Questões de Concurso
Sobre sintaxe em português
Foram encontradas 57.494 questões
Considerando as regras de uso da vírgula e da pontuação na norma-padrão, identifique a opção correta.
Leia o texto para responder à questão.
Um país de escolas inseguras não tem futuro
Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na
certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo
na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a
garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em
consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação
intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma
nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que
significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a
escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e
crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia
silenciosa e inconcebível.
Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada
pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º
ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro
na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que
a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.
Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas
pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto
sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência
(doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação,
gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde;
segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos
oferecendo aos nossos adolescentes.
O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos
anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola
e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a
anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação
de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada,
qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de
desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar
melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa
fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar
currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos,
mediante aprimoramento da formação de professores.
A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência,
inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento
do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a
vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco
jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento
tão difícil de transição da infância para a adolescência.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Um país de escolas inseguras não tem futuro
Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na
certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo
na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a
garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em
consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação
intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma
nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que
significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a
escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e
crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia
silenciosa e inconcebível.
Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada
pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º
ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro
na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que
a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.
Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas
pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto
sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência
(doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação,
gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde;
segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos
oferecendo aos nossos adolescentes.
O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos
anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola
e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a
anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação
de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada,
qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de
desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar
melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa
fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar
currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos,
mediante aprimoramento da formação de professores.
A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência,
inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento
do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a
vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco
jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento
tão difícil de transição da infância para a adolescência.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão.
Um país de escolas inseguras não tem futuro
Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na
certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo
na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a
garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em
consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação
intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma
nação desenvolvida, digna e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que
significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a
escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e
crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia
silenciosa e inconcebível.
Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada
pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8º e do 9º
ano do ensino fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro
na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que
a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação.
Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas
pelos números dessa pesquisa: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto
sensu, visão em grande medida maculada por contextos de violência
(doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação,
gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde;
segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos
oferecendo aos nossos adolescentes.
O Brasil universalizou o ensino fundamental só nos
anos 1990, desde então continua a expandir lentamente a educação na pré-escola
e no ensino médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a
anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação
de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada,
qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de
desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar
melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa
fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar
currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos,
mediante aprimoramento da formação de professores.
A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência,
inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento
do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a
vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco
jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento
tão difícil de transição da infância para a adolescência.
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 15.09.2025. Adaptado)
Leia a tira para responder à questão.

(M. Schulz, “Minduim Charles”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 30.09.2025. Adaptado)
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
I. “[...] encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo [...]”
II. “Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer é acender a sua lâmpada.”
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
Atente-se aos verbos realçados, em I e em II, de modo a assinalar o item correto tendo por base as regras de concordância verbal.
I. “[...] enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado.”
II. “[...] por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor [...]”
SOLO DE CLARINETA
Lembro-me de que certa noite – eu teria uns quatorze anos, quando muito – encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica à cabeceira da mesa de operações, enquanto um médico fazia os primeiros curativos num pobre-diabo que soldados da Polícia Municipal haviam carneado. (…) Apesar do horror e da náusea, continuei firme onde estava, talvez pensando assim: se esse caboclo pode aguentar tudo isso sem gemer, por que não hei de poder ficar segurando esta lâmpada para ajudar o doutor a costurar esses talhos e salvar essa vida?
Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a ideia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.
Érico Veríssimo. Solo de Clarineta. Tomo I. Porto Alegre: Globo, 1978.
“[...] encarregaram-me de segurar uma lâmpada elétrica [...]”
No trecho antecedente, a regência do verbo encarregar-se é:
I. A repetição do verbo “investir” prejudica a progressão coerente do enunciado.
II. Os termos “relevância” e “fortalecimento” têm papel de caracterizar a palavra “conhecimento”.
III. A locução “da profissão” atribui uma característica ao termo “fortalecimento”.
IV. O uso da expressão “seja...seja” introduz alternativas, funcionando como conjunção.
Assinale a alternativa correta.
I. A conjunção “mas”, precedida da expressão “não é apenas”, tem sentido de adição de ideias.
II. O termo “que” pode ser substituído pela palavra “onde”, sem prejuízo de sentido.
III. A expressão informal “Cabe a nós criar” é típica da oralidade.
IV. A última oração classifica-se como um período simples com sujeito composto.
Assinale a alternativa correta.
I. Nas duas ocorrências do termo “para”, os sentidos são diferentes: na primeira indica finalidade e na segunda é um elemento coesivo.
II. Duas funções são desempenhadas pelo termo “que”, nas três ocorrências: duas vezes como pronome relativo e uma vez como conjunção.
III. Os pronomes “nossa” e “nos” são utilizados pelo produtor do texto com a intenção de incluir o público-leitor da revista.
IV. Os dois pontos empregados ocupam o espaço de um termo com sentido conclusivo, podendo ser substituídos pela palavra “portanto”.
Assinale a alternativa correta.
Texto III

Fonte: @abaixadaegua . Disponível em: https://www.instagram.com/p/DOlTOixkbkD/?img_index=5. Acesso em: 23 out. 2025.
Na tirinha, o personagem demonstra insegurança ao tentar falar corretamente: “5 pães franceses? Muito formal. 5 pão francês? Oxe, e eu num sei português não, é?”
Essa dúvida também pode se relacionar à concordância nominal e verbal, pois envolve a relação entre número (singular/plural) e forma das palavras. Analise as frases abaixo e assinale a alternativa em que todas as concordâncias estão CORRETAS, segundo a normapadrão da língua portuguesa.
Texto II - Filho do dono
Desigualdade rima com hipocrisia
Não tem verso nem poesia
Que console um cantador
A natureza na fumaça se mistura
Morre a criatura e o planeta sente a dor
O desespero no olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver
Televisão de fantasia e violência
Aumenta o crime, cresce a fome do poder
Fonte: https://www.letras.mus.br/flavio-jose/306921/. Acesso em: 27 out. 2025. [trecho]
Leia o trecho da canção.
“Morre a criatura e o planeta sente a dor
O desespero no olhar de uma criança
A humanidade fecha os olhos pra não ver.”
No verso “Morre a criatura e o planeta sente a dor”, o conectivo “ e ” estabelece uma relação entre duas orações. Essa relação é e classificada como:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto
Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?
Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.
Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.
"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.
"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."
O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.
"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.
Em relação ao tipo de predicado presente na frase, assinale a alternativa correta.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os alimentos que enganam seu cérebro e fazem você achar que não comeu tanto
Nuggets de frango, salgadinhos de pacote, refrigerantes, sorvetes, pão integral fatiado. Você já parou para pensar por que esses produtos, tão criticados por profissionais de saúde, estão cada vez mais presentes nas prateleiras?
Segundo o epidemiologista brasileiro Carlos Monteiro, esses alimentos, conhecidos como ultraprocessados, são feitos a partir de ingredientes isolados — como gordura, açúcar, amido e proteínas — e contam com uma série de aditivos cosméticos — flavorizantes, corantes, emulsificantes, entre outros — que dão sabor, aroma e outros atributos desejáveis.
Eles não são apenas pouco saudáveis — são parte de uma indústria bilionária que incentiva o consumo excessivo e contribui para doenças como a obesidade.
"A dieta ultraprocessada tem uma alta densidade de energia. Ela tem pouca água, pouca fibra, e muita gordura e açúcar. Tudo isso junto faz ela ter uma densidade de energia, de calorias por volume, muito grande", explica Monteiro, líder do grupo de estudos que cunhou o termo alimentos ultraprocessados.
"Outro ponto é a hiperpalatabilidade. Esses ultraprocessados são artificialmente palatáveis. Eles são formulados para serem consumidos em excesso, porque a pessoa não consegue parar de comer graças à textura, ao aroma."
O epidemiologista destaca ainda que os ultraprocessados fazem com que as pessoas comam em pouco tempo uma grande quantidade de calorias. Isso faz com que o cérebro não tenha tempo para identificar que a pessoa já comeu o suficiente.
"Quando ele identifica o que foi comido, já passou a hora e você comeu demais."
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp37kg2exw4o. adaptado.
A dieta ultraprocessada "tem" uma alta densidade de energia.
Em relação à regência verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Texto 3

Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/2025/11/11/niquel-nausea-fernando-gonsales.shtml. Acesso em: 23 dez. 2025.