Um estudo das universidades Columbia e Rutgers "revelou" qu...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



É possível evitar os microplásticos?



Os microplásticos estão presentes em praticamente todos os ambientes do planeta — no gelo da Antártida, em animais marinhos, na água potável e até no sangue humano. Um estudo das universidades Columbia e Rutgers revelou que a água engarrafada contém, em média, duzentos e quarenta mil partículas de nanoplástico por litro, grande parte vinda da própria embalagem. A OMS já alertou que fragmentos menores que dez micrômetros podem ser absorvidos pelo organismo, embora ainda faltem pesquisas conclusivas sobre os riscos à saúde.


O problema também alcança a agricultura. Pesquisas indicam que o uso de lodo de esgoto como fertilizante e outros processos contaminam extensas áreas de cultivo nos Estados Unidos e na Europa, o que faz com que fragmentos de plástico cheguem aos alimentos. Em geral, eles se acumulam nas raízes, afetando mais vegetais como cenouras e nabos do que folhosos como a alface.


As alternativas propostas — como plásticos biodegradáveis ou a substituição por garrafas de vidro — também trazem desafios ambientais, já que esses materiais se decompõem lentamente ou demandam recursos que causam impacto. Além disso, microplásticos estão presentes no sal, na cerveja e na água da torneira, principalmente por fibras têxteis.


Apesar da disseminação, há pesquisas promissoras: fungos, bactérias e insetos capazes de degradar plásticos, técnicas de filtragem, tratamentos químicos e até ímãs sendo testados. Assim, embora os microplásticos façam parte de nosso cotidiano, a ciência busca caminhos para reduzir seus efeitos.



Fonte:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1wwzx2lzgo.adaptado

Um estudo das universidades Columbia e Rutgers "revelou" que a água engarrafada contém, em média, duzentos e quarenta mil partículas de nanoplástico por litro.



Em relação à regência verbal, o verbo destacado, nesta frase, comporta-se como

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Tema central: Regência verbal – trata-se de compreender o tipo de complemento que o verbo “revelar” exige na frase apresentada.

Regra em destaque: Segundo a gramática normativa, um verbo transitivo direto exige complemento sem preposição (objeto direto). Já o verbo transitivo indireto exige preposição; e o intransitivo não exige complemento obrigatoriamente. (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa).

Aplicação no texto:
Na frase analisada, “Um estudo [...] revelou que a água engarrafada contém...” o verbo “revelou” é seguido da oração “que a água engarrafada contém...”, que funciona como objeto direto (sem preposição).

Exemplo comparativo:

“O jornal revelou um segredo.” (complemento direto; sem preposição).

“O jornalista informou ao público uma novidade.” (“informar” aqui é bitransitivo: exige dois complementos).

Análise das alternativas:

A) CORRETA. O verbo “revelar” é transitivo direto porque tem como complemento a oração “que a água engarrafada contém...” (não há preposição).

B) Incorreta. “Revelar” não é intransitivo nesse contexto, pois nem o sentido da frase se completa sem a informação revelada.

C) Incorreta. O verbo não pede dois complementos, apenas um (oração objetiva direta).

D) Incorreta. Não há preposição ligando “revelou” ao complemento, descartando a transitividade indireta.

Estratégias para provas:
- Identifique se o verbo pede preposição ou não;
- Preste atenção ao tipo de oração subordinada (orações subordinadas substantivas objetivas diretas nunca usam preposição);
- Evite confundir oração subordinada com objeto indireto.

Conforme Cunha & Cintra e Bechara, essa análise garante domínio sobre regência, essencial para provas de concursos.

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