Questões de Concurso Sobre tipologia textual em português

Foram encontradas 3.953 questões

Q1192641 Português

Leia o excerto a seguir, extraído da obra Iracema (José de Alencar), para responder à questão.


“Depois, Iracema quebrou a flecha homicida, deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada”.

José de Alencar

No que tange às sequências tipológicas, é correto afirmar que o texto apresentado se trata de
Alternativas
Q1180683 Português
Na sequência textual “A menina passeava pela calçada da avenida elegante do bairro e olhava as vitrinas que exibiam uma imensa variedade de roupas elegantes” exemplifica-se uma estrutura
Alternativas
Q1179768 Português
20 ANOS SEM DIANA: MORTE DA PRINCESA DEIXOU MUNDO DE LUTO E ABALOU A MONARQUIA

Lady Di morreu no dia 31 de agosto de 1997 em um trágico acidente de carro; apesar de não ter direito ao título de nobreza em razão de seu divórcio do príncipe Charles, britânicos exigiram uma homenagem à altura daquela que foi o símbolo de uma geração

    No dia 31 de agosto de 1997, a princesa Diana morreu em um acidente de trânsito em Paris. Durante uma semana, até o funeral acompanhado por uma multidão, o Reino Unido passou por um momento de luto sem precedentes que estremeceu a monarquia.
     Divorciada há um ano do príncipe Charles, a mulher de 36 anos e seu namorado, o produtor de cinema egípcio Dodi Al-Fayed, foram perseguidos durante todo o verão no Mediterrâneo pelos paparazzi.
    No dia 30 de agosto, o casal chegou durante a tarde a Paris e foi jantar no Ritz, um hotel de luxo na Praça Vendôme, antes de tentar deixar o local de modo discreto por volta da meia-noite em um Mercedes. Perseguido por fotógrafos que estavam em uma motocicleta, o automóvel entrou em alta velocidade em um túnel e bateu em uma pilastra de cimento.
    Diana foi retirada pelas equipes de emergência do Mercedes destruído. Dodi Al-Fayed e o motorista, que segundo a investigação tinha um nível elevado de álcool no sangue, morreram na hora. O segurança ficou gravemente ferido. Sete fotógrafos foram detidos. No dia seguinte, as fotos do acidente foram vendidas para revistas por US$ 1 milhão. A princesa, que sofreu uma grave hemorragia interna, foi transportada para o hospital Pitié-Salpêtrière. Às 4h, foi declarada morta. O embaixador da França ligou para os assistentes da rainha Elizabeth II em Balmoral, na Escócia, onde o duque de Edimburgo, o príncipe Charles e seus filhos, os príncipes William, então com 15 anos, e Harry, de 12, passavam o verão.


        “PRINCESA DO POVO”
    O Reino Unido acordou de luto. Sem conter as lágrimas, centenas de londrinos começaram a depositar flores diante dos Palácios de Buckingham e Kensington, a residência da princesa. Com a voz embargada pela emoção, o então primeiro-ministro, o trabalhista Tony Blair, prestou uma homenagem à "princesa do povo".
    O mundo inteiro expressou consternação com a morte. O presidente americano, Bill Clinton, disse que estava "profundamente entristecido". Na Índia, madre Teresa rezou por Diana. Michael Jackson, "consternado", cancelou um show na Bélgica.
    Os paparazzi foram os primeiros acusados. O irmão de Diana, Charles Spencer, culpou os tablóides, que segundo ele tinham "sangue nas mãos". Criticada, a imprensa popular elevou Diana ao patamar de ícone. "Nasceu lady. Depois foi nossa princesa. A morte fez dela uma santa", escreveu o Daily Mirror. O fervor popular era cada vez maior [...]


    MONARQUIA
    A organização do funeral foi um quebra-cabeças. Desde seu divórcio, Lady Di não tinha mais direito ao título de alteza real ou a uma cerimônia nacional. Mas os britânicos exigiam uma homenagem à altura de sua "rainha dos corações".
    O descontentamento da opinião pública aumentava à medida que se prolongava o silêncio da família real, que permaneceu entrincheirada em Balmoral. Furiosos com a ausência de uma bandeira a meio mastro no Palácio de Buckingham, os jornais exigiam um discurso da rainha aos súditos. "A família real nos abandonou", criticou o jornal The Sun.
    "Ferida", Elizabeth II se resignou a prestar uma homenagem a uma nora que nunca desejou, em uma mensagem exibida na 5 Agente Técnico Forense televisão - a segunda em 45 anos de reinado -, antes de se inclinar publicamente diante do caixão. ”Se os Windsor não aprenderem a lição, não vão apenas enterrar Diana, mas também o seu futuro", advertiu o jornal The Guardian.
    Uma pesquisa publicada na época mostrava que um em cada quatro britânicos se declarava a favor da abolição da monarquia. No dia seguinte, quase um milhão de pessoas acompanharam o cortejo fúnebre em silêncio, interrompido apenas pelo choro dos presentes e pelo som dos sinos.
    Cabisbaixos, William e Harry caminharam atrás do caixão, ao lado do príncipe Charles, do duque de Edimburgo, o príncipe Philip, e do conde Spencer, diante dos olhares de 2,5 bilhões telespectadores ao redor do mundo. Na abadia de Westminster, 2 mil convidados, entre eles Hillary Clinton, Tony Blair, Luciano Pavarotti, Margaret Thatcher e Tom Cruise, assistiram à cerimônia. Elton John interpretou a canção "Candle in the Wind", com uma alteração na letra para homenagear Diana.
    Durante a tarde, a princesa foi sepultada em uma cerimônia privada em Althorp, noroeste de Londres. Desde então, descansa em um túmulo em uma ilha que foi a residência de sua família.

O Estado de S.Paulo. 31 Agosto 2017. 
Quais são as tipologias textuais predominantes no texto?
Alternativas
Q1179327 Português

Texto I

    Naquele tempo o mundo era ruim. Mas depois se consertara, para bem dizer as coisas ruins não tinham existido. No jirau da cozinha arrumavam-se mantas de carne-seca e pedaços de toicinho. A sede não atormentava as pessoas, e à tarde, aberta a porteira, o gado miúdo corria para o bebedouro. Ossos e seixos transformavam-se às vezes nos entes que povoavam as moitas, o morro, a serra distante e os bancos de macambira.

    Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na catinga, roçando-se. Agora tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de sinha Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso.

    - Inferno, inferno.

    Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com sinha Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao inferno, bem. Sinha Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar sinha Vitória porque ela estava bem-disposta. Explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos.


(RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 59-60) 

Quanto à tipologia, é correto afirmar que o texto é narrativo em função de todas as características típicas dessa categoria listadas, exceto:
Alternativas
Q1179013 Português
As tipologias textuais (ou tipos textuais, tipos de texto) são as diferentes formas que um texto pode ser apresentado e seus aspectos constitutivos podem contar, descrever, argumentar ou informar algo ou alguma situação. Os diversos tipos textuais apresentam distintas características em suas estruturas, construções frásicas, linguagem, vocabulário, tempos verbais, relações lógicas, modo de interação com o leitor. Os tipos mais conhecidos são os: narrativo, descritivo, dissertativo (expositivo e argumentativo) e o explicativo. Isto posto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1178768 Português
Quanto à tipologia textual, o texto 1A1BBB classifica-se como
Alternativas
Q1178481 Português

Um Pé de Milho

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record. 2010)

Quanto à tipologia, o texto dessa prova é classificado como:
Alternativas
Q1178277 Português


L. R. Paranhos et al. Implicações éticas e legais do marketing na  

Odontologia. In: RSBO – Revista Sul Brasileira de Odontologia,  

v. 8, n.º 2, p. 219‐24, 2011 (com adaptações).

A respeito das ideias do texto, julgue o item.


No texto, predomina a tipologia textual narrativa, o que se pode observar pelo emprego da expressão “No final dos anos 1990” (linha 1).

Alternativas
Q1177767 Português



Fabiane Esperança Rocha. O que falta: educação ou sensibilidade?

Internet: <www.portaleducacao.com.br> (com adaptações).

Em relação às ideias do texto, julgue o item.


O texto tem caráter eminentemente narrativo.

Alternativas
Q1176627 Português

Texto para o item. 




Elisa Campos Machado. Bibliotecas comunitárias como prática
social no Brasil. 2008. Tese (Doutorado em Ciência
da Informação), Escola de Comunicações e Artes,
Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2008,
p. 77‐78. Internet: <www.teses.usp.br>
(com adaptações).



No que se refere ao texto e às ideias por ele suscitadas, julgue o item.


O texto em análise tem natureza eminentemente descritiva.


Alternativas
Q1175202 Português
O fragmento de texto reproduzido deve ser classificado corretamente como
Alternativas
Q1174584 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A bola
Luis Fernando Verissimo

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? – perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
— Você pensou que fosse o quê?
— Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Disponível em: <https://tinyurl.com/y4q79nko>.
Acesso em: 26 abr. 2019.
A respeito do gênero e tipologia desse texto, analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas, caso exista.
I. O texto foca-se em temas da atualidade, que são trabalhados a partir do olhar do autor para eventos cotidianos, dos quais é extraída a história a ser narrada.

Portanto
II. trata-se de uma novela.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1172833 Português

Leia o texto a seguir. 


                                      Doação de Plaquetas


   O sangue é composto de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. As plaquetas ajudam no controle de sangramentos e parte delas pode ser doada sem causar prejuízo à saúde do doador. O processo que permite a separação e a coleta específica de plaquetas chama-se aférese.

  O procedimento de coletas de plaquetas por aférese consiste na retirada do sangue total do doador, separação dos componentes por meio de centrifugação, retenção de parte das plaquetas e retorno dos demais componentes do sangue para o doador. Todo o processo dura cerca de 90 minutos.

  A doação de  plaquetas  beneficia muitos pacientes, especialmente aqueles em tratamento para leucemias e outros  tipos de câncer, os submetidos a transplante de medula óssea, a cirurgias cardíacas, as vítimas de trauma, dentre outros. Pode ser realizada a cada 72 horas, não ultrapassando 24 doações em 12 meses.  Contudo, o limite máximo é de 4 doações de  plaquetas em 30 dias. A reposição das plaquetas pelo organismo é rápida  e ocorre em torno de 48  horas.

 Para a pessoa doar plaquetas, é  necessário que tenha  realizado uma doação de  plaquetas ou de sangue na Pró-Sangue, nos últimos 24 meses.

 Os mesmos requisitos exigidos para doação de sangue também são aplicados para a  doação de plaquetas por aférese. Entretanto, é  necessário que o doador seja avaliado previamente quanto às condições de acesso  venoso necessárias  para a realização do  procedimento. A correlação peso e altura do doador também deve ser avaliada. Somente mulheres que nunca engravidaram  podem doar plaquetas por aférese. Além disso, o doador não  deve ter feito uso de aspirina, AAS ou anti-inflamatórios não hormonais nos três dias que  precedem a doação.


(Disponível em: http://www.prosangue.sp.gov.br/artigos/doacao_de_plaquetas.html. Acesso em: 29 fev. 2020, com adaptações). 

Com relação à tipologia textual e à função da linguagem predominantes no texto, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q1172820 Português

      A miscigenação brasileira é tão antiga quanto o Brasil. Começou na primeira geração de colonizadores portugueses, muitos dos quais se casavam com índias e adotavam modos tupi. Em meio à brutalidade da escravidão, ex-escravos africanos e filhos livres deles também se casaram com brancos e brancas, gerando uma população majoritariamente mestiça. José Bonifácio, o Patriarca da Independência e defensor da Abolição, já enxergava o casamento inter-racial como uma das grandes forças culturais da nova nação que ele ajudava a fundar. Você, que está lendo este texto, provavelmente tem um pouco dessas três origens (e de outras) no seu DNA.

      Na cultura, algo similar acontece. [...] A cultura oficial por muito tempo pretendeu ser europeia, embora contasse com expoentes mestiços e negros (como Padre Vieira, o poeta simbolista Cruz e Souza, Machado de Assis). Com o modernismo, hoje centenário, o valor da miscigenação finalmente entrou em nossa consciência, para não sair mais dela. 

      Dito isso, não existe racismo no Brasil, então? Claro que existe. E muito. Mesmo assim, as últimas décadas foram palco de um fenômeno positivo, que é a revalorização da nossa matriz africana e a afirmação da beleza negra e mestiça [...]. Essa beleza nunca deixou de ser notada, por exemplo, na música popular, mas era inferiorizada em grande parte da cultura e das relações humanas. 

      Ao trazermos para cá a militância americana, apagamos a mestiçagem brasileira como realidade social e como valor. Em vez de abraçar o que é brasileiro e livremente usado por pessoas de todas as cores e credos, essa militância reforça justamente aquilo que deveria ser combatido: a segregação. 

(FONSECA, Joel Pinheiro da. A receita brasileira para um futuro livre de racismo. Superinteressante, São Paulo: Editora Abril, abr. 2017. p. 10-11. Fragmento com adaptações).  

O texto articula-se em sequências (ou tipologias) textuais:
Alternativas
Q1172358 Português
Leia atentamente os fragmentos abaixo e a seguir assinale a alternativa que os classifica adequadamente quanto à tipologia textual.
I. O fato de o ato de escrever ser um momento em que aquele que escreve se vê sozinho frente ao papel, tendo em mente apenas uma imagem de um possível interlocutor, faz com que haja necessidade de uma maior preocupação em relação à coesão. II. Não passava de um modesto caçador de preá. Era Bentinho Alves, do Alves de Arió do Pará. Em dia de semana gastava os olhos no pilulador da Farmácia Brito. Em tempo de feriado consumia as vistas no rasto das preás. III. Mas por detrás estão as velhas casas, pequenas e tortas, pintadas de cores vivas, como desenhos infantis, com seus varais carregados de toalhas de mesa, saias floridas, panos vermelhos e amarelos combinados harmoniosamente pela lavadeira que ali os colocou. IV. Era o casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, erguia-se em alicerces o muramento, de pedra até meia altura e dali em diante, de pau-a-pique. Esteios de cabriúva entremostravam-se, picados a enxó, nos trechos donde se esboroara o reboco. Janelas e portas em arco, de bandeiras em pandarecos. V. Estou numa esquina de Copacabana, são duas horas da madrugada. Espero uma condução que me leve para casa. À porta de um “dancing”, homens conversam, mulheres entram e saem, o porteiro espia sonolento. Outras se esgueiram pela calçada, fazendo a chamada vida fácil. VI. É preciso distinguir a forma dos livros e seu conteúdo. A forma dos livros irá evoluir, sem dúvida. O que hoje temos folhas encadernadas, aparadas, coladas, encapadas – isso vai mudar. Quem sabe, teremos as palavras não para ver, como nos livros, mas para ouvir. Ou para as duas coisas ao mesmo tempo? Antigamente, não havia livros, e sim rolos de papiro. Depois vieram os manuscritos raros e com certeza caríssimos, só acessíveis a uns poucos privilegiados.
Alternativas
Q1172349 Português

Texto para a questão: Leia o texto a seguir, de Clarice Lispector, e responda ao proposto:


    Recebi uma lição de um de meus filhos, antes dele fazer 14 anos. Haviam me telefonado avisando que uma moça que eu conheci ia tocar na televisão, transmitido pelo Ministério da Educação. Liguei a televisão mas em grande dúvida.   

    Eu conhecera essa moça pessoalmente e ela era excessivamente suave, com voz de criança, e de um feminino-infantil. E eu me perguntava: terá ela força no piano? Eu a conhecera num momento muito importante: quando ela ia escolher a “camisola do dia” para o casamento. As perguntas que me fazia eram de uma franqueza ingênua que me surpreendia. Tocaria ela piano?

Começou. E, Deus, ela possuía a força. Seu rosto era um outro, irreconhecível. Nos momentos de violência apertava violentamente os lábios. Nos instantes de doçura entreabria a boca, dando-se inteira. E suava, da testa escorria para o rosto o suor. De surpresa de descobrir uma alma insuspeita, fiquei com os olhos cheios de água, na verdade eu chorava. Percebi que meu filho, quase uma criança, notara, expliquei: estou emocionada, vou tomar um calmante. E ele:

    - Você não sabe diferenciar emoção de nervosismo?

Você está tendo uma emoção.

     Entendi, aceitei, e disse-lhe:

     - Não vou tomar nenhum calmante.

     E vivi o que era para ser vivido. 

In Jornal do Brasil, 1968. 

Sobre o texto é correto afirmar que:
Alternativas
Q1171819 Português
Leia atentamente o trecho do texto abaixo para responder a questão:

Meu tipo inesquecível
Ivan Angelo

“Era uma boa idéia: todo mês, um escritor conhecido escrevia na antiga revista Seleções um texto na primeira pessoa sobre alguém que fora marcante no seu passado. Muitas vezes, parecia a biografia de um desconhecido escrita por um famoso, e o mote da série dizia tudo: meu tipo inesquecível. No caso a seguir, nem o lembrado é desconhecido nem o escritor é famoso - valem apenas o mote e o título. Por que inesquecível? Pela determinação e pela tragédia.

Flávio Márcio tinha feito 34 anos havia pouco, 5 de março de 1979 (faria 70 agora), era um dos mais festejados novos autores do teatro brasileiro, ainda ouvia o eco dos aplausos ao espetáculo Réveillon, consagrado pelos prêmios, pela critica e pela bilheteria, quando morreu encharcado de sangue dentro do táxi que o levava para o hospital.

Havia chegado a São Paulo dez anos antes, vindo de Belo Horizonte, com uma franja de cabelos alourados muito lisos caindo sobre um dos olhos, um sorriso entre o tímido e o sedutor, grandes mãos contrastando com o gestual estudado de delicadeza gay, alto, esguio, trazia textos teatrais em andamento, misturados com entusiasmo pelo cinema, pela literatura e pelo jornalismo. E em outra pasta escondia alguns medos, a fragilidade e a vontade de ser querido. Desfez-se do sobrenome sírio, Salim, pois achava que não combinava com o tipo físico que desenhara para si, com ares de príncipe russo.

Veio - tive alguma culpa nisso - para trabalhar no Jornal da Tarde, e logo se destacou pela qualidade do texto, pela vontade de conquistar espaços. Foi repórter de artes, redator, crítico de cinema, editor...Seu texto precioso acabou tornando-o redator da primeira página do diário. Defeitos? Tinha: mitõmano, vaidoso. Mas, até nisso, era encantador." ( - ) ...

Revista Veja São Paulo, edição de 11/03/2015. última página.
Considerando a tipologia de textos, podemos afirmar que o texto acima é:
Alternativas
Q1171736 Português

Observe a charge para responder à questão:

Disponível em: http://tutorfreebr.blogspot.com/2011/08/charge-enquanto-isso-no-bate-papo.html Acesso: jan.201

Nas falas das personagens da charge, predomina a:
Alternativas
Ano: 2020 Banca: FAFIPA Órgão: Cispar - PR Prova: FAFIPA - 2020 - Cispar - PR - Contador |
Q1169417 Português

TEXTO 2


Polícia descobre ponto de distribuição de drogas em bairro nobre de SP


A Polícia Civil de São Paulo descobriu um esquema de distribuição de drogas que funcionava em um escritório comercial nos Jardins, uma das áreas mais nobres de São Paulo. Cinco pessoas foram presas, e 30 tijolos de cocaína, duas armas e R$ 263 mil foram apreendidos.

Os policiais Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) investigavam a dona de uma empresa de webdesign instalada em um escritório na alameda Santos, próximo do Parque Trianon. No local, havia grande movimentação de veículos de luxo.

Os agentes interceptaram um táxi que saía do estacionamento do prédio na noite desta quinta-feira (10). Com o motorista, encontraram uma bolsa com sete tijolos de cocaína, que teriam como destino o Guarujá, no litoral do estado. 

Os policiais entraram no prédio e perguntaram pela empresária, que estava em uma sala de reuniões no primeiro andar. Além da mulher, mais três homens estavam no local, que foi cercado. Havia duas bolsas sobre a mesa da sala, uma com 23 tijolos de cocaína e outra com R$ 263 mil em dinheiro.

Os cinco presos foram autuados por tráfico de drogas e por associação para tráfico.

(Fonte: Folha de São Paulo, 11/10/2019)

Em relação ao exposto pelo texto 2, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Respostas
2541: B
2542: C
2543: C
2544: B
2545: B
2546: A
2547: E
2548: B
2549: E
2550: E
2551: E
2552: C
2553: C
2554: C
2555: B
2556: D
2557: A
2558: B
2559: A
2560: C