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Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

Foram encontradas 51.261 questões

Q3837136 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado indica uma circunstância da ação, e não uma qualidade de um ser.
Alternativas
Q3837026 Português

Imagem associada para resolução da questão

GAZO. Uso de celular no trânsito. Disponível em <https://blogdoaftm.com.br/charge-uso-de-celular-notransito/>.



No enunciado da charge acima, a palavra “que” introduz uma oração com o sentido de:

Alternativas
Q3837023 Português
Assinale a alternativa em que a lacuna pode ser preenchida corretamente por ambas as formas verbais entre parênteses.
Alternativas
Q3837022 Português
“A literatura tem por si um componente transcendental que poderia ser considerado sagrado ou mágico” (Guadalupe Nettel)
Assinale a alternativa correta em relação ao emprego da palavra destacada no pensamento acima.
Alternativas
Q3836872 Português
“Nunca houve livro que não melhorasse se reduzido à metade.” (Agrippino Grieco)

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma forma reescrita do pensamento acima, com a mudança para “livros”, no plural. 
Alternativas
Q3836869 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O futuro no passado

    Poucas previsões para o futuro feitas no passado se realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel particular e só recentemente começou-se a experimentar carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da impossibilidade da coexistência de desiguais.

    A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não poupam civis, mas não trouxe a democratização da prosperidade antevista. Mágicas novas como o cinema prometiam ultrapassar os limites da imaginação. Ultrapassaram, mas para o território da banalidade espetaculosa. A TV foi prevista, e a energia nuclear intuída, mas a revolução da informática não foi nem sonhada. As revoluções na medicina foram notáveis, certo, mas a prevenção do câncer ainda não foi descoberta. Pensando bem, nem a do resfriado. A comida em pílulas não veio — se bem que a nouvelle cuisine chegou perto. Até a colonização do espaço, como previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está atrasada. Mal chegamos a Marte, só para descobrir que é um imenso terreno baldio. E os profetas da felicidade universal não contavam com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão. Nenhuma previsão incluía a poluição e o aquecimento global.

    Mas, assim como os videntes otimistas falharam, talvez o pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão. Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão nuclear fria.

    É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra do leigo. 

VERÍSSIMO, Luis Fernando. O futuro no passado. Disponível em <https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/08/30/leia-10-cronicas-de-luis-fernando-verissimo-publicadas-noglobo.ghtml>.
“As cidades não se transformaram em laboratórios de convívio civilizado, como previam (...). A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não poupam civis”

Na mesma ordem em que se encontram, as palavras destacadas acima introduzem os sentidos de:
Alternativas
Q3836706 Português
Texto 1

Leia com atenção o texto abaixo:

Estudo mostra impacto severo e prolongado da pandemia na saúde mental dos médicos.

Participantes apresentam burnout, depressão e trauma intenso. Demonstram ainda um sofrimento psicológico persistente, com queixas contínuas de exaustão emocional acumulada desde a pandemia.

Um em cada três médicos que participaram num estudo sobre o impacto da pandemia na saúde mental destes profissionais apresentam trauma psicológico intenso, 10% admite ideação suicida e quase metade tem elevados níveis de ansiedade.

O estudo, desenvolvido pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), em colaboração com a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, mostra um “impacto severo e prolongado” da pandemia de covid-19 na saúde mental dos médicos em Portugal.

Segundo os dados recolhidos dos 130 profissionais que participaram nesta análise, 28% apresenta burnout elevado, 39% depressão elevada e 34% apresenta trauma psicológico intenso.

O estudo mostra ainda um sofrimento psicológico persistente, com queixas contínuas de exaustão emocional acumulada desde a pandemia.

Apesar de reconhecer limitações no estudo elaborado, tendo em conta o reduzido número de profissionais que participaram e a sua distribuição geográfica, a FNAM considera, em comunicado, que o trabalho “é um alerta incontornável”.

“Os médicos sofrem com o desgaste físico, emocional e mental da sua profissão”, refere a FNAM, alertando que “é urgente cuidar de quem salva vidas”.

[…]

Fonte: https://observador.pt/2025/08/05/estudo-mostra-impacto- -severo-e-prolongado-da-pandemia-na-saude-mental-dos-medicos/
Analise a frase abaixo:

“Os médicos sofrem com o desgaste físico, emocional e mental da sua profissão

A parte sublinhada faz papel sintático de:
Alternativas
Q3836441 Português
Assinale a alternativa que emprega corretamente a concordância verbal.
Alternativas
Q3836337 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


As pessoas que não abrem mão dos disquetes


O último disquete foi fabricado há mais de uma década e não tem capacidade para armazenar sequer uma foto produzida por um celular moderno. Ainda assim, algumas pessoas continuam a usá-lo com entusiasmo. Entre elas está Espen Kraft, músico e YouTuber norueguês, que recorre a caixas cheias de disquetes sempre que uma nova ideia musical surge. Para ele, o ritual de escolher um disco, inseri-lo no sintetizador e aguardar o carregamento faz parte do processo criativo, despertando uma sensação de nostalgia e expectativa que considera essencial.

Os disquetes surgiram por volta de 1970 e, durante cerca de trinta anos, foram o principal meio de armazenamento de dados em computadores. Programas e sistemas eram instalados a partir deles e, apesar de hoje representarem uma tecnologia ultrapassada, mantêm apelo duradouro para determinados grupos. Com o avanço do século XXI, foram gradualmente substituídos por CDs graváveis, outros dispositivos e, posteriormente, pelo armazenamento em nuvem. Seu uso tornou-se inviável para o público geral, já que a capacidade máxima não compete com os padrões atuais.

Mesmo assim, disquetes continuam presentes em sistemas industriais e governamentais. Alguns equipamentos de transporte urbano, aeronaves e máquinas de fábrica ainda dependem deles para operar, inclusive para carregar atualizações críticas de software. Como não são mais fabricados desde 2011, existe um número limitado desses discos em circulação, o que os torna um recurso cada vez mais escasso. Empresários como Tom Persky mantêm esse mercado ativo, vendendo disquetes a entusiastas e usuários industriais em diversas partes do mundo.

Uma das razões para a permanência desse formato está relacionada à segurança. Por se tratar de um meio físico, isolado de redes digitais, o disquete reduz as possibilidades de ataques externos, já que qualquer interferência exigiria acesso direto ao disco. Ainda assim, muitas instituições vêm planejando a substituição definitiva desses sistemas por soluções digitais mais modernas, baseadas em conexões sem fio.

Para usuários como Espen Kraft, porém, o valor dos disquetes vai além da funcionalidade. Ele conserva milhares deles, com amostras sonoras raras coletadas ao longo de décadas, muitas das quais seriam impossíveis de recriar. O contato físico com o suporte, os ruídos do carregamento e a limitação técnica ajudam-no a produzir músicas que soam autênticas, como se realmente pertencessem ao passado.

Pesquisadores e entusiastas compartilham desse apego. Universidades reúnem arquivos de disquetes com jogos, dados e registros de antigas subculturas digitais, enquanto comunidades de fãs de computadores antigos continuam a desenvolver e distribuir novos softwares nesse formato. Para muitos, os disquetes simplesmente funcionam e cumprem o propósito para o qual foram criados, sem exigir investimentos caros em atualização tecnológica.

Embora seja cada vez mais difícil manter sistemas baseados em disquetes, o formato persiste na vida de algumas pessoas por suas características únicas.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy94nqlnqgeo.adaptado.
Os disquetes "surgiram" por volta de 1970 e, durante cerca de trinta anos, foram o principal meio de armazenamento de dados em computadores.

Quanto à regência verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3836309 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

 

PERGUNTAS

 

Um velho mestre vivia dizendo a seus discípulos que buscassem, eles mesmos, as respostas para suas dúvidas. Mas não adiantava nada. Os jovens alunos sempre chegavam esperando que o mestre resolvesse suas dúvidas e problemas.

 

Um dia, já cansado daquilo, o velho sábio colocou um cartaz na porta de casa onde estava escrito:

 

RESPONDO DUAS PERGUNTAS POR CEM MOEDAS.

 

Então, um de seus discípulos o procurou dizendo que tinha duas questões muito importantes. O jovem contou as cem moedas. Entregou ao mestre, mas disse um pouco contrariado:

 

- Mestre, não acha meio caro cem moedas para apenas duas perguntas?

 

E o mestre respondeu:

 

- Sim! É caro! E qual é a segunda pergunta?

 

PESSÔA, Augusto. Perguntas. Augusto Pessôa − Contos de sabedoria, [s.l.], [s.d.]. Disponível em: https://www.augustopessoa.com/contos-de-sabedoria . Acesso em: 03 jan. 2026.

No trecho "Mas não adiantava nada.", o termo "mas" tem uma função importante no texto.
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3836204 Português
Canetas emagrecedoras: o que acontece quando você para de usar?


Ellen e Tanya seguiram trajetórias semelhantes ao usar medicamentos da classe GLP-1 para emagrecer, mas viveram experiências distintas ao tentar interromper o tratamento. As canetas emagrecedoras reduziram o impulso constante de comer e proporcionaram resultados que dietas não haviam alcançado, trazendo mudanças físicas, emocionais e de perspectiva de vida.

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam o hormônio GLP-1, que controla o apetite e prolonga a saciedade. Embora eficazes, são fármacos novos, com efeitos de longo prazo ainda em estudo, além de custos elevados, o que levanta a questão sobre o que ocorre quando o uso é interrompido.

Tanya Hall, gerente de vendas no setor fitness, começou a usar Wegovy para verificar se seria mais valorizada profissionalmente após emagrecer. De fato, passou a receber elogios, mas enfrentou efeitos adversos como insônia, náuseas, dores de cabeça e queda de cabelo. Ao longo de dezoito meses, perdeu cerca de trinta e oito quilos. Toda tentativa de parar, porém, foi seguida por fome intensa e compulsão alimentar, o que a levou a manter a medicação por medo de recuperar peso, apesar do desconforto e da sensação ambígua de controle.

O clínico Hussain Al-Zubaidi alerta que a interrupção abrupta pode provocar um retorno intenso do apetite e que estudos indicam a recuperação de 60% a 80% do peso perdido entre um e três anos após a suspensão. Por isso, defende uma estratégia de saída com acompanhamento adequado.

Ellen Ogley iniciou o Mounjaro em um momento crítico de saúde. Com histórico de compulsão alimentar emocional, relatou o desaparecimento do desejo compulsivo por comida, o que lhe permitiu reorganizar hábitos, aprender sobre nutrição e adotar uma rotina mais ativa. Após reduzir gradualmente a dose, perdeu mais de vinte quilos e continuou emagrecendo mesmo depois de parar, superando cinquenta quilos eliminados.

Segundo Al-Zubaidi, manter resultados depende de apoio, mudanças sustentáveis no estilo de vida e do contexto social. Diretrizes no Reino Unido recomendam acompanhamento por um ano após o fim do tratamento, algo nem sempre disponível para quem paga pelos medicamentos.

As histórias de Ellen e Tanya mostram que não há um desfecho único. Para alguns, a transição é sustentável; para outros, interromper o uso se torna arriscado. Fabricantes afirmam priorizar a segurança, mas especialistas ressaltam que a obesidade não se resume à falta de GLP-1 e que, sem ambientes que favoreçam a saúde, os desafios persistem. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62l15le9gdo.adaptado. 
Ellen e Tanya seguiram trajetórias semelhantes ao usar medicamentos da classe GLP-1 para emagrecer, mas viveram experiências distintas ao tentar interromper o tratamento.
De acordo com as regras de concordância verbal, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3836072 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Canetas emagrecedoras: o que acontece quando você para de usar?


Ellen e Tanya seguiram trajetórias semelhantes ao usar medicamentos da classe GLP-1 para emagrecer, mas viveram experiências distintas ao tentar interromper o tratamento. As canetas emagrecedoras reduziram o impulso constante de comer e proporcionaram resultados que dietas não haviam alcançado, trazendo mudanças físicas, emocionais e de perspectiva de vida.

Medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam o hormônio GLP-1, que controla o apetite e prolonga a saciedade. Embora eficazes, são fármacos novos, com efeitos de longo prazo ainda em estudo, além de custos elevados, o que levanta a questão sobre o que ocorre quando o uso é interrompido.

Tanya Hall, gerente de vendas no setor fitness, começou a usar Wegovy para verificar se seria mais valorizada profissionalmente após emagrecer. De fato, passou a receber elogios, mas enfrentou efeitos adversos como insônia, náuseas, dores de cabeça e queda de cabelo. Ao longo de dezoito meses, perdeu cerca de trinta e oito quilos. Toda tentativa de parar, porém, foi seguida por fome intensa e compulsão alimentar, o que a levou a manter a medicação por medo de recuperar peso, apesar do desconforto e da sensação ambígua de controle.

O clínico Hussain Al-Zubaidi alerta que a interrupção abrupta pode provocar um retorno intenso do apetite e que estudos indicam a recuperação de 60% a 80% do peso perdido entre um e três anos após a suspensão. Por isso, defende uma estratégia de saída com acompanhamento adequado.

Ellen Ogley iniciou o Mounjaro em um momento crítico de saúde. Com histórico de compulsão alimentar emocional, relatou o desaparecimento do desejo compulsivo por comida, o que lhe permitiu reorganizar hábitos, aprender sobre nutrição e adotar uma rotina mais ativa. Após reduzir gradualmente a dose, perdeu mais de vinte quilos e continuou emagrecendo mesmo depois de parar, superando cinquenta quilos eliminados.

Segundo Al-Zubaidi, manter resultados depende de apoio, mudanças sustentáveis no estilo de vida e do contexto social. Diretrizes no Reino Unido recomendam acompanhamento por um ano após o fim do tratamento, algo nem sempre disponível para quem paga pelos medicamentos.

As histórias de Ellen e Tanya mostram que não há um desfecho único. Para alguns, a transição é sustentável; para outros, interromper o uso se torna arriscado. Fabricantes afirmam priorizar a segurança, mas especialistas ressaltam que a obesidade não se resume à falta de GLP-1 e que, sem ambientes que favoreçam a saúde, os desafios persistem.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c62l15le9gdo.adaptado.
"Ao longo de dezoito meses", perdeu cerca de trinta e oito quilos.

Morfologicamente, o termo destacado é:
Alternativas
Q3836037 Português
“A minha vontade é forte, porém minha disposição de obedecer-lhe é fraca.” (Carlos Drummond de Andrade).

Sobre a estruturação desse pensamento, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3836035 Português
Quem inventou o caça-palavra?

A criação do caça-palavra é atribuída ao norte-americano Norman Edlo Gibat, que era dono de uma gráfica na cidade de Norman (sim, ele e a cidade tinham o mesmo nome), no estado de Oklahoma.

    A gráfica de Norman publicava um folheto de anúncios classificados, chamado Selenby Digest, distribuído em lojas e em pontos de ônibus. Em 1º de março de 1968, Gibat publicou nesse folheto, para a diversão dos leitores, seu primeiro caça-palavra, batizado de “Anagrama de Oklahoma”. As palavras podiam aparecer na vertical ou na diagonal, em qualquer direção, e deviam ser circuladas.
   O primeiro caça-palavra trazia nomes de cidades do estado de Oklahoma. O segundo escondeu nomes de ruas de Norman. O sucesso do jogo foi imediato: professores passaram a pedir cópias para uso em sala de aula, e o caçapalavra se popularizou na região. Gibat deixou de publicar o folheto em 1970. Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.
    O nome do jogo em alguns países de língua espanhola é “sopa de letras”.


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
Em “A gráfica de Norman publicava um folheto de anúncios”, o verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o sublinhado está na frase: 
Alternativas
Q3836033 Português
Quem inventou o caça-palavra?

A criação do caça-palavra é atribuída ao norte-americano Norman Edlo Gibat, que era dono de uma gráfica na cidade de Norman (sim, ele e a cidade tinham o mesmo nome), no estado de Oklahoma.

    A gráfica de Norman publicava um folheto de anúncios classificados, chamado Selenby Digest, distribuído em lojas e em pontos de ônibus. Em 1º de março de 1968, Gibat publicou nesse folheto, para a diversão dos leitores, seu primeiro caça-palavra, batizado de “Anagrama de Oklahoma”. As palavras podiam aparecer na vertical ou na diagonal, em qualquer direção, e deviam ser circuladas.
   O primeiro caça-palavra trazia nomes de cidades do estado de Oklahoma. O segundo escondeu nomes de ruas de Norman. O sucesso do jogo foi imediato: professores passaram a pedir cópias para uso em sala de aula, e o caçapalavra se popularizou na região. Gibat deixou de publicar o folheto em 1970. Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.
    O nome do jogo em alguns países de língua espanhola é “sopa de letras”.


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
Considerar o fragmento do texto, retirado do 2º parágrafo:

Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.”

No excerto acima, o elemento linguístico sublinhado expressa o sentido de:
Alternativas
Q3836031 Português
Quem inventou o caça-palavra?

A criação do caça-palavra é atribuída ao norte-americano Norman Edlo Gibat, que era dono de uma gráfica na cidade de Norman (sim, ele e a cidade tinham o mesmo nome), no estado de Oklahoma.

    A gráfica de Norman publicava um folheto de anúncios classificados, chamado Selenby Digest, distribuído em lojas e em pontos de ônibus. Em 1º de março de 1968, Gibat publicou nesse folheto, para a diversão dos leitores, seu primeiro caça-palavra, batizado de “Anagrama de Oklahoma”. As palavras podiam aparecer na vertical ou na diagonal, em qualquer direção, e deviam ser circuladas.
   O primeiro caça-palavra trazia nomes de cidades do estado de Oklahoma. O segundo escondeu nomes de ruas de Norman. O sucesso do jogo foi imediato: professores passaram a pedir cópias para uso em sala de aula, e o caçapalavra se popularizou na região. Gibat deixou de publicar o folheto em 1970. Como ele não registrou a patente de sua criação, o formato se espalhou livremente.
    O nome do jogo em alguns países de língua espanhola é “sopa de letras”.


Fonte: Guia dos Curiosos. Adaptado.
Assinalar a alternativa em que as conjunções ou locuções conjuntivas sublinhadas correspondem ao sentido indicado entre parênteses.
Alternativas
Q3835988 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O mito da força de vontade — e por que algumas pessoas têm mais dificuldade para perder peso


A ideia de que a obesidade resulta apenas de falta de força de vontade é amplamente difundida no debate público, inclusive entre profissionais de saúde. Comentários como "basta comer menos" ou "é uma questão de responsabilidade pessoal" revelam uma visão simplificada de um fenômeno complexo. Um estudo internacional publicado na revista The Lancet mostrou que oito em cada dez pessoas acreditam que a obesidade poderia ser totalmente evitada apenas por escolhas individuais de estilo de vida.

Especialistas contestam essa interpretação. A nutricionista Bini Suresh afirma que acompanha pacientes altamente motivados que, apesar do esforço contínuo, enfrentam grandes dificuldades para controlar o peso. Para a médica Kim Boyd, o foco exclusivo em autocontrole ignora fatores biológicos, psicológicos e ambientais que influenciam o ganho de peso, tornando injusta a ideia de que todos competem em condições iguais.

Pesquisas indicam que a genética desempenha papel central na obesidade. Genes influenciam os circuitos cerebrais responsáveis pela fome, pela saciedade e pelo metabolismo, fazendo com que algumas pessoas sintam mais fome ou armazenem mais gordura consumindo a mesma quantidade de alimento que outras. O gene MC4R, por exemplo, está alterado em parte significativa da população mundial e está associado à alimentação excessiva e à menor saciedade. Medicamentos recentes para perda de peso atuam justamente nesses mecanismos biológicos.

Outro conceito relevante é o do "set point", segundo o qual o cérebro tende a defender uma faixa de peso considerada ideal. Quando o peso cai abaixo desse ponto, o organismo reage, aumentando a fome e reduzindo o metabolismo, o que ajuda a explicar o efeito sanfona das dietas. Hormônios como a leptina participam desse processo, mas seu funcionamento pode ser comprometido em ambientes alimentares ricos em ultraprocessados.

O aumento da obesidade também está ligado a fatores ambientais. A ampla oferta de alimentos calóricos, o marketing agressivo, o aumento das porções e a dificuldade de praticar atividade física criam um ambiente obesogênico, no qual até pessoas motivadas têm dificuldade para manter um peso saudável. Medidas governamentais, como restrições à publicidade de alimentos não saudáveis, são vistas por alguns como necessárias, embora consideradas insuficientes por outros.

Nesse cenário, especialistas defendem uma abordagem mais equilibrada. A força de vontade tem seu papel, mas não é constante nem suficiente por si só. Estratégias flexíveis, apoio psicológico, informação científica e mudanças sustentáveis no estilo de vida aumentam as chances de sucesso. A obesidade, portanto, não é falha moral, mas uma condição crônica e multifatorial, que exige compreensão e políticas baseadas em evidências, e não apenas julgamentos sobre disciplina pessoal.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj4l9wg4vlxo.adaptado.
A nutricionista Bini Suresh afirma que acompanha pacientes altamente motivados que, apesar do esforço contínuo, "enfrentam" grandes dificuldades para controlar o peso.

Quanto à regência verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3835733 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Turbulência em voos pode triplicar até 2050; veja como a aviação está se preparando


Casos de fortes turbulências em voos comerciais têm se tornado mais frequentes nos últimos anos. Em 2024, um avião da Singapore Airlines enfrentou severa instabilidade ao sobrevoar o sul de Mianmar, e, pouco depois, um Boeing 787 passou por situação semelhante nas Filipinas, resultando em ferimentos a uma comissária de bordo. Episódios como esses evidenciam um fenômeno crescente associado às mudanças climáticas provocadas pela ação humana.

Pesquisas indicam que a turbulência severa em céu claro — caracterizada por movimentos caóticos do ar invisíveis a radares e satélites — aumentou cerca de 55% desde 1979. A previsão é que esse tipo de turbulência triplique globalmente até a década de 2050, afetando especialmente rotas no leste da Ásia e no Atlântico Norte. Esse cenário reforça o medo de voar, frequentemente associado à sensação de perda de controle e a experiências anteriores com instabilidade durante o voo.

Além do desconforto aos passageiros, a turbulência gera custos relevantes para a aviação, pois acelera o desgaste das aeronaves e obriga pilotos a desviar rotas, elevando o consumo de combustível e as emissões. Diante disso, companhias aéreas, cientistas e engenheiros intensificam a busca por soluções para reduzir seus impactos.

Uma das iniciativas envolve pequenos mecanismos adicionais acoplados às asas, capazes de ajustar automaticamente o ângulo em resposta a variações no fluxo de ar, estabilizando a aeronave de forma semelhante ao voo das aves. Essa tecnologia já demonstrou potencial para reduzir significativamente a turbulência percebida, embora ainda esteja em fase de adaptação para aeronaves de grande porte.

O enfrentamento da turbulência também depende de avanços em matemática, dinâmica dos fluidos e inteligência artificial. Sistemas baseados em aprendizado de máquina vêm sendo testados para simular e prever o comportamento do ar a partir de medições realizadas diretamente nas asas. Outras abordagens incluem sensores de infrassom e tecnologias como o Lidar, capazes de mapear o ar à frente da aeronave, ainda que limitações técnicas restrinjam seu uso em aviões comerciais.

Enquanto essas inovações não se consolidam, pilotos recorrem a previsões meteorológicas cada vez mais precisas, que hoje conseguem antecipar cerca de 75% dos episódios de turbulência, número superior ao observado há duas décadas.

Com o avanço das mudanças climáticas, a aviação enfrenta o desafio de combinar ciência, tecnologia e planejamento operacional para lidar com um ambiente atmosférico mais instável, tornando os voos do futuro mais seguros e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce9yzrzdzr0o.adaptado.
O enfrentamento da turbulência também "depende" de avanços em matemática, dinâmica dos fluidos e inteligência artificial.

Quanto à regência verbal do verbo destacado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3835039 Português
Leia a crônica de Rubem Braga.

Meu ideal seria escrever…

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria: “mas essa história é mesmo muito engraçada!”.

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse e, tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.

E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é que você tirou essa história?”… eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido e que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história…”.

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu havia inventado toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
Assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3835036 Português
Leia a crônica de Rubem Braga.

Meu ideal seria escrever…

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse: “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria: “mas essa história é mesmo muito engraçada!”.

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse e, tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse -- “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!”. E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago, mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.

E quando todos me perguntassem -- “mas de onde é que você tirou essa história?”… eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido e que, por sinal, começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história…”.

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu havia inventado toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.
Assinale a alternativa que mostra corretamente a função sintática do substantivo “cozinheira” em “Para a cozinheira queria que ela contasse a história”.
Alternativas
Respostas
4521: B
4522: A
4523: B
4524: D
4525: A
4526: C
4527: C
4528: A
4529: E
4530: D
4531: D
4532: D
4533: A
4534: D
4535: C
4536: D
4537: E
4538: B
4539: C
4540: E