Leia períodos adaptados do texto: I - Eu podia falar o que ...
I - Eu podia falar o que quisesse.
II - Não havia pessoas perto de mim.
III - Eu podia rolar no chão e ficar nu.
Os itens I, II e III organizaram-se, com as devidas adaptações, em um único período, com clareza, correção gramatical e lógica, em:
Gabarito comentado
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Tema central: Estruturação de período composto com uso adequado de conjunções e clareza de sentido. O candidato deve dominar as regras de coesão textual, especialmente a aplicação correta das conjunções subordinativas e coordenativas para unir ideias com lógica e clareza, conforme a norma culta.
Alternativa correta: D) Como não havia pessoas perto de mim, eu podia falar o que quisesse, rolar no chão e ficar nu.
Justificativa: A resposta correta utiliza a conjunção “como” de forma causal: “Como não havia pessoas perto de mim” indica a razão para as ações do sujeito. Conforme Bechara e Cunha & Cintra, “como” no início do período introduz oração subordinada causal, adequada ao contexto de explicação do texto. Além disso, as ações falar, rolar, ficar nu aparecem coordenadas (ideia de soma por vírgula ou “e” implícito), organização prevista pela norma.
Alternativas incorretas:
A: O uso de “portanto” estabelece sentido de conclusão, não de causa. “Caso” introduz condição, sentido incoerente frente ao contexto.
B: A conjunção “embora” traz ideia de concessão (“apesar de”), o que não corresponde à relação real de causa, e “dessa maneira” confunde a lógica sequencial dos eventos.
C: “Apesar de” também expressa concessão, invertendo o sentido, e “se” propõe condicionalidade, mas o texto original apresenta liberdade decorrente (não condicionada) à ausência de pessoas.
Estratégia para futuras questões: Atenção especial à função das conjunções! Conjunções causais (“como”, “porque”) indicam motivo. Conjunções concessivas (“embora”, “apesar de”) expressam contraste, e condicionais (“se”, “caso”) indicam dependência. Leia e interprete as relações lógicas entre orações para evitar trocas de sentido. O Manual de Redação da Presidência da República e gramáticas consagradas reforçam o valor de conectores adequados à relação de ideias.
Resumo: Alternativa D mantém lógica, coesão e clareza, aplicando corretamente as conjunções pela norma-padrão.
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Comentários
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D
Não havia pessoas perto de mim, portanto eu podia rolar no chão e ficar nu, caso eu pudesse falar o que eu quisesse.
O "portanto" funciona bem (ausência de pessoas → conclusão de liberdade). No entanto, o "caso" introduz uma condição ilógica: sugere que rolar no chão só seria possível se a pessoa pudesse falar o que quisesse. Falar o que quisesse não é uma condição para rolar no chão né, ambas são consequências da mesma causa
Eu podia falar o que quisesse, embora não houvesse pessoas perto de mim, dessa maneira eu podia rolar no chão e ficar nu.
O "embora" está totalmente inadequado. Ele sugere que falar o que quisesse é um contraste à ausência de pessoas (Ex: Falei, apesar de não ter ninguém para ouvir). Isso quebra a lógica, pois a ausência de pessoas é o fator permissivo, não o contrastante
Apesar de não haver pessoas perto de mim, eu podia falar o que quisesse, se eu rolasse no chão e ficasse nu.
O "Apesar de" transforma a causa em um contraste sem sentido. Além disso, o "se" estabelece a condição ilógica: sugere que falar o que quisesse só era permitido se a pessoa rolasse no chão
Como não havia pessoas perto de mim, eu podia falar o que quisesse, rolar no chão e ficar nu.
Esse "Como" estabelece a ausência de pessoas como a razão pela qual as ações de liberdade (falar, rolar, ficar nu) se tornam possíveis
Abraços
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