Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q2525934 Português
Analise as frases abaixo quanto à concordância verbal.

1. Fazem quatro anos que este projeto está sendo debatido no Senado!
2. Estados Unidos é uma ótima opção de viagem com crianças.
3. A multidão aplaudiram o elenco no final do espetáculo.

Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.
Alternativas
Q2525933 Português
Analise o texto abaixo.

É...................................... a entrada de clientes de sandálias, porém de acordo com as normas do restaurante, em...................................... , foi...................................... a possibilidade do uso de tênis no recinto.

Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Alternativas
Q2525930 Português
Assinale a única alternativa em que o sujeito é indeterminado.
Alternativas
Q2525730 Português
Leia o texto a seguir:


Passageiros aproveitam campanha e tomam vacina contra gripe no metrô


Pontos de vacinação funcionam em estações até esta quinta-feira (23)


Passageiros aproveitam a campanha de vacinação contra a gripe em estações estratégicas no metrô na cidade do Rio. A iniciativa é uma parceria da Secretaria Municipal de Saúde com a concessionária MetrôRio e tem o objetivo de ampliar o acesso da população, levando o imunizante a locais de grande circulação de pessoas. Os pontos de vacinação funcionam nesta quarta (22) e quinta-feira (23).

Na estação da Praça Saens Peña, 170 doses foram aplicadas somente durante a manhã.

A analista de sistemas Isabella Araújo, 40, mora na Saens Peña e se programou para vacinar nesta quarta-feira na estação do metrô. "Acho muito bom. Principalmente, pra galera que está indo trabalhar, facilita", avaliou.

Marilza Fiuza, 62, é corretora de plano de saúde. Ela pegou o metrô para ir a uma consulta médica e conseguiu se imunizar contra a influenza. "Eu estava pra vacinar e não tava arranjando tempo. Passei por aqui agora e aproveitei essa oportunidade maravilhosa", comemorou.

O advogado Roberto Fernandes, 46, também se imunizou enquanto estava no metrô a caminho do trabalho. Ele viu que a ação estava sendo realizada e aproveitou. "Acho ótimo porque facilita a vacinação das pessoas que não precisam se deslocar para o posto de vacinação", opinou.

A designer e empresária Thaís Guerra, 30, soube por uma notificação no celular na manhã desta quarta-feira que a campanha teria um ponto próximo de sua casa e se organizou para tomar o imunizante. "Eu estava falando ontem de vacinação. Hoje recebi uma notificação e vim. Foi muito prático", disse. Já a recepcionista Ana Beatriz, 33, trabalha na Praça Saens Peña e resolveu tomar a vacina. "Graças a Deus hoje está tendo vacinação aqui e eu tomei logo", comemorou.

A Secretaria Municipal de Saúde já aplicou mais de 18 mil vacinas em estações do metrô desde maio de 2023. Durante a campanha que termina na quinta (23), os pontos estão em estações estratégicas, com grande movimentação de pessoas: Saens Peña, Triagem, Maracanã, Carioca, Botafogo, Cantagalo, Pavuna e Colégio. A imunização ocorre antes das catracas, para que não seja necessário pagar passagem para receber a vacina.

O imunizante está disponível para todas as pessoas a partir de seis meses de idade. Para recebê-lo, é necessário apresentar um documento de identificação e, apesar de não ser obrigatória, recomenda-se levar a caderneta de vacinação.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2024/05/6850586-passageiros-aproveitam-campanha-e-tomam-vacina-contra-gripe-no-metro.html. Excerto. Acesso em: 2 mai. 2024.

Em “Durante a campanha que termina na quinta (23), os pontos estão em estações estratégicas, com grande movimentação de pessoas” (7º parágrafo), a oração em destaque é classificada como subordinada:

Alternativas
Q2525604 Português
Creio, logo é!


    Quando as informações conflitam com as nossas crenças, reinterpretamos os fatos de acordo com nossas convicções. Se uma previsão falha, em vez de abandonarmos a crença, buscamos explicações, muitas vezes, irracionais para justificar ou atenuar o erro e alimentar a crença na previsão. É como desenhar o alvo em torno da flecha e acreditar na pontaria do arqueiro.

    É comum tomarmos decisões baseadas em preferências inconsistentes, com consequências reais, simplesmente por rejeitarmos informações e evidências contrárias às nossas crenças. O autoengano é uma forma de proteger a autoestima e evitar o confronto com a possibilidade de que nossas certezas estejam erradas.

    Quando temos uma opinião positiva sobre uma questão, buscamos mensagens positivas a respeito de tal fato; quando a visão é negativa, buscamos mensagens negativas sobre a questão. De maneira tendenciosa, escolhemos informações ou desinformações consistentes com as nossas ideologias.

   A formação ou modificação de uma opinião envolve reestruturação cognitiva, um processo de aprendizagem. Todos nós temos alguma dificuldade em reconhecer nossos erros e reconfigurar nossas ideias. Não é tranquilo desconstruir concepções antigas, porém reafirmadas, o tempo todo, na contemporaneidade, por força dos grupos aos quais pertencemos.

    Temos a percepção equivocada de que apenas as nossas crenças são úteis ou corretas. Torturamos os fatos e as evidências contrárias até que eles confessem o que pretendemos.

    Mas tudo isso é muito antigo. “Uma vez que o entendimento de um homem se baseia em algo, seja porque é uma crença já aceita ou porque o agrada, isso atrai tudo a sua volta para apoiar e concordar com a opinião adotada. Mesmo que um número maior de evidências contrárias seja encontrado, ele as ignora ou desconsidera, ou faz distinções sutis para rejeitá-las, preservando a autoridade de suas primeiras concepções” (Bacon, 1620).


(Mara Lúcia Madureira. Painel de ideias. Diário da Região, 28.03.2024. Adaptado) 
A alternativa contendo adaptação do original redigida de acordo com a norma-padrão de concordância é:
Alternativas
Q2525529 Português
Sombras


    São muitas as pessoas sem coração, sem escrúpulos e sem consciência, que atormentam e destroem quem está ao seu alcance. Disfarçam-se por trás de profissões e nomes respeitáveis e nos enganam até que a mídia denuncie os seus sórdidos malfeitos. Porém, de gente sem sombra não se têm notícias. É contra a lei da Física. Todos os indivíduos, dos melhores aos piores, dos mais ricos aos mais pobres, sem distinção de credo ou cor, todos têm uma sombra. Mas eu sei de uma exceção. E foi o próprio homem sem sombra quem me contou a sua incrível história.

     A confidência dele aconteceu por acaso. Éramos dois estranhos sentados lado a lado em um bar. Ele tinha o rosto pálido e olhos que expressavam uma profunda tristeza. Apiedei-me de tamanho desconsolo e perguntei se lhe poderia ser útil. Ele respondeu:

     – Gostaria que me concedesse meia hora de seu tempo e ouvisse a triste história da minha vida. Sou um bom avaliador de caráter e sei que posso confiar em sua discrição. Peço-lhe que não faça uso da minha confidência, enquanto eu estiver neste mundo. Ouvindo-me, você prestará um grande favor, pois dividir o meu segredo aliviará o peso que carrego na alma.


(Lia Neiva, Sombras e assombros)
A concordância nominal e a verbal estão em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q2525447 Português
Assinale a alternativa em que a concordância entre as palavras está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q2525255 Português
Um peso, duas medidas

Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu Bebel

Soares | 02/06/2024

    Janaína chegou com a filha de 8 anos naquela cidadezinha rural, que fica a 280 quilômetros de Belo Horizonte. O pai dela estava preso por tráfico, e Janaína não tinha família nem amigos. A moça conheceu Danilo, que já morava naquela cidade há uns cinco anos, e eles acabaram se casando.
   Janaína engravidou, e Danilo as levou para morar longe da cidade. O local ficava a uns oito quilômetros de distância do Centro, uma casinha isolada, num local ermo, com acesso por estrada de terra, sem sinal de celular. Ele era abusivo, a humilhava e a privava de tudo.
    Danilo foi trabalhar como segurança na cidade vizinha, passava a semana lá e, nos fins de semana, ia ver a esposa e as meninas, sempre indo embora e as deixando com poucos recursos. Janaína desenvolveu alcoolismo, bebia cachaça e deixava a filha mais nova sob os cuidados da mais velha. Depois passou a vender bebidas em casa, e a preocupação com a segurança das crianças passou a ser pauta no serviço social da cidade, especialmente em relação a abusos sexuais. As meninas ficaram abandonadas, até que o Conselho Tutelar interveio e ameaçou tirar a guarda das meninas.
    Foi nesse momento que Janaína pediu ajuda: ela queria parar de beber, e não conseguiria fazer isso sozinha. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o alcoolismo uma doença e é recomendado que autoridades o encarem como uma questão de saúde pública. No entanto, essa mãe, que pedia socorro para se livrar do vício, foi negligenciada. Mesmo pedindo ajuda, era ignorada.
   Quando o marido aparecia, ele a humilhava, dizia que ela o envergonhava, não ajudava e continuava passando as semanas na cidade onde trabalhava, deixando-a sozinha com as crianças e com seu vício.
      Anos depois, a mãe começou a ter crises de dor abdominal, indo ao posto de saúde. Ela precisava ser encaminhada para o hospital referência da cidade, mas se negava, não tinha com quem deixar as crianças. Nessas idas ao posto, ela confidenciava às profissionais que queria mudar. Que queria se arrumar, se cuidar, escovar o cabelo, fazer as unhas, mas não tinha forças para isso.
     As dores abdominais voltavam, ela era encaminhada com urgência para o hospital, mas não ia, não tinha ninguém para ficar com as meninas, mesmo numa emergência tão séria. Não tinha nenhuma rede de apoio. Não podia contar com ninguém, nem com o próprio marido.
    Na última crise, Janaína faleceu. Ela tinha 35 anos e foi levada por uma pancreatite numa manhã de domingo. Estava sozinha, nem o marido a acompanhava. Ela era uma mulher linda, saudável, jovem. Sucumbiu ao etilismo por abandono, pela solidão. Tantas vezes pediu ajuda, e a ajuda nunca veio. Nunca conseguiu uma rede de apoio, nem quando precisava cuidar da própria saúde. Não pôde se tratar ________ precisava ficar com as filhas. Perdeu a vida. Saiu da sua terra para morrer sozinha, numa terra que não era dela, onde ela era invisibilizada.
    Depois de tudo isso, a população se sensibilizou com o pai – sim, ela teve que dar conta sozinha, mas o pobre Danilo, não. “Tadinho do Danilo, coitado... Viúvo, vai precisar de uma grande rede de apoio, já que agora está sozinho com as filhas e precisa trabalhar.”
     Um peso, duas medidas. Mãe tem que dar conta sozinha, pai precisa de apoio. Ele nem precisou pedir ajuda, a ajuda apareceu. Mulheres, mães, se solidarizaram com a situação do pai solo, como se ele fosse a vítima e Janaína tivesse morrido como uma vilã. Como se ela tivesse escolhido o abandono.

(Texto baseado no relato de uma amiga que acompanhou a história. Os nomes foram alterados para preservar a identidade dos envolvidos.)

SOARES, Bebel. Um peso, duas medidas. Estado de Minas, 02 de junho de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/bebelsoares/2024/06/6869183-um-peso-duasmedidas.html. Acesso em: 02 jun. 2024. Adaptado.

Dentre as palavras grifadas no trecho abaixo, quantas fazem referência a “Janaína”?


   “Foi nesse momento que Janaína pediu ajuda: ela queria parar de beber e não conseguiria fazer isso sozinha. Desde 1967, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o alcoolismo uma doença e é recomendado que autoridades o encarem como uma questão de saúde pública. No entanto, essa mãe, que pedia socorro para se livrar do vício, foi negligenciada. Mesmo pedindo ajuda, era ignorada.

   Quando o marido aparecia, ele a humilhava, dizia que ela o envergonhava, não ajudava e continuava passando as semanas na cidade onde trabalhava, deixando-a sozinha com as crianças e com seu vício.”

Alternativas
Q2525195 Português

Muita lógica para nada?


1     Muitas pessoas, ao longo da história, já esbravejaram contra a tentativa de racionalização e organização do pensamento por meio da lógica. Desde Sócrates, que via os sofistas como um grupo que se aproveitava da argumentação para confundir o povo e distorcer a verdade, até os pós-modernos (que desacreditam da própria noção de verdade e da lógica), temos visto todo tipo de argumentação contra a argumentação. E dentre os muitos exemplos que existem nesse sentido, talvez uma das mais espirituosas seja essa frase de Dostoiévski:


2     O homem tem tal predileção por sistemas e deduções abstratas que está disposto a distorcer intencionalmente a verdade, a negar a evidência dos seus sentidos só para justificar sua lógica. (Dostoiévski)


3     Por mais que pareça estranho esse tipo de desapreço pelo racional, especialmente se o que nos define como seres humanos é justamente a capacidade de organizar o pensamento, é importante considerar que a descrença na lógica decorre muitas vezes da observação do uso da racionalização para distorcer a realidade ou ganhar debates fingindo a verdade a que não se tem. Uma das coisas que Nietzsche criticava na filosofia era justamente a quantidade gigantesca de autores que, fingindo agir em nome da razão, lutavam impiedosamente para defender suas paixões. Nada de errado com as paixões, obviamente, o problema é não assumir a real intenção da filosofia: se esconder atrás de argumentos lógicos apenas para convencer os leitores de crenças e desejos muito particulares.


4     Não acho que a lógica é um problema. Mas concordo que devemos ponderar sobre sua utilização, pensando especialmente sobre o fato de que, muitas vezes, a ausência de argumentos sistematizados pode trazer benefícios evidentes (e a arte é o melhor exemplo disso). Por outro lado, vale ponderar também sobre o fato de que a lógica por si só não é sinal de verdade. Afinal, um bom argumento é aquele que tem a forma correta, não o conteúdo. E quem estuda lógica (olha só a utilidade dela aqui) geralmente consegue perceber essa diferença.


Extraído de: https://marcosramon.net/posts/muita-logica-para-nada/

No período “Não acho que a lógica é um problema” (4º parágrafo), a oração em destaque é:
Alternativas
Q2525194 Português

Muita lógica para nada?


1     Muitas pessoas, ao longo da história, já esbravejaram contra a tentativa de racionalização e organização do pensamento por meio da lógica. Desde Sócrates, que via os sofistas como um grupo que se aproveitava da argumentação para confundir o povo e distorcer a verdade, até os pós-modernos (que desacreditam da própria noção de verdade e da lógica), temos visto todo tipo de argumentação contra a argumentação. E dentre os muitos exemplos que existem nesse sentido, talvez uma das mais espirituosas seja essa frase de Dostoiévski:


2     O homem tem tal predileção por sistemas e deduções abstratas que está disposto a distorcer intencionalmente a verdade, a negar a evidência dos seus sentidos só para justificar sua lógica. (Dostoiévski)


3     Por mais que pareça estranho esse tipo de desapreço pelo racional, especialmente se o que nos define como seres humanos é justamente a capacidade de organizar o pensamento, é importante considerar que a descrença na lógica decorre muitas vezes da observação do uso da racionalização para distorcer a realidade ou ganhar debates fingindo a verdade a que não se tem. Uma das coisas que Nietzsche criticava na filosofia era justamente a quantidade gigantesca de autores que, fingindo agir em nome da razão, lutavam impiedosamente para defender suas paixões. Nada de errado com as paixões, obviamente, o problema é não assumir a real intenção da filosofia: se esconder atrás de argumentos lógicos apenas para convencer os leitores de crenças e desejos muito particulares.


4     Não acho que a lógica é um problema. Mas concordo que devemos ponderar sobre sua utilização, pensando especialmente sobre o fato de que, muitas vezes, a ausência de argumentos sistematizados pode trazer benefícios evidentes (e a arte é o melhor exemplo disso). Por outro lado, vale ponderar também sobre o fato de que a lógica por si só não é sinal de verdade. Afinal, um bom argumento é aquele que tem a forma correta, não o conteúdo. E quem estuda lógica (olha só a utilidade dela aqui) geralmente consegue perceber essa diferença.


Extraído de: https://marcosramon.net/posts/muita-logica-para-nada/

Assinale a opção abaixo em que não ocorreu um erro de regência verbal: 
Alternativas
Q2525154 Português

Para responder à questão, considere a tirinha abaixo:



Fonte: www.facebook.com/tirasarmandinho/posts/

Considerando o texto do terceiro quadrinho, assinale a alternativa que indica o sujeito da frase. 
Alternativas
Q2525066 Português

A cartomante 


     Não havia dúvida que naqueles atrasos e atrapalhações de sua vida alguma influência misteriosa preponderava. Era ele tentar qualquer coisa, logo tudo mudava. Esteve quase para arranjar-se na saúde pública; mas assim que obteve um bom “pistolão”, toda a política mudou. Se jogava no bicho, era sempre o grupo seguinte ou o anterior que dava. Tudo parecia mostrar-lhe que ele não deveria ir para diante. Se não fossem as costuras da mulher, não sabia bem como poderia ter vivido até ali. Há cinco anos que não recebia vintém de seu trabalho. Uma nota de dois mil-réis, se alcançava ter na algibeira por vezes, era obtida com o auxílio de não sabia quantas humilhações, apelando para a generosidade dos amigos.

     Queria fugir, fugir para bem longe, onde a sua miséria atual não tivesse o realce da prosperidade passada; mas, como fugir? Onde havia de buscar dinheiro que o transportasse, a ele, à mulher e aos filhos? Viver assim era terrível! Preso à sua vergonha como a uma calceta, sem que nenhum código e juiz tivessem condenado, que martírio!

     A certeza, porém, de que todas as suas infelicidades vinham de uma influência misteriosa, deu-lhe mais alento. Se era “coisa-feita”, havia de haver por força quem a desfizesse. Acordou mais alegre e se não falou à mulher alegremente era porque ela já havia saído. Pobre de sua mulher! Avelhantada precocemente, trabalhando que nem uma moura, doente, entretanto a sua fragilidade transformava-se em energia para manter o casal.

     Ela saía, virava a cidade, trazia costuras, recebia dinheiro, e aquele angustioso lar ia se arrastando, graças aos esforços da esposa. 
     Bem! As coisas iam mudar! Ele iria a uma cartomante e havia de descobrir o que é que atrasava sua vida.

     Saiu, foi à venda e consultou o jornal. Havia muitos videntes, espíritas, teósofos anunciados; mas simpatizou com uma cartomante, cujo anúncio dizia assim: “Madame Dadá, sonâmbula, extralúcida, deita as cartas e desfaz toda a espécie de feitiçaria, principalmente a africana. Rua, etc.”.
     Não quis procurar outra; era aquela, pois já adquirira a convicção de que aquela sua vida vinha sendo trabalhada pela mandinga de algum preto-mina, a soldo do seu cunhado, Castrioto, que jamais vira com bons olhos o seu casamento com a irmã.

     Arranjou com o primeiro conhecido que encontrou o dinheiro necessário, e correu depressa para a casa de Madame Dadá.

     O mistério ia desfazer-se e o malefício ser cortado. A abastança voltaria a casa; compraria um terno para Zezé, umas botinas para Alice, a filha mais moça; e aquela cruciante vida de cinco anos havia de lhe ficar na memória como passageiro pesadelo.

     Pelo caminho tudo lhe sorria. Era o sol muito claro, e doce, um sol de junho; eram as fisionomias risonhas dos transeuntes; e o mundo que até ali lhe aparecia mau e turvo, repentinamente lhe surgia claro e doce.

     Entrou, esperou um pouco, com o coração a lhe saltar do peito.
     O consulente saiu e ele foi afinal à presença da pitonisa. Era sua mulher.

(Contos completos de Lima Barreto. Por: Lima Barreto. 2010. Adaptado.) 

A alternativa em que a oração assinalada expressa ideia de conclusão é: 
Alternativas
Q2525049 Português
Julgue o item a seguir. 
Na frase "Ele tem medo de altura", a expressão "de altura" é um adjunto adnominal que qualifica o substantivo "medo". 
Alternativas
Q2524759 Português
Está em conformidade com a norma-padrão de regência verbal e nominal a frase:
Alternativas
Q2524503 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.

VELOSO, Caetano. Livros. Disponível em: https://www.letras.mus. br/caetano-veloso/81628/. Acesso em: 3 maio 2024. [Fragmento]
No verso “Mas os livros que em nossa vida entraram”, há uma relação de regência verbal classificada como
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UECE-CEV Órgão: SEAS-CE Prova: UECE-CEV - 2024 - SEAS-CE - Socioeducador |
Q2524413 Português
Texto I





ANDRADE, Carlos Drummond de. Brasileiro cem-milhões. In: ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias & não notícias faz-se a crônica: Histórias, diálogos, divagações. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Analise as afirmações a seguir e assinale a verdadeira.
Alternativas
Q2524229 Português

Texto para o item.


Lições da arquitetura




Ferreira Gullar. Poesia completa, teatro e prosa.

Quanto aos aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir.


Na última estrofe, a palavra “que” é o pronome relativo que introduz uma oração subordinada adjetiva.

Alternativas
Q2524227 Português

Texto para o item.


Lições da arquitetura




Ferreira Gullar. Poesia completa, teatro e prosa.

Quanto aos aspectos gerais do texto, julgue o item a seguir.


Na primeira estrofe, o termo “nossas casas” é um objeto direto.

Alternativas
Q2524224 Português

Texto para o item.


Os bancos contam histórias




Diógenes Majela. In: Histórias modernas. 

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.


Na construção de “É uma arquitetura hostil” (linha 24), ao se substituir a forma verbal “É” por Trata‑se e ao se fazer as adaptações necessárias em razão dessa troca, o termo “arquitetura” passaria a integrar o sujeito.

Alternativas
Q2524223 Português

Texto para o item.


Os bancos contam histórias




Diógenes Majela. In: Histórias modernas. 

Em relação aos aspectos gerais do texto, julgue o item abaixo.


O sujeito de “pensaram” (linha 16), apesar de poder ser recuperado semanticamente pelo contexto, é sintaticamente indeterminado.

Alternativas
Respostas
17221: B
17222: E
17223: E
17224: A
17225: B
17226: A
17227: A
17228: E
17229: D
17230: E
17231: B
17232: A
17233: E
17234: D
17235: C
17236: B
17237: E
17238: C
17239: E
17240: E