICABEIRA 


Um jovem se aproximou de um senhor idoso e perguntou:

- Que planta é esta que o senhor está cuidando?

- É uma jabuticabeira - respondeu o velho.

- E ela demora quanto tempo para dar frutos?

- Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? – indagou irônico, o rapaz.

- Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião.

- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?

E o velhinho respondeu calmamente:

- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você... Que seria de nós, se não plantássemos hoje a semente que servirá de alimento amanhã?

Não podemos estar voltados somente para nós mesmos. Temos que pensar, também, nas gerações que estão por vir.

Temos que dar nossa colaboração. Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro.

Tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.


https://mpenhahist.blogspot.com/p/textos-interessantes.html/capturado em 27/04/2024 

Marque a assertiva correta em relação aos elementos contidos no texto apresentado. 
Alternativas
Q3230471 Português
Acerca dos gêneros do discurso, analise as assertivas abaixo:

I. As transformações nos estilos de linguagem estão diretamente relacionadas às alterações nos gêneros do discurso ao longo da história.
II. Os gêneros discursivos atuam como intermediários que conectam a evolução da sociedade com a evolução da linguagem.
III. Os gêneros do discurso são sempre uniformes e invariáveis, independentemente do contexto em que são utilizados.

Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3229707 Português
Acerca de discurso, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correspondente.

( ) Os cidadãos diziam: - Queremos justiça! (Discurso direto).
( ) Os alunos afirmavam que queriam as notas. (Discurso indireto).
( ) O momento da decisão chegou. Vou agora, eu sei que consigo! (Discurso indireto livre).
( ) Amanda disse: - Minha mãe é enfermeira. (Discurso direto).
Alternativas
Q3202397 Português

Leia o Texto 1 para responder a questão.


 Texto 1


Do abandono


Dormiram juntos. Fizeram refeições juntos. Sentaram num banco público e falaram do laboratório que era defendido pelo irmão dele como um dos melhores do país. Falaram por telefone e escreveram cartas. Viajaram de carro e ele comprou água para ela. Deram algumas risadas e ela até chorou. Até o dia em que ele decidiu sozinhar. Ela não entendeu e insistiu muito. Depois, do último andar, lançou tudo que era dele pela janela, começando pelo computador. Deve ter acreditado que era culpa dele. O telefone tocou e ele foi informado pelo porteiro: ela jogou tudo e está atrapalhando a entrada dos outros moradores. Calmamente, como o pai dele costuma agir, pegou um por um dos lançamentos feitos por ela e retirou-se


CARVALHO, C. Saída para lugar nenhum. Goiânia: Ed. Martelo, 2024, p. 105.

No enunciado “O telefone tocou e ele foi informado pelo porteiro: ela jogou tudo e está atrapalhando a entrada dos outros moradores”, observa-se, no trecho destacado, o uso de
Alternativas
Q3193171 Português

O excerto apresentado a seguir está em discurso direto. Analise-o e assinale a alternativa que o transpõe ao discurso indireto corretamente, com as modificações necessárias.

‘“O mais importante é a reintegração social dos paralisados na sociedade”, falou o médico na época.’

Alternativas
Q3178166 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No texto, o autor utiliza diferentes tipos de discurso para construir uma narrativa envolvente e reflexiva sobre os hábitos e costumes do povo mineiro. Com base na análise textual, assinale a alternativa que melhor descreve o tipo de discurso predominante e sua função no texto.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: PC-MG Prova: FGV - 2024 - PC-MG - Investigador de Polícia I |
Q3171613 Português
Assinale a frase que está expressa em discurso indireto.
Alternativas
Q3169562 Português
Entenda como é feita a classificação dos níveis de autismo


Especialista explica sobre as terminologias utilizadas para definir pessoas com transtorno do espectro autista

Por: Redação EdiCase 10 nov 2023 - 15h10


No processo de diagnóstico de muitas famílias, há o momento em que estão investigando ou efetivamente descobrem que alguém apresenta um grau de autismo leve, moderado ou severo. Apesar de bastante utilizado, o termo "grau" é uma maneira de simplificar. A forma mais adequada é dizer que pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) apresentam diferentes níveis de suporte, de acordo com os critérios definidos por manuais diagnósticos.

(...)


Segundo Lívia Bomfim, psicóloga especialista em Análise do Comportamento Aplicada ao autismo e supervisora ABA da healthtech Genial Care, é importante ter certos critérios estabelecidos para diagnosticar um paciente com qualquer distúrbio ou transtorno.


"Para que a gente precisa de um critério diagnóstico? Por muitos aspectos, a comunicação entre as diferentes áreas é o primeiro deles. Então, quando eu falo para uma fonoaudióloga que eu tenho um paciente autista, ela vai ter a mesma definição do autismo que eu, que sou psicóloga, ou do médico, do psiquiatra, e assim em diante", explica.

(...)


Especialistas já não consideram o diagnóstico de autismo como uma barreira ou limitação. Por isso, independentemente do nível de suporte, o importante é que as famílias encarem as pessoas com autismo como seres de possibilidades.


Os pais devem investir em terapias com práticas baseadas em evidências científicas para apoiar o desenvolvimento dos filhos, independentemente do nível de suporte necessário ou do diagnóstico. Além disso, a participação dos pais no processo e a promoção da estimulação dentro de casa são essenciais para resultados mais eficazes.


(...)


Por Letícia Carvalho. https://www.terra.com.br/nos/entenda-como -e-feita-a-classificacao-dos-niveis-de-autismo,52319ed49e7d5a fc3d4cd318689197b709rf0ov1.html?utm_source=clipboard
É correto afirmar que o trecho: "Para que a gente precisa de um critério diagnóstico? Por muitos aspectos, a comunicação entre as diferentes áreas é o primeiro deles. Então, quando eu falo para uma fonoaudióloga que eu tenho um paciente autista, ela vai ter a mesma definição do autismo que eu, que sou psicóloga, ou do médico, do psiquiatra, e assim em diante", apresenta o discurso:
Alternativas
Respostas
41: B
42: D
43: A
44: A
45: A
46: E
47: E
48: D
49: A
50: C
51: D
52: B
53: C
54: E
55: A
56: B
57: E
58: C
59: D
60: C