Considerando-se a regência nominal relativa à norma culta, ...

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Q2346372 Português
       Você com certeza conhece algo de marketing. Como consumidor, está sujeito à propaganda e outras formas de promoção de vendas, de inúmeros fornecedores dos produtos e serviços. Como vendedor, está sempre disputando a atenção dos consumidores, tentando convencê-los a escolher seus produtos e serviços e não os da concorrência. Certamente, é um consumidor mais informado e exigente que os consumidores de meados do século passado. Tem, inclusive, mais escolhas que eles. Provavelmente, está acostumado a ler rótulos para verificar a data de validade do produto e sabe que, se tiver algum problema, o Código de Defesa do Consumidor está ao seu lado. Tudo isso é marketing — e muito mais. A função de marketing vai muito além da propaganda ou da promoção de vendas e compreende todas as formas de relacionamento com os clientes.

           O conceito de cliente é central em marketing, assim como o de transformação para operações e o de dinheiro para finanças. A base das transformações que se processaram na função de operações, enfatizando a qualidade e a eficiência, foi o interesse do cliente. Para acompanhar essa mudança, a função de marketing passou a desempenhar papel de fornecedora de inputs para outras funções — projeto de produto não é mais apenas uma questão de engenharia, mas também de trazer para dentro da empresa a voz do cliente. Os fundamentos de marketing, como a ênfase no cliente, integram agora o conteúdo da formação dos profissionais e dos dirigentes de outras áreas.

       O trabalho em marketing é diferenciado dentro da empresa. Tem muito mais conteúdo relacional que as outras áreas — marketing é uma questão de relacionamento, de persuasão, de inteligência emocional, de entendimento dos mecanismos do comportamento humano. Essa ênfase no estudo do cliente reflete-se no componente técnico nas competências profissionais, especialmente no uso das ferramentas da estatística na pesquisa de marketing. Mesmo quando essa competência é terceirizada, os profissionais de marketing precisam dialogar com os fornecedores. Marketing é uma área essencialmente externa — os profissionais vão a campo participar de eventos, fazer promoções, estudar os pontos de vendas, distribuir peças promocionais, fazer entrevistas com representantes de grupos de consumidores etc. É uma atividade frequentemente realizada ao ar livre e por meio de projetos — empreendimentos por encomenda, como eventos promocionais, contrastando com as atividades funcionais, contínuas e internas, de produção e finanças.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Considerando-se a regência nominal relativa à norma culta, analisar os trechos sublinhados nos itens abaixo:

I. Esperarei o ônibus junto com você para que não esteja sozinha.
II. Ele tem medo de que o gatinho se perca andando sozinho.
III. O jogador terminou sendo reinserido no grupo.


Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas

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Tema central: Regência nominal, ou seja, o uso correto das preposições exigidas por nomes (substantivos, adjetivos e advérbios), conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa. Este é um ponto recorrente em provas, exigindo domínio das preposições adequadas a cada termo.

Justificativa da alternativa correta (C):

O item II ("medo de") está correto porque o substantivo “medo” exige a preposição de. Por exemplo: “Temo a reprovação” ou “Tenho medo de reprovar”. Conforme Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), medo é um substantivo que pede de para introduzir seu complemento.

O item III ("reinserido no grupo") também está correto. O particípio “reinserido” exige, na norma-padrão, a preposição “em”: “O jogador foi reinserido em (no) grupo”. A fusão de em com o artigo o resulta em “no”. Isso está de acordo com Cunha & Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”) e com o uso culto.

Análise do item incorreto:

Item I ("junto com") está incorreto pela regra da regência do adjetivo “junto”. Conforme a norma culta, “junto” deve ser seguido de a (“junto a você”) ou de (“junto de você”), nunca de com, que é considerado pleonástico e inadequado na escrita formal (Cunha & Cintra; Bechara).

Estratégias para concursos:

Uma dica importante é sempre desconfiar de expressões “populares” na fala informal (“junto com”, “ao lado com”, etc.), pois concursos exigem a norma-padrão e as preposições exigidas estão nas gramáticas de referência. Também, atenção para formas que “soam bem”, mas cuja correção depende do uso tradicional, como “medo de” e “reinserido no”.

Referências: Bechara; Cunha & Cintra; Manual de Redação da Presidência da República (parte de regência nominal e recomendação pelo uso culto).

Gabarito: C) Somente os itens II e III.

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Comentários

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"Junto com" é redundância. Use apenas "com".

Os magistrados participaram da iniciativa junto com os servidores. (Errado)

Os magistrados participaram da iniciativa com os servidores. (Certo)

Saiu junto com o diretor. (Errado)

Saiu com o diretor. (Certo)

fonte:https://www.tjsc.jus.br/web/servidor/dicas-de-portugues/

GAB C

A expressão junto a significa ao lado de, junto de.

É muito comum, no entanto, o uso inadequado da expressão nos sentidos de entrar com pedido junto ao STF, protocolar requerimento junto à secretaria, contratar empréstimo junto ao banco.

 

Fique atento e use a preposição que o verbo exigir.

 

Ela elogiou a iniciativa do presidente, que determinou à Advocacia-Geral do Senado que entre com um recurso junto ao STF.

 

Ela elogiou a iniciativa do presidente, que determinou à Advocacia-Geral do Senado que entre com um recurso no STF.

 

O PRS 72/2012 autoriza a companhia gaúcha a contratar operação de até US$ 88,6 milhões junto ao BID.

 

O PRS 72/2012 autoriza a companhia gaúcha a contratar operação de até US$ 88,6 milhões no BID.

 

Representante de um instituto de arte contemporânea instalado em grande reserva da Mata Atlântica, em Brumadinho (MG), ela relatou o trabalho feito pela organização junto a crianças pobres da região.

 

Representante de um instituto de arte contemporânea instalado em grande reserva da Mata Atlântica, em Brumadinho (MG), ela relatou o trabalho feito pela organização com crianças pobres da região.

 

A expressão junto a pode ser usada com significado de adido.

ADIDO substantivo masculino 1. DIPLOMACIA funcionário diplomático, de carreira ou não, agregado à embaixada ou legação de seu país no estrangeiro, como representante de interesses específicos (adido militar, adido cultural etc.). 2. extranumerário não pertencente ao quadro oficial dos funcionários para o qual foi designado.

A embaixadora Marcela Nicodemos foi Indicada para representar o Brasil junto ao Quênia.

De acordo com o Cegalla, teríamos:

Junto a, de.

JUNTO COM - redundante e errado.

JUNTO DE, JUNTO A - perfeito.

Pensa num treco inútil.... português é froids

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