Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q4145557 Português
IA ou personal trainer: qual é o futuro do treino personalizado?

        Nove em cada dez pessoas ainda querem ser acompanhadas por personal trainers humanos. É o que aponta o Relatório Global Fitness de 2026 da Les Mills, que ouviu mais de 10.000 pessoas em cinco continentes. Nesse estudo, apenas 10% preferiram a orientação de treino por inteligência artificial (IA). Entre a Geração Z e os Millennials, o índice não passa de 11%.

        Os próprios profissionais de Educação Física não sentem que serão substituídos tão cedo. Um relatório recente da ISSA mostra que 64% dos treinadores acreditam que a IA deve aumentar o valor do profissional certificado nos próximos anos.

        Isso não significa que a IA não está nas academias. Ela entrou por outra porta: o setor global de aplicativos de fitness. Esse mercado deve atingir US$ 33,6 bilhões até 2033, alavancado pela personalização por IA e integração com relógios e pulseiras inteligentes.

        Um estudo da USP investigou se a personalização por IA poderia aumentar a adesão ao exercício físico. O resultado apontou que o grupo de participantes com treinos personalizados teve 9,4 vezes mais chances de continuar praticando atividade física em comparação ao outro. “Quando o profissional conhece o perfil do praticante e prescreve os exercícios respeitando suas características, ele é capaz de promover aderência”, afirmou Rodrigo Silveira da Silva, autor do estudo, ao portal da USP.

        Em janeiro de 2026, a jornalista Amanda Smith, da CNET, fez o experimento de usar o ChatGPT em paralelo ao acompanhamento profissional. Perto dos 40 anos e se preparando para engravidar, ela quis priorizar o fortalecimento.

        Após uma avaliação corporal que apontou 37,9% de gordura, foi orientada a focar no ganho de massa muscular para melhorar o metabolismo. Com esses dados, recorreu ao ChatGPT para obter sugestões adicionais. A ferramenta indicou ajustes na dieta e no planejamento dos treinos. A IA funcionou como uma segunda camada de apoio para Smith. Contudo, as decisões finais seguiram sob a supervisão de sua treinadora.

        “Posso usar IA para considerar outras opções além do aconselhamento profissional e tirar minhas dúvidas a qualquer hora do dia. Depois, posso confirmar tudo o que aprendi com um especialista antes de fazer qualquer alteração na minha dieta ou rotina de exercícios”, escreveu Smith.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


O período “Um estudo da USP investigou se a personalização por IA poderia aumentar a adesão ao exercício físico” poderia ser reescrito, preservando‑se o sentido original do trecho, da seguinte forma: Uma pesquisa conduzida pela USP examinou a possibilidade de a personalização por IA elevar a aderência à prática de atividade física.

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Q4145556 Português
IA ou personal trainer: qual é o futuro do treino personalizado?

        Nove em cada dez pessoas ainda querem ser acompanhadas por personal trainers humanos. É o que aponta o Relatório Global Fitness de 2026 da Les Mills, que ouviu mais de 10.000 pessoas em cinco continentes. Nesse estudo, apenas 10% preferiram a orientação de treino por inteligência artificial (IA). Entre a Geração Z e os Millennials, o índice não passa de 11%.

        Os próprios profissionais de Educação Física não sentem que serão substituídos tão cedo. Um relatório recente da ISSA mostra que 64% dos treinadores acreditam que a IA deve aumentar o valor do profissional certificado nos próximos anos.

        Isso não significa que a IA não está nas academias. Ela entrou por outra porta: o setor global de aplicativos de fitness. Esse mercado deve atingir US$ 33,6 bilhões até 2033, alavancado pela personalização por IA e integração com relógios e pulseiras inteligentes.

        Um estudo da USP investigou se a personalização por IA poderia aumentar a adesão ao exercício físico. O resultado apontou que o grupo de participantes com treinos personalizados teve 9,4 vezes mais chances de continuar praticando atividade física em comparação ao outro. “Quando o profissional conhece o perfil do praticante e prescreve os exercícios respeitando suas características, ele é capaz de promover aderência”, afirmou Rodrigo Silveira da Silva, autor do estudo, ao portal da USP.

        Em janeiro de 2026, a jornalista Amanda Smith, da CNET, fez o experimento de usar o ChatGPT em paralelo ao acompanhamento profissional. Perto dos 40 anos e se preparando para engravidar, ela quis priorizar o fortalecimento.

        Após uma avaliação corporal que apontou 37,9% de gordura, foi orientada a focar no ganho de massa muscular para melhorar o metabolismo. Com esses dados, recorreu ao ChatGPT para obter sugestões adicionais. A ferramenta indicou ajustes na dieta e no planejamento dos treinos. A IA funcionou como uma segunda camada de apoio para Smith. Contudo, as decisões finais seguiram sob a supervisão de sua treinadora.

        “Posso usar IA para considerar outras opções além do aconselhamento profissional e tirar minhas dúvidas a qualquer hora do dia. Depois, posso confirmar tudo o que aprendi com um especialista antes de fazer qualquer alteração na minha dieta ou rotina de exercícios”, escreveu Smith.

Internet:<exame.com>  (com adaptações).

No que diz respeito ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No fragmento “Esse mercado deve atingir US$ 33,6 bilhões até 2033”, a substituição da forma verbal “deve” por deveria manteria o sentido de projeção futura e de certeza que o texto original pretende transmitir sobre o crescimento do mercado.

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Q4145308 Português
Ética e moral: qual é a diferença?

        Isso é certo ou errado? Bom ou ruim? Devo ou não devo? Essas perguntas permeiam a reflexão sobre dois termos: ética e moral. É muito comum esses termos serem confundidos como se significassem a mesma coisa. Embora estejam relacionados entre si, moral e ética são conceitos distintos.

        A palavra “ética” vem do grego ethos, que significa morada, habitat, refúgio. Mas para os filósofos a palavra se refere a caráter, índole, natureza.

        A palavra “moral” deriva do latim mores, que significa costume. É aquilo que se consolidou como verdadeiro sob o ponto de vista da ação. A moral é fruto do padrão cultural vigente e incorpora as regras eleitas como necessárias ao convívio entre os membros dessa sociedade. Regras essas determinadas pela própria sociedade.

        E o que seria um comportamento moral ou imoral? Assim como a reflexão ética, uma conduta moral também é uma escolha a ser feita. As normas ou os códigos morais são cumpridos a partir da convicção íntima da pessoa que se comporta.

        A ética, por sua vez, é a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, que reflete e questiona sobre as regras morais. A reflexão ética pode, inclusive, contestar as regras morais vigentes, entendendo‑as, por exemplo, como ultrapassadas ou simplesmente erradas do ponto de vista pessoal.

        A moral é constituída pelos valores previamente estabelecidos e comportamentos socialmente aceitos e passíveis de serem questionados pela ética em busca de uma condição mais justa. É possível uma ação moral ou imoral sem qualquer reflexão ética, assim como é possível uma reflexão ética acompanhada de uma ação imoral ou amoral.

        Basicamente, quando se trata de moral, o que é certo e errado depende do lugar onde se está. A ética é o questionamento da moral; ela trata de princípios, e não de mandamentos.

        Quando uma empresa diz que tem um código de ética, na verdade o que se está presente no texto são códigos ou regras de moral que buscam criar uma cultura ética. A moral é convenção; e a ética, reflexão.

        Aprender a conviver juntos é um dos maiores desafios no século 21. A ética pode ser uma bússola para orientar o pensamento e responder à seguinte pergunta: qual sociedade eu ajudo a formar com minha ação?

Internet:<www.uol.com.br>  (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


O trecho “É possível uma ação moral ou imoral sem qualquer reflexão ética, assim como é possível uma reflexão ética acompanhada de uma ação imoral ou amoral.” poderia ser reescrito, sem prejuízo de sentido nem de correção gramatical do texto, da seguinte forma: Toda ação moral pressupõe uma reflexão ética prévia, da mesma forma que toda reflexão ética resulta necessariamente em uma ação moral.

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Q4144607 Português
• Texto para a questão.


INFODEMIA E FAKE NEWS NA SAÚDE: DESAFIOS E IMPACTOS


   A disseminação de informações falsas sobre saúde nas redes sociais representa um grave problema de saúde pública, denominado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de infodemia. No Brasil, esse fenômeno ganhou proporções alarmantes durante a pandemia de COVID-19, quando mentiras sobre vacinas, tratamentos e medidas sanitárias circularam livremente em aplicativos de mensagens e plataformas digitais.

   Uma pesquisa da Avaaz, realizada em 2020, revelou que 73% dos brasileiros acreditavam em ao menos uma notícia falsa sobre o coronavírus. Dados da Fiocruz apontaram que 91% dos profissionais de saúde entrevistados consideraram as fake news um obstáculo no combate ao vírus, e 76,1% atenderam pacientes influenciados por desinformação.

   O Brasil possui atualmente cerca de 480milhões de dispositivos digitais (FGV), emais de 140milhões de pessoas se conectaram à internet entre março e agosto de 2024 (Cetic.br), o que amplia o alcance de conteúdos sem comprovação científica. Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem, proporção que cai para 31% entre pessoas com Ensino Fundamental.

    A CPI da Covid, instaurada pelo Senado Federal em 2021, concluiu que a desinformação contribuiu para ao menos 400 mil mortes evitáveis. Como resposta, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Ministério da Saúde e outras instituições lançaram plataformas digitais de combate à desinformação, como o Cofenplay e o Saúde com Ciência, buscando levar conteúdo científico verificado à população. A escolha por essas plataformas como tecnologia educacional foi estratégica, porque a geração atual está, cada vez mais, imersa em dispositivos digitais. O enfrentamento à infodemia exige educação midiática, regulação das redes sociais e valorização da ciência como instrumento de cidadania e proteção da vida.


LOPES, Iberê. Infodemia: notícias falsas sobre saúde dominam redes sociais, induzem ao erro e desafiam autoridades. Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Brasília, 27 jan. 2025. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/infodemia-noticias-falsas-sobre-saude-dominam-redes-sociais-induzem-ao-erro-edesafiam-autoridades/. Acesso em: 06 maio 2026. Texto Adaptado.
No texto, lê-se: “Apesar dos avanços no acesso digital, apenas 52% dos usuários verificam as informações que recebem [...]”. O advérbio “apenas”, nesse contexto, pode ser substituído por:
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Q4144196 Português

    Texto CG1A1


    Onde não houver alimento, não haverá paz. Essa afirmação, simples e poderosa, carrega uma sabedoria ancestral: a agricultura sustenta vidas, estrutura territórios, garante estabilidade política, social e econômica e molda o destino das nações. Quando a produção agrícola prospera, comunidades florescem, mercados se fortalecem e sociedades avançam. Quando falha, a fome se instala, conflitos emergem e as estruturas sociais se fragilizam.



    Em um mundo marcado por transformações aceleradas — crises climáticas, pressões energéticas e desigualdades persistentes —, a agricultura permanece no centro do debate global não apenas por alimentar bilhões de pessoas, mas por conectar, de forma indissociável, o que produzimos e consumimos, a energia que utilizamos e as condições climáticas que moldam nosso cotidiano.



    Garantir segurança alimentar para uma população que ultrapassará 9,7 bilhões de pessoas até 2050 exige produzir mais e melhor, de forma sustentável, resiliente e inclusiva. Acelerar a transição energética tornou-se imperativo diante da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões. Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais. Reduzir desigualdades sociais implica democratizar o acesso a oportunidades, tecnologias e mercados — sobretudo no meio rural, onde milhões de agricultores familiares e comunidades tradicionais ainda enfrentam vulnerabilidades estruturais.



    Esses desafios não podem ser tratados isoladamente. Segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social são agendas interdependentes: nenhuma avança sem as demais. Sistemas alimentares resilientes são essenciais para mitigar emissões; energia limpa é indispensável para sustentar a produção agrícola; inclusão social é condição para o progresso das pessoas e ampliação da adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Quando articuladas, essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos e fortalecem a resiliência global.



    Nesse contexto de interdependências, os trópicos ocupam posição estratégica. O cinturão tropical, que abrange as Américas, a África e a Ásia, concentra cerca de 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, distribuídas em regiões de cerrados, savanas e florestas tropicais, uma heterogeneidade que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta.



    A riqueza natural confere aos países tropicais um potencial produtivo extraordinário, capaz de alimentar populações locais e contribuir decisivamente para a segurança alimentar global. Ao mesmo tempo, essas mesmas regiões enfrentam elevada vulnerabilidade climática. Secas prolongadas, chuvas irregulares, ondas de calor, enchentes e a intensificação de pragas e doenças ameaçam safras, reduzem produtividade e ampliam a insegurança alimentar em escala regional. Transformar essa combinação de riqueza e vulnerabilidade em prosperidade duradoura exige ciência aplicada, cooperação internacional e políticas públicas consistentes. Exige, sobretudo, reconhecer que a agricultura tropical não é parte do problema, mas parte essencial da solução. Práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o uso de bioinsumos, a produção de bioenergia e o reaproveitamento de coprodutos e resíduos em processos de circularidade comprovam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e mitigação de emissões. 



Internet: (com adaptações). 

Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do último período do quarto parágrafo do texto CG1A1: “essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos”. Assinale a opção em que a proposta apresentada mantém a correção gramatical e os sentidos do texto. 
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Q4144194 Português

    Texto CG1A1


    Onde não houver alimento, não haverá paz. Essa afirmação, simples e poderosa, carrega uma sabedoria ancestral: a agricultura sustenta vidas, estrutura territórios, garante estabilidade política, social e econômica e molda o destino das nações. Quando a produção agrícola prospera, comunidades florescem, mercados se fortalecem e sociedades avançam. Quando falha, a fome se instala, conflitos emergem e as estruturas sociais se fragilizam.



    Em um mundo marcado por transformações aceleradas — crises climáticas, pressões energéticas e desigualdades persistentes —, a agricultura permanece no centro do debate global não apenas por alimentar bilhões de pessoas, mas por conectar, de forma indissociável, o que produzimos e consumimos, a energia que utilizamos e as condições climáticas que moldam nosso cotidiano.



    Garantir segurança alimentar para uma população que ultrapassará 9,7 bilhões de pessoas até 2050 exige produzir mais e melhor, de forma sustentável, resiliente e inclusiva. Acelerar a transição energética tornou-se imperativo diante da necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e mitigar emissões. Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais. Reduzir desigualdades sociais implica democratizar o acesso a oportunidades, tecnologias e mercados — sobretudo no meio rural, onde milhões de agricultores familiares e comunidades tradicionais ainda enfrentam vulnerabilidades estruturais.



    Esses desafios não podem ser tratados isoladamente. Segurança alimentar, transição energética, ação climática e justiça social são agendas interdependentes: nenhuma avança sem as demais. Sistemas alimentares resilientes são essenciais para mitigar emissões; energia limpa é indispensável para sustentar a produção agrícola; inclusão social é condição para o progresso das pessoas e ampliação da adoção de tecnologias e práticas sustentáveis. Quando articuladas, essas agendas convertem avanços setoriais em ganhos sistêmicos e fortalecem a resiliência global.



    Nesse contexto de interdependências, os trópicos ocupam posição estratégica. O cinturão tropical, que abrange as Américas, a África e a Ásia, concentra cerca de 40% das terras aráveis e 52% da água doce do planeta, distribuídas em regiões de cerrados, savanas e florestas tropicais, uma heterogeneidade que reflete a variedade de condições ecológicas e desafios produtivos dessa faixa do planeta.



    A riqueza natural confere aos países tropicais um potencial produtivo extraordinário, capaz de alimentar populações locais e contribuir decisivamente para a segurança alimentar global. Ao mesmo tempo, essas mesmas regiões enfrentam elevada vulnerabilidade climática. Secas prolongadas, chuvas irregulares, ondas de calor, enchentes e a intensificação de pragas e doenças ameaçam safras, reduzem produtividade e ampliam a insegurança alimentar em escala regional. Transformar essa combinação de riqueza e vulnerabilidade em prosperidade duradoura exige ciência aplicada, cooperação internacional e políticas públicas consistentes. Exige, sobretudo, reconhecer que a agricultura tropical não é parte do problema, mas parte essencial da solução. Práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a recuperação de pastagens degradadas, o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o uso de bioinsumos, a produção de bioenergia e o reaproveitamento de coprodutos e resíduos em processos de circularidade comprovam que é possível conciliar produtividade, conservação ambiental e mitigação de emissões. 



Internet: (com adaptações). 

Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada preserva os sentidos e a correção gramatical do seguinte trecho do texto CG1A1: “Enfrentar as mudanças climáticas requer ações integradas de adaptação e mitigação, capazes de proteger sistemas produtivos e ecossistemas naturais.” (terceiro período do terceiro parágrafo). 
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Q4144153 Português
Quando o legal não é suficiente no mercado imobiliário


    O mercado testa diariamente o limite entre cumprir a lei e agir com ética. Ética é um conceito elástico, pois o que pode ser considerado dentro das quatro linhas para um não seria regra para outro.


    No setor imobiliário, tensões éticas nos levam a revisitar regras às quais todos estamos sujeitos. Acerca disso, a advogada Natália Japur reflete sobre o espaço que existe entre o que é legal e o que é ético.


    A regulação do setor não nasce do acaso. Ela decorre da necessidade de ordenar relações econômicas complexas. O risco está quando essas normas perdem contato com a realidade praticada pelo mercado.


    “A normatização deve ser clara e objetiva para conseguir regular o setor”, afirma Natália. Quando as normas se tornam obsoletas, convertem‑se em obstáculo ou deixam de ser cumpridas.


    O limite entre o legal e o ético é tênue. A depender da posição de quem analisa, uma mesma conduta pode ser justificada ou condenável. A função social da propriedade é exemplo dessa zona de tensão, que se manifesta em locação urbana, políticas habitacionais, desapropriações, incorporações e questões ambientais.


    “É preciso reconhecer essa zona cinzenta e manter atenção aos objetivos da operação e aos seus efeitos”, orienta. Ir além da análise formal diferencia o profissional ético do operador oportunista.


    Natália ressalta: “o imediatismo na obtenção de resultados e a fiscalização deficiente funcionam como vetores que impulsionam a flexibilização ou a quebra de princípios éticos”. O contraponto está na postura vigilante que vai além do formalismo legal. Não basta cumprir a letra da lei; é preciso observar a boa‑fé objetiva e a transparência. Criatividade jurídica não é flexibilização ética. A primeira estrutura soluções dentro da base legal, e a segunda é distorção. “O uso oportunista de brechas legais e o desvio de finalidade não configuram criatividade, mas distorção”, define Natália. Natália elencou transparência com práticas investidores inegociáveis: e adquirentes, cumprimento rigoroso das etapas de aprovação, observância dos parâmetros urbanísticos e ambientais e relação ética com o poder público.


    Ética se constrói ou se corrói nas decisões quotidianas. O setor tem estrutura, arcabouço legal e talentos profissionais. Precisa agora de uma cultura que coloque ética não como limite, mas como vantagem competitiva.



Internet:  <exame.com > (com adaptações).

Assinale a opção que apresenta a reescrita do trecho “Criatividade jurídica não é flexibilização ética. A primeira estrutura soluções dentro da base legal, e a segunda é distorção”, sem prejuízo do sentido original do período.
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Q4143701 Português

O corretor de imóveis na era digital: a tecnologia está transformando o mercado imobiliário


    A jornada de compra de um imóvel mudou. O corretor de imóveis que deseja se destacar no mercado precisa acompanhar essa transformação. Hoje, praticamente todas as transações imobiliárias passam, em algum momento, pela Internet. Sites, redes sociais, vídeos, aplicativos e chats online são mais do que ferramentas de apoio; tornaram‑se o novo ponto de partida da busca por um imóvel.


    Ter um site atualizado, estar presente nas redes sociais, produzir conteúdo relevante e adotar canais de atendimento digitais são medidas essenciais para corretores de imóveis e imobiliárias que desejam gerar visibilidade e atrair clientes. Recursos, como tour virtual, vídeos dos imóveis, agendamento online de visitas e atendimento via WhatsApp, fazem parte da rotina do novo corretor digital.


    Apesar de todas essas inovações, o corretor de imóveis continua sendo uma peça central em todo o processo de intermediação imobiliária. O toque humano ainda é essencial, principalmente em etapas como visitas presenciais, elaboração de propostas e assinatura de contratos, que, embora ainda exijam trâmites físicos, já caminham para a digitalização com o uso de assinaturas eletrônicas e certificados digitais.


    O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo. Mais do que vender imóveis, ele se posiciona como um consultor estratégico, que entende o perfil do cliente e entrega soluções sob medida.


    Outras inovações vão ainda mais longe, como o uso de QR Codes nas placas de “vende‑se” ou a integração de todos os canais de contato do cliente em uma única plataforma. Tudo isso contribui para um relacionamento mais ágil, transparente e eficiente.


    A transformação digital é uma realidade irreversível no mercado imobiliário, mas ela não elimina o papel do corretor de imóveis. Pelo contrário, amplia suas possibilidades, fortalece sua atuação e exige uma postura ainda mais profissional e conectada.


    O corretor que deseja crescer e se manter competitivo precisa se adaptar a essa nova realidade. Dominar as ferramentas digitais, compreender os novos hábitos de consumo e investir em inovação são atitudes fundamentais para se destacar. Portanto, estar atento às tendências do mercado e buscar atualização constante são atitudes que fazem a diferença.


Internet: (com adaptações).


Na construção “Apesar de todas essas inovações, o corretor de imóveis continua sendo uma peça central em todo o processo de intermediação imobiliária.”, considerando a manutenção do sentido original e a correção gramatical do período, assinale a opção que apresenta uma reescrita adequada para esse trecho.
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Q4143699 Português

O corretor de imóveis na era digital: a tecnologia está transformando o mercado imobiliário


    A jornada de compra de um imóvel mudou. O corretor de imóveis que deseja se destacar no mercado precisa acompanhar essa transformação. Hoje, praticamente todas as transações imobiliárias passam, em algum momento, pela Internet. Sites, redes sociais, vídeos, aplicativos e chats online são mais do que ferramentas de apoio; tornaram‑se o novo ponto de partida da busca por um imóvel.


    Ter um site atualizado, estar presente nas redes sociais, produzir conteúdo relevante e adotar canais de atendimento digitais são medidas essenciais para corretores de imóveis e imobiliárias que desejam gerar visibilidade e atrair clientes. Recursos, como tour virtual, vídeos dos imóveis, agendamento online de visitas e atendimento via WhatsApp, fazem parte da rotina do novo corretor digital.


    Apesar de todas essas inovações, o corretor de imóveis continua sendo uma peça central em todo o processo de intermediação imobiliária. O toque humano ainda é essencial, principalmente em etapas como visitas presenciais, elaboração de propostas e assinatura de contratos, que, embora ainda exijam trâmites físicos, já caminham para a digitalização com o uso de assinaturas eletrônicas e certificados digitais.


    O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo. Mais do que vender imóveis, ele se posiciona como um consultor estratégico, que entende o perfil do cliente e entrega soluções sob medida.


    Outras inovações vão ainda mais longe, como o uso de QR Codes nas placas de “vende‑se” ou a integração de todos os canais de contato do cliente em uma única plataforma. Tudo isso contribui para um relacionamento mais ágil, transparente e eficiente.


    A transformação digital é uma realidade irreversível no mercado imobiliário, mas ela não elimina o papel do corretor de imóveis. Pelo contrário, amplia suas possibilidades, fortalece sua atuação e exige uma postura ainda mais profissional e conectada.


    O corretor que deseja crescer e se manter competitivo precisa se adaptar a essa nova realidade. Dominar as ferramentas digitais, compreender os novos hábitos de consumo e investir em inovação são atitudes fundamentais para se destacar. Portanto, estar atento às tendências do mercado e buscar atualização constante são atitudes que fazem a diferença.


Internet: (com adaptações).


No período “O profissional que alia o conhecimento técnico ao domínio das novas tecnologias tem um enorme diferencial competitivo.”, a forma verbal “alia” pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por
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Q4142696 Português

Texto 1A16

A ética climática pode ser definida como o ramo de conhecimento que examina os fundamentos morais e os princípios de justiça relacionados às mudanças climáticas e suas consequências, abrangendo questões de equidade intra e intergeracional, justiça ambiental e responsabilidade diferenciada entre nações.

Esse campo de estudo procura resolver dilemas morais complexos, como a distribuição justa dos custos e benefícios das ações climáticas, a proteção de populações vulneráveis contra desastres climáticos e a alocação de responsabilidades entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Tendo em vista essa disparidade econômico-regional e a vulnerabilidade por ela gerada, em 2001 as 194 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) decidiram criar o Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF) — um dos únicos mecanismos dessa natureza dedicado a ajudar os países a se adaptarem às novas realidades climáticas. O LDCF, juntamente com o Fundo Especial para a Mudança do Clima (SCCF), deve servir ao Acordo de Paris. Ambos os fundos são geridos pelo Fundo Global para o Meio Ambiente.

No âmbito da hermenêutica jurídica, a ética climática pode ser instrumental na interpretação e na aplicação do direito para a resolução de casos concretos que chegam ao Poder Judiciário. Ao interpretar normas ambientais ou decidir sobre litígios que envolvem questões climáticas, os intérpretes podem, ainda, fazer a vinculação conceitual com o princípio da precaução, que sugere a adoção de medidas preventivas diante de riscos de danos graves ou irreversíveis, mesmo na ausência de certeza científica plena.

Esse princípio está alinhado com a ideia de justiça intergeracional, que busca garantir que as gerações futuras tenham acesso a um ambiente seguro e saudável. Além disso, a consideração da justiça ambiental pode levar à adoção de decisões que priorizem a proteção das populações mais vulneráveis, frequentemente as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas, inundações e ondas de calor.

A hermenêutica jurídica também pode incorporar a noção de responsabilidades comuns, mas diferenciadas, reconhecendo que os países desenvolvidos, por terem historicamente contribuído mais para a emissão de gases de efeito estufa, têm uma responsabilidade maior em mitigar os efeitos das mudanças climáticas e ajudar financeiramente os países em desenvolvimento a lidar com esses desafios.

Esse também foi o expresso pensamento de Al Gore quando declarou, em 2006, que as mudanças climáticas ― não são tanto um problema político quanto o é uma questão ética‖, destacando a necessidade de que os países mais desenvolvidos economicamente assumam responsabilidade por essas demandas. Estudos apontam também que é um problema de difícil mensuração, solução e articulação, uma vez que envolve nações independentes e controvérsias de natureza científica, econômica, legal e de relações internacionais.

Não obstante o conceito de ética no âmbito das relações internacionais, é possível interpretar também a ética da vulnerabilidade de pessoas e comunidades que sejam mais suscetíveis aos efeitos climáticos. Há iniciativas, inclusive, que buscam apurar tais vulnerabilidades com base em critérios objetivos, como o índice de vulnerabilidade climática, que algumas cidades e municípios brasileiros têm adotado.

Revista CNJ, v. 8, n.º 1, jul. – dez./2024. Internet: <http://www.cnj.jus.br/> (com adaptações).

Assinale a opção em que a proposta de reescrita do trecho "por terem historicamente contribuído mais" (sexto parágrafo) preserva a correção gramatical e os sentidos do texto 1A16.
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Q4141890 Português

Texto para a questão. 


No âmbito do Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Piauí (Core‑PI), a atuação administrativa e jurídica exige comunicação clara, precisa e compatível com a natureza pública das atividades desempenhadas. A análise de processos, a elaboração de pareceres, o atendimento a profissionais registrados e a instrução de procedimentos administrativos dependem de registros escritos capazes de assegurar segurança jurídica, transparência e efetividade institucional.


A linguagem empregada nesses documentos não deve apenas transmitir informações. Ela também organiza fundamentos, delimita responsabilidades, orienta decisões e reduz riscos de interpretações equivocadas. Por isso, impropriedades gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações vocabulares podem comprometer a compreensão dos atos administrativos e afetar a confiança dos interessados na atuação do Conselho.


No exercício das atribuições do cargo de Assistente Jurídico, o domínio da norma‑padrão da língua portuguesa constitui instrumento essencial de trabalho. A correta articulação entre períodos, o emprego adequado de pronomes, a observância da concordância e da regência, o uso criterioso da pontuação e a seleção precisa de palavras contribuem para a produção de textos objetivos e juridicamente seguros.


Além disso, em comunicações institucionais, a impessoalidade e a formalidade devem ser preservadas, sem prejuízo da clareza. Um texto técnico eficiente não se caracteriza pelo excesso de termos complexos, mas pela capacidade de apresentar informações de modo ordenado, coeso e compreensível. Assim, a competência linguística do servidor fortalece a regularidade dos procedimentos, a credibilidade do órgão e a proteção do interesse público.



Fonte: BRASIL. Manual de Redação da Presidência da República. 3. ed. Brasília: Presidência da República, 2018; Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 37 (com adaptações).

Assinale a opção em que a reescrita mantém a correção gramatical e o sentido original do trecho “impropriedades gramaticais, ambiguidades sintáticas ou inadequações vocabulares podem comprometer a compreensão dos atos administrativos”
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Q4141648 Português
Texto CG1A1

    A era digital transformou diversos aspectos da vida cotidiana, e a inteligência artificial (IA) surge como um dos pilares dessa nova era. Com a inserção da IA no setor público, desafios regulatórios significativos emergem. A implementação dessa tecnologia pode potencializar serviços públicos, mas também levanta questões jurídicas complexas que requerem atenção.

    O desafio inicial de regular a IA no setor público reside na compreensão dos fundamentos tecnológicos e sua interligação com o arcabouço jurídico. Sendo um campo multifacetado, a IA abrange desde o aprendizado de máquina até o processamento de linguagem natural e robótica. Por sua natureza, ela desafia noções tradicionais de direitos e responsabilidades, o que torna imperativo um novo olhar jurídico.

    No Brasil, a regulação da IA ainda está em desenvolvimento, mas algumas legislações existentes já interagem com o tema. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é um exemplo de como as questões de privacidade e proteção de dados são cruciais quando se fala de IA, especialmente no setor público. Esta lei assegura que o tratamento de dados pessoais seja realizado com respeito à liberdade e à privacidade.

     É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA. Isso requer a colaboração entre legisladores, tecnólogos e especialistas em ética. A criação de um marco regulatório robusto possibilitaria a formação contínua dos operadores do direito e permitiria que profissionais se mantivessem atualizados em relação às melhores práticas e desenvolvimentos no campo da IA.

Internet: https://legale.com.br/  (com adaptações)
Assinale a opção em que a proposta de reescrita apresentada para o período “É crucial estabelecer políticas públicas que incentivem a inovação, mas que também delimitem o campo de atuação da IA.” (último parágrafo) é gramaticalmente correta e preserva os sentidos do texto CG1A1.
Alternativas
Q4135863 Português

Texto para responder à questão.


    De acordo com a classificação Nova, alimentos ultraprocessados são definidos como formulações industriais resultantes de uma sequência de processos, incluindo fracionamento de alimentos inteiros em substâncias, modificação e/ou recombinação dessas substâncias, bem como uso de aditivos cosméticos e embalagens atrativas. Esses produtos são altamente duráveis, rentáveis por utilizarem ingredientes de baixo custo, prontos para o consumo, hiperpalatáveis e com potencial para substituir todos os outros grupos de alimentos. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a uma deterioração geral da qualidade nutricional das dietas, uma vez que está diretamente ligado ao consumo em excesso de energia e ao aumento do consumo de açúcares livres, gorduras totais e gorduras saturadas e diminução do do consumo de fibras, proteínas e vitaminas.


Disponível em: <https://rsp.fsp.usp.br/wp-content/uploads/articles_xml/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf-pt.pdf>. Acesso em 17 mar. 2026.

As relações de coesão e coerência seriam mantidas caso o último período do texto fosse iniciado por
Alternativas
Q4135410 Português
A lição desperdiçada na crise em Ormuz

        Na história das civilizações, quando um sistema entra em colapso, a dor imediata frequentemente atua como o mais poderoso catalisador para a inovação. É exatamente sob essa lente histórica que o atual estrangulamento do Estreito de Ormuz, causado ora pelo Irã, ora pelos EUA, deve ser interpretado. A situação é a prova incontestável da dependência da humanidade em petróleo e escancara a urgência da transição energética.

        A asfixia imediata da economia global, causada pelo bloqueio militar da rota por onde passa um quarto do óleo consumido no planeta, deveria servir como o ultimato perfeito para forçar a transição definitiva rumo às matrizes limpas. Em vez de tratar o caos no Golfo Pérsico apenas como uma emergência bélica a ser contornada, a humanidade tem diante de si a oportunidade histórica para decretar, de uma vez por todas, o fim da era dos combustíveis fósseis.

        Em um mundo governado pela racionalidade e pelo instinto de sobrevivência, o bloqueio de Ormuz soaria como o alarme definitivo. Seria o momento em que governos e mercados decidiriam direcionar a fortuna gasta para proteger e subsidiar rotas petroleiras rumo à transição energética sustentável e definitiva.

        Ocorre que a governança global tem se mostrado míope para os perigos da crise climática e apegada a soluções de curto prazo. Longe de enxergar o gargalo no Golfo Pérsico como um ultimato para a descarbonização, a reação instintiva das superpotências ilustra o tamanho do problema.

        A prioridade absoluta nos países ocidentais e nas suas periferias — incluindo o Brasil — não é libertar a economia da dependência do petróleo, mas garantir que as bombas de combustível continuem cheias a qualquer custo. Em vez de injetar capital massivo na infraestrutura de matrizes limpas com senso de urgência, a energia política do mundo se esvai em manobras navais e manobras artificiais para conter a fúria inflacionária do eleitorado.

        O fechamento de Ormuz funciona hoje como um rascunho sombrio do futuro. A escassez de energia fóssil que a guerra impõe agora pela força bélica será provocada, logo mais, pelo próprio esgotamento climático e ambiental do planeta. A crise que virá pela escassez do petróleo deveria ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que ele afunde por completo.

        Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais essa janela histórica se fechar. Quando a tensão militar eventualmente ceder, os acordos provisórios forem assinados e os superpetroleiros voltarem a cruzar o estreito, as bolsas de valores e as lideranças globais celebrarão com alívio o fim da crise. Mas, na prática, estaremos apenas comemorando o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual, por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e limpo — e que parece cada vez mais distante e impossível, para a tragédia das futuras gerações.

(Editorial. https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 15.04.2026. Adaptado)
Considere as passagens:
•  A crise que virá pela escassez do petróleo deveria ser o empurrão que nos faltava para pular do barco antes que ele afunde por completo. (6º parágrafo)
•  Contudo, tudo indica que a humanidade deixará mais essa janela histórica se fechar. (7º parágrafo)
•  Mas, na prática, estaremos apenas comemorando o direito de voltar à exata mesma armadilha fóssil da qual, por um breve e doloroso momento, a humanidade teve a chance de escapar para criar um futuro mais sustentável e limpo... (7º parágrafo)
Sem prejuízo ao sentido original e em conformidade com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q4135217 Português
        Que reviravolta linda! Shay Taylor, uma funcionária que atuou por anos como faxineira na limpeza de um hospital nos Estados Unidos, vai retornar ao mesmo local em uma nova função: como médica residente.

         A mudança de carreira não seguiu um caminho tradicional. Após concluir o ensino médio com bom desempenho, Shay não teve condições de pagar uma universidade nem teve acesso a programas de auxílio financeiro, o que a levou a ingressar diretamente no mercado de trabalho.

        Foi um problema de saúde na família, mais especificamente de sua mãe, que a fez mudar de ideia e ingressar em um curso de medicina. Hoje, já formada, ela troca de função, mas não de local de trabalho. E com muito orgulho!

(Disponível em: https://www.sonoticiaboa.com.br/2026/03/26/ mulher-trabalhou-faxineira-hospital-volta-medica- -10-anos-depois. Adaptado)
No trecho “Foi um problema de saúde na família, mais especificamente de sua mãe, que a fez mudar de ideia e ingressar em um curso de medicina.” (3º parágrafo), a expressão destacada pode ser substituída, mantendo-se o sentido, por:
Alternativas
Q4133234 Português
Brasil tem quatro museus entre os 100 mais visitados do mundo


O Brasil tem quatro museus de arte entre os 100 mais visitados do mundo em 2025, segundo levantamento compilado pela publicação "The Art Newspaper". Endereços em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte figuram na lista.

Do país, o local que mais recebeu visitantes foi o Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na capital paulista, com registro de 1.195.935 indivíduos. Assim, o Masp ocupa o 64º lugar da lista. Segundo o ranking, o número representa um aumento de 106% em relação a 2024.

A publicação destaca a inauguração do prédio anexo ao Masp, o Edifício Pietro Maria Bardi, e a exposição dedicada a Claude Monet, que atraiu cerca de 503 mil pessoas durante o período em cartaz, entre maio e setembro do ano passado.

O segundo museu mais visitado do Brasil, que aparece na 67ª posição da lista, é o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro, com 1.142.012 visitantes em 2025. Os números indicam diminuição de 8% em comparação com 2024. Localizado no centro histórico da cidade, o espaço ocupa um prédio de 1906, de linhas neoclássicas que, no passado, esteve ligado às finanças, aos negócios e à história do Banco do Brasil. Desde 2011, o CCBB-RJ aparece no ranking do "The Art Newspaper", colocando o Rio entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo.

Em Belo Horizonte, o CCBB também figurou entre os locais mais frequentados no ano passado, recebendo 1.123.409 visitantes, o que representa um crescimento de 8% em relação a 2024. Na lista, aparece na 69ª posição.

O centro cultural está localizado em um prédio da década de 1930, que nasceu para fazer parte de um complexo da administração pública do estado de Minas Gerais. Em 2013, o CCBB da capital mineira foi inaugurado com 1.200 metros quadrados de área para exposições, duas salas de mostras permanentes, teatro e sala multiuso. Ao todo, são oito mil metros quadrados abertos ao público.

Segundo o ranking, as filiais do CCBB foram impulsionadas por uma exposição de arte brasileira da década de 1980, que começou no Rio de Janeiro antes de passar por Brasília, São Paulo e Belo Horizonte. No Rio, a mostra atraiu 325 mil pessoas e, em Belo Horizonte, 205 mil.

Por fim, a Pinacoteca de São Paulo, na 94ª posição, registrou 820 mil visitantes em 2025, um aumento de 1% em comparação com o ano anterior. Fundado em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, o local é um museu de artes visuais voltado para a produção brasileira desde o século XIX até a contemporaneidade.

O acervo original foi formado a partir da transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo e outras seis adquiridas de importantes artistas da cidade. Hoje, a coleção já conta com 11 mil peças de nomes como Anita Malfatti, Lygia Clark, Tarsila do Amaral e Candido Portinari.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/brasil-tem-quatro-museus-entreos-100-mais-visitados-do-mundo/
Assinale a alternativa que apresente termos que possam substituir os termos em destaque no período, respectivamente, mantendo as mesmas relações de sentido no texto: Assim, o Masp ocupa o 64º lugar da lista. Segundo o ranking, o número representa um aumento de 106% em relação a 2024.
Alternativas
Q4132955 Português

Texto para responder à questão.

O Brasil acaba de sair do mapa da fome, superando mais uma vez um cenário crítico da escassez alimentar. No entanto, há um desafio: o acesso a uma alimentação saudável. Estudos destacam evidências de que domicílios de baixa renda e das regiões rurais do País apresentam alto consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários. No entanto, esse consumo é marcado por alimentos básicos, como arroz, açúcar e farinhas. Enquanto isso, outros alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras, que promoveriam maior diversidade alimentar, são precários. Ou seja, a baixa participação de alimentos ultraprocessados no consumo de calorias não implica, necessariamente, qualidade da alimentação. 

Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/mapa-da-ma-alimentacao-revela participacao-de-ultraprocessados-na-dieta-dos-brasileiros/>. Acesso em: 18 mar. 2026, com adaptações.

As ideias e os aspectos linguísticos do texto seriam preservados caso 
Alternativas
Q4132399 Português
Texto para a questão

Sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do texto, a palavra “aval” (linha 22) poderia ser substituída por 
Alternativas
Q4132396 Português
Texto para a questão

Assinale a alternativa em que a proposta de reescrita apresentada preserva a correção gramatical e o sentido do seguinte trecho do texto: “A lei foi sancionada sem vetos, mas, felizmente, o STF derrubou a norma pouco tempo depois.” (linha 23).  
Alternativas
Q4132324 Português
Texto para a questão.

A correção gramatical e as relações de coesão e coerência textuais seriam mantidas caso houvesse a substituição de  
Alternativas
Respostas
141: C
142: E
143: E
144: C
145: D
146: B
147: A
148: A
149: A
150: D
151: A
152: B
153: B
154: A
155: C
156: C
157: E
158: B
159: D
160: B