Questões de Concurso
Sobre tipologia textual em português
Foram encontradas 4.226 questões
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Julgamento apressado
— Querida, você poderia dar uma de suas maçãs para a mamãe?
A menina levanta os olhos para sua mãe durante alguns segundos, e morde subitamente uma das maçãs e logo em seguida a outra.
A mãe sente seu rosto se esfriar e perde o sorriso. Ela tenta não mostrar sua decepção quando sua filha lhe dá uma de suas maçãs mordidas. A pequena olha sua mãe com um sorriso de anjo e diz:
— A mais doce é essa!
Disponível em: <encurtador.com.br/dhGL2>. Acesso em: 12 jun. 2019.
A raposa e as uvas
“Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
– Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.
Moral: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.” Disponível em: <https://tinyurl.com/y3t3ojgb>. Acesso em: 17 jun. 2019.
A respeito da classificação desse texto, analise as afirmativas a seguir.
I. O texto em questão pertence ao gênero textual fábula,
PORQUE
II. classificando-se como uma narração, o texto conta um evento protagonizado por um animal (a raposa), com o objetivo de apresentar ao final uma lição de moral que levaria o leitor à reflexão.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Quer viver mais? Adote um cachorro, diz estudo
A presença do animal em casa ajuda a reduzir os níveis de stress, pressão arterial e colesterol, além de promover melhor saúde mental. [...] Agora, pesquisadores descobriram que ter um cachorro pode diminuir em 24% o risco de morte prematura por qualquer causa. Os benefícios podem ser ainda maiores para pacientes que já tiveram um ataque cardíaco (até 33%) e AVC (27%). Os achados foram publicados, nesta manhã, na revista Circulation.
“Sabemos que a solidão e o estilo de vida sedentário são importantes fatores de risco para morte prematura. Os cães são uma excelente motivação para seus donos saírem ao ar livre ao levá-los para passear”, explicou Tove Fall, da Universidade de Uppsala, na Suécia, ao NBC News. [...] A companhia de um cachorro pode reduzir os níveis de cortisol, conhecido como hormônio do stress. “Quando o stress é ativado com muita frequência, leva à degradação no corpo em geral”, disse Neda Gould, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, nos Estados Unidos, à NBC News.
Estudos anteriores sugerem que a presença do bichinho de estimação melhora os níveis de colesterol e da pressão arterial. “Um estudo, o meu favorito, descobriu que apenas o efeito de acariciar um cão pode reduzir sua pressão arterial tanto quanto um medicamento”, contou Caroline K., da Univ. de Toronto, no Canadá, à CNN. Outra possível explicação para o fenômeno é a prática do cuidado com o outro. “As pessoas não adotam um cachorro para ter benefícios de saúde, elas o adotam para beneficiar o animal. Este altruísmo traz inúmeros benefícios à saúde mental”, completou Haider W., da E. Medicina de Harvard (EUA), à NBC News.
(Fonte: Redação. Publicado em 8 out 2019/ adaptado.)
Analise os textos I e II para responder a questão.
Texto I

Disponível em: <http://coisasdamiroca.centerblog.net/8058->. Acesso em:10 nov. 2019.
Texto II
Ter um cachorro pode te ajudar a viver mais, aponta estudo
Gabriela Glette
Nos últimos anos, diversas pesquisas apontaram as vantagens de se ter um cachorro em casa. Nossos fiéis amigos de quatro patas são muito mais do que companheiros e podem nos ajudar a viver mais. É o que aponta um recente estudo feito por pesquisadores da American Heart Association.
O resultado veio após diversas análises em banco de dados, constatando que, de modo geral, donos de cães diminuem o risco de morte prematura em pelo menos 24%. Além disto, os cachorros podem ser ótimos para quem já sofreu uma doença cardiovascular, como infartos e derrames, reduzindo em cerca de um terço os riscos dessas pessoas voltarem a apresentar esses problemas.
A pesquisa foi realizada com 300 mil suecos – com idades entre 40 e 85 anos – e que já sofreram um infarto ou ataque isquêmico. Entre os sobreviventes de ataques isquêmicos que viviam com cachorros, o risco de morte era 33% menor em comparação com quem vivia sozinho. Já para os donos de cães que já tiveram derrames, o risco de morrer era 27% menor.
Em uma segunda pesquisa, foram analisados dados de cerca de 3,8 milhões de pessoas maiores de 18 anos. O resultado é que, entre os donos de cães, o risco de morte precoce era 24% inferior em relação ao resto da população, e as chances de se ter um ataque cardíaco caíam em 65%.
Outras pesquisas já comprovaram que ter um cachorro em casa pode melhorar nossa saúde cardiovascular. Se ter uma boa saúde é o resultado de um conjunto de fatores associados – como uma boa alimentação e a prática frequente de exercícios, a resposta para o bem que um cachorro pode nos oferecer pode estar diretamente ligada com a questão da companhia. Diversos outros estudos mostraram que a solidão pode ser extremamente prejudicial à saúde. Você ainda tem dúvidas quanto a adotar um cachorro?
A estreita ligação entre solidão e saúde
Existe uma diferença enorme entre solitude e solidão. O ser humano precisa de momentos em que esteja sozinho, porém aquela sensação de desamparo e angústia que acompanha a solidão é prejudicial à saúde.
Um estudo do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Nova York, inclusive, comprovou que pessoas mais solitárias eram as que mais possuíam problemas cardíacos. Proteção, afeto, segurança e relacionamento com o próximo são essenciais para a saúde mental – e física também do ser humano. Infelizmente, algumas pessoas não possuem familiares próximos ou moram em um país distante. E é aí que os cachorros podem desempenhar um papel fundamental em nossas vidas.
Adaptado de: <https://www.hypeness.com.br/2019/10/ter-um-cachorro-pode-te-ajudar-a-viver-mais-aponta-estudo/>. Acesso em: 15 out. 2019.
A MAGIA DAS CÉLULAS
Quando eu tinha sete anos de idade, subi em uma caixa na sala de aula para espiar pela lente de um microscópio.
Para minha decepção, a única imagem que vi foi a da luz refletida. Aos poucos consegui conter minha ansiedade e ouvir as explicações da senhora Novak sobre como regular o foco. Então, algo tão dramático aconteceu que modificou completamente minha vida: vi um protozoário. Fiquei hipnotizado. O barulho das outras crianças ficou distante e me senti sozinho na sala. Todo o meu ser pareceu mergulhar no mundo alienígena das células, algo que até hoje é mais interessante para mim do que qualquer filme feito por computador.
Na inocência de minha mente infantil, eu via aquele organismo não como uma célula, mas como uma pessoa em tamanho diminuto, um ser pensante e consciente. Para mim, ele não estava nadando a esmo, mas sim cumprindo uma missão, embora eu não soubesse como descrever isso tudo naquela época. Fiquei observando seus movimentos ao redor de um grupo de algas. Nesse instante, o grande pseudópodo de uma ameba desengonçada também começou a se mover. (...)
Naquela tarde corri para casa e contei, esbaforido, minha descoberta à minha mãe. Usando todos os poderes de persuasão que a idade me permitia, implorei e bajulei até conseguir que ela comprasse um microscópio para mim. Passava horas maravilhado com aquele mundo alienígena do outro lado da lente.
Mais tarde, na faculdade, passei a usar um microscópio eletrônico, mil vezes mais potente. A diferença é mais ou menos como a dos telescópios que os turistas usam para ver cenas da cidade do alto dos edifícios comerciais em relação aos do tipo Hubble, que transmitem imagens do espaço sideral.
Entrar na ala de microscópios de um laboratório é como uma cerimônia iniciática para estudantes que aspiram a se tornar biólogos. O portal desse mundo maravilhoso é uma porta giratória preta como aquelas que isolam as salas escuras de revelação de filmes fotográficos.
Até hoje me lembro da primeira vez que passei por ela. Era uma divisória entre dois mundos: minha vida de estudante e meu futuro como cientista pesquisador. Quando a porta terminou de girar, eu me vi em uma sala grande e escura, iluminada apenas por pequenas lâmpadas vermelhas de segurança. Enquanto meus olhos se adaptavam à escuridão, fiquei assombrado com o que vi. As luzes vermelhas refletiam a superfície espelhada de uma imensa coluna de aço inoxidável com lentes eletromagnéticas que subiam até o teto no centro da sala e na base da coluna havia um grande painel de controle que lembrava os de um Boeing 727, cheio de chaves, botões, medidores e luzes indicadoras.(...) Tive a nítida impressão de estar entrando na sala de comando da nave U.S.S. Enterprise. Mas aparentemente aquele era o dia de folga do capitão Kirk, pois quem estava à frente dos comandos era um dos meus professores, ocupado com o complexo processo de colocar uma amostra de tecido orgânico em uma câmara de vácuo no centro da coluna de metal.
Enquanto os minutos passavam, comecei a ter a mesma sensação que tive aos sete anos de idade, quando vi uma célula pela primeira vez. (...)
(LIPTON, Bruce H. A biologia da crença. Texto adaptado.)
Doação
O tipo O- é considerado doador universal e o AB+ é o receptor universal, ou seja, pode receber sangue de qualquer um.
Cada bolsa de sangue, com 400 mL, é capaz de salvar até quatro vidas. Entre os beneficiados, estão vítimas de acidentes, transplantados e pacientes com problemas de coagulação.
Estima-se que três milhões de brasileiros sejam doadores regulares. O ideal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), seriam quatro milhões, para impedir faltas pontuais nos estoques dos bancos de sangue.
Disponível em: <https://www.douradosagora.com.br>.
Acesso em: 21 ago. 2019, com adaptações.
Em relação à tipologia, o texto é uma
LEMBRANÇA E ESQUECIMENTO
“Como é antigo o passado recente!" Gostaria que a frase fosse minha, mas ela é de Nelson Rodrigues numa crônica de "A Menina sem Estrela". Também fico perplexa com esse fenômeno rápido e turbulento que é o tempo da vida. Não são poucas as vezes em que me volto para algum acontecimento acreditando que ele ainda é atual e descubro que ele faz parte do passado para outros. Um exemplo é quando, em sala de aula, refiro-me a eventos que se passaram nos anos 70 e meus alunos me olham como se eu falasse da Idade Média... E eu nem contei para eles que andei de bonde!
A distância entre nós não é apenas uma questão de gerações. Eles nasceram em um mundo já transformado pela tecnologia e pela informática. Uma transformação que começou nos anos 50 e que não nos trouxe somente mais eletrodomésticos e aparelhos digitais. Ela instalou uma transformação radical do nosso modo de vida.
Mudou o mundo e mudou o jeito de viver. Mudou o jeito de namorar, de vestir, de procurar emprego, de andar na rua e de se locomover pela cidade. Mudou o corpo. Mudou o jeito de escrever, de estudar, de morar e de se divertir. Mudou o valor da vida, do dinheiro e das pessoas...
Outros tempos. E, quando um jeito de viver muda, ele não tem volta. Não se pode ter a experiência dele nunca mais. Por isso, meus alunos e eu só podemos compartilhar o tempo atual. Não podemos compartilhar um tempo que, para eles, é passado, mas, para mim, ainda é presente. Os fatos de 30 anos atrás não são passado na minha vida. Para mim, meu passado não passou e minha história não envelhece. Minha memória pode alcançar os acontecimentos que vivi a qualquer momento, e posso revivê-los como se ocorressem agora. Mas, se eu os narrar, quem me ouve não pode, como eu, vivenciá-los. Por isso, para meus alunos, são contos o que para mim é vida.
Mas é assim que corre o rio da vida dos homens, transformando em palavras o que hoje é ação. Se não forem narrados, os acontecimentos e os nossos feitos passam sem deixar rastros. Faladas ou escritas, são as palavras que salvam o já vivido e o conservam entre nós. Salvam os feitos e os acontecimentos da sua total desintegração no esquecimento.
A memória do já vivido e a sua narração numa história é o que possibilita a construção da História e das nossas histórias pessoais. Só os feitos e os acontecimentos narrados em histórias são capazes de salvaguardar nossa existência e nossa identidade.
Só conservados pela lembrança é que os feitos e os acontecimentos podem entrar no tempo e fazer parte de um passado. Recente ou antigo.
(CRITELLI, Dulce. In cronicasbrasil.blogspot.com/search/
label/Dulce%20 Critelli)
ESTRESSE
Em uma sociedade tecnológica e acelerada, o estresse tem se tornado um importante agente causador de problemas de saúde. Para muita gente, relaxar está cada vez mais difícil.
O estresse é uma combinação de reações físicas e emocionais que todos experimentamos em determinadas situações. Isso pode trazer efeitos positivos (quando melhora a nossa habilidade de lidar com problemas do dia a dia e a enfrentar desafios) ou negativos (quando se torna algo contínuo, levando a uma série de sintomas físicos e psicológicos desagradáveis.
Fisiologicamente, o estresse nada mais é do que uma reação do organismo frente a mudanças bruscas no ambiente.
Os fatores que causam o estresse podem ser perceptíveis ou não, como aborrecimentos acidentais, grandes mudanças na vida profissional ou pessoal e problemas que se arrastam, como dívidas, por exemplo.
Quando o motivo do estresse causa reações físicas e emocionais incessantes, o corpo não relaxa. Isso configura o chamado estresse crônico, que pode levar a uma série de doenças, como pressão alta (e doenças cardíacas, como ataques do coração), dores de cabeça, dores nas costas, gastrites e úlceras. Muitos estudos também associam o estresse crônico com a imunidade do organismo, já que uma pessoa estressada fica doente com mais frequência.
Quem sofre de estresse crônico também está suscetível ao fumo, ao álcool e às drogas, cujas substâncias são capazes de produzir efeitos que parecem amenizar os sintomas do problema. Mas como essa sensação é passageira, a pessoa se sente pior ao cessar os efeitos e o resultado acaba sendo o vício. Por isso, em meio a uma situação estressante, é vital desenvolver mecanismos que protejam o seu organismo. Relaxar o corpo – e a mente – pode ser uma boa alternativa para agregar qualidade à sua vida.
Vale destacar que o papel da mente sobre a saúde começou a ser considerado pela medicina ocidental somente no século XX. A partir de descobertas sobre o controle da dor através do efeito placebo e dos efeitos do estresse sobre a saúde, as terapias complementares se fortaleceram. Entre elas, as técnicas de relaxamento ganharam popularidade, por serem capazes de agir sobre o físico e o psicológico de forma simultânea.
(Revista Saúde, da Proteste)
Texto 3 para responder à questão.
As Políticas de Segurança Pública no Brasil

Auto-Retrato Falado
Venho de um Cuiabá de garimpos e de ruelas entortadas. Meu pai teve uma venda no Beco da Marinha, onde nasci. Me criei no Pantanal de Corumbá entre bichos do chão, aves, pessoas humildes, árvores e rios. Aprecio viver em lugares decadentes por gosto de estar entre pedras e lagartos. Já publiquei 10 livros de poesia: ao publicá-los me sinto meio desonrado e fujo para o Pantanal onde sou abençoado a garças. Me procurei a vida inteira e não me achei – pelo que fui salvo. Não estou na sarjeta porque herdei uma fazenda de gado. Os bois me recriam. Agora eu sou tão ocaso! Estou na categoria de sofrer do moral porque só faço coisas inúteis. No meu morrer tem uma dor de árvore.
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/ MTY2MzAyNA/> . Acesso em: 29 jul. 2019.
A respeito do gênero e da tipologia desse texto, é correto afirmar que se trata de um(a)

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
Estruturado em forma dissertativa, o texto trata da relação entre alimentação e saúde bucal.

Considerando a tipologia, as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
De acordo com o texto, a pressão comercial para a frequente atualização de equipamentos médicos contribui para o encarecimento do sistema de saúde.

Considerando a tipologia, as ideias e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O texto, estruturado em forma dissertativa, trata das vantagens do investimento em inovação tecnológica na área da saúde, que compensam o aumento dos custos dos serviços médicos, dada a certeza da obtenção de melhores indicadores de saúde.
Texto para o item.

Internet: <https://saude.abril.com.br/>
A respeito do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.
No texto, caracterizado como dissertativo‐informativo, é
abordada a importância de práticas rotineiras de
combate à cárie.

Quadro 2

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder às questões que a ele se referem.

Leia o texto e a tirinha.
Texto
“Linguagem é a expressão individual e social do ser humano e, ao mesmo tempo, o elemento comum que possibilita o processo comunicativo entre os sujeitos que vivem em sociedade.”(CEREJA & MAGALHÃES, 2013, p.13).
Tirinha

Tendo por base o conceito veiculado no Texto, qual
tipo de linguagem apresenta-se na tirinha?


