Questões de Concurso Sobre tipos de discurso: direto, indireto e indireto livre em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 662 questões

Q4206916 Português

Como é o trabalho de encontrar dinossauros?


Por Redação National Geographic Brasil



(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/11/como-e-o-trabalho-de-encontrar- dinossauros-um-paleontologo-revela-os-passos-de-uma-descoberta-pre-historica – texto adaptado especialmente para esta prova).  

Considerando os aspectos gramaticais dos trechos mencionados a seguir, retirados do texto, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4163677 Português

Adolescentes e redes sociais: pesquisa acende alerta sobre bullying digital contra meninas


    Na semana passada, o IBGE divulgou a maior pesquisa já feita sobre a saúde dos adolescentes brasileiros. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) entrevistou mais de 150 mil estudantes de 13 a 17 anos em escolas de todo o país.


    Os dados mostram que 43% das meninas relatam sofrimento emocional grave. Uma em cada quatro sente que a vida não vale a pena. A satisfação com o próprio corpo caiu pela terceira vez consecutiva: era 70% em 2015, passou a 66% em 2019 e chegou a 58% em 2024. Três medições, três quedas. Entre os meninos, os indicadores também preocupam. Mas entre as meninas, o que aparece não é preocupação, é emergência.


    Ao longo da série “O preço do vício em telas”, tenho falado sobre o que as telas fazem com o cérebro: o sono invadido, o vício reconhecido e não interrompido, o espelho incômodo dos adultos e os algoritmos que treinam a raiva. Tudo isso opera em qualquer pessoa conectada. Mas a Pense revela algo que ainda não tínhamos nomeado: o preço não é distribuído igualmente. As meninas sofrem mais bullying na escola (43% contra 37% dos meninos), mais cyberbullying (15% contra 10%), mais tristeza persistente e mais vontade de se machucar. Os mesmos algoritmos que alimentam a raiva, _ _ _ _ _ _ a vergonha, a comparação e a _ _ _ _ _ _ especialmente em meninas de até 14 anos, _ _ _ _ _ _ a um feed que reforça a sensação de nunca serem suficientes.


    No mesmo dia em que a Pense foi divulgada, um júri em Los Angeles condenou a Meta e o YouTube por negligência. Pela primeira vez, plataformas foram responsabilizadas judicialmente não pelo conteúdo que hospedam, mas pelo próprio design dos seus produtos. O caso envolvia uma jovem que começou a usar as redes na infância e chegou a passar 16 horas por dia conectada, desenvolvendo depressão e pensamentos suicidas. A defesa da Meta culpou o ambiente familiar da jovem, mas o júri não aceitou. A estratégia dos advogados da vítima foi a mesma usada contra a indústria do tabaco nos anos 90: não é que por acaso o produto leve a más consequências, mas que ele é projetado para viciar. Zuckerberg depôs pessoalmente pela primeira vez num tribunal. A Meta foi responsabilizada por 70% da indenização. A frase do advogado da jovem resume o que mudou: “o veredito de hoje é um recado de um júri para toda uma indústria.”.


    O Brasil não está parado. Em 17 de março, entrou em vigor o ECA Digital, a primeira lei das Américas a enfrentar diretamente o que o design viciante das plataformas faz a crianças e adolescentes: verificação de idade real para valer e fim da autodeclaração de “tenho 18 anos”; menores de 16 só com conta vinculada a responsável; proibição de mecanismos como rolagem infinita e reprodução automática para menores; multa de até 10% do faturamento. A lei existe e, agora, o desafio é outro: a pesquisa TIC Kids Online 2025 mostra que 92% das crianças e adolescentes brasileiros usam a internet e 85% têm perfil em pelo menos uma rede social. O problema que a lei enfrenta não é pequeno, é do tamanho de uma geração.


    Volto aos números que abriram esta coluna. 43% das meninas com sofrimento emocional. 25% que sentem que a vida não vale a pena. Esses números têm rostos, corpo e coração: são meninas e alunas de escolas em Porto Alegre, Recife ou Manaus, com o celular no bolso e um feed que ninguém fiscaliza. Em toda a série, tenho falado sobre consequências negativas do vício em telas. A Pense mostrou claramente sobre quem o peso recai com mais força. Saber disso e não agir também é uma escolha.


    Esta é a oitava coluna da série “O preço do vício em telas”. Te espero toda quinta-feira, aqui.

Texto Adaptado.

Observe o período abaixo:

A frase do advogado da jovem resume o que mudou: "o veredito de hoje é um recado de um júri para toda uma indústria".

As aspas foram usadas para: 
Alternativas
Q4160941 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

ONU prevê que temperaturas globais permaneçam 'em níveis recordes ou quase recordes' entre 2026 e 2030

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As temperaturas médias globais devem permanecer "em níveis recordes ou quase recordes" entre 2026 e 2030, segundo alerta divulgado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU). O novo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima em 75% a probabilidade de que a média desses cinco anos ultrapasse em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais.

A previsão reforça a tendência observada na última década. De acordo com a OMM, os anos entre 2015 e 2025 foram os 11 mais quentes já registrados, cenário que deve continuar nos próximos anos.

O boletim anual e decenal sobre o clima global, elaborado pelo Serviço Meteorológico do Reino Unido com dados de 13 institutos internacionais, também considera "provável" — em 86% — que ao menos um ano entre 2026 e 2030 supere o recorde atual de calor, registrado em 2024.

— Há previsão de um episódio de El Niño até o fim de 2026, o que aumentou as chances de que o ano seguinte, 2027, seja o próximo ano recorde — declarou Leon Hermanson, principal autor do relatório.

Segundo a OMM, as previsões de temperatura no centro do Pacífico tropical indicam "uma tendência preocupante de condições de El Niño", sobretudo em 2027 e 2028.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento da superfície do oceano Pacífico equatorial e costuma alterar padrões climáticos em diversas regiões do planeta. O último episódio, entre 2023 e 2024, esteve associado a um dos períodos mais quentes desde o início dos registros meteorológicos.

[...]
Analise as assertivas sobre a pontuação empregada no texto.

I. Os travessões em "— declarou Leon Hermanson, principal autor do relatório." são utilizados para introduzir uma fala ou declaração.
II. A vírgula em "2027, seja o próximo ano recorde" separa elementos de mesma função sintática em uma enumeração.
III. As vírgulas em "O último episódio, entre 2023 e 2024, esteve associado..." isolam uma expressão explicativa.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4160801 Português
Analise a fala do amigo do devedor no segundo balão de fala. O emprego dos dois-pontos logo antes das aspas simples teve a finalidade CORRETA de: 
Alternativas
Q4160337 Português

A IA e eu


    No GLOBO de 17/12, Pedro Dória escreveu que, em breve, “será possível ligar a câmera do celular, mostrar para o ChatGPT ou o Gemini o que está à nossa volta e fazer perguntas.”

    – IA, não olhe agora, mas quem é aquela loira ali na mesa em frente, que volta e meia vira pra cá?

    – A de blusa azul cobalto de linho misto com viscose, tamanho M, R$ 78,00 no Magazine Regina?

    – Não, a do lado, de…

    – De camiseta rosa, dry fit, tamanho P, 100% poliéster, R$…

    – Não quero saber o preço! Quero saber da moça.

    – Ok. Carolina Medeiros

    – Carol, para os íntimos –, 27 anos, solteira, terminou há quatro dias um relacionamento…

    – Pra valer?

    – Excluiu 47 fotos no insta e postou frase de autoajuda por três dias seguidos. Psicóloga, Aquário com ascendente em Peixes, voltou a morar com os pais no Leme, tem um husky chamado Tsar, veio para cá direto da academia – onde hoje malhou coxa e panturrilha –, votou em…

    – Como você sabe em quem ela votou?

    – Passou férias em Camboriú. Gosta de Aperol, acha que “Ainda estou aqui” não vai ganhar o Oscar, colocou faceta nos dentes, tem próteses de silicone de 300 ml e…

    – Tá bom. Me passa o zap dela.

    – Lamento. Ela me pediu agora há pouco todas as suas informações. E já te bloqueou.

    No mesmo artigo, Dória avança em outras possibilidades da Inteligência Artificial: “Mostre os ingredientes na mesa da cozinha e peça ajuda para fazer um bolo de laranja. O app não dará só a receita. Também dirá para você botar um pouco menos de farinha.”


AFFONSO, Eduardo. A IA e eu. In: vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronica-por-eduardo-affonso-a-ia-e-eu/ (Acesso em: 28/05/25)

No diálogo entre o narrador e a IA, o uso predominante de travessões contribui para:
Alternativas
Q4159383 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto 2


Seu cérebro para de se desenvolver aos 25 anos? A neurociência mostra que isso é um mito

Estudos recentes apontam que o lobo frontal, relacionado à tomada de decisões, continua se modificando até os 32 anos


    Se você navegar pelo TikTok ou Instagram por tempo suficiente, inevitavelmente se deparará com a frase: “Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido”. Essa se tornou a explicação padrão da neurociência para decisões ruins, como pedir uma bebida a mais no bar ou enviar uma mensagem para um ex que você jurou não contatar mais. 

    O lobo frontal desempenha um papel central em funções de nível superior, como planejamento, tomada de decisão e julgamento. 

    É fácil encontrar conforto na ideia de que existe uma desculpa biológica para por que às vezes nos sentimos instáveis, impulsivos ou como uma obra em construção. A vida aos 20 e 30 anos é imprevisível, e a ideia de que seu cérebro simplesmente não terminou de se desenvolver pode ser estranhamente reconfortante.

     Mas a noção de que o cérebro, particularmente o lobo frontal, para de se desenvolver aos 25 anos é um equívoco generalizado na psicologia e na neurociência. Como muitos mitos, a ideia dos “25 anos” tem origem em descobertas científicas reais, mas é uma simplificação excessiva de um processo muito mais longo e complexo. 

    Na realidade, novas pesquisas sugerem que esse desenvolvimento se estende até os 30 anos. Essa nova compreensão muda a forma como vemos a idade adulta e sugere que os 25 anos nunca foram considerados a linha de chegada.


De onde surgiu o mito dos “25 anos”?


    O “número mágico” tem origem em estudos de imagem cerebral realizados no final da década de 1990 e início da década de 2000. Em um estudo de 1999, pesquisadores acompanharam as mudanças cerebrais por meio de exames repetidos em crianças e adolescentes. Eles analisaram a chamada massa cinzenta, que consiste em corpos celulares e pode ser considerada o componente “pensante” do cérebro. 

    Os pesquisadores descobriram que, durante a adolescência, a massa cinzenta passa por um processo chamado poda. No início da vida, o cérebro constrói um número enorme de conexões neurais. À medida que envelhecemos, ele gradualmente elimina as que não são usadas com muita frequência, fortalecendo as que permanecem. 

    Este trabalho inicial destacou que o crescimento e a perda de volume da massa cinzenta são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro.

    Em um influente trabalho de monitoramento liderado pelo neurocientista Nitin Gogtay, participantes com apenas quatro anos de idade tiveram seus cérebros examinados a cada dois anos. Os pesquisadores descobriram que, dentro do lobo frontal, as regiões amadurecem da parte posterior para a anterior.

     As regiões mais primitivas, como as áreas responsáveis pelo movimento muscular voluntário, se desenvolvem primeiro, enquanto as regiões mais avançadas, importantes para a tomada de decisões, a regulação emocional e o comportamento social, ainda não estavam totalmente maduras nas últimas tomografias cerebrais, realizadas por volta dos 20 anos.

    Como os dados pararam aos 20 anos, os pesquisadores não puderam dizer com precisão quando o desenvolvimento terminou. A idade de 25 anos tornou-se a melhor estimativa para o ponto final presumido e acabou se consolidando no imaginário cultural.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/seu-cerebro-parade-se-desenvolver-aos-25-anos-a-neurociencia-mostra-que-isso-e-um-mito/. Acesso em: 05 jan. 2026.
Assinale a alternativa correta a respeito do seguinte trecho retirado do texto.

“Se você navegar pelo TikTok ou Instagram por tempo suficiente, inevitavelmente se deparará com a frase: ‘Seu lobo frontal ainda não está totalmente desenvolvido’. Essa se tornou a explicação padrão da neurociência para decisões ruins, como pedir uma bebida a mais no bar ou enviar uma mensagem para um ex que você jurou não contatar mais.”.
Alternativas
Q4158792 Português
Uma vela para Dario


   Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.

   Dois ou trés passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.

   Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espumа surgem no canto da boca.

   Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

   A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

    Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.

    Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.

   Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.

     Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.

     O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete A polícia decide chamar o rabecão.

     A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vé-lo, todo o ar de um defunto.

     Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.

     Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

     Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.


(Adaptado de: TREVISAN, Dalton. 33 contos escolhidos. Rio de Janeiro: Record, 2005)
A frase O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar está corretamente transposta para o discurso direto em:
Alternativas
Q4156021 Português

Leia o texto IV e responda à questão.

Texto IV

Espelho do tempo: envelhecemos microscopicamente e nos perguntamos se perdemos o frescor

Assista a um telejornal, distraída, quando apareceu na tela o depoimento de um coroa que eu não conhecia, mas, por algum motivo, a imagem me atraiu. Ao ler o nome dele nos créditos, pensei: já conheci um cara com este nome... Peral... Não pode ser. Caramba, é ele. Um amigo que sumiu de vez do meu radar. Pertencemos à mesma turma de praia quando tínhamos 20 anos. Lembro que ele surfava, tinha um jipe e era um gozador nato. E agora estava ali, sisudo na tela da tevê, de terno e gravata, com a pele acinzentada, um fiapo de cabelo, um senhor - da minha idade.

No espelho do banheiro, nosso rosto é o mesmo todo dia. Envelhecemos microscopicamente. De terça para quarta, nenhuma diferença. Até que você encontra na rua uma ex-colega de faculdade ou se depara na tevê com alguém que já fez parte da sua juventude e se pergunta: será que eu também perdi o frescor? Eles se perguntam a mesma coisa quando te veem.

O espelho do banheiro não conta a verdade pelo simples fato de que ignoramos o que é visto toda hora. Já fotografias antigas são espelhos retroversos, demarcam com precisão as diferenças entre o antes e o agora. Outro dia, mostrei para minha filha uma foto de nós duas em 1992; eu a segurava em meu colo. Ela ficou impactada: “Era uma criança.” “Claro, você tinha um aninho.” “Estou falando de ti, mãe”.

É uma questão de perspectiva. Para os bebês, os pais são Matusaléns. No entanto, naquela foto, eu tinha menos idade do que ela tem hoje - éramos não uma, mas duas crianças. Um dia, ela me verá com o rosto completamente craquelado, miúda, corcunda pelo peso dos anos transcorridos, e o susto será outro: serei um espelho do seu futuro. Será obrigada a encarar a velhice que, gostemos ou não, está sempre em nossos calcanhares.

O tempo tem rosto, o tempo tem mãos, o tempo tem voz - e nada disso permanece o mesmo. As superfícies espelhadas reproduzem uma imagem de aparente, visto que, de hoje para amanhã, não se nota alteração. Mas quando encontro minhas amigas a intervalos de tempo, sou atravessada pela verdade óbvia de que não somos mais as meninas do pátio do colégio.

O que me consola é que estes espelhos vivos (a feição atual de nossos velhos afetos) trazem tanto, mas como boas notícias. Em vez de sofrer pelo que está arruinado, busco em cada rosto o sorriso moleque de antigamente, o olhar ainda curioso, a eternidade que mora nos detalhes. Aquele amigo que apareceu na tevê, tão concentrado em sua declaração em frente às câmeras, talvez tenha deixado escapar um filete de irreverência em meio aos verbos empolados que usava, e foi isso que me fez reconhecê-lo. Mesmo o mais implacável dos espelhos reflete algo em nós que não muda.

(MEDEIROS, Martha. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/elaimartha-medeiros/coluna/2025/11/espelhodo-tempo-envelhecemos-miscroscopicamente-e-nos-perguntamos-seperdemos-o-frescor.ghtml> - Texto adaptado.)

No trecho: “Era uma criança!” “Claro, você tinha um aninho.” “Estou falando de ti, mãe.” (§3°), a utilização do discurso direto, pela autora, tem como objetivo:  
Alternativas
Q4147978 Português

Leia a tirinha e responda: 

Imagem associada para resolução da questão


Na tirinha, os pensamentos de Garfield são apresentados originalmente em balões de pensamento, o que caracteriza o uso do discurso direto. Se fôssemos transpor o conteúdo do segundo quadrinho para o discurso indireto, mantendo o sentido original, a estrutura correta seria: 

Alternativas
Q4147971 Português
Os diferentes tipos de discurso organizam a inserção das falas das personagens ou interlocutores no texto, produzindo efeitos específicos de sentido e modificando a relação entre narrador, enunciado e leitor. Essas formas de representação da fala contribuem para a construção discursiva dos textos narrativos e argumentativos (KOCH; ELIAS, 2018).
Assinale a alternativa correta quanto aos tipos de discurso. 
Alternativas
Q4144154 Português
Quando o legal não é suficiente no mercado imobiliário


    O mercado testa diariamente o limite entre cumprir a lei e agir com ética. Ética é um conceito elástico, pois o que pode ser considerado dentro das quatro linhas para um não seria regra para outro.


    No setor imobiliário, tensões éticas nos levam a revisitar regras às quais todos estamos sujeitos. Acerca disso, a advogada Natália Japur reflete sobre o espaço que existe entre o que é legal e o que é ético.


    A regulação do setor não nasce do acaso. Ela decorre da necessidade de ordenar relações econômicas complexas. O risco está quando essas normas perdem contato com a realidade praticada pelo mercado.


    “A normatização deve ser clara e objetiva para conseguir regular o setor”, afirma Natália. Quando as normas se tornam obsoletas, convertem‑se em obstáculo ou deixam de ser cumpridas.


    O limite entre o legal e o ético é tênue. A depender da posição de quem analisa, uma mesma conduta pode ser justificada ou condenável. A função social da propriedade é exemplo dessa zona de tensão, que se manifesta em locação urbana, políticas habitacionais, desapropriações, incorporações e questões ambientais.


    “É preciso reconhecer essa zona cinzenta e manter atenção aos objetivos da operação e aos seus efeitos”, orienta. Ir além da análise formal diferencia o profissional ético do operador oportunista.


    Natália ressalta: “o imediatismo na obtenção de resultados e a fiscalização deficiente funcionam como vetores que impulsionam a flexibilização ou a quebra de princípios éticos”. O contraponto está na postura vigilante que vai além do formalismo legal. Não basta cumprir a letra da lei; é preciso observar a boa‑fé objetiva e a transparência. Criatividade jurídica não é flexibilização ética. A primeira estrutura soluções dentro da base legal, e a segunda é distorção. “O uso oportunista de brechas legais e o desvio de finalidade não configuram criatividade, mas distorção”, define Natália. Natália elencou transparência com práticas investidores inegociáveis: e adquirentes, cumprimento rigoroso das etapas de aprovação, observância dos parâmetros urbanísticos e ambientais e relação ética com o poder público.


    Ética se constrói ou se corrói nas decisões quotidianas. O setor tem estrutura, arcabouço legal e talentos profissionais. Precisa agora de uma cultura que coloque ética não como limite, mas como vantagem competitiva.



Internet:  <exame.com > (com adaptações).

Com base no período “Natália ressalta: o imediatismo na obtenção de resultados e a fiscalização deficiente funcionam como vetores que impulsionam a flexibilização ou a quebra de princípios éticos”, assinale a opção que apresenta a justificativa correta para o emprego dos dois‑pontos.
Alternativas
Q4125879 Português
A história extraordinária de Hércules, o urso que um casal adotou e criou como parte da família


Desde o momento em que Hércules chegou à casa de Andy e Maggie Robin em Sheriffmuir, perto da cidade de Dunblane, no centro da Escócia, os três se tornaram inseparáveis.

Começavam o dia tomando café da manhã juntos na cozinha (café adoçado com leite condensado e açúcar, ovos e salsichas) e passavam o resto do dia brincando, treinando ou simplesmente fazendo companhia um ao outro.

Mas, embora se comportassem claramente como uma família, eram, sem dúvida, um trio muito incomum.

Hércules — ou Herc, como seus amigos o chamavam — não era um ser humano; era um urso.

Sim, um urso-pardo (Ursus arctos horribilis) que o casal adotou quando ele era um filhote de nove meses e que, quando cresceu, tinha mais de 2,5 metros de altura e pesava mais de 190 quilos.

Maggie sempre se interessou por animais. Criada em uma fazenda na Escócia, ela diz que seu primeiro amor foram os cavalos. Quando criança, aprendeu a montar e ganhou prêmios em competições de salto.

Então, quando seu marido, Andy — um lenhador carismático e campeão de luta livre, mais de 15 anos mais velho que ela —, sugeriu adotar um filhote de urso, ela não hesitou nem por um segundo.

"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpwp2v2x8xqo-fragmento 
"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.
Analise as afirmativas a seguir, com base na pontuação empregada no trecho.
Com base nas regras de pontuação, assinale a alternativa correta:

I.As aspas foram usadas incorretamente, pois não se admite discurso direto dentro de relato jornalístico.
II.Os dois-pontos após 'disse' introduzem corretamente o discurso direto da personagem.
III.A vírgula após 'teríamos' está correta, pois separa o sujeito do predicado.
IV.A vírgula antes de 'conta' isola a expressão que identifica quem narra a informação, organizando o discurso direto.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas. 
Alternativas
Q4120529 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A história extraordinária de Hércules, o urso que um casal adotou e criou como parte da família


Desde o momento em que Hércules chegou à casa de Andy e Maggie Robin em Sheriffmuir, perto da cidade de Dunblane, no centro da Escócia, os três se tornaram inseparáveis.


Começavam o dia tomando café da manhã juntos na cozinha (café adoçado com leite condensado e açúcar, ovos e salsichas) e passavam o resto do dia brincando, treinando ou simplesmente fazendo companhia um ao outro.


Mas, embora se comportassem claramente como uma família, eram, sem dúvida, um trio muito incomum.


Hércules — ou Herc, como seus amigos o chamavam — não era um ser humano; era um urso.


Sim, um urso-pardo (Ursus arctos horribilis) que o casal adotou quando ele era um filhote de nove meses e que, quando cresceu, tinha mais de 2,5 metros de altura e pesava mais de 190 quilos.


Maggie sempre se interessou por animais. Criada em uma fazenda na Escócia, ela diz que seu primeiro amor foram os cavalos. Quando criança, aprendeu a montar e ganhou prêmios em competições de salto.


Então, quando seu marido, Andy — um lenhador carismático e campeão de luta livre, mais de 15 anos mais velho que ela —, sugeriu adotar um filhote de urso, ela não hesitou nem por um segundo.


"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpwp2v2x8xqo-fragmento

"Lembro-me da primeira vez que Andy me disse: 'O que você diria se eu lhe contasse que estou pensando em adotar um filhote de urso?' O que eu jamais imaginei foi a vida que teríamos, que isso se transformaria em uma relação mágica", conta Maggie à BBC.
Analise as afirmativas a seguir, com base na pontuação empregada no trecho. Com base nas regras de pontuação, assinale a alternativa correta:
I.As aspas foram usadas incorretamente, pois não se admite discurso direto dentro de relato jornalístico.
II.Os dois-pontos após 'disse' introduzem corretamente o discurso direto da personagem.
III.A vírgula após 'teríamos' está correta, pois separa o sujeito do predicado.
IV.A vírgula antes de 'conta' isola a expressão que identifica quem narra a informação, organizando o discurso direto.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.
Alternativas
Q4106013 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Demanda por trabalhadores mantém mercado resiliente, avalia IBGE 

        A demanda por trabalhadores em todos os segmentos é o motivo da resiliência do mercado de trabalho, que vem mantendo a taxa de desemprego em nível mais baixo, apesar de fatores externos como o nível das taxas de juros. A avaliação é da coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (tBGE), Adriana Beringuy.

        Conforme os dados PNAD Contínua, divulgada no mês de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 5,8%o no trimestre terminado em abril, um recuo de 0,8 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando ficou em 6,6%. A taxa representa ainda alta de 0,4 p.p. na comparação com o período entre novembro de 2025 a janeiro de2026.

        "Tem um mercado que gera trabalho e renda e consegue manter-se sustentado porque há uma diversificação da produção. Hoje, não é so o setor público que contrata e nem só o setor privado. Esse espalhamento e essa difusão ajuda nessa resiliência do mercado de trabalho", explicou a coordenadora.

        Para Adriana Beringuy, o mercado de trabalho estaria mais vulnerável e sujeito à flutuações e com baixa sustentabilidade caso a procura por trabalhadores estivesse restrita, por exemplo, apenas ao comércio ou ao segmento informal.

        "Na medida em que consegue ter vários setores demandando trabalhadores, isso dá sustentabilidade ao mercado de trabalho. Isso ajuda a amortecer determinados efeitos até do ponto de vista macroeconômico, que é a questão das taxas de juros", disse. 

        Segundo a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.732, o que significa estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% no ano.

        Os resultados da PNAD-Contínua mensal de abril deste ano, indicaram ainda que o número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, atingiu 39,3 milhões.

        Esse patamar signif ica estabilidade em comparação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2025. Os sem carteira no setor privado somaram 13,3 milhões e também ficaram estáveis no trimestre e no ano.

        Outra estabilidade registrada no mercado de trabalho é a do número de empregados no setor público. São '12,9 milhões no trimestre, mas houve expansão de 3,4%o ou mais 422 mil pessoas no ano. O número de trabalhadores por conta própria (26 milhões) também ficou estável no trimestre, embora tenha apresentado elevação de2,3%, ou seja, mais 580 mil pessoas no ano.

        Ainda no trimestre, os trabalhadores domésticos chegaram a 5,4 milhões, o que tambem é estabilidade no período. Mas no ano, mostrou queda de 4,7%, ou menos 268 mil pessoas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlecon omia / nolicia/2026- 05/demanda-por-trabalhadores-mantem-mercado-resiliente-avalia - ibge (adaptado)
Em parágrafos como "Tem um mercado que gera trabalho e renda e consegue manter-se sustentado [...]", o texto faz uso das aspas para apresentar a fala de Adriana Beringuy. Diante disso, qual é a intenção e o tipo de recurso mobilizado nessa estratégia?
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: TJ-BA Prova: FGV - 2026 - TJ-BA - Juiz Leigo |
Q4102048 Português
Leia o texto a seguir.

Eu ri com amargura. "Quero dizer: você acredita sinceramente que alguma de nós merece perdão?" Minha mãe me encarou. Eu não sabia como funcionava sua mente e me perguntei se ela sentia tanta culpa quanto eu. Sei que compartilhava a dor. Quando voltou a falar, foi em tom baixo e insistente. "Mereço a felicidade", disse. "Não fiz nada errado. E você também não." Descemos a escada e disse a mim mesma ao sair à rua: agora estão escrevendo sobre todos os campos de extermínio, grandes e pequenos. Que mundo nós havíamos criado, as famílias como a minha.
Adaptado de BOYNE, John. Por lugares devastados. São Paulo: Companhia das Letras, 2023, p.82.

No trecho, são utilizadas diferentes formas de apresentação da fala e do pensamento das personagens.

Com base nisso, assinale a afirmativa que analisa corretamente os efeitos de sentido dessas escolhas no texto.
Alternativas
Q4096284 Português

Para responder à questão abaixo, leia o texto.



Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet

gratuita


    O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.


    O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.


O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.


    Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta também prevê acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.


    Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.


    “A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.


    O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.


    Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em dezembro de 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.


    Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace). Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-

05/brasil-supera-100-mil-escolas-publicas-com-internet-gratuita

(adaptado)

No sexto parágrafo, a fala do ministro está escrita entre aspas: “A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”. O uso das aspas, nesse caso, tem qual finalidade?
Alternativas
Q4094814 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Custo para universalizar água e esgoto nos municípios brasileiros pode variar de R$ 301 a R$ 394 por pessoa


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou custos operacionais para universalizar os serviços de água e esgoto a partir da experiência dos 367 municípios brasileiros mais eficientes em custos e mais efetivos na prestação do serviço. A ideia é que os valores possam servir de referência na estruturação de contratos de concessão para processos competitivos de seleção de fornecedores, uma exigência do Novo Marco do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020) para municípios que queiram apoio financeiro do governo federal, mas também em programas de universalização baseados em prestação direta.


    “As estimativas de investimentos e custos são essenciais para se auferir em quanto os usuários e contribuintes serão onerados para universalizar os serviços. Neste trabalho, indicamos benchmarks de custos operacionais que possam ser úteis aos gestores, que irão escolher aqueles mais alinhados à realidade do município”, explicou o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer, que assina o estudo.


    Para a análise, feita a partir da técnica chamada de Envoltória de Dados, foram considerados dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o nível de cobertura e o de eficiência técnica dos prestadores. Apesar da maior concentração de municípios se situar em estados mais desenvolvidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks.


    Para municípios de até 10 mil habitantes, os valores de referência obtidos foram de R$ 313,05 e R$ 331,23 ao ano por pessoa atendida, a depender dos critérios considerados. Naqueles de 10 a 50 mil habitantes, foram de R$ 300,89 e R$ 328,16. Já nas cidades de 50 a 250 mil habitantes, os custos operacionais foram de R$ 313,92 e R$ 332,47 ao ano por pessoa atendida enquanto nas que têm mais de 250 mil habitantes foram de R$ 386,21 e R$ 393,93 anuais, por pessoa.


    O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) traçou a meta de 99% de domicílios brasileiros com abastecimento de água e 92% com coleta e destinação adequada de esgoto em 2033. Os valores ainda são distantes da realidade do país, que tinha, em 2022, 95,6% das residências abastecidas com água por rede coletora de esgoto ou fossa séptica, de acordo com os índices apurados pelo próprio Plansab.


    A baixa qualidade dos serviços também gera externalidades ambientais preocupantes. Conforme o SNIS, em 2022, 37,8% da água potável disponibilizada foi perdida na distribuição e apenas 52,2% do esgoto coletado foi tratado adequadamente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/categorias/45-todas-

as-noticias/noticias/16109-custo-para-universalizar-agua-e-esgoto-

nos-municipios-mais-eficientes-do-pais-varia-de-r-301-a-r-394-por-

pessoa (adaptado)

Os sinais de pontuação não apenas organizam as frases, mas carregam implicações de sentido. No segundo parágrafo, o uso das aspas no trecho “As estimativas de investimentos e custos são essenciais para se auferir em quanto os usuários e contribuintes serão onerados para se universalizar os serviços. [...]” tem a finalidade CORRETA de:
Alternativas
Q4091324 Português
Atenção: Considere o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta, para responder à questão.


    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

     - É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia. 

    Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    - O senhor promete que não “espaia"? - quis saber a velhinha.

    - Juro - respondeu o fiscal.

    - É lambreta.


(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, p. 17-18)
Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente.
Transposto para o discurso direto, o trecho acima assume a seguinte redação:
Alternativas
Q4091315 Português
Atenção: Considere o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta, para responder à questão.


    Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

    - Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

     - É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia. 

    Diz que foi aí que o fiscal se chateou:

    - Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.

    - Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:

    - Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?

    - O senhor promete que não “espaia"? - quis saber a velhinha.

    - Juro - respondeu o fiscal.

    - É lambreta.


(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, p. 17-18)
No chamado discurso indireto livre, a voz da personagem mescla-se intimamente à voz do narrador, a exemplo do que ocorre em:
Alternativas
Q4088938 Português
Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola 

 Foi graças ao celular que Débora Garofalo, na época professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu desenvolver atividades de programação com seus alunos do ensino fundamental — impulsionando um projeto de robótica com sucata que a fez chegar aos melhores colocados do Global Teacher Prize, prêmio para professores considerado o “Nobel da educação”.

Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos. “A gente não pode negar que está vivenciando uma revolução tecnológica. Não dá para a gente voltar à era do giz e da lousa, somente do livro didático”, afirma a educadora. Nesse contexto, torna-se necessário educar para o uso desses recursos. O estudante precisa compreender, por exemplo, que, ao acessar uma rede social ou realizar uma pesquisa, há mecanismos que influenciam os resultados obtidos. Além disso, não basta que a escola imponha restrições ao uso de celulares se, fora dela, não houver orientação adequada. “Não adianta também a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada, sem uma rotina. A criança chega em casa e fica quatro, cinco horas seguidas no celular ou no computador.”, alerta. De acordo com a professora, o uso excessivo desses dispositivos, sem acompanhamento, pode comprometer a relação dos estudantes com a aprendizagem.

Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/nao-adiantaescola-proibir-celular-e-os-pais-continuarem-deixando-usar-5- horas-seguidas-em-casa.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2026.


Considerando o Texto 1, assinale a alternativa que transpõe corretamente o trecho a seguir para o discurso indireto, mantendo a correlação temporal: ‘“Não adianta também a escola proibir [...]’, alerta”. 
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: D
4: A
5: C
6: D
7: B
8: C
9: D
10: D
11: D
12: C
13: B
14: C
15: D
16: D
17: B
18: A
19: C
20: E