Questões de Concurso Sobre sintaxe em português

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Q2350232 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO. 

MEC discute política de valorização de educadoras infantis

      O Ministério da Educação (MEC) participou, na última sexta-feira, 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, do Seminário Gênero, Raça, Cuidado e Educação: valorização das educadoras infantis. A Pasta foi representada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), por meio da coordenadora-geral de Formação Continuada para Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, Valquíria Santos Silva. Na ocasião, ela destacou a pauta de direitos das mulheres negras.
     “Nós temos um cenário na educação com educadoras majoritariamente mulheres e pretas. Isso reforça muito o diálogo interseccional e que precisa ser considerado um aspecto importante na política pública educacional”, apontou Valquíria. Para a coordenadora-geral, uma educação mais comprometida e democrática ocorre quando se consegue analisar e identificar o contexto no qual uma escola é constituída por todos os trabalhadores que integram uma comunidade escolar.
      Ao longo do evento, os participantes defenderam a aprovação do Projeto de Lei n. 2387/23, que está em análise na Câmara e prevê a inclusão dos professores de educação infantil na carreira do magistério público da educação básica. O objetivo é beneficiá-los com o piso salarial nacional estabelecido na Lei n. 11.738/08. Esse Projeto foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara, mas ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.
    No debate, os especialistas alertaram para o processo de empobrecimento de mulheres que trabalham no ensino infantil. Atualmente, esse ofício, com crianças de 0 a 3 anos, é exercido quase exclusivamente por mulheres e tem o pagamento do piso salarial vinculado à decisão administrativa local.
      Participantes – Também participaram do Seminário Fernanda Pereira Barbosa, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT); Rosane da Silva, secretária de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidados do Ministério das Mulheres; Carlos Giannazi, deputado estadual de São Paulo e professor; Alípio dos Santos Neto, coordenador de Ações de Controle da Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do Tribunal de Contas da União; Berta Lima, representante do Movimento Somos Todas Professoras; Lucas Carneiro, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Defesa da Educação do Ministério Público do Estado de Alagoas; e Tânia Dornellas, assessora de Advocacy da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
      O Seminário foi promovido pelas Comissões de Educação; de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Trabalho.

br/assuntos/noticias/2023/dezembro/mec-discute-politica-
                                                                                             de-valorizacao-de-educadoras-infantis(adaptado).                                                                                                
Em relação a aspectos linguísticos de vocábulos do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2350230 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO. 

MEC discute política de valorização de educadoras infantis

      O Ministério da Educação (MEC) participou, na última sexta-feira, 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, do Seminário Gênero, Raça, Cuidado e Educação: valorização das educadoras infantis. A Pasta foi representada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), por meio da coordenadora-geral de Formação Continuada para Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, Valquíria Santos Silva. Na ocasião, ela destacou a pauta de direitos das mulheres negras.
     “Nós temos um cenário na educação com educadoras majoritariamente mulheres e pretas. Isso reforça muito o diálogo interseccional e que precisa ser considerado um aspecto importante na política pública educacional”, apontou Valquíria. Para a coordenadora-geral, uma educação mais comprometida e democrática ocorre quando se consegue analisar e identificar o contexto no qual uma escola é constituída por todos os trabalhadores que integram uma comunidade escolar.
      Ao longo do evento, os participantes defenderam a aprovação do Projeto de Lei n. 2387/23, que está em análise na Câmara e prevê a inclusão dos professores de educação infantil na carreira do magistério público da educação básica. O objetivo é beneficiá-los com o piso salarial nacional estabelecido na Lei n. 11.738/08. Esse Projeto foi aprovado na Comissão de Educação da Câmara, mas ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.
    No debate, os especialistas alertaram para o processo de empobrecimento de mulheres que trabalham no ensino infantil. Atualmente, esse ofício, com crianças de 0 a 3 anos, é exercido quase exclusivamente por mulheres e tem o pagamento do piso salarial vinculado à decisão administrativa local.
      Participantes – Também participaram do Seminário Fernanda Pereira Barbosa, procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT); Rosane da Silva, secretária de Autonomia Econômica e Políticas de Cuidados do Ministério das Mulheres; Carlos Giannazi, deputado estadual de São Paulo e professor; Alípio dos Santos Neto, coordenador de Ações de Controle da Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do Tribunal de Contas da União; Berta Lima, representante do Movimento Somos Todas Professoras; Lucas Carneiro, promotor de Justiça e coordenador do Núcleo de Defesa da Educação do Ministério Público do Estado de Alagoas; e Tânia Dornellas, assessora de Advocacy da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
      O Seminário foi promovido pelas Comissões de Educação; de Administração e Serviço Público; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Trabalho.

br/assuntos/noticias/2023/dezembro/mec-discute-politica-
                                                                                             de-valorizacao-de-educadoras-infantis(adaptado).                                                                                                
Na oração “O Ministério da Educação (MEC) participou, na última sexta-feira, 8 de dezembro, na Câmara dos Deputados, do Seminário...”, a expressão sublinhada classifica-se como:
Alternativas
Q2349816 Português
Gal, Gracinha, Tropical, Fatal  
O canto de Gal esteve por toda parte desde os anos 60,
escutá-la nos faz acreditar no que é lindo

Pedro Duarte

      Imensa, Gal nos deixa muito. Nelson Motta chamou a atenção para como, já no começo de sua trajetória, havia a voz de veludo e a voz de cristal, com afinação impressionante, mas também a voz de labaredas. No disco de estreia, Domingo, de 1967, junto com Caetano, a voz de veludo vinha da Bossa Nova. “João bateu em mim como um destino”, ela dizia. Na participação no Tropicalismo, como em “Mamãe coragem”, era a voz cristalina, lírica. E depois aparece a voz de labaredas em “Divino maravilhoso”. Era novembro de 1968, em um festival da canção televisionado. Gal subiu ao palco, e a garota tímida que era não subiu junto. Os arranjos de Gil, a extravagância na roupa e um cabelo black power ressaltavam os agudos e berros. Ruído na música. Expansiva, desafiadora e dionisíaca, Gal se impôs ao público dividido entre aplausos e vaias. Ela conta que aprendeu a defender o que fazia, olhando direto e firme para quem a atacava. “É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”, canta o refrão que pede atenção: tudo é divino e maravilhoso, tudo é perigoso. Gracinha, Maria das Graças, como foi conhecida no início, mudava. Seu nome agora seria Gal. Ela devorou antropofagicamente o rock e Janis Joplin. Depois que Caetano e Gil foram presos e exilados, Gal ficou no Brasil e se tornou uma representante dessa geração.


Disponível em:<https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/musica/gal-
gracinha-tropical-fatal>. Acesso em: 14 nov. 2023. 
O verso “É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte” corresponde a uma oração
Alternativas
Q2349277 Português
Segundo dados da ONU, 46,7% das turmas de ensino básico (...) têm acesso a computadores. (L.2-4)
No período acima, realizou-se corretamente a concordância com expressões envolvendo percentual. Assinale a alternativa em que isso não tenha acontecido.
Alternativas
Q2349274 Português
Mas quão (1) nocivo é realmente o uso do computador (2) para crianças? (L.54-55)
Assinale a função sintática que exercem os termos indicados em (1) e (2), respectivamente.
Alternativas
Q2348576 Português
Uma famosa escola cearense tem como lema “A escolha certa”. Considerando-se a regência do adjetivo “certa”, assinalar a alternativa que contenha a reescrita INCORRETA da expressão: 
Alternativas
Q2348532 Português
Mas ainda não está claro se esse efeito negativo em potencial é de curto ou longo prazo", explica Ranganathan. (L.68-70)
O termo sublinhado no período acima desempenha função sintática de
Alternativas
Q2348529 Português
De acordo com Ranganathan, há também muitos aspectos positivos no uso dessas tecnologias. (L.79-80)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima tenha sido feita de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q2348528 Português
Lankau e os outros pesquisadores, porém, querem que o Ministério de Educação alemão repense esse processo. (L.29-30)
A respeito do período acima, assinale a afirmativa incorreta
Alternativas
Q2348381 Português
Está CORRETO o emprego de ambos os elementos sublinhados na alternativa:
Alternativas
Q2348379 Português
Quanto às normas da concordância verbal, está CORRETA a frase:
Alternativas
Q2347926 Português

Darwin já via emoções ligadas à neurologia e à fisiologia 








(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2023/12/darwin-javia-emocoes-ligadas-a-neurologia-e-a-fisiologia.shtml. 4.dez.2023, com adaptações.)

Existe um defeito genético raro que causa a doença de Urbach-Wieth... (L.44-45)

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no excerto acima tenha sido feita de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q2347924 Português

Darwin já via emoções ligadas à neurologia e à fisiologia 








(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2023/12/darwin-javia-emocoes-ligadas-a-neurologia-e-a-fisiologia.shtml. 4.dez.2023, com adaptações.)

Para isso haveria uma rota universalmente repetida, que liga esse produto cerebral aos músculos. (L.5-7)

O termo sublinhado no período acima desempenha função sintática de
Alternativas
Q2347921 Português

Darwin já via emoções ligadas à neurologia e à fisiologia 








(Luciano Magalhães Melo. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luciano-melo/2023/12/darwin-javia-emocoes-ligadas-a-neurologia-e-a-fisiologia.shtml. 4.dez.2023, com adaptações.)

S.M. é uma mulher que tem esse diagnóstico, ela possuiu dificuldades em experienciar medo em momentos normativos; por exemplo, ao assistir a filmes de terror. (L.47-50)

Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no período acima não tenha sido feita seguindo a norma culta. Não leve em conta as alterações de sentido.
Alternativas
Q2346871 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Entre os parágrafos mencionados nesta questão, marque o único que inicia com termo variável em gênero e em número.
Alternativas
Q2346867 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Sobre a estrutura do período: "E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne", analise as assertivas com V (Verdadeiro) ou F (Falso):

(   )A expressão: "E no meio" exerce função sintática de adjunto adverbial de lugar.
(   )O particípio verbal adjetivado: "trotadas" exerce função sintática de predicativo do sujeito.
(   )A frase nominal: "de tantos cães maiores" está escrita com o antônimo de "menores".
(   )A oração: "como se fora carne de sua ruiva carne" − está escrita com a conjunção subordinativa comparativa.

Marque a alternativa com a série correta.
Alternativas
Q2346865 Português
TENTAÇÃO


(1º§) Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia, vibravam as pedras de calor − a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão.


(2º§) Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos. Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú.


(3º§) A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo. Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.


(4º§) Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria.


(5º§) Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos. Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.


(6º§) No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos − lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, talvez cedendo à gravidade com que se pediam.


(7º§) Mas ambos eram comprometidos. Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada. A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo.


(8º§) Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte do que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


*Glossário: "basset" é um termo de origem francesa "bas" que significa "baixo" ou "anão".

(Clarice Lispector. Escritora brasileira) -

(armazemdetexto.blogspot.com)
Analise as frases seguidas de informação à direita:

I.No período interrogativo: "Que foi que se disseram?" − temos uma proclise atraída pela conjunção subordinativa integrante "que".

II.O "se" da oração: "Ambos se olhavam" - enuncia reciprocidade.

III.Em: "A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina" − temos, respectivamente: - preposição essencial imposta pela regência nominal; contração prepositiva imposta pela regência verbal; contração prepositiva imposta pela regência nominal.

IV.A crase: "à" usada na frase: "Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento" − é imposta pela concordância verbal.

Marque a alternativa com a série correta
Alternativas
Q2346625 Português
“A expressão que tem a função de modificar ou ampliar o sentido de um adjetivo, de um advérbio ou de um verbo ou locução verbal, indicando uma circunstância, é denominada adjunto adverbial.” O adjunto adverbial pode: 
Alternativas
Q2346553 Português
Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01 





Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12665/das-vantagens-de-ser-bobo. Acesso em: 9 out. 2023. 
Ainda sobre o trecho “Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!” (Linhas 23-24), analise as afirmativas a seguir.
I. O verbo “há”, normativamente, poderia estar no plural concordando com “lugares”.
II. Os parênteses foram utilizados para inserir uma informação adicional ao trecho.
III. As vírgulas usadas em “por exemplo” são obrigatórias, de acordo com a norma.
IV. O termo “Ah” é uma interjeição, a qual aparece compondo uma frase exclamativa.
V. O termo “Minas Gerais”, no primeiro uso, funciona como sujeito e com ele o verbo “facilita” concorda.

Estão CORRETAS as afirmativas  
Alternativas
Q2346372 Português
       Você com certeza conhece algo de marketing. Como consumidor, está sujeito à propaganda e outras formas de promoção de vendas, de inúmeros fornecedores dos produtos e serviços. Como vendedor, está sempre disputando a atenção dos consumidores, tentando convencê-los a escolher seus produtos e serviços e não os da concorrência. Certamente, é um consumidor mais informado e exigente que os consumidores de meados do século passado. Tem, inclusive, mais escolhas que eles. Provavelmente, está acostumado a ler rótulos para verificar a data de validade do produto e sabe que, se tiver algum problema, o Código de Defesa do Consumidor está ao seu lado. Tudo isso é marketing — e muito mais. A função de marketing vai muito além da propaganda ou da promoção de vendas e compreende todas as formas de relacionamento com os clientes.

           O conceito de cliente é central em marketing, assim como o de transformação para operações e o de dinheiro para finanças. A base das transformações que se processaram na função de operações, enfatizando a qualidade e a eficiência, foi o interesse do cliente. Para acompanhar essa mudança, a função de marketing passou a desempenhar papel de fornecedora de inputs para outras funções — projeto de produto não é mais apenas uma questão de engenharia, mas também de trazer para dentro da empresa a voz do cliente. Os fundamentos de marketing, como a ênfase no cliente, integram agora o conteúdo da formação dos profissionais e dos dirigentes de outras áreas.

       O trabalho em marketing é diferenciado dentro da empresa. Tem muito mais conteúdo relacional que as outras áreas — marketing é uma questão de relacionamento, de persuasão, de inteligência emocional, de entendimento dos mecanismos do comportamento humano. Essa ênfase no estudo do cliente reflete-se no componente técnico nas competências profissionais, especialmente no uso das ferramentas da estatística na pesquisa de marketing. Mesmo quando essa competência é terceirizada, os profissionais de marketing precisam dialogar com os fornecedores. Marketing é uma área essencialmente externa — os profissionais vão a campo participar de eventos, fazer promoções, estudar os pontos de vendas, distribuir peças promocionais, fazer entrevistas com representantes de grupos de consumidores etc. É uma atividade frequentemente realizada ao ar livre e por meio de projetos — empreendimentos por encomenda, como eventos promocionais, contrastando com as atividades funcionais, contínuas e internas, de produção e finanças.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Considerando-se a regência nominal relativa à norma culta, analisar os trechos sublinhados nos itens abaixo:

I. Esperarei o ônibus junto com você para que não esteja sozinha.
II. Ele tem medo de que o gatinho se perca andando sozinho.
III. O jogador terminou sendo reinserido no grupo.


Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Respostas
23561: D
23562: C
23563: C
23564: B
23565: C
23566: C
23567: A
23568: A
23569: D
23570: D
23571: A
23572: B
23573: B
23574: B
23575: B
23576: C
23577: D
23578: A
23579: C
23580: C