Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

Foram encontradas 41.988 questões

Q3511634 Português
A respeito da regência nominal e verbal relativa à norma culta da língua escrita, assinale a afirmativa que apresenta regência INCORRETA
Alternativas
Q3511632 Português

Instrução: Leia o texto e responda à questão.


Duplamente pobres são as mulheres que padecem situações de exclusão, maus-tratos e violência, porque frequentemente têm menores possibilidades de defender os seus direitos. Todavia, também entre elas, encontramos continuamente os mais admiráveis gestos de heroísmo na defesa e no cuidado da fragilidade das suas famílias.


(FRANCISCO. Evangelii Gaudium. São Paulo: Paulus Ed., 2013.)

Assinale a reescrita do texto que mantém o sentido com coesão, coerência e correção gramatical.
Alternativas
Q3510964 Português

Considere as seguintes informações:


Algumas das principais lavouras tropicais do mundo correm risco de ficar sem os insetos polinizadores. A presença desses insetos é essencial para a produção de uma grande variedade de frutos.


Considere as seguintes proposições para unir essas informações em um único período:



1. Algumas das principais lavouras tropicais do mundo correm risco de ficar sem os insetos polinizadores, onde a presença desses insetos é essencial para a produção de uma grande variedade de frutos.


2. Algumas das principais lavouras tropicais do mundo correm risco de ficar sem os insetos polinizadores, cuja presença é essencial para a produção de uma grande variedade de frutos.


3. Algumas das principais lavouras tropicais do mundo correm risco de ficar sem os insetos polinizadores, e a presença desses insetos é essencial para a produção de uma grande variedade de frutos.



Está/Estão correta(s) a(s) proposição(ões):

Alternativas
Q3510962 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Destruição criativa 2.0


Hélio Schwartsman


    Não compro muito a ideia de que a inteligência artificial (IA) vai destruir o mundo. Digo-o não porque tenha conhecimento privilegiado do porvir – em tese, é perfeitamente possível que as IAs sejam nossa ruína –, mas porque sei que, diante do novo, nossa tendência é sempre a de exagerar os perigos. Quem quiser uma confirmação empírica disso pode pegar nas coleções de jornais os artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que comentavam o advento dos bebês de proveta, que hoje não despertam mais polêmica.

    Daí não decorre que devamos tratar as IAs com ligeireza. É uma mudança tecnológica de enorme potencial e que terá impactos, em especial sobre o emprego. Já vimos antes a chamada destruição criadora em ação. Mas, ao que tudo indica, desta vez, a aniquilação de postos de trabalho se dará em escala maior e atingirá também funções criativas ocupadas pelas elites intelectuais, que foram poupadas em viragens tecnológicas anteriores.

    O “big picture”, porém, talvez não seja dos piores. Tanto Marx como Keynes anteviram um mundo em que as mudanças tecnológicas avançariam tanto que resolveriam o problema econômico da humanidade, isto é, as máquinas produziriam sozinhas e de graça tudo o que necessitamos, de comida a bens industrializados, passando por vários tipos de serviço. A dificuldade é que, como isso não vai acontecer da noite para o dia, devemos esperar uma transição complicada. E complicada não apenas em termos econômicos e sociais mas também psicológicos.

    Quando conhecemos uma pessoa, uma das primeiras perguntas que lhe dirigimos é “o que você faz?”. Vivemos em sociedades em que os indivíduos se definem em larga medida por sua profissão. Tirar isso deles pode provocar um vazio existencial. É até possível que, com o problema econômico resolvido, passemos a extrair transcendência de outras atividades. Imagine um mundo de artistas. Mas isso vai exigir uma revolução anímica.



Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2023/09/destruicao-criativa-20.shtml.


anímica: que é próprio da alma

Considere a seguinte sentença extraída do texto:


“Quando conhecemos uma pessoa, uma das primeiras perguntas que lhe dirigimos é ‘o que você faz?’”.


Considere as seguintes propostas de substituição do trecho destacado:



1. que dirigimos a ela


2. que dirigimos a essa pessoa


3. que a dirigimos



Pode(m) substituir corretamente o trecho destacado: 

Alternativas
Q3510958 Português

O texto a seguir é referência para a questão.


Destruição criativa 2.0


Hélio Schwartsman


    Não compro muito a ideia de que a inteligência artificial (IA) vai destruir o mundo. Digo-o não porque tenha conhecimento privilegiado do porvir – em tese, é perfeitamente possível que as IAs sejam nossa ruína –, mas porque sei que, diante do novo, nossa tendência é sempre a de exagerar os perigos. Quem quiser uma confirmação empírica disso pode pegar nas coleções de jornais os artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que comentavam o advento dos bebês de proveta, que hoje não despertam mais polêmica.

    Daí não decorre que devamos tratar as IAs com ligeireza. É uma mudança tecnológica de enorme potencial e que terá impactos, em especial sobre o emprego. Já vimos antes a chamada destruição criadora em ação. Mas, ao que tudo indica, desta vez, a aniquilação de postos de trabalho se dará em escala maior e atingirá também funções criativas ocupadas pelas elites intelectuais, que foram poupadas em viragens tecnológicas anteriores.

    O “big picture”, porém, talvez não seja dos piores. Tanto Marx como Keynes anteviram um mundo em que as mudanças tecnológicas avançariam tanto que resolveriam o problema econômico da humanidade, isto é, as máquinas produziriam sozinhas e de graça tudo o que necessitamos, de comida a bens industrializados, passando por vários tipos de serviço. A dificuldade é que, como isso não vai acontecer da noite para o dia, devemos esperar uma transição complicada. E complicada não apenas em termos econômicos e sociais mas também psicológicos.

    Quando conhecemos uma pessoa, uma das primeiras perguntas que lhe dirigimos é “o que você faz?”. Vivemos em sociedades em que os indivíduos se definem em larga medida por sua profissão. Tirar isso deles pode provocar um vazio existencial. É até possível que, com o problema econômico resolvido, passemos a extrair transcendência de outras atividades. Imagine um mundo de artistas. Mas isso vai exigir uma revolução anímica.



Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2023/09/destruicao-criativa-20.shtml.


anímica: que é próprio da alma

Releia a seguinte sentença:



Quem quiser uma confirmação empírica disso pode pegar nas coleções de jornais os artigos catastrofistas dos anos 1970 e 1980 que comentavam o advento dos bebês de proveta, que hoje não despertam mais polêmica.



O termo “que”, destacado, é relativo a:

Alternativas
Q3509565 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, _______ se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, _______ decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.
    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar _______. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.
    Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes ______ um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.


Luis Fernando Verissimo. O nariz e outra crônicas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto. 
Alternativas
Q3509563 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Literatura para ver

Georgina Martins

    “Mas eles não são cegos, como é que não conseguem ler Machado de Assis?” Em 2008, esta foi a minha resposta ao pedido de ajuda de uma aluna do curso de especialização em literatura infantil e juvenil da Faculdade de Letras da UFRJ. Ela era professora do Ensino Médio da rede pública e precisava de sugestões metodológicas para ensinar literatura aos seus alunos surdos. Minha resposta, na verdade, minha pergunta, foi resultado do meu primeiro espanto diante de uma questão a qual sequer poderia supor que se tornaria minha principal indagação e meu maior desafio na prática docente.
    A professora desejava que seus alunos surdos lessem Machado de Assis, o que, para minha ignorância, não se constituía em um problema diferente daqueles que a grande maioria dos professores de literatura enfrenta. Por isso me pus a sugerir os mais batidos conselhos: ler com eles, explicar a sintaxe de Machado, mostrar que a estrutura frasal é mais complexa do que a dos textos com os quais estão acostumados, fazer um passeio pelo contexto histórico e cultural do Brasil do século XIX, e, principalmente, fazê-los acreditar que a professora deles é uma leitora, e todo aquele papo de educação pelo exemplo.
    A professora me repetiu que os alunos eram surdos e que, por isso, tinham muitas dificuldades com a leitura, logo, ensinar literatura para eles não era uma tarefa fácil. Confesso que não entendi quase nada do problema, porque minha ignorância no assunto me fazia pensar que a surdez não se configurava em impedimento para o aprendizado da língua portuguesa.
    Movida pela curiosidade em adentrar em um universo de novas possibilidades e pelo desejo de ajudar a tal aluna, procurei auxílio com a professora Deize Santos, que, à época, atuava no departamento de linguística da Faculdade de Letras. Coincidentemente, ela estava às voltas com a aprovação de dois importantes cursos nessa área – uma graduação em Letras-Libras e uma pós-graduação em tradução e interpretação em língua de sinais – e não mediu esforços em partilhar todo conhecimento que havia acumulado sobre o tema. Três anos depois, por ocasião da aprovação do curso de “pós”, convidou-me para ministrar a disciplina de literatura infantil e juvenil para a turma de surdos e ouvintes que começava na Faculdade de Letras. A experiência não só me fez rever toda prática de ensino, como ainda proporcionou minha plena realização profissional, confirmando a crença de que ensinar literatura é preciso e aprender literatura é um direito de todo ser humano.
    Tenho por hábito começar minhas aulas buscando esclarecer a origem e a natureza do objeto sobre o qual vamos nos debruçar durante o período letivo, daí a necessidade de começar investigando, juntamente com a turma, os diferentes modos de conceituar literatura e seus principais gêneros discursivos, como poesia e prosa, para, logo em seguida, entrar na discussão sobre o literário e o literal, tendo como suporte as noções linguísticas de denotação e conotação. Mas como fazer isso com alunos surdos que não têm a língua portuguesa como primeira língua?
    Descobri que os surdos acabam por ser estrangeiros na própria pátria. Era preciso pensar o ensino de literatura de outro modo, uma literatura para ver, e só depois para ler […]


Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/literatura-para-ver/. Adaptado. 
As expressões logo e porque, destacadas no texto, podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por, respectivamente: 
Alternativas
Q3509371 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
Do último parágrafo do texto, é possível depreender a definição de verbo reflexivo e de voz passiva: ação do sujeito que reflete sobre ele mesmo e ação em que se omite o agente, respectivamente. O autor utiliza a construção desse parágrafo para:  
Alternativas
Q3509368 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Ex•tin•ção

    Extinguir é apagar um incêndio. Essa é a primeira acepção do verbo latino “exstinguere”, daí o nosso “extintor” vermelhinho. O fogo aparece exaustivamente como metáfora do amor e da vida: “que não seja imortal, posto que é chama”, reza o verso de Vinicius de Moraes; “a chama dele se apagou”, dizemos quando alguém morre. E assim o sentido de “extinguir” também se alastra, de “apagar a vida do fogo” para “apagar o fogo da vida”. Extinguir é ______, ______, ______, ______.
    Hoje, um dos maiores incêndios que o homem precisa apagar é a própria extinção: o apagamento iminente de 1 milhão de espécies de animais e vegetais do planeta. Nunca na história da humanidade tantos seres vivos estiveram ameaçados, conforme mostra o relatório lançado em maio de 2019 pela IPBES, uma plataforma de pesquisa das Nações Unidas. Extinguir também é destingir: o mundo vai perdendo seu colorido e ficando desbotado.
    Quase sempre, entendemos “extinguir” como verbo reflexivo, e isso nos leva a acreditar que as espécies se extinguem sozinhas. Ou ainda adotamos uma frase feita na voz passiva, “as espécies estão ameaçadas de extinção”, que omite o agente: ameaçadas por quem?


Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/lexico/2019/06/09/A-chama-que-o-homem-apaga.-E-com-ela-vai-a-vida-no-planeta. Adaptado. 
A palavra “daí”, destacada no texto, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Alternativas
Q3509362 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Me lembro com clareza de todas as minhas professoras, mas me lembro de uma em particular. Ela se chamava Dona Ilka. Curioso: por que escrevi “Dona Ilka” e não Ilka? Talvez por medo de que ela se materializasse aqui ao meu lado e exigisse o “Dona”, _______ se viu tratar professora pelo primeiro nome, menino? No meu tempo ainda não se usava o “tia”. Elas podiam ser boas e até maternais, _______ decididamente não eram nossas tias. A Dona Ilka não era maternal. Era uma mulher pequena com um perfil de passarinho. Um pequeno passarinho loiro. E uma fera.
    Eu era aluno “bem-comportado”. Era um vagabundo, não aprendia nada, vivia distraído. Mas comportamento, 10. Por isto até hoje faço verdadeiras faxinas na memória, procurando embaixo de tudo e em todos os nichos a razão de ter sido, um dia, castigado pela Dona Ilka. Alguma eu devo ter feito, mas não consigo lembrar _______. O fato é que fui posto de castigo. Que consistia em ficar de pé num canto da sala de aula, com a cara virada para a parede. (Isto tudo, já dá pra ver, foi mais ou menos lá pela Idade Média.) Mas o que eu nunca esqueci foi a Dona Ilka ter me chamado de “santinho do pau oco”.
    Ser bem-comportado em aula não era uma decisão minha nem era nada de que me orgulhasse. Era só o meu temperamento. Mas a frase terrível da Dona Ilka sugeria que a minha boa conduta era uma simulação. Eu era um falso. Um santo falsificado! Depois disso, pelo resto da vida, não foram poucas as vezes ______ um passarinho imaginário com perfil de professora pousou no meu ombro e me chamou de fingido. Os santinhos do pau oco passam a vida se questionando.


Luis Fernando Verissimo. O nariz e outra crônicas. São Paulo: Ática, 1995. Adaptado. 
O termo “Que”, destacado no segundo parágrafo, é relativo a: 
Alternativas
Q3509333 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Hospitais com jardins que ajudam a curar

Mariza Tavares

    A não ser quando se trata de visitar um bebê recém-nascido numa maternidade, qualquer ida a um hospital, com raras exceções, está longe de significar uma experiência agradável. É por isso que vem ganhando corpo a ideia dos jardins terapêuticos, que ajudam a curar: espaços onde pacientes, familiares e as equipes de saúde podem apreciar a natureza, relaxar e recarregar as baterias.
    Disparados na frente, enchem os olhos os projetos em hospitais infantis. O Boston Children’s Hospital tem jardins internos e externos, mas o principal fica no topo e pode ser utilizado para sessões de fisioterapia e até por crianças impossibilitadas de sair do leito. No centro, numa pequena elevação, o gramado convida a relaxar e olhar o céu. No St. Louis Children’s Hospital, o terraço dispõe de laguinho, muitas plantas e flores, área para contação de histórias e teatro de marionetes. Para driblar o frio da cidade, o Chicago Lurie Children’s Hospital criou um espaço no 23.º andar que, apesar de fechado, aproveita ao máximo a luz natural.
    As boas iniciativas não se restringem ao púbico infantil. No Boston Medical Center, o terraço foi transformado em horta, que fornece produtos fresquíssimos para o consumo dos pacientes e também para as lanchonetes da instituição. A “fazenda” conta ainda com uma colmeia e oferece visitas guiadas e trabalho para voluntários.
    No sul de Los Angeles, o Martin Luther King Jr. Community Hospital se orgulha do seu “Jardim Azul”, ao lado do espaço de meditação, aproveitando o efeito calmante da cor. Seu idealizador é o arquiteto Dan Corson, que usou 33 tons de azuis no projeto: do cascalho que forra os canteiros a plantas cujas folhas apresentam essa tonalidade.
    Clare Cooper Marcus, professora emérita da Universidade da Califórnia, é autora de Paisagens terapêuticas e uma referência internacional sobre o assunto. Sua fórmula para os jardins terapêuticos inclui ênfase na acessibilidade e distrações: fontes, esculturas, áreas ensolaradas e de sombra, assim como lugares mais reservados para quem quer ficar sozinho.


Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2023/07/30/hospitais-com-jardins-que-ajudam-a-curar.ghtml. Adaptado.  
As expressões “a não ser” e “não se restringem ao”, destacadas no texto, podem ser substituídas, respectivamente, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q3509330 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

Mito ou morte? Extinção das abelhas seria apocalipse para humanos?

    Você já deve ter ouvido falar que se as abelhas sumissem, nós, seres humanos, também sumiríamos da Terra. Mas ______? Qual é o real impacto que a vida das abelhas tem no ciclo de vida da natureza? Ecoa conversou com dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e eles dizem que não, a situação não seria tão fatídica assim. Não seria o fim de nossa vida, mas, de certa forma, seria o fim de como a nossa vida é hoje. Sem as abelhas muitas coisas poderiam ser alteradas, produtos ficariam mais caros e até mesmo o chocolate poderia desaparecer.
    As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta, possibilitando que haja a formação dos frutos e sementes e a consequente reprodução das espécies vegetais. Alguns frutos que dependem quase totalmente da polinização animal são a maçã, o maracujá e o cacau. “Se as abelhas forem extintas, podemos ter a redução e até mesmo o sumiço dessas frutas. Ou vai ser caro demais ou não vai ser mais possível obtê-las”, diz Maria Teresa Rego Lopes, pesquisadora da Embrapa. Ou seja, sim, sem as abelhas o cacau pode desaparecer e, com ele, o chocolate!
    Quem também depende das abelhas para sobreviver são as matas nativas, mesmo que indiretamente. Maria Teresa afirma que, conforme estudos, a dependência dessas plantas pode ser superior a 90% em alguns ecossistemas. Quando se trata de plantas cultivadas, o déficit na produção pode ser enorme, dependendo do grau de dependência da cultura. Por exemplo, cerca de 30% das principais culturas mundiais poderia sofrer redução de 40% a 90% na produção se faltassem polinizadores.
    Isso sem contar que, muitas vezes, a planta depende desses insetos para se reproduzir. A alfafa, por exemplo, é fornecida como alimento a animais que depois serão consumidos por seres humanos. “Se as abelhas sumirem, haverá um grande desequilíbrio em toda a cadeia alimentar e no ciclo de vida da natureza”, diz a pesquisadora.
    O engenheiro ambiental, pesquisador da Embrapa e do comitê científico da Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A), Décio Gazzoni, explica que existem outros agentes polinizadores, como pequenos mamíferos, algumas aves, morcegos e o próprio vento, mas as abelhas são a espécie mais eficiente. Mundialmente, a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) conta com 128 países signatários em busca das melhores práticas de uso sustentável da natureza e conservação do ecossistema. Eles produzem ainda informações para fomentar a decisão em políticas públicas. Diversos órgãos do governo têm legislação para o manejo das abelhas. Elas estão em esfera estadual, municipal, e nacional, pelo Ministério do Meio Ambiente/Ibama e o da Agricultura.
    Dentro dessas diretrizes, estão as regras para uso de agrotóxicos de maneira controlada e seguindo as instruções da bula, de modo que sua aplicação ocorra nos horários em que esses insetos não estejam fazendo a polinização no local. O pesquisador avalia que estamos pagando um preço enorme com as alterações climáticas ocasionadas por agressões dos seres humanos na natureza. “Precisamos entender a importância desses insetos na natureza e aprender a coexistir com eles.”


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2023/07/09/e-verdade-que-o-fim-das-abelhas-seria-o-fim-tambem-da-nossa-vida.htm. Adaptado. 
Releia o trecho a seguir:

“As abelhas são as principais responsáveis pela polinização, ou seja, são elas que transferem o pólen entre as partes reprodutoras masculinas e femininas de uma planta […]”.

A expressão destacada introduz:
Alternativas
Q3509245 Português
Instrução: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Emergência neurológica


Governos devem focar nessas doenças, ligadas ao envelhecimento populacional


Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes, e foi ajustando esse foco que nova análise do relatório "Fardo Global da Doença" apontou as enfermidades neurológicas como problema central do presente.

O estudo publicado no periódico The Lancet Neurology revela que, em 2021, 43% da população mundial, 3,4 bilhões de pessoas, enfrentaram doenças do sistema nervoso, como demências, cefaleias ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Essas patologias cresceram mais de 50% desde a década de 1990 e ultrapassaram as cardiovasculares, antes consideradas mais prevalentes. Tal mudança decorre de vários fatores, até metodológicos.

O escopo de distúrbios neurológicos do relatório avançou de 15 para 37, incluindo síndromes como complicações da Covid-19. Além disso, o AVC passou a ser classificado como problema neurológico, e não mais cadiovascular.

O AVC não deixou de ter como origem a obstrução de vaso sanguíneo no cérebro. Os efeitos desses acidentes num órgão vital, como paralisias, é que pesaram mais que a etiologia para classificá-los entre as patologias neurológicas.

Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios: o envelhecimento da população. Com mais idosos, aumenta a prevalência de moléstias características dessa faixa etária, como Alzheimer, Parkinson e AVCs.

A tendência é global e se manifesta também em países de renda média, como o Brasil. Entre os censos de 2010 e 2022, a parcela de habitantes com 65 anos ou mais no país passou de 14 milhões (7,4%) para 22 milhões (10,9%) — o aumento absoluto foi de 57,4%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo.

Nada menos que 75% dos brasileiros idosos dependem exclusivamente do SUS. Desde 2018, o serviço tem diretrizes para essa fase da vida, com foco em tratamento, prevenção e qualidade de vida — como deve ser e como se torna doravante imperioso aprofundar.


([email protected]. 17.03.2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/03/emergencianeurologica.shtml. Acesso em 06 de abril de 2024.) 
Sobre recursos linguísticos e gramaticais usados nesse texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Da perspectiva da saúde individual, efeitos importam mais que causas. São eles a diminuir a qualidade de vida dos pacientes. O termo em destaque colabora para a coesão do texto, já que referencia um termo anterior.
( ) Há, porém, fenômeno subjacente mais significativo que alterações de critérios. Esse trecho exemplifica o registro formal da linguagem.
( ) O vocábulo envelhecimento é um substantivo comum, formado pelo processo de derivação imprópria.
( ) O trecho A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que a região das Américas não conta com o preparo desejável para lidar com o envelhecimento progressivo é um exemplo de um período composto por subordinação.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509240 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


Meu povo seguiu rumando de um canto para outro, procurando trabalho. Buscando terra e morada. Um lugar onde pudesse plantar e colher. Onde tivesse uma tapera para chamar de casa. Os donos já não podiam ter mais escravos, por causa da lei, mas precisavam deles. Então, foi assim que passaram a chamar os escravos de trabalhadores e moradores. Não poderiam arriscar, fingindo que nada mudou, porque os homens da lei poderiam criar caso. Passaram a lembrar para seus trabalhadores como eram bons, porque davam abrigo aos pretos sem casa, que andavam de terra em terra procurando onde morar. Como eram bons, porque não havia mais chicote para castigar o povo. Como eram bons, por permitirem que plantassem seu próprio arroz e feijão, o quiabo e a abóbora. A batata-doce do café da manhã. "Mas vocês precisam pagar esse pedaço de chão onde plantam seu sustento, o prato que comem, porque saco vazio não fica em pé. Então, vocês trabalham nas minhas roças e, com o tempo que sobrar, cuidam do que é de vocês. Ah, mas não pode construir casa de tijolo, nem colocar telha de cerâmica. Vocês são trabalhadores, não podem ter casa igual a dono. Podem ir embora quando quiserem, mas pensem bem, está difícil morada em outro canto."


(VIERIA JÚNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019.)
No que trata dos aspectos gramaticais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) saco vazio (linha 9) é uma expressão que compõe o sujeito da oração.
( ) A repetição do pronome onde nesse texto é um recurso coesivo que pretende reforçar uma ideia.
( ) Os vários usos do vocábulo como nesse texto denota comparação.
( ) A narrativa foi escrita na 3ª pessoa do discurso.
( ) Os vocábulos procurando e buscando (linha 1) têm uma relação de sinonímia.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3509213 Português
Instrução: Leia o podcast escrito por Matheus Fin e Joice Gonçalves e responda à questão.


    Quando temos um filho, queremos que o seu nome reverbere uma projeção de poder. Arthur, tão forte e sábio quanto o rei, João, tão amigo e companheiro como o discípulo, Maria, tão carinhosa e dedicada quanto a mãe, e formulamos teorias de como nossas crianças precisam ser. Mas, e o exemplo que damos no dia a dia, eles não são tão fundamentais?

    Educar um filho para o mundo é quase uma ordem primária de como ser um bom pai, mas para além disso, precisamos educar nossos filhos para lutar contra a injustiça, ter força e perseverança para conquistar seus ideais e saber seguir lições observando as experiências da vida.

    Lutar pelos ideais de enobrecimento é ensinamento que não devemos renegar a segundo plano, em se falando de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior.

    Só sabemos que a nossa tarefa enquanto formadores está realmente completa quando os nossos filhos são exemplos para outros, dando continuidade ao ciclo. Você já pensou nisso?


(Disponível em: https://primeirapagina.com.br. Podcast “Pense nisso”. Acesso em: 07/03/2024.)
No segundo parágrafo, o trecho para além disso significa
Alternativas
Q3509211 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.


O caminho das pedras


    Era um rapaz quieto, de poucos amigos. Gostava de pescar, mas sempre sozinho. Sonhador, também era. Acalentava sonhos elaborados, que sabia quase impossíveis. Sonhos de um dia ser um grande artista, um pintor, talvez, ou um músico. Quem sabe um maestro. Nada fazia para concretizar tais sonhos, mas tampouco sofria. Talvez se convencesse de que sonhar é melhor do que viver.

    Talvez, pela mesma razão, gostasse tanto de pescar. Alguém já disse que pescar é um esporte que consiste de uma vara, com um peixe numa ponta e um idiota na outra. Mas o rapaz achava isso uma injustiça. A pescaria, principalmente se solitária, é um momento em que o pescador se vê propenso às mais profundas reflexões. É um ato de inteligência.

     E foi pensando assim que, naquele fim de tarde, pegou seus apetrechos - a maleta de duas cores, cheia de faquinhas, chumbadas, anzóis e mais a vara de pesca – e tomou o caminho do mirante, beirando os costões de pedra. Caminhou pela amurada estreita, de pedras sobrepostas, vendo o brilho do mar lá embaixo, de um verde escuro, denso, tão diverso do verde aguado do capinzal que se estendia pela encosta. O sol de verão já ia baixo no horizonte, na certa uma bola vermelha, mas dali de onde estava não podia vê-lo, as montanhas impediam. Via apenas o avermelhado do céu no ponto em que este se juntava ao mar.


(SEIXAS, H. O amigo do vento. Crônicas. São Paulo: Moderna, 2015.)
Sobre a análise gramatical de palavras da frase Talvez se convencesse de que sonhar é melhor do que viver., assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3509191 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.


Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco



    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasido, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: “Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: “Tudo bem, eu fago um Pix." AÍ ele frisou: “S6 aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saida. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possivel nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situagao assim. O segundo gargom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que ja conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? 0 exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dé a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de politico. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitéria. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.



Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição n° 2882.


"Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia." 1°§


As duas primeiras virgulas nesse trecho separam: 

Alternativas
Q3509151 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco


    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?”. Respondi: “Não, mas já há algum tempo queria conhecer”. Ele disse : “Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." AÍ ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do taxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? 0 exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, á pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão:

"Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta.” Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de politico. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.



Publicado em VEJA de 1° de margo de 2024, edição nº 2882.

  

"Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia." 1°§


As duas primeiras vírgulas nesse trecho separam:

Alternativas
Q3509032 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão



IA afetará cerca de 40% dos empregos do mundo, diz FMI. Relatório do Fundo indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar.


14.jan.2024



    WASHINGTON | AFP A inteligência artificial (IA) afetará 60% dos empregos nas economias avançadas, afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.


    "As economias avançadas e alguns mercados emergentes verão 60% de seus empregos afetados", disse em uma entrevista em Washington, citando um novo relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o assunto.


    "E depois diminui para 40% para os mercados emergentes, 26% para os países de baixa renda", acrescentou, referindo-se ao relatório do FMI, que aponta que, globalmente, quase 40% do emprego mundial está exposto à IA.


    O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA.


    "Seu trabalho pode desaparecer completamente, o que não é bom, ou a inteligência artificial pode aprimorar seu trabalho, tornando-o mais produtivo e aumentando sua renda", explicou Georgieva à AFP.


    Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor nos mercados emergentes e em economias em desenvolvimento, também é menos provável que se beneficiem das vantagens dessa nova tecnologia, de acordo com o FMI.


    "Isso poderia agravar a lacuna digital e a disparidade de renda entre os países", continuou o relatório, acrescentando que os trabalhadores mais velhos provavelmente serão mais vulneráveis  às mudanças causadas pela IA.


    O FMI vê uma oportunidade significativa para as políticas abordarem essas preocupações, disse Georgieva à AFP.


    "Devemos nos concentrar em ajudar os países de baixa renda, em particular, a agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial apresentará", disse.


    "Em outras palavras, abracem-na, está chegando", acrescentou. "Então, a inteligência artificial, sim, assusta um pouco. Mas também é uma tremenda oportunidade para todos."


https://www1.folha.uol.com.br


"O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA." 4°§



A vírgula nesse período introduz

Alternativas
Q3509031 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão



IA afetará cerca de 40% dos empregos do mundo, diz FMI. Relatório do Fundo indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar.


14.jan.2024



    WASHINGTON | AFP A inteligência artificial (IA) afetará 60% dos empregos nas economias avançadas, afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.


    "As economias avançadas e alguns mercados emergentes verão 60% de seus empregos afetados", disse em uma entrevista em Washington, citando um novo relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o assunto.


    "E depois diminui para 40% para os mercados emergentes, 26% para os países de baixa renda", acrescentou, referindo-se ao relatório do FMI, que aponta que, globalmente, quase 40% do emprego mundial está exposto à IA.


    O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA.


    "Seu trabalho pode desaparecer completamente, o que não é bom, ou a inteligência artificial pode aprimorar seu trabalho, tornando-o mais produtivo e aumentando sua renda", explicou Georgieva à AFP.


    Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor nos mercados emergentes e em economias em desenvolvimento, também é menos provável que se beneficiem das vantagens dessa nova tecnologia, de acordo com o FMI.


    "Isso poderia agravar a lacuna digital e a disparidade de renda entre os países", continuou o relatório, acrescentando que os trabalhadores mais velhos provavelmente serão mais vulneráveis  às mudanças causadas pela IA.


    O FMI vê uma oportunidade significativa para as políticas abordarem essas preocupações, disse Georgieva à AFP.


    "Devemos nos concentrar em ajudar os países de baixa renda, em particular, a agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial apresentará", disse.


    "Em outras palavras, abracem-na, está chegando", acrescentou. "Então, a inteligência artificial, sim, assusta um pouco. Mas também é uma tremenda oportunidade para todos."


https://www1.folha.uol.com.br


"Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor [...]." 6°§





Mantendo-se o sentido da frase, o conector discursivo destacado pode ser substituído por:

Alternativas
Respostas
10581: A
10582: C
10583: D
10584: C
10585: C
10586: E
10587: B
10588: A
10589: E
10590: B
10591: A
10592: A
10593: B
10594: C
10595: B
10596: C
10597: A
10598: A
10599: B
10600: D