Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

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Q1257710 Português

Texto para o item. 


Internet: <portaleducacao.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Estruturado em forma dissertativa, o texto trata da relação entre aquisição e desenvolvimento da linguagem e processo de aprendizagem.

Alternativas
Q1257530 Português
Texto para o item.
S. Roecker e S. S. Marcon. Educação em saúde na estratégia saúde da família: o significado e a práxis dos enfermeiros. In: Escola
  Anna Nery Revista de Enfermagem [on‐line], v. 15, n.º 4,
   2011, p. 702. Internet: <www.scielo.br>
   (com adaptações).

A respeito das ideias do texto, julgue o item.


O texto é predominantemente narrativo, pois conta a história da criação da ESF.

Alternativas
Q1257410 Português

Texto para o item.

C. F. V. Ramos et al. Práticas educativas: pesquisa‐ação com

enfermeiros da Estratégia de Saúde da Família. In: Revista

Brasileira de Enfermagem [on‐line], v. 71, n.º 3, 2018,

p. 1.212. Internet: <www.scielo.br> 

(com adaptações).

A respeito das ideias do texto, julgue o item.


O texto exibe características que o inserem na tipologia predominantemente dissertativa.

Alternativas
Q1252519 Português
Pelas características apresentadas, o texto classifica‐se, quanto à tipologia, como
Alternativas
Q1250625 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Metodologias de ensino fazem a diferença no aprendizado dos alunos

Pais e escolas têm papel fundamental no desenvolvimento da criança

Educa Mais Brasil

O aprendizado dos alunos pode estar ligado diretamente ao método de ensino adotado pelas escolas ou pelos professores, uma vez que o perfil de cada estudante é diferente e pode exigir dinâmicas variadas em sala de aula. Considerados modelos teóricos ligados à criação de currículos escolares e à orientação dos planos de aula, os métodos buscam trazer novas possibilidades para que os estudantes consigam apreender o conteúdo com mais facilidade.

Atualmente, os métodos mais comuns nas escolas brasileiras são o Waldorf, Montessoriano, Construtivista, Freiriano e Tradicional. Todos são considerados procedimentos didáticos, compostos por etapas que visam alcançar determinados objetivos e podem ser orientados por questionamentos básicos a serem feitos pelos docentes ou pela instituição de ensino: o que eu quero ensinar? Este é o melhor caminho para trabalhar este conteúdo com esses alunos?

Para compreender um pouco mais a questão, a psicopedagoga Daniela Santana Silva Ramos destaca que é importante identificar o perfil da criança. Se dois irmãos forem estudar, por exemplo, em uma escola construtivista e apenas um é participativo e tem alto desempenho, é hora de avaliar a metodologia. "Cada escola tem um método de ensino ou até mais de um. E cada criança se comporta de uma forma individual e particular com cada um. O método de ensino pode influenciar positivamente ou negativamente", sinaliza.

A diretora da Escola Waldorf Jardim Vir a Ser, Daiane Dias, esclarece como a Escola inclui a proposta pedagógica no cotidiano dos alunos. "O ensino Waldorf torna as pessoas mais humanizadas e mais conscientes do seu papel social com uma maior consciência coletiva", esclarece. A instituição atua apenas com a educação infantil, não inclui matérias fixas no currículo do aluno, mas visa incentivar os estudantes a vencer os próprios limites.

Com abordagem similar, a escola Montessoriana apresenta materiais, em sala de aula, que estimulam a aprendizagem, mas o ritmo e a escolha do tema a ser aprendido, dependem do estudante. Há, no entanto, módulos obrigatórios para o avanço de uma turma para outra.

O método Freiriano surgiu com o pedagogo Paulo Freire e tem reconhecimento internacional. A linha acredita que a conscientização do aluno é o maior objetivo da educação e, por isso, desenvolve atividades em sala de aula que estimulem o pensamento crítico. Neste caso, os conteúdos ensinados não devem ser considerados verdades absolutas e o docente, embora ensine, também aprende com os próprios alunos.

No caso da linha Construtivista, a elaboração de hipóteses e a resolução de problemas estão na base da metodologia. É dada ênfase na aquisição dos conhecimentos, que não são transmitidos apenas pelos professores, como forma de se tornar o aluno um ser autônomo.

Educação Básica

educação básica composta pela educação infantil, ensino fundamental e o ensino médio pode ser oferecida por meio de cada um dos métodos de ensino citados. Durante o processo de escolha da escola, os pais desempenham um papel importante de conhecer os próprios filhos e também a metodologia de cada instituição de ensino.

"Os pais precisam estar atentos aos comportamentos dos seus filhos e ao desenvolvimento deles. É importante também conhecê-lo. De que forma ele aprende? Ele é extrovertido? A melhor forma de se descobrir o método ideal é experimentando", aconselha Daniela. Inicialmente, não é preciso consultar um profissional, mas caso sejam observadas dificuldades na criança, é válido buscar ajuda. "A psicopedagogia ajuda no processo de aprendizagem. Nós vamos descobrir o porquê não estar aprendendo", sinaliza a psicopedagoga.

Fonte: https://www.em.com.br
Analise as afirmativas a seguir sobre o texto lido.
I- A tipologia textual predominante no texto é injuntiva. II- O texto lido é predominantemente narrativo, pois enfoca fatos com marcas de temporalidade. III- O texto faz uso de argumento de autoridade para passar mais credibilidade ao leitor.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q1248130 Português
Uma das tipologias de texto mais bem marcadas é a narrativa. O nono parágrafo do Texto 1 está predominantemente estruturado como texto narrativo, como se evidencia: 
Alternativas
Q1243252 Português

TEXTO I


Vida no cinema
Luis Fernando Veríssimo


    Os filmes que antigamente não foram preparados para a vida.Em alguns casos, continuamos nos iludindo. Por exemplo: briga de socos. Entre as convenções de cinema que persistem até hoje, uma pessoa que produz socos na cara que nunca ouviu antes.

   
    O choque do punho contra o rosto faz estragos nos rostos - ou não, era comum que os brigões quase matavam murros terminarem sem nenhuma marca nos rostos - mas poupava os punhos. E como sabe quem, mal informado pelo cinema, entrou em uma briga na sociedade ou pega quando o alvo sofre tanto quanto o alvo.

  
    No cinema antigamente você já sabia: quando alguém toca, era porque morria em pouco tempo. Ele nunca significa apenas algo preso na garganta ou uma passagem - era uma morte certa. Quando um casal se beijava apaixonadamente e em seguida desparecia da tela era sinal de que estavam separados. E depois, não falhava: a mulher aparecia grávida.


   Nunca se sabe o que aconteceu, exatamente, depois que o casal desapareceu da tela, não é uma época do filme francês. Pode-se dizer o mesmo que o começo da mudança de cinema americano começou na primeira vez em que uma câmera acompanhou uma descida de um casal e mostrou ou o que causou deitados. Depois desse momento revolucionário, não demorado, até aparecer o beijo da língua e o seio dos fóruns. E chegar ao cinema americano de hoje, em que, duas palavras-chave, uma é fucking.


    Se a vida fosse como o cinema dizia, nunca faltava uma bala nas nossas pistolas ou gelo no caldeirão para o nosso público quando chegávamos em casa.Sempre que tivermos que sair para pressionar um restaurante, atiraríamos dinheiro em cima da mesa sem precisar continuar e esperar sem esperar pelo garçom, ter problemas com uma nota. Seria uma vida mais simples, com núcleos ou em preto e branco, interrompida por números de músicas que cantam acompanhadas por violinos invisíveis, e quando dança com nossas amigas, seria como se tivéssemos ensaiado durante semanas, e não erraria um passo, e seríamos felizes até the end.


Vocabulário
fucking: maldito 
the end : fim.

Fonte: http://goo.gl/rKlT0u

Assinale a alternative CORRETA: Nenhum texto acima, o autor, aprofundado, desenvolvido:
Alternativas
Q1241888 Português
Era no tempo do rei.
   Uma das quatro esquinas que formam as ruas do Ouvidor e da Quitanda, cortando-se mutuamente, chamava-se nesse tempo — O canto dos meirinhos —; e bem lhe assentava o nome, porque era aí o lugar de encontro favorito de todos os indivíduos dessa classe (que gozava então de não pequena consideração). Os meirinhos de hoje não são mais do que a sombra caricata dos meirinhos do tempo do rei; esses eram gente temível e temida, respeitável e respeitada; formavam um dos extremos da formidável cadeia judiciária que envolvia todo o Rio de Janeiro no tempo em que a demanda era entre nós um elemento de vida: o extremo oposto eram os desembargadores. Ora, os extremos se tocam, e estes, tocando-se, fechavam o círculo dentro do qual se passavam os terríveis combates das citações, provarás, razões principais e finais, e todos esses trejeitos judiciais que se chamava o processo. ALMEIDA, Manoel Antonio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Ciranda Cultural, 2010, p.7.

O texto em questão melhor se enquadra em qual dos tipos a seguir? 
Alternativas
Q1240577 Português

TEXTO 2


    Apenas 55 alunos tiraram nota mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, de acordo com anúncio feito nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). No total, o Inep diz que corrigiu 4.122.423 provas de redação na aplicação regular do Enem, que aconteceu nos dias 4 e 11 de novembro. Os dados, portanto, não incluem as provas do Enem PPL, aplicado para pessoas privadas de liberdade.

    Além do leve aumento no número de notas mil, o Enem 2018 teve uma grande queda no número de participantes tiveram a redação zerada. Segundo o Inep, "os principais motivos para nota zero no Enem 2018 foram: redações em branco (1,12%), fuga ao tema (0,77%) e cópia do texto motivador (0,36%)".

Adaptado de:<https://g1.globo.com/educacao/enem/noticia/2019/01/18/enem-2018-numero-de-redacoes-nota-mil-volta-a-crescer-e-cai-o-numero-de-notas-zero.ghtml>. Acesso em: 22 jan. 2019.

É correto afirmar que a tipologia predominante do texto 2 é
Alternativas
Q1239548 Português

Disponível em:<https://assets.almanaquesos.com/wpcontent/uploads/ 2018/06/sos-menos_plastico.jpg.>. Acesso em: 19 jan. 2020.

Sobre tipos textuais e/ou gêneros textuais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1219568 Português

TEXTO 

Eloquência Singular


Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:

— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...

O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:

— Não sou daqueles que...

Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa?

— ele que tão facilmente caia nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:

— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...

Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.

— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...

Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:

— Não sou daqueles que...

Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:

— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...

Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:

— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.

Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:

— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...

Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:

— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.

A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...

— Como?

Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:

— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.

Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.

— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.

— Eu? Mas eu não disse nada...

— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.

O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.

— Que é que você acha? — cochichou um.

— Acho que vai para o singular.

— Pois eu não: para o plural, é lógico.

O orador seguia na sua luta:

— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...

Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...

— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.

— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...

E entrava por novos desvios:

— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...

O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:

— Senhor Presidente, meus nobres colegas!

Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito de desfechou:

— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.

Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.

Fernando Sabino

O texto do escritor Fernando Sabino foi construído, principalmente, a partir da tipologia textual:
Alternativas
Q1219128 Português

O cidadão de lixo


Ao mesmo tempo, eles reclamam de morar numa cidade suja e culpam o governo pela incivilidade

DESENVOLVEU-SE UMA tecnologia de baixo custo para a construção de caixas-d'água a partir da reciclagem das lixeiras de plástico. A notícia deveria animar os defensores do ambiente se a descoberta ecologicamente correta não se transformasse, na cidade de São Paulo, num negócio lucrativo e penalmente incorreto: na madrugada, quadrilhas furtam as lixeiras, ajudando a sujar ainda mais as ruas. O efeito poluidor das quadrilhas é fortalecido pelos cidadãos comuns.

Pesquisa realizada pela H2R, divulgada na semana passada, revela que 76% dos paulistanos admitem jogar lixo na rua, contribuindo para as enchentes e, assim, atraindo ratos e baratas. Ao mesmo tempo, eles reclamam de morar numa cidade suja e culpam o governo pela incivilidade. Essa contradição, quase cômica, revela a alma nacional e mostra a cidadania de lixo. A cidadania de lixo é a chave para entender uma boa parte dos problemas brasileiros. (...)

GILBERTO DIMENSTEIN

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2204200722.htm. Acesso em 23\10\2019.

Uma leitura atenta do texto nos permite dizer que ele é predominantemente
Alternativas
Q1219014 Português
Leia o texto de Dalton Trevisan para responder a questão:

Apelo

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa.
Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.
Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda casa era um corredor deserto, e até o canário ficou mudo. Para não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só, sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia, como a última luz na varanda.
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa, calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.
Analise as informações linguísticas acerca do texto, julgando-as certas (C) ou erradas (E):
( ) O texto possui características do gênero Carta; ( ) A tipologia que predomina em todo texto é a injuntiva; ( ) Os termos “com os dias” e “primeiros dias” são usados no texto como marcadores temporais, indicando a passagem do tempo na narrativa; ( ) “Venha para casa, Senhora, por favor”. As vírgulas foram usadas para isolar o vocativo.
A sequência correta de cima para baixo é:
Alternativas
Q1218807 Português


Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed.

São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).

A respeito das propriedades linguísticas do texto 9A2-I, julgue o item subsecutivo.


O segundo parágrafo do texto é essencialmente narrativo, uma vez que conta a evolução da medicina desde mil anos atrás até os dias atuais.

Alternativas
Q1218787 Português

Valquiria Pereira. O que significa fluência leitora?

In: Revista Nova Escola. jul./2013 (com adaptações).

Com relação às propriedades linguísticas do texto anterior, julgue o item a seguir.


Quanto à tipologia textual, o texto apresentado é predominantemente descritivo.

Alternativas
Q1214619 Português
Um professor solicitou aos alunos a escrita das regras do voleibol. Os estudantes deverão utilizar, predominantemente, a seguinte tipologia textual:
Alternativas
Q1214613 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 1: Liberdade

     Segundo o Dicionário de Filosofia, em sentido geral, o termo liberdade é a condição daquele que é livre; capacidade de agir por si próprio; autodeterminação; independência; autonomia.
     A história desse conceito perpassa os estudos de épocas e pensadores diversos e registra a interpretação de doutrinas sociais bastante variadas. Podemos fazer uma distinção inicial entre o que se convencionou chamar de concepção “negativa” e “positiva” da liberdade. Em seu sentido negativo, liberdade significa a ausência de restrições ou de interferência. O sentido positivo de liberdade significa a posse de direitos, implicando o estabelecimento de um amplo âmbito de direitos civis, políticos e sociais. O crescimento da liberdade é concebido como uma conquista da cidadania.
     No sentido político, a liberdade civil ou individual é o exercício de sua cidadania dentro dos limites da lei e respeitando os direitos dos outros. "A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro" (Spencer).
     Em um sentido ético, trata-se do direito de escolha pelo indivíduo de seu modo de agir, independentemente de qualquer determinação externa. "A liberdade consiste unicamente em que, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange" (Descartes).
     A liberdade de pensamento, em seu sentido estrito, é inalienável, inquestionável. Reivindicar a liberdade de pensar significa lutar pela liberdade de exprimir o pensamento. Voltaire ilustra bem essa liberdade: "Não estou de acordo com o que você diz, mas lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo."
     T. Hobbes afirma que o “homem livre é aquele que não é impedido de fazer o que tem vontade, no que se refere às coisas e que pode fazer por sua força e capacidade”.
     Kant diz que ser livre é ser autônomo, isto, é dar a si mesmo as regras a serem seguidas racionalmente. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.
     No livro “A sociedade do espetáculo” (1997), Guy Debord, ao criticar a sociedade de consumo e o mercado, afirma que a liberdade de escolha é uma liberdade ilusória, pois escolher é sempre optar entre duas ou mais coisas prontas, isto é, predeterminadas por outros. Uma sociedade como a capitalista, onde a única liberdade que existe socialmente é a liberdade de escolher qual mercadoria consumir, impede que os indivíduos sejam livres na sua vida cotidiana. A vida cotidiana na sociedade capitalista, segundo Debord, se divide em tempo de trabalho e tempo de lazer. Assim, a sociedade da mercadoria faz da passividade (escolher, consumir) a liberdade ilusória que se deve buscar a todo o custo, enquanto que, de fato, como seres ativos, práticos (no trabalho, na produção), somos não livres.
     De maneira geral, a liberdade de indivíduos ou grupos sempre sugere, ou tem a possibilidade de implicar, a limitação da liberdade de outros.

Orson Camargo - Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Analise as afirmativas a seguir sobre o texto lido.
IV- A tipologia textual predominante no texto é dissertativa. V- Observa-se a progressão de fatos e uma sequência narrativa no texto. VI- A mensagem do texto está centrada no seu referente como principal função.
Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Q1204556 Português

A mercadoria alucinógena


      Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.

      É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.

      Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.

FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]

Considerando o texto apresentado anteriormente, marque a opção que o classifica CORRETA e RESPECTIVAMENTE, quanto à sequência tipológica nele predominante e ao gênero textual que o define.
Alternativas
Q1204141 Português

Com base na compreensão do texto, analise as proposições a seguir e atribua V para as verdadeiras e F para as falsas.


( ) Quanto ao gênero textual, trata-se de um anúncio publicitário e, portanto, visa a vender um produto.

( ) Na oração “Denuncie o abuso”, o tipo textual predominante é o injuntivo.

( ) O texto não apresenta coesão, uma vez que carece de conectivos entre as orações.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:

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Q1203712 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


O verbo matar

Quem se espanta com o espetáculo de horror diversificado que o mundo de hoje oferece, faria bem se tivesse o dicionário como livro de leitura diurna e noturna. Pois ali está, na letra M, a chave do temperamento homicida, que convive no homem com suas tendências angélicas, e convive em perfeita harmonia de namorados.

O consulente verá que matar é verbo copiosamente conjugado por ele próprio. Não importa que cultive a mansuetude, a filantropia, o sentimentalismo; que redija projetos de paz universal, à maneira de Kant, e considere abominações o assassínio e o genocídio. Vive matando.

A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo. Sua linguagem o trai. Por que não diz, nas horas de ócio e recreação ingênua, que está vivendo o tempo? Prefere matá-lo.

Todos os dias, mais de uma vez, matamos a fome, em vez de satisfazê-la. Não é preciso lembrar como um número infinito de pessoas perpetra essa morte: através da morte efetiva de rebanhos inteiros, praticada tecnicamente em lugar de horror industrial, denominado matadouro. Aí, matar já não é expressão metafórica: é matar mesmo.

O estudante que falta à classe confessa que matou a aula, o que implica matança do professor, da matéria e, consequentemente, de parte do seu acervo individual de conhecimento, morta antes de chegar a destino. No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor, mas liquidá-lo pela aplicação de xeque-mate. Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça.

Beber um gole no botequim, ato de aparência gratuita, confortador e pacificante, envolve sinistra conotação. É o mata-bicho, indiscriminado. E quantos bichos se matam, em pensamento, a cada instante! Até para definir as coisas naturais adotamos ponto de vista de morte violenta. Essa planta convolvulácea é apresentada

por sua propriedade maléfica: mata-cabras. Nasceu para isso, para dizimar determinada espécie de mamíferos? Não. Assim a batizamos. Outra é mata-cachorro. Uma terceira, mata-cavalo, e o dicionarista acrescenta o requinte: "goza da fama de produzir frutos venenosos". Certo peixe fluvial atende (ou devia atender) por mata-gato, como se pulasse d'água para caçar felinos por aí, ou se estes mergulhassem com intenção de ajustar contas com ele. Em Santa Catarina, o vento de inverno que sopra lá dos Andes é recebido com a exclamação: "Chegou o mata-baiano".

Já não se usa, mas usou-se muito um processo de secar a tinta em cartas e documentos quaisquer: botar por cima um papel grosso, chupão, que se chamava mata-borrão e matava mesmo, sugando o sangue azul da vítima, qual vampiro de escritório.

A carreta necessita de correia de couro, que una seu eixo ao leito. O nome que se arranjou para identificá-lo, com sadismo, é mata-boi. Mata-cachorro não é só planta flacurtiácea, que acumula o título de mata-calado. É também alcunha de soldado de polícia estadual, e do pobre-diabo que, no circo, estende o tapete e prepara o picadeiro para a função.

Matar charadas constitui motivo de orgulho intelectual para o matador. Há um matador profissional, remunerado pelos cofres públicos: o mata-mosquito, que pouca gente conhece como guarda sanitário. Mata-junta? É a fasquia usada para vedar juntas entre tábuas. O sujeito vulgarmente conhecido como chato, ao repetir a mesma cantilena, "mata o bicho do ouvido". Certa espécie de algodoeiro é mata-mineiro, certa árvore é mata-mata, ninguém no interior ignora o que seja mata-burro, mata-cobra tanto é marimbondo como porrete e formiga. Ferida em lombo de animal, chama-se matadura. Nosso admirável dedo polegar, só lhe reconhecem uma prestança: a de mata-piolhos.

Mandioca mata-negro. Peixe matante. Vegetal mata-olho. Mata-pulga, planta de que se fazem vassouras, Mata-rato, cigarro ordinário. Enfeites e atavios, meios especiais para atingir certos fins, são matadores. "Ela veio com todos os matadores" provoca admiração e êxtase. "Eunice com seus olhos matadores", decassílabo de vítima jubilosa.

Se a linguagem espelha o homem, e se o homem adorna a linguagem com tais sub-pensamentos de matar, não admira que atos de banditismo, a explosão intencional de aviões, o fuzilamento de reféns, o bombardeio aéreo de alvos residenciais, os pogroms, napalm, as bombas A e H, a variada tragédia dos dias modernos se revele como afirmação cotidiana do lado perverso do ser humano. Admira é que existam a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor.

(ANDRADE, C. Drummond de. De notícias & não notícias faz-se a crônica. In “Poesia e prosa”. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 1415-1417.)



Considerando-se que a crônica de Drummond, do ponto de vista da tipologia textual, é uma dissertação, está INCORRETO afirmar sobre o texto que:
Alternativas
Respostas
2521: C
2522: E
2523: C
2524: B
2525: D
2526: B
2527: B
2528: A
2529: B
2530: C
2531: A
2532: A
2533: C
2534: E
2535: E
2536: A
2537: B
2538: C
2539: B
2540: B