Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q3789138 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


A Batalha das Pipocas


Aprendi cedo que o cinema podia ser uma verdadeira zona de guerra. Quando eu tinha 5 anos, cada fileira parecia uma trincheira, e as mãos cheias de pipoca funcionavam como munição prestes a estourar. Por isso, eu sempre subia as escadas agarrada a quem estivesse à minha frente, acreditando que qualquer um poderia servir de escudo humano.


Aos 10 anos, eu e minha prima finalmente conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil. Ela, porém, cometeu o erro fatal de me deixar sozinha para comprar refrigerante. Caminhei até a penúltima fileira desviando das pipocas pelo chão e tentando ajustar os óculos 4D, lembrando-me de que cada passo era parte da missão de sobrevivência.


Sentei-me na cadeira K47, suando sob o suéter que prometia pouca proteção. A sessão estava quase vazia, e eu segurava meu pequeno saco de pipoca como quem guarda a última defesa possível. Foi então que ouvi pessoas se acomodando atrás de mim.


O filme começou, mas permaneci alerta. O homem que chegara por último desequilibrou-se, e seus dois sacos de pipoca tombaram de uma vez. Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava.


Texto Adaptado


VENTURA, Eduarda dos Reis. A batalha das pipocas. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025. 

No trecho "conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil", analise a função sintática do termo "a um lançamento infantil", à luz da regência verbal e da norma culta da língua portuguesa, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3789134 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão. 


A Batalha das Pipocas


Aprendi cedo que o cinema podia ser uma verdadeira zona de guerra. Quando eu tinha 5 anos, cada fileira parecia uma trincheira, e as mãos cheias de pipoca funcionavam como munição prestes a estourar. Por isso, eu sempre subia as escadas agarrada a quem estivesse à minha frente, acreditando que qualquer um poderia servir de escudo humano.


Aos 10 anos, eu e minha prima finalmente conseguimos permissão para assistir sozinhas a um lançamento infantil. Ela, porém, cometeu o erro fatal de me deixar sozinha para comprar refrigerante. Caminhei até a penúltima fileira desviando das pipocas pelo chão e tentando ajustar os óculos 4D, lembrando-me de que cada passo era parte da missão de sobrevivência.


Sentei-me na cadeira K47, suando sob o suéter que prometia pouca proteção. A sessão estava quase vazia, e eu segurava meu pequeno saco de pipoca como quem guarda a última defesa possível. Foi então que ouvi pessoas se acomodando atrás de mim.


O filme começou, mas permaneci alerta. O homem que chegara por último desequilibrou-se, e seus dois sacos de pipoca tombaram de uma vez. Vi, em câmera lenta, os milhos − estourados apenas uma vez − despencando rumo ao meu colo. Eu já sabia: naquele instante, a batalha recomeçava.


Texto Adaptado


VENTURA, Eduarda dos Reis. A batalha das pipocas. In: MALULY, Luciano Victor Barros; MUÑOZ, Daniel Azevedo; TÔZO, Carla de Oliveira (org.). Crônicas para ler e ouvir [recurso eletrônico]. n. 2. São Paulo: ECA-USP, 2023. Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 095/1000/3699 . Acesso em: 2 dez. 2025. 

No enunciado "O homem que chegara por último desequilibrou-se", a oração "que chegara por último" exerce determinada função no interior do período. Considerando os critérios de subordinação, referenciação e valor semântico, a classificação correta dessa oração é:
Alternativas
Q3789094 Português
Observe a oração a seguir e responda à questão:

"A antiga biblioteca foi restaurada por especialistas em conservação de obras raras."

Considerando a estrutura da oração e o emprego do termo "por especialistas em conservação de obras raras", assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta desse termo. 
Alternativas
Q3789075 Português
Observe as orações abaixo e identifique nas quais há uso correto do aposto segundo a norma-padrão da língua portuguesa.

I. Clarice, professora de literatura brasileira, publicou recentemente um artigo sobre Machado de Assis.
II. O presidente da empresa anunciou medidas rigorosas de economia interna.
III. O Pantanal — maior planície alagável do planeta — sofre com os efeitos das queimadas.
IV. Os engenheiros apresentaram o projeto ao conselho, e ele foi aprovado por unanimidade.

Em quais afirmativas há emprego adequado do aposto?
Alternativas
Q3789035 Português
Observe a oração a seguir e responda à questão:

"A antiga biblioteca foi restaurada por especialistas em conservação de obras raras."

Considerando a estrutura da oração e o emprego do termo "por especialistas em conservação de obras raras", assinale a alternativa que apresenta a análise sintática correta desse termo.
Alternativas
Q3788998 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.
De acordo com os mecanismos de coesão textual empregados no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3788996 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos.
Em relação à análise sintática do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3788995 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
 A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul.
Sintaticamente, o período classifica-se como
Alternativas
Q3788931 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias. Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
No trecho “A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento”, a regência do verbo “constituir” está correta, pois esse verbo é transitivo direto, exigindo complemento sem preposição. Além disso, a repetição da palavra “conhecimento” mantém a coesão referencial e não configura vício de linguagem, considerando-se o contexto técnico do texto.
Alternativas
Q3788927 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias. Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
A análise da seguinte construção do texto — "Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados." — revela um caso de concordância verbal com sujeito composto posposto ao verbo, cuja ordem foi invertida por razões estilísticas, sendo possível, embora não usual, a colocação do verbo no singular, desde que venha antes do sujeito.
Alternativas
Q3788924 Português
No trecho hipotético “A professora advertiu aos alunos que se atrasaram”, observa-se um uso plenamente adequado da regência verbal, já que o verbo “advertir”, quando empregado no sentido de repreender, admite a preposição “a” antes do objeto direto representado pela pessoa advertida. Além disso, se o trecho fosse reformulado para “A professora os advertiu que se atrasaram”, haveria obrigatoriedade de próclise em vez de ênclise, visto que “que” atuaria como elemento atrativo imediato, invalidando a segunda construção.
Alternativas
Q3788923 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias.

        Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

        As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
Em construções que demandam regência nominal, como “necessário à compreensão” ou “favorável ao diálogo”, a preposição exigida não é determinada apenas pelo substantivo, mas também pela regência que ele adquire em relação ao verbo que o antecede, o que justifica oscilações entre “à” e “de” conforme o contexto sintático.
Alternativas
Q3788922 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias.

        Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

        As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
A expressão “houve alunos que se atrasaram para a prova e, por isso, perderam a primeira questão” demonstra um caso típico de concordância verbal com o verbo “haver” no sentido de existir, o qual, por ser impessoal, deve ser conjugado sempre no singular, independentemente do termo subsequente.
Alternativas
Q3788921 Português
Da Educação Tradicional à Escola Nova

        Todos os conceitos e todas as teorias estão interconectados. Não há conceitos em hierarquias.

        Uma ciência ou uma disciplina não é mais importante do que a outra. A visão do conhecimento em rede constitui um instrumento para a transformação potencial do próprio conhecimento. Reconhece-o como um processo, algo que não possui um aspecto definível absolutamente fixo. Implica um sistema aberto à participação, uma estrutura dissipadora e que está em constante fluxo de energia, capaz de crescimento e de transformação sem fim. A imagem de rede, tanto do conhecimento em rede como de redes de conhecimentos, pressupõe flexibilidade, plasticidade, interatividade, adaptabilidade, cooperação, parceria, apoio mútuo e auto-organização.

        As novas gerações encontram-se inseridas em diversas redes e não concebem seu cotidiano sem interações e trocas e compartilhamentos constantes e rápidos de informações. Sendo assim, na medida em que a universidade tem papel incontestável na formação do caráter discente, pode vir a transformar fundamentalmente a realidade da sociedade.

TORRES, Patrícia L.; TRINDADE, Rui; CARNEIRO, Virgínia B. Autonomia discente na universidade: metodologias ativas e a cibercultura. In: Revista Teias, v. 20, n. 56, jan./mar. 2019, com adaptações.
No período “Fizemos tudo quanto nos solicitaram”, a regência do verbo “solicitar” e o uso do pronome relativo “quanto” estão corretos, pois “quanto” atua como elemento integrador que retoma “tudo”, funcionando como objeto direto de “solicitar”, cuja transitividade exige complemento direto com referência a “coisa”.
Alternativas
Q3788918 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
No período: “Apesar de lhe parecerem injustas, as críticas foram recebidas com humildade pelo atleta”, verifica-se um uso adequado da regência do verbo “parecer”, cuja transitividade indireta com o pronome oblíquo átono “lhe” está correta, considerando que o verbo exige complemento introduzido pela preposição “a”.
Alternativas
Q3788914 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
Na frase: “É necessário que todos os alunos se comprometam com o projeto, ainda que a maioria deles não aceite integralmente as mudanças propostas”, a flexão verbal do verbo "aceitar" no singular está correta, uma vez que o sujeito composto está introduzido por “a maioria de”, o que exige que a concordância se faça com o núcleo do sujeito, e não com o termo especificador.
Alternativas
Q3788912 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
No trecho “aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho”, observa-se ambiguidade sintática decorrente do uso do pronome relativo “que”, o qual, segundo as normas de concordância, deveria concordar com “aluno”, mas está logicamente associado a “carteira escolar”, comprometendo a clareza do enunciado.
Alternativas
Q3788911 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

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A análise do fragmento “é mais simples de apaziguar pais preocupados” revela inadequação gramatical quanto ao emprego da preposição “de”, já que o verbo “apaziguar”, por ser transitivo direto, não exige preposição. A forma correta seria: “é mais simples apaziguar pais preocupados”.
Alternativas
Q3788908 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

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A análise do uso do tempo verbal no trecho “é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção” revela que os verbos “controlar”, “criar” e “chamar” estão no infinitivo impessoal, funcionando como sujeito oracional da oração principal, o que comprova o uso normativo adequado da regência e da coesão verbal.
Alternativas
Q3788678 Português
Rússia anuncia vacina contra o câncer, e prevê distribuição gratuita em 2025

Avanço tecnológico inclui mRNA e vírus oncolíticos desenvolvidos por centros de pesquisa russos

        A Rússia anunciou o desenvolvimento de uma vacina mRNA contra o câncer, que será disponibilizada gratuitamente aos pacientes no país. Segundo o diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa Radiológica do Ministério da Saúde da Rússia, Andrey Kaprin, o lançamento para uso geral está previsto para o início de 2025. A informação foi divulgada pela agência estatal TASS nesta semana.

        O desenvolvimento é resultado de esforços conjuntos entre centros de pesquisa, incluindo o Centro Nacional de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya. De acordo com Alexander Gintsburg, diretor do Gamaleya, os testes pré-clínicos da vacina já demonstraram eficácia na supressão do desenvolvimento de tumores e no potencial controle de metástases.

        A abordagem mRNA utiliza a análise genética individual para criar vacinas personalizadas que programam o sistema imunológico a identificar e destruir células cancerígenas. Esse método analisa o perfil mutacional do tumor (neoantígenos) e projeta vacinas direcionadas, permitindo um combate específico a cada tipo de tumor.

        Além disso, o país estuda uma frente de vacinas oncolítica chamada de EnteroMix, desenvolvida em colaboração com o Instituto Engelhardt. Ela utiliza um conjunto de quatro vírus não patogênicos capazes de destruir células malignas e, ao mesmo tempo, ativar a imunidade antitumoral do paciente. De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa Radiológica, os estudos pré-clínicos do EnteroMix já foram concluídos, confirmando sua segurança e eficácia.

        Os cientistas russos informam que os testes clínicos e o recrutamento de pacientes para as fases iniciais do EnteroMix começarão entre o final de 2024 e o início de 2025. Enquanto isso, a vacina mRNA avança para os testes finais de eficácia e deve ser liberada ao público em 2025.

Fonte: https://www.jb.com.br/mundo/2024/12/1053478-russia-anunciavacina-contra-o-cancer-e-preve-distribuicao-gratuita-em-2025.html. Acesso em 27/12/2024
Considerando as exigências de regência verbal, está incorreta a construção da seguinte frase: “A vacina será disponibilizada aos pacientes gratuitamente, conforme prevê o Ministério da Saúde da Rússia”, já que o verbo “prever” exige objeto direto e, nesse caso, foi seguido por uma oração subordinada adverbial, o que fere a norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Respostas
8741: C
8742: D
8743: E
8744: D
8745: B
8746: A
8747: B
8748: D
8749: C
8750: E
8751: E
8752: E
8753: E
8754: C
8755: C
8756: E
8757: E
8758: C
8759: C
8760: E