Questões de Concurso Comentadas sobre sintaxe em português

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Q3525751 Português
Leia o texto para responder à questão.


    Quando o Brasil foi descoberto, eram os índios seus moradores.

    Eles não eram civilizados e tinham medo dos brancos.

    Os portugueses procuravam agradar aos índios e aos poucos eles foram se chegando junto a eles.

(Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)
O pronome da oração “Eles não eram civilizados e tinham medo dos brancos.” exerce função
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Q3525748 Português
Leia o texto para responder à questão.
         Dêiticos são elementos da língua que têm por função localizar entidades no contexto espácio-temporal, social e discursivo [...]. Apontam para elementos exteriores ao texto e mudam de sentido conforme o contexto em que se encontram inseridos, isto é, não possuem um valor semântico em si mesmos, variando a cada nova enunciação.

(Ingedore Villaça Koch; Vanda Maria Elias. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011. Adaptado)
Com base em Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto. 2018), a expressão destacada no texto das autoras estabelece relação discursivo-argumentativa de
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Q3524957 Português

Enchente


Chama o Alexandre!

Chama!

Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...

Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva...

olha a rua como se enche!

Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!

Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!

Chama o Alexandre!

Chama!



(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.

Em: Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), nos versos “Vamos tomar chá, pois a chuva / é tanta que nem de galocha / se pode andar na rua cheia!”, ocorrem, respectivamente, os encadeamentos por conexão por meio de relação de 
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Q3524939 Português

Leia a tira para responder à questão.



(Bob Thaves, “Frank & Ernest”. Em: https://www.estadao.com.br/cultura/quadrinhos. 29.10.2024)

Essas noções teóricas iniciais terão decisivo impacto em todo o trabalho proposto para Língua Portuguesa, pois, ao adotar essa perspectiva, toma a linguagem como prática social, o que coloca como necessidade considerar, em todos os eixos do componente (Leitura, Produção de textos, Oralidade, Análise linguística e semiótica), as práticas de linguagem que se dão em dado contexto entre os sujeitos sociais e historicamente situados em uma interação sempre responsiva; coloca ainda a necessidade de articular todos esses eixos na promoção de uma aprendizagem voltada à formação integral de sujeitos que dominem a leitura e a escrita [...] e que usem a reflexão linguística e semiótica a favor da produção de sentido, de um uso consciente da língua e seus recursos.
(Currículo Paulista: ensino fundamental, 2019)

A reflexão linguística e semiótica permite concluir que, na fala do personagem, as preposições “de” formam
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Q3524081 Português
Tantas são as velhas árvores


       Ainda não anoitecera e a notícia tinha sido confirmada. Parecia que uma nuvem de paz voltaria a reinar sobre a nossa casa e nossa família.

       Papai me pegou pela mão e diante de todos me sentou no colo. Balançou devagar a cadeira para que eu não ficasse tonto.

      — Tudo passou, meu filho. Tudo. Você um dia vai ser pai e vai também descobrir como são difíceis certos momentos na vida de um homem. Parece que nada dá certo, provocando um desespero interminável. Mas agora, não. Papai foi nomeado gerente da Fábrica de Santo Aleixo. Nunca mais vai faltar nada nos seus sapatinhos na noite de Natal.

       Fez uma pausa. Ele também nunca mais ia esquecer daquilo para o resto da vida.

    — Vamos viajar muito. Mamãe não precisará mais trabalhar, nem suas irmãs. Você ainda tem a medalha do índio?

       Remexi os bolsos e encontrei a medalha.

       — Pois bem, vou comprar de novo um relógio e colocar a medalha. Um dia será seu...

       “Portuga, você sabe o que é carborundum?”

        E Papai falava e falava sempre.

      Me fazia mal seu rasto barbado roçar no meu rosto. O cheiro que escapava da sua camisa muito usada me fazia arrepios. Fui escorregando pelos seus joelhos e caminhei para a porta da cozinha. Sentei-me nos degraus e contemplei o quintal com o morrer de todas as luzes. Meu coração se revoltara sem raiva. “Que quer esse homem que me pega no colo?” Ele não é meu pai. Meu pai morreu. O Mangaratiba matou ele.

       Papai tinha me seguido e viu que os meus olhos se encontravam de novo molhados.

       Quase se ajoelhou para falar comigo.

       — Não chore, meu filho. Nós vamos ter uma casa muito grande. Um rio de verdade passa bem atrás. Grandes árvores e tantas, que serão só suas. Você pode fazer, armar balanços.

     Ele não entendia. Ele não entendia. Nenhuma árvore deveria ser tão linda na vida, como a Rainha Carlota.

       — O primeiro a escolher as árvores, será você.

       Olhei os seus pés, os dedos saindo dos tamancos.

      Ele era uma velha árvore de raízes escuras. Era um pai-árvore. Mas uma árvore que eu quase não conhecia.

     — Depois tem mais. Tão cedo não vão cortar o seu pé de Laranja Lima. Quando o cortarem você estará longe e nem sentirá.

        Agarrei-me soluçando aos seus joelhos.

        — Não adianta, Papai. Não adianta...

        E olhando o seu rosto, que também se encontrava cheio de lágrimas, murmurei como um morto:

        — Já cortaram, Papai. Faz mais de uma semana que cortaram o meu pé de Laranja Lima.


VASCONCELOS, José Mauro de. Meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 1975, pp.119-120. Com adaptações.
Assinale a opção em que um conectivo opera uma mudança de perspectiva no texto:
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Q3524080 Português
Tantas são as velhas árvores


       Ainda não anoitecera e a notícia tinha sido confirmada. Parecia que uma nuvem de paz voltaria a reinar sobre a nossa casa e nossa família.

       Papai me pegou pela mão e diante de todos me sentou no colo. Balançou devagar a cadeira para que eu não ficasse tonto.

      — Tudo passou, meu filho. Tudo. Você um dia vai ser pai e vai também descobrir como são difíceis certos momentos na vida de um homem. Parece que nada dá certo, provocando um desespero interminável. Mas agora, não. Papai foi nomeado gerente da Fábrica de Santo Aleixo. Nunca mais vai faltar nada nos seus sapatinhos na noite de Natal.

       Fez uma pausa. Ele também nunca mais ia esquecer daquilo para o resto da vida.

    — Vamos viajar muito. Mamãe não precisará mais trabalhar, nem suas irmãs. Você ainda tem a medalha do índio?

       Remexi os bolsos e encontrei a medalha.

       — Pois bem, vou comprar de novo um relógio e colocar a medalha. Um dia será seu...

       “Portuga, você sabe o que é carborundum?”

        E Papai falava e falava sempre.

      Me fazia mal seu rasto barbado roçar no meu rosto. O cheiro que escapava da sua camisa muito usada me fazia arrepios. Fui escorregando pelos seus joelhos e caminhei para a porta da cozinha. Sentei-me nos degraus e contemplei o quintal com o morrer de todas as luzes. Meu coração se revoltara sem raiva. “Que quer esse homem que me pega no colo?” Ele não é meu pai. Meu pai morreu. O Mangaratiba matou ele.

       Papai tinha me seguido e viu que os meus olhos se encontravam de novo molhados.

       Quase se ajoelhou para falar comigo.

       — Não chore, meu filho. Nós vamos ter uma casa muito grande. Um rio de verdade passa bem atrás. Grandes árvores e tantas, que serão só suas. Você pode fazer, armar balanços.

     Ele não entendia. Ele não entendia. Nenhuma árvore deveria ser tão linda na vida, como a Rainha Carlota.

       — O primeiro a escolher as árvores, será você.

       Olhei os seus pés, os dedos saindo dos tamancos.

      Ele era uma velha árvore de raízes escuras. Era um pai-árvore. Mas uma árvore que eu quase não conhecia.

     — Depois tem mais. Tão cedo não vão cortar o seu pé de Laranja Lima. Quando o cortarem você estará longe e nem sentirá.

        Agarrei-me soluçando aos seus joelhos.

        — Não adianta, Papai. Não adianta...

        E olhando o seu rosto, que também se encontrava cheio de lágrimas, murmurei como um morto:

        — Já cortaram, Papai. Faz mais de uma semana que cortaram o meu pé de Laranja Lima.


VASCONCELOS, José Mauro de. Meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 1975, pp.119-120. Com adaptações.
“E olhando o seu rosto, que também se encontrava cheio de lágrimas, murmurei como um morto” (20º§).

A oração em evidência é uma oração subordinada adjetiva explicativa, que, sintaticamente, tem função de:
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Q3524072 Português
1ª Copa Estância Regional de Futsal


   O Departamento Municipal de Esportes e Lazer promove a 1ª Copa Estância Regional de Futsal Categorias de Base 2025, Sub-10, Sub-12, Sub-14 com a participação dos municípios de: Piraju, Timburi, Sarutaiá, Águas de Santa Bárbara, Chavantes, Fartura, Ipaussu e Taguaí. A abertura será neste sábado, dia 15, às 8:00 horas, no Ginásio de Esportes Professor Cyro Barreiros, com termino previsto para o dia 31/05/2025, rodadas a partir das 08:00 horas. Entrada franca.


Disponível em <https://www.estanciadepiraju.sp.gov.br/ver-noticia/1-copa-estancia-regional-de-futsal>. Acesso em 13/03/2025. Com adaptações.

“A abertura será neste sábado, dia 15, às 8:00 horas...”.


O sujeito do verbo destacado é:

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Q3524071 Português
1ª Copa Estância Regional de Futsal


   O Departamento Municipal de Esportes e Lazer promove a 1ª Copa Estância Regional de Futsal Categorias de Base 2025, Sub-10, Sub-12, Sub-14 com a participação dos municípios de: Piraju, Timburi, Sarutaiá, Águas de Santa Bárbara, Chavantes, Fartura, Ipaussu e Taguaí. A abertura será neste sábado, dia 15, às 8:00 horas, no Ginásio de Esportes Professor Cyro Barreiros, com termino previsto para o dia 31/05/2025, rodadas a partir das 08:00 horas. Entrada franca.


Disponível em <https://www.estanciadepiraju.sp.gov.br/ver-noticia/1-copa-estancia-regional-de-futsal>. Acesso em 13/03/2025. Com adaptações.
Questão 5 - “O Departamento Municipal de Esportes e Lazer promove a 1ª Copa Estância Regional de Futsal Categorias de Base 2025...”.

Os termos em evidência desempenham função sintática, respectivamente, de: 
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Q3524039 Português

Burnout: o esgotamento que ameaça a saúde e o desempenho no trabalho



    O trabalho ocupa boa parte da vida das pessoas e, embora seja uma fonte de realização para muitos, também pode ser uma das principais causas de sofrimento. Para o psiquiatra francês Christophe Dejours, o ambiente profissional nem sempre promove bem-estar. Em muitos casos, pode gerar desde simples insatisfação até quadros graves de esgotamento físico e emocional.


    Nos últimos anos, estudos apontam que o adoecimento relacionado ao trabalho tem impacto direto na produtividade das empresas. O chamado absenteísmo — quando o profissional precisa se afastar por problemas de saúde — traz prejuízos como afastamentos prolongados, necessidade de contratação de substitutos e gastos com treinamentos (MorenoJimenez e Schaufeli, 2007). Além disso, afeta a qualidade dos serviços prestados e compromete os resultados financeiros das organizações.


    Foi em 1974 que o psicólogo Herbert Freudenberger cunhou o termo burnout para descrever um quadro de esgotamento extremo, perda de motivação e isolamento entre profissionais da saúde mental. Desde então, o tema passou a ser debatido em congressos internacionais e entre diferentes categorias profissionais, especialmente médicos e enfermeiros, que relatam queda na qualidade do atendimento devido ao desgaste emocional.


    Um levantamento citado por pesquisadores revelou que até 27% dos pacientes no Canadá avaliaram de forma negativa os cuidados recebidos em internações recentes. A escassez de enfermeiros — agravada pelo burnout e pela insatisfação — aparece como uma das principais causas desse cenário preocupante.


    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos estudiosos reconhecem o burnout como um risco ocupacional sério, principalmente em áreas como saúde, educação e serviços sociais (Maslach, 2007). No Brasil, o Decreto nº 3.048, de 1999, incluiu a “Síndrome de Burnout” na lista de transtornos mentais relacionados ao trabalho, com o código Z73.0 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10).  

  

    Diante disso, cresce a urgência por estratégias que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis, com apoio psicológico, valorização dos profissionais e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Ignorar o problema pode sair caro — para os trabalhadores, para as empresas e para a sociedade como um todo.  



(ADAPTADO. Artigo: Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos. Telma Ramos Trigo; Chei Tung Teng; Jaime Eduardo Cecílio Hallak)

No trecho “Diante disso, cresce a urgência por estratégias que promovam ambientes de trabalho mais saudáveis...”, o conectivo destacado tem a função de
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Q3523090 Português

Seja Você Mesmo



Dê sempre o melhor...


E o melhor virá.


Às vezes as pessoas são egocêntricas,


Ilógicas e insensatas...


Perdoe-as assim mesmo.


Se você é gentil, todas as pessoas do mundo podem


Acusá-lo de egoísta e interesseiro...


Seja gentil assim mesmo.


Se você é um vencedor, terá alguns


Falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...


Vença assim mesmo.


Se você é honesto e franco,


As pessoas podem enganá-lo...


Seja honesto e franco assim mesmo.


O que você levou anos pra construir,


Alguém pode destruir de uma hora para outra...


Construa assim mesmo.


Se você tem paz e é feliz,


As pessoas podem sentir inveja...


Seja feliz assim mesmo.


O bem que você faz hoje


Pode ser esquecido amanhã...


Faça o bem assim mesmo.


Dê ao mundo o melhor de você,


Mas isso pode nunca ser o bastante...


Dê o melhor assim mesmo.


E veja você que, no final das contas,


É entre você e Deus...


NUNCA SERÁ ENTRE VOCÊ E ELES!



(pensador.com/textos_de_auto_ajuda/adaptação Márcia Rebêlo)

Com base no texto em questão, julgue as premissas abaixo e, na sequência, assinale a opção correta.




I. No trecho: ”Se você tem paz e é feliz,...”, o termo grifado é, sintaticamente, “Objeto direto”.



II. No título do texto em questão, há um exemplo de período simples, já que possui apenas uma oração, chamada de absoluta.



III. Em: “Perdoe-as assim mesmo.” (linha 5), o termo grifado retoma “pessoas”.



IV. No trecho: “Se você é um vencedor, terá alguns...”, o termo “Vencedor” ganhou hífen devido ao Acordo Ortográfico Vigente. Ficando, portanto, da seguinte forma: “Vence-dor”.



V. Em: “As pessoas podem enganá-lo...”, o verbo “podem” está concordando com o artigo “As”, por isso que se encontra no plural.




Conforme o julgamento das premissas, são verdadeiras 

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Q3523085 Português

Quem decide por mim?



Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo a uma banca de jornais.


O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.


Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.


Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:


– Ele sempre te trata com tanta grosseria?


– Sim, infelizmente foi sempre assim…


– E você é sempre tão polido e amigável com ele?


– Sim, procuro ser.


– Por que você é tão educado, já que ele é tão grosseiro com você?


– Porque não quero que ele decida como eu devo agir.


Nós é que decidimos como devemos agir e reagir – não os outros!


Portanto, seja sempre educado!



(refletirpararefletir.com.br/textos-para-leitura – adaptação Márcia Rebêlo)

Analise as seguintes afirmações e após marque a assertiva correta.




I. Em: “Um colunista conta uma estória...”, temos um caso de sujeito simples, tendo como núcleo “estória”.



II. A palavra “amavelmente” é composta por 10 fonemas.



III. Os termos “amigo” e “banca” são paroxítonos.



IV. No título do texto, não há a presença de verbo.




Quais informações, acima mencionadas, estão corretas?

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Q3523083 Português

Quem decide por mim?



Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo a uma banca de jornais.


O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.


Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.


Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:


– Ele sempre te trata com tanta grosseria?


– Sim, infelizmente foi sempre assim…


– E você é sempre tão polido e amigável com ele?


– Sim, procuro ser.


– Por que você é tão educado, já que ele é tão grosseiro com você?


– Porque não quero que ele decida como eu devo agir.


Nós é que decidimos como devemos agir e reagir – não os outros!


Portanto, seja sempre educado!



(refletirpararefletir.com.br/textos-para-leitura – adaptação Márcia Rebêlo)

Em “...o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.”, a oração destacada é:
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Q3522980 Português
Para explicar a diferença entre orações subordinadas substantivas objetivas diretas e indiretas, o procedimento mais eficiente é:
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Q3522976 Português
No trecho jornalístico “os dados colhidos contradizem frontalmente a hipótese inaugural”, a palavra “frontalmente” exerce papel de:
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Q3522973 Português
Ao propor paráfrase de trecho complexo, o recurso de coesão que evita ambiguidade na retomada de ideias é:
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Q3522721 Português

Flexibilidade e qualidade de vida na velhice



    A flexibilidade é a capacidade de as articulações se moverem com total amplitude e sem dor. Na prática, é a habilidade de estender os braços para alcançar uma caixa em uma prateleira alta, realizar alguma atividade corriqueira do cotidiano, como amarrar o próprio tênis, ou então tocar os dedos dos pés com as mãos. Nesse último caso, basta dar um pulinho na academia para verificar que nem todo mundo consegue fazer isso.

    Mas, diferente de outras capacidades físicas, como a força ou o equilíbrio, a flexibilidade diminui com a idade. Essa perda é natural e está associada a mudanças estruturais nos tendões e nas articulações, que se tornam menos elásticos com o passar do tempo. Fatores hormonais e comportamentais, como o uso limitado de certas articulações, também podem acelerar o declínio. A boa notícia, contudo, é que exercícios simples podem melhorar a flexibilidade, resultando em benefícios para saúde e para o bem-estar, especialmente para os idosos, que tendem a sofrer mais com a falta de elasticidade.

    A redução da flexibilidade, segundo o médico Cláudio Gil Soares de Araújo, compromete a autonomia do indivíduo, limitando a realização de tarefas simples que antes eram realizadas com facilidade. Mas os exercícios, de acordo com os especialistas, têm impacto positivo na postura e na eficiência dos movimentos corporais. Idosos com boa flexibilidade, por exemplo, tendem a caminhar com mais segurança, subir e descer escadas sem dificuldades e manter uma postura ereta, o que contribui para evitar dores musculares e tensões desnecessárias.

    “Já se sabe que os exercícios de flexibilidade e mobilidade oferecem benefícios imediatos. Essa melhora pode ser percebida ainda durante a execução, com ganhos mensuráveis no momento”, diz o fisioterapeuta Rafael Macedo.


Fonte: Portal Drauzio Varella. Adaptado. 

A oração sublinhada no trecho abaixo é classificada em:

Já se sabe que os exercícios de flexibilidade e mobilidade oferecem benefícios imediatos. Essa melhora pode ser percebida ainda durante a execução, com ganhos mensuráveis no momento.
Alternativas
Q3522718 Português

Flexibilidade e qualidade de vida na velhice



    A flexibilidade é a capacidade de as articulações se moverem com total amplitude e sem dor. Na prática, é a habilidade de estender os braços para alcançar uma caixa em uma prateleira alta, realizar alguma atividade corriqueira do cotidiano, como amarrar o próprio tênis, ou então tocar os dedos dos pés com as mãos. Nesse último caso, basta dar um pulinho na academia para verificar que nem todo mundo consegue fazer isso.

    Mas, diferente de outras capacidades físicas, como a força ou o equilíbrio, a flexibilidade diminui com a idade. Essa perda é natural e está associada a mudanças estruturais nos tendões e nas articulações, que se tornam menos elásticos com o passar do tempo. Fatores hormonais e comportamentais, como o uso limitado de certas articulações, também podem acelerar o declínio. A boa notícia, contudo, é que exercícios simples podem melhorar a flexibilidade, resultando em benefícios para saúde e para o bem-estar, especialmente para os idosos, que tendem a sofrer mais com a falta de elasticidade.

    A redução da flexibilidade, segundo o médico Cláudio Gil Soares de Araújo, compromete a autonomia do indivíduo, limitando a realização de tarefas simples que antes eram realizadas com facilidade. Mas os exercícios, de acordo com os especialistas, têm impacto positivo na postura e na eficiência dos movimentos corporais. Idosos com boa flexibilidade, por exemplo, tendem a caminhar com mais segurança, subir e descer escadas sem dificuldades e manter uma postura ereta, o que contribui para evitar dores musculares e tensões desnecessárias.

    “Já se sabe que os exercícios de flexibilidade e mobilidade oferecem benefícios imediatos. Essa melhora pode ser percebida ainda durante a execução, com ganhos mensuráveis no momento”, diz o fisioterapeuta Rafael Macedo.


Fonte: Portal Drauzio Varella. Adaptado. 

Se passarmos a palavra sublinhada abaixo para o plural, quantas outras também deverão ser alteradas?



Essa perda é natural e está associada a mudanças estruturais nos tendões e nas articulações, que se tornam menos elásticos com o passar do tempo.

Alternativas
Q3522497 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Seres humanos e animais selvagens podem cooperar de maneiras que você nem imagina!

Diferentes espécies de animais podem cooperar para obter benefícios mútuos, e isso não é lá grande novidade! Mesmo nós, humanos, estabelecemos esse tipo de relacionamento com outros animais, como acontece com as abelhas que polinizam nossos jardins e plantações. Mas nossa cooperação com animais selvagens pode atingir um outro nível, que exige coordenação ativa e voluntária de comportamentos entre as duas espécies.

Imagine, por exemplo, um cavaleiro e seu cavalo. Para trabalharem juntos, eles precisam estar muito sintonizados e compreender os sinais sutis um do outro. Pois saiba que a nossa espécie já conseguiu estabelecer o mesmo tipo de parceria também com diversas espécies de animais selvagens, como lobos, orcas, aves e golfinhos.

Um ótimo exemplo vem do continente africano, de onde se conhece há centenas de anos uma incrível relação entre humanos e uma ave chamada pássaro-do-mel (Indicator indicator). Quando querem coletar mel, as pessoas emitem sons específicos, como assobios ou batuques, que variam dependendo da região na África, mas que são prontamente reconhecidos e atendidos por algum pássaro-do-mel presente nas redondezas. A ave logo inicia a busca por uma colmeia e, ao encontrá-la, emite também piados específicos, que facilitam sua localização pelos humanos. Os coletores de mel afugentam as abelhas com fumaça e abrem a colmeia com facas e machados, deixando para a ave parceira a cera de abelha que ela tanto aprecia.

Disponível em:https://chc.org.br/artigo/trabalho-em-equipe
"Quando querem coletar mel, as pessoas emitem sons específicos, como assobios ou batuques, que variam dependendo da região na África, mas que são prontamente reconhecidos e atendidos por algum pássaro-do-mel presente nas redondezas."
Considerando os aspectos de concordância verbal, ortografia oficial, acentuação gráfica, bem como as relações de sinonímia e antonímia referentes ao trecho e ao texto-base, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3522345 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O homem rouco



Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

"Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo"." 


Com base na análise sintática do trecho, julgue as afirmativas:



I. As expressões 'monótona' e 'enjoada' são predicativos do sujeito que se referem ao sujeito expresso pelo pronome oblíquo 'mim'.


II. A expressão 'a voz de uma pessoa' representa o sujeito simples da oração, sendo considerada termo essencial.


III. A forma verbal 'dar' apresenta dois termos integrantes da oração: um objeto direto e um objeto indireto, ambos explícitos.


IV. A expressão 'ao mendigo' é um termo integrante da oração com função de objeto indireto.


V. A expressão 'trocado' tem valor de adjetivo; refere-se ao verbo 'trocar' no particípio, exercendo a função de predicativo do sujeito.



É correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3522344 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O homem rouco



Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.


Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo "não tenho trocado", ao homem parado na esquina, "o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo", e ao garçom, "por favor, mais um pedaço de gelo". Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.


Ora, naturalmente que me trato. Deram-me várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.


Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.


Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?


Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar alto "Capitão Banana" diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d'água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.


Afinal posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.


O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.


Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro − e vosso.


− Crônica de Rubem Braga



https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/o-homem-rouco

"Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira.."



Quanto à regência do verbo 'receitar' empregado no trecho acima, a afirmativa que apresenta sua transitividade de forma totalmente correta é:

Alternativas
Respostas
6561: B
6562: E
6563: D
6564: C
6565: D
6566: A
6567: C
6568: D
6569: D
6570: D
6571: C
6572: D
6573: B
6574: C
6575: B
6576: B
6577: C
6578: C
6579: C
6580: A