Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3656846 Português
Ainda sobre o texto do escritor Vivaldo Coaracy.

“Os adiantamentos dos meios de transporte, conferindo maior mobilidade aos indivíduos, concorrem para a dispersão e a fluidez dos agrupamentos e assim, de modo indireto, para a diluição e afrouxamento dos laços afetivos, incentivando a volubilidade.”

Assinale a opção que apresenta uma crítica válida sobre a sua estruturação.
Alternativas
Q3656347 Português

Leia o texto abaixo:



Ciência da felicidade: Harvard revela caminhos para bem-estar duradouro



Pesquisas em Psicologia Positiva mostram que hábitos simples podem aumentar a alegria, fortalecer relações e promover saúde mental e física


17/08/2025 – Marcelo Fraga



A felicidade deixou de ser apenas algo subjetivo e se tornou objeto de estudo científico. Pesquisadores da Universidade de Harvard, liderados por especialistas em Psicologia Positiva, descobriram que o bem-estar emocional pode ser cultivado por meio de práticas específicas e comprovadas.


Contrariando a crença popular, a felicidade não depende apenas de fatores externos como dinheiro, sucesso ou relacionamentos perfeitos. […]


A prática da gratidão é considerada um dos hábitos mais poderosos respaldados pela ciência. Estudos mostram que pessoas que dedicam alguns minutos diários para reconhecer aspectos positivos da vida experimentam mudanças cerebrais mensuráveis.


Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/trends/ciencia-dafelicidade-harvard-revela-caminhos-para-bem-estar-duradouro Acesso: 18 Ago 2025 (Adaptado)



Observando as expressões em destaque no texto, assinale a alternativa que demonstra, corretamente, as relações desses termos com outros do texto, nomeando, também corretamente, o fenômeno gramatical dessas conexões.

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Q3656096 Português
Leia o Texto II para responder à questão.


Texto II - A entomologia


    É a especialidade da biologia que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas, os animais e o meio ambiente. A palavra Entomologia é proveniente da união de dois radicais gregos, entomon (inseto) e logos (estudo) e vem sendo empregada desde Aristóteles (384-322 a.C.) para designar “estudo dos insetos”.

    Entomologia é uma palavra que vem do idioma grego antigo. Entomom significa inseto e é derivado do radical entomos, que significa cortado, dividido. A maioria dos insetos apresenta o corpo dividido em numerosos anéis ou segmentos. Logos significa fala, discurso, estudo de algo. Sendo assim Entomologia significa estudo dos insetos. Inseto é outra palavra, derivada do latim Animale insectum, significa animal segmentado.

    As coleções científicas formadas por insetos são chamadas entomológicas. Nestes acervos encontram-se armazenados, ordenados e preservados espécimes ou estruturas de espécimes mortos para pesquisas. As coleções são importantes registros da existência de espécies no tempo e no espaço, sendo também repositórios dos espécimes-tipo, os quais são imprescindíveis para a identificação correta de exemplares. Atividades como a manutenção, preservação e desenvolvimento de acervos científicos são indispensáveis e não podem ser interrompidas. As coleções são ainda testemunhos da fauna de áreas protegidas, de áreas impactadas ou mesmo em via de desaparecimento e, portanto, são a base para pesquisas em biodiversidade, sistemática e evolução.

    Uma das mais importantes e maiores coleções entomológicas da América Latina é a Coleção Entomológica do Instituto Oswaldo Cruz devido à dimensão de seu acervo, valor científico, histórico e educativo. Menciona-se ainda sua grande importância para a saúde pública já que muitos dos exemplares lá depositados servem como referência para a identificação de vetores de doenças infecciosas.

Fonte: A entomologia. Disponível em: https://www.saude.ba.gov.br/suvisa/vigilancia-epidemiologica/doencas-de-transmissao-vetorial/entomologia/. Acesso em: 17 de jul. de 2025. 
Leia o trecho extraído do texto II: “As coleções são importantes registros da existência de espécies no tempo e no espaço, sendo também repositórios dos espécimes-tipo, os quais são imprescindíveis para a identificação correta de exemplares.” Considerando o uso do pronome relativo “os quais”, marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE sua referência, classificação e função no período.
Alternativas
Q3655996 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto I


A TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICAE ALONGEVIDADE SÃO CONQUISTAS HISTÓRICAS 


E o envelhecimento saudável pode se tornar uma nova fonte de riqueza


    Por mais de 200 mil anos, desde o surgimento do Homo sapiens, as taxas de mortalidade e natalidade permaneceram elevadas. No entanto, com o avanço da ciência, da tecnologia e da produção de bens e serviços, especialmente após a Revolução Industrial, a dinâmica demográfica e econômica começou a se transformar.


    O desenvolvimento urbano-industrial possibilitou a transição demográfica – processo de redução das taxas de mortalidade e fecundidade –, que, por sua vez, impulsionou ainda mais o desenvolvimento. Taxas mais baixas de natalidade são fundamentais para a redução da pobreza e da fome, pois a menor quantidade de filhos facilita o investimento na qualidade de vida das crianças. Mulheres com maior autonomia reprodutiva tendem a apresentar níveis mais elevados de escolaridade, maior inserção no mercado de trabalho e renda mais alta.


    A transição demográfica provoca uma mudança na estrutura etária, caracterizada pelo estreitamento da base da pirâmide populacional e pelo aumento da proporção de pessoas em idade produtiva – fase conhecida como primeiro bônus demográfico. Todos os países que hoje apresentam elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) souberam capitalizar esse primeiro bônus, um fenômeno temporário que se inicia com a redução da proporção de crianças e se encerra com o crescimento da população idosa. Paralelamente à mudança etária, emerge um segundo bônus, associado ao aumento da produtividade. Este decorre da elevação dos níveis de escolaridade, do investimento em máquinas, equipamentos e infraestrutura e da incorporação de novas tecnologias ao processo produtivo. Por fim, o aumento da expectativa de vida possibilita o surgimento de um terceiro bônus demográfico: o da longevidade. O envelhecimento saudável e ativo impulsiona o crescimento das chamadas gerações prateadas, compostas de pessoas que vivem mais e com melhor qualidade de vida.

    A “economia prateada” representa um momento estratégico para aproveitar esse bônus. O primeiro passo para concretizar os dividendos da longevidade é desmistificar o envelhecimento e superar preconceitos etários. O envelhecimento populacional traz desafios, mas também abre oportunidades: a longevidade saudável, ativa e colaborativa pode se tornar uma nova fonte de riqueza e de bem-estar social.


Fonte: SUPERINTERESSANTE. A transição demográfica e a longevidade são conquistas históricas. Secção: 11 SN. p. 12, 20 Jun. 2025. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/11/textview. Acesso em: 02 jul. de 2025. [Adaptado]. 
No fragmento “No entanto, com o avanço da ciência, da tecnologia e da produção de bens e serviços, especialmente após a Revolução Industrial, a dinâmica demográfica e econômica começou a se transformar” (§1º), a expressão “No entanto” expressa ideia de:
Alternativas
Q3655285 Português
A respeito dos vícios de linguagem, analise as afirmativas abaixo e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas (F), com base na norma culta e nas classificações adequadas dessas falhas de expressão:
(__)Em "Os professores comentaram os trabalhos dos alunos com entusiasmo", há um caso de ambiguidade, pois se tem uma situação que compromete a clareza textual.
(__)A forma verbal "fazem dez anos que ele saiu do país" constitui um exemplo de solecismo, mais especificamente de erro de regência verbal.
(__)Em "A fala dela foi bem embasada" temos uma cacofonia, ou seja, um uso incorreto de uma palavra ou expressão segundo a norma-padrão.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q3655180 Português
A cidade está sob alerta para nova tempestade nesta quinta, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g944q07vlo. adaptado

Na frase em questão, tem-se a presença de um predicado:
Alternativas
Q3655166 Português
Sobre os processos morfossintáticos e sua relação com a estrutura frasal e textual, considere as afirmativas a seguir:
I.A derivação prefixal e a composição por justaposição são processos produtivos que, ao constituírem unidades lexicais complexas, apresentam impacto direto na análise sintática, pois podem alterar a função sintática original de seus componentes.
II.A subordinação sintática estabelece relações hierárquicas entre orações, o que é evidenciado pela presença de conectivos subordinativos que, por seus valores semântico-sintáticos, indicam tipos diversos de dependência estrutural e discursiva.
III.A colocação do termo regido na sequência sintática exige a identificação precisa da regência nominal ou verbal, uma vez que a posição do termo pode alterar o sentido e a coerência do enunciado, inclusive no emprego do acento indicativo de crase.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3654725 Português
Citando-se concordância nominal, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3654701 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.


Ronda. (Paulo Vanzolini).

De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar.
No meio de olhares espio,
Em todos os bares
Você não está...
Volto pra casa abatida,
Desencantada da vida.
O sonho alegria me dá:
Nele você está.
Ah, se eu tivesse
Quem bem me quisesse,
Esse alguém me diria:
"Desiste, esta busca é inútil".
Eu não desistia,
Porém, com perfeita paciência
Volto a te buscar.
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres,
Rolando um dadinho,
Jogando bilhar
E neste dia, então,
Vai dar na primeira edição:
Cena de sangue num bar
Da Avenida São João.
No trecho, (E neste dia, então, vai dar na primeira edição: cena de sangue num bar da Avenida São João), temos uma oração: 
Alternativas
Q3654648 Português
Citando-se predicado e predicativo, leia os itens, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.

I- Os avós revelaram toda a verdade para o neto. (Predicado verbal).
II- Aurora é competente. (Predicado nominal).
III- Amanda partiu contente. (predicado verbo-nominal).
IV- O predicativo do sujeito pode ser representado por um pronome substantivo.
Alternativas
Q3654562 Português
Aludindo-se à concordância verbal, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3654453 Português
Analise os períodos a seguir quanto à concordância verbal:

I.Nem você e nem eu viajaremos amanhã porque as passagens esgotaram.

I.Todo livro, toda narrativa, toda ficção nos envolve e nos atravessa de alguma maneira.

III.A pouca leitura e o restrito acesso a manifestações culturais formam pessoas menos críticas.

A concordância verbal está correta em:

Alternativas
Q3654081 Português
Com quantos anos você descobriu que podia fazer tudo o que quisesse?
Nesta sentença, os verbos “descobriu” e “fazer” são: 
Alternativas
Q3654079 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.



Um coelho


        Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.


         Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.


         Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]


         Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.


          Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:


         — E o coelho?


     — Não sei. Não tenho jogado no bicho


       — Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).


       — Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!


     — É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.


     Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.


        A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.


      Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.


OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de

Janeiro, 1969. Disponível em

<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>. 

Em “Apresentei-lhe o meu melhor amigo”, o pronome oblíquo átono atua como: 
Alternativas
Q3654078 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão.



Um coelho


        Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.


         Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.


         Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]


         Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.


          Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:


         — E o coelho?


     — Não sei. Não tenho jogado no bicho


       — Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).


       — Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!


     — É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.


     Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.


        A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.


      Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.


OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de

Janeiro, 1969. Disponível em

<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>. 

A construção em destaque no trecho “Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele” apresenta, em relação à oração anterior, uma consequência. Portanto, trata-se de uma oração subordinada adverbial: 
Alternativas
Q3654003 Português
Considere o texto abaixo para responder à questão.


  Elas ergueram quatro Copas do Mundo. Eles nenhuma. Elas ganharam quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas. Eles duas, mas de prata e bronze. E em 1904. As diferenças também são absurdas nos salários: as jogadoras da liga profissional dos Estados Unidos têm salário mínimo de 16.538 dólares (61.800 reais). Eles de 70.250 (262.000 reais). Essa desigualdade, tão assumida em outros países, não é vivida com a mesma naturalidade em uma nação em que quase o mesmo número de mulheres e homens joga futebol no colégio. Por isso, quando as campeãs da Copa da França levantaram a taça, as aproximadamente 60.000 vozes no estádio de Lyon comemoraram gritando “Equal pay! Equal pay! Equal pay!” (igualdade salarial, igualdade salarial). O assunto já está nos tribunais. Em 8 de março, o dia internacional da mulher, as 28 jogadoras da Seleção processaram seu empregador, a Federação Nacional de Futebol (USSF), por discriminação de gênero.

  A Federação norte-americana alega que as equipes têm obrigações diferentes e que as compensações são tão distintas que não podem ser comparadas. Uma das diferenças, por exemplo, é que os homens recebem pagamento de 17.000 dólares (63.000 reais) por ganhar um amistoso contra uma equipe do Top 10. As mulheres, por sua vez, recebem bônus de 8.000 (30.000 reais) somente se ganharem das quatro melhores. O sistema é tão complexo que, de fato, é difícil detalhar o que cada um ganha, mas todos os dados conhecidos revelam o abismo que as separa. Na Copa do Brasil em 2014 — a última disputada pela seleção masculina dos EUA — a Federação deu à equipe um bônus de 5,4 milhões de dólares (20 milhões de reais) após ser eliminada nas oitavas de final. Quando o feminino se consagrou campeão na final da Copa do Canadá em 2015, o jogo de futebol mais visto na história da televisão norte-americana, receberam bonificação de 1,72 milhão (6,5 milhões de reais).


Fonte: Antonia Laborde. “Desigualdade salarial, explicada pelo futebol feminino dos EUA”. brasil.elpais.com, 14.07.2019. Adaptado.



Leia o trecho: “Na Copa do Brasil em 2014 — a última disputada pela seleção masculina dos EUA — a Federação deu à equipe um bônus de 5,4 milhões de dólares (20 milhões de reais) após ser eliminada nas oitavas de final. Quando o feminino se consagrou campeão na final da Copa do Canadá em 2015, o jogo de futebol mais visto na história da televisão norte-americana, receberam bonificação de 1,72 milhão (6,5 milhões de reais).”

A partir da leitura do fragmento retirado do texto, analise as afirmações a seguir:

I. O segmento “— a última disputada pela seleção masculina dos EUA —” é um aposto explicativo que acrescenta uma informação acessória sobre o substantivo “Copa do Brasil”.
II. A oração “Quando o feminino se consagrou campeão na final da Copa do Canadá em 2015” exerce valor temporal, indicando o momento em que ocorreu a ação principal.
III. O sintagma “o jogo de futebol mais visto na história da televisão norte-americana” funciona como predicativo do sujeito “feminino”, atribuindo-lhe uma característica.

Assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3654002 Português
Considere o texto abaixo para responder à questão.


  Elas ergueram quatro Copas do Mundo. Eles nenhuma. Elas ganharam quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas. Eles duas, mas de prata e bronze. E em 1904. As diferenças também são absurdas nos salários: as jogadoras da liga profissional dos Estados Unidos têm salário mínimo de 16.538 dólares (61.800 reais). Eles de 70.250 (262.000 reais). Essa desigualdade, tão assumida em outros países, não é vivida com a mesma naturalidade em uma nação em que quase o mesmo número de mulheres e homens joga futebol no colégio. Por isso, quando as campeãs da Copa da França levantaram a taça, as aproximadamente 60.000 vozes no estádio de Lyon comemoraram gritando “Equal pay! Equal pay! Equal pay!” (igualdade salarial, igualdade salarial). O assunto já está nos tribunais. Em 8 de março, o dia internacional da mulher, as 28 jogadoras da Seleção processaram seu empregador, a Federação Nacional de Futebol (USSF), por discriminação de gênero.

  A Federação norte-americana alega que as equipes têm obrigações diferentes e que as compensações são tão distintas que não podem ser comparadas. Uma das diferenças, por exemplo, é que os homens recebem pagamento de 17.000 dólares (63.000 reais) por ganhar um amistoso contra uma equipe do Top 10. As mulheres, por sua vez, recebem bônus de 8.000 (30.000 reais) somente se ganharem das quatro melhores. O sistema é tão complexo que, de fato, é difícil detalhar o que cada um ganha, mas todos os dados conhecidos revelam o abismo que as separa. Na Copa do Brasil em 2014 — a última disputada pela seleção masculina dos EUA — a Federação deu à equipe um bônus de 5,4 milhões de dólares (20 milhões de reais) após ser eliminada nas oitavas de final. Quando o feminino se consagrou campeão na final da Copa do Canadá em 2015, o jogo de futebol mais visto na história da televisão norte-americana, receberam bonificação de 1,72 milhão (6,5 milhões de reais).


Fonte: Antonia Laborde. “Desigualdade salarial, explicada pelo futebol feminino dos EUA”. brasil.elpais.com, 14.07.2019. Adaptado.



No trecho “O sistema é tão complexo que, de fato, é difícil detalhar o que cada um ganha, mas todos os dados conhecidos revelam o abismo que as separa”, a conjunção destacada indica relação de:
Alternativas
Q3654001 Português
Considere o texto que segue para responder à questão.


   Nos achamos tão livres como donos de tablets e celulares, vamos a qualquer lugar na internet, lutamos pelas causas mesmo de países do outro lado do planeta, participamos de protestos globais e mal percebemos que criamos uma pós-submissão. Ou um tipo mais perigoso e insidioso de submissão. Temos nos esforçado livremente e com grande afinco para alcançar a meta de trabalhar 24×7. Vinte e quatro horas por sete dias da semana. Nenhum capitalista havia sonhado tanto. O chefe nos alcança em qualquer lugar, a qualquer hora. O expediente nunca mais acaba. Já não há espaço de trabalho e espaço de lazer, não há nem mesmo casa. Tudo se confunde. A internet foi usada para borrar as fronteiras também do mundo interno, que agora é um fora. Estamos sempre, de algum modo, trabalhando, fazendo networking, debatendo (ou brigando), intervindo, tentando não perder nada, principalmente a notícia ordinária. Consumimo-nos animadamente, ao ritmo de emoticons. E, assim, perdemos só a alma. E alcançamos uma façanha inédita: ser senhor e escravo ao mesmo tempo.

  Como na época da aceleração os anos já não começam nem terminam, apenas se emendam, tanto quanto os meses e como os dias, a metade de 2016 chegou quando parecia que ainda era março. Estamos exaustos e correndo. Exaustos e correndo. Exaustos e correndo. E a má notícia é que continuaremos exaustos e correndo, porque exaustos-ecorrendo virou a condição humana dessa época. E já percebemos que essa condição humana um corpo humano não aguenta. O corpo então virou um atrapalho, um apêndice incômodo, um não-dá-conta que adoece, fica ansioso, deprime, entra em pânico. E assim dopamos esse corpo falho que se contorce ao ser submetido a uma velocidade não humana. Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados. Porque só dopados para continuar exaustos-e-correndo. Pelo menos até conseguirmos nos livrar desse corpo que se tornou uma barreira. O problema é que o corpo não é um outro, o corpo é o que chamamos de eu. O corpo não é limite, mas a própria condição. O corpo é.

   Os cliques da internet tornaram-se os remos das antigas galés. Remem remem remem. Cliquem cliquem cliquem para não ficar para trás e morrer. Mas o presente, nessa velocidade, é um pretérito contínuo. Se a internet parece ter encolhido o mundo, e milhares de quilômetros podem ser reduzidos a um clique, como diz o clichê e alguns anúncios publicitários, nosso mundo interno ficou a oceanos de nós. Conectados ao planeta inteiro, estamos desconectados do eu e também do outro. Incapazes da alteridade, o outro se tornou alguém a ser destruído, bloqueado ou mesmo deletado. Falamos muito, mas sozinhos. Escassas são as conversas, a rede tornou-se em parte um interminável discurso autorreferente, um delírio narcisista. E narciso é um eu sem eu. Porque para existir eu é preciso o outro.

  Há tanta informação disponível, mas talvez estejamos nos imbecilizando. Porque nos falta contemplação, nos falta o vazio que impele à criação, nos falta silêncios. Nos falta até o tédio. Sem experiência não há conhecimento. E talvez uma parcela do ativismo seja uma ilusão de ativismo, porque sem o outro. Talvez parte do que acreditamos ser ativismo seja, ao contrário, passividade. Um novo tipo de passividade, cheia de gritos, de certezas e de pontos de exclamação. [...].


Fonte: BRUM, Eliane. Exaustos-e-correndo-e-dopados. El País Brasil, 4 jul. 2016.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/04/politica/1467642464_246482.html. Acesso em: 20 ago. 2025 
No trecho “Falamos muito, mas sozinhos”, sobre a transitividade do verbo destacado, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
6881: A
6882: A
6883: B
6884: E
6885: C
6886: C
6887: C
6888: B
6889: C
6890: D
6891: A
6892: C
6893: B
6894: D
6895: B
6896: A
6897: C
6898: C
6899: C
6900: A