Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Educação 2025: pesquisas revelam desafios, tendências e a realidade das salas de aula
Montar um raio-X da educação em 2025 não é tarefa simples, mas ajuda quem não quer navegar no escuro. Uma curadoria baseada em estudos selecionados pelo Porvir busca compreender o que acontece, hoje, dentro das salas de aula brasileiras, oferecendo uma leitura ancorada na realidade cotidiana da escola. O foco não está nos números tradicionais do Censo Escolar nem nas notas do Ideb — Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, indicador da qualidade do ensino no país. A proposta é olhar para dimensões que esses dados nem sempre capturam, como o clima escolar, as angústias, os desafios tecnológicos e a saúde mental de quem vive o dia a dia da educação.
Para quem planeja aulas, organiza o calendário escolar ou pensa políticas públicas, esse conjunto de informações funciona como ponto de partida. Ele traz o chamado chão da escola e evidencia onde estão as maiores tensões, convidando a uma leitura sem julgamentos ou busca por culpados. Encarar a realidade, com todas as suas contradições, é condição para qualquer transformação efetiva da educação.
O panorama apresentado serve para orientar decisões que façam sentido para os estudantes e para a comunidade escolar neste início de 2026.
No cotidiano das escolas, questões ligadas à segurança física e emocional, à convivência e à diversidade aparecem de forma recorrente. Pesquisas indicam que a violência de gênero permanece presente e pouco discutida, revelando a dificuldade das instituições em identificar e enfrentar esse problema. Falta formação adequada e protocolos claros, o que reforça a necessidade de políticas integradas que promovam acolhimento, segurança e uma cultura de equidade. Ao mesmo tempo, cresce um cenário de violência, exclusão, desesperança e solidão, marcado pelo isolamento de estudantes e pelo esgotamento dos educadores. A ausência de mecanismos eficazes de acolhimento fragiliza os vínculos e compromete a escola como espaço de convivência afetiva.
Situação semelhante aparece no avanço das matrículas de estudantes autistas. Embora o número tenha crescido significativamente, a estrutura escolar não acompanhou esse movimento. Faltam profissionais de apoio, formação específica para professores e adaptações curriculares, mostrando que garantir a vaga por lei não é suficiente para assegurar uma inclusão efetiva.
Outros estudos reforçam a importância de enfrentar o racismo desde a infância. A ideia de que o silêncio protegeria crianças brancas é questionada por pesquisas que apontam como essa omissão contribui para a reprodução de preconceitos. A educação antirracista, nesse sentido, deve envolver toda a comunidade, com conversas abertas e referências positivas que ajudem as crianças a compreender a diversidade e seus próprios privilégios desde cedo.
No campo da tecnologia, as pesquisas destacam impactos crescentes das telas, o uso da inteligência artificial e novos desafios da alfabetização em um mundo digital. Relatórios recentes defendem que a IA seja adotada como ferramenta complementar e ética, nunca como substituta pedagógica, com atenção à proteção do desenvolvimento cognitivo e à redução de desigualdades. Isso implica formação docente, revisão curricular e políticas de governança inclusivas.
O uso excessivo de telas continua sendo motivo de preocupação. Pesquisas indicam dificuldade de crianças e adolescentes em se desconectar, cenário associado ao aumento de irritabilidade, distração e conflitos em sala de aula. Soma-se a isso a constatação de que saber ler e escrever não garante autonomia no ambiente digital. Mesmo alfabetizados, muitos brasileiros enfrentam dificuldades para identificar notícias falsas, proteger dados pessoais ou utilizar aplicativos de serviços, o que amplia a noção de alfabetização necessária no século XXI.
A saúde mental e a valorização docente aparecem como temas centrais. A falta de segurança para o exercício da liberdade de cátedra impacta diretamente o bem-estar desses profissionais. Em escala global, o alerta é ainda mais amplo: faltam milhões de professores para cumprir metas educacionais, especialmente nos países mais pobres, onde salas lotadas e carreiras desvalorizadas dificultam a aprendizagem.
Pesquisas recentes também ressaltam que a promoção da saúde mental de crianças e adolescentes precisa ser prioridade. A escola é apontada como espaço estratégico para esse cuidado, mas não pode assumir essa tarefa sozinha. O fortalecimento de vínculos entre educação, saúde e assistência social é essencial para criar ambientes seguros, nos quais os estudantes se sintam ouvidos e amparados.
Por fim, estudos que conectam a escola a desafios sociais mais amplos mostram que temas como mudanças climáticas ainda estão distantes do cotidiano escolar, apesar de seus impactos diretos na vida de crianças e jovens. Quando aparecem, costumam ser tratados de forma pontual e pouco integrada à realidade local. Da mesma forma, pesquisas sobre a transição para o mercado de trabalho revelam um desencontro entre expectativas de jovens e empregadores. Enquanto jovens enfrentam sobrecargas invisíveis ligadas à renda e às condições de vida, empresas esperam uma maturidade pronta, sem oferecer o suporte necessário. O desafio comum a todos esses cenários é transformar a escola — e também o trabalho — em espaços de aprendizado contínuo, acolhimento e construção coletiva.
https://porvir.org/educacao-2025-pesquisas-tendencias/.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
Por que crianças não quebram mais o braço?
Por Pedro Guerra

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-
nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para
esta prova).
“[...] considerando que nem toda infância tem acesso ao diagnóstico formal”.
Por que crianças não quebram mais o braço?
Por Pedro Guerra

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/pedro-guerra/noticia/2025/12/por-que-criancas-
nao-quebram-mais-o-braco-cmj2y6ojc01y8014o699c5t7b.html – texto adaptado especialmente para
esta prova).
( ) É possível inserir a palavra “há” antes de “décadas” sem causar incorreção ao trecho “[...] que não faziam parte da infância décadas atrás” (l. 11-12).
( ) Em “testemunhos em branco de aventuras ...... calculadas, árvores subidas depressa demais, quedas de bicicleta, disputas no campinho, e por aí vai” (l. 03-04), é possível substituir a expressão “e por aí vai” por “etc.” sem alterar o sentido do trecho.
( ) Em “teremos muito mais trabalho do que envolver um braço em gesso” (l. 29-30), a expressão “envolver um braço em gesso” poderia ser substituída por “engessar um membro superior” sem causar outras alterações ou incorreções ao trecho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Um mar de fogueirinhas
(inspirado em Eduardo Galeano)

Haja fígado para o perigoso mercado dos suplementos
A Anvisa, órgão responsável por regulamentar e controlar a qualidade de produtos que afetam a saúde humana, liberou em março de 2026 um texto alertando contra o uso excessivo de medicamentos e suplementos contendo cúrcuma, também conhecida como açafrão-daterra. O alerta é resultado de investigações internacionais que identificaram casos graves (embora raros) de danos ao fígado associados ao uso desses produtos.
A cúrcuma é um gênero de mais de 100 espécies de plantas cujas raízes são comumente usadas como tempero. Suas propriedades dão cor e sabor aos pratos e a tornam muito popular, sobretudo na culinária oriental. Além disso, a quantidade da molécula mais ativa na planta, a curcumina, não passa de 2% nas raízes e de 10% no tempero em pó comercial. Adicionada em pequenas quantidades na comida, é praticamente impossível ingerir quantidades perigosas da especiaria na alimentação.
As doses tóxicas podem ser atingidas somente na forma concentrada, vendida em suplementos e medicamentos fitoterápicos – derivados de plantas que possuem efeito comprovado para alguma doença (no caso da cúrcuma, a artrite) e que também contêm adjuvantes que podem aumentar a absorção da curcumina.
Mesmo que se repita muito por aí (incorretamente) que produtos naturais não têm efeitos colaterais, não é nada surpreendente que um extrato de plantas seja tóxico para os humanos. A vasta maioria das plantas na Terra não é comestível, apresentando graus variados de toxicidade.
Assim como cúrcuma demais pode lesar seu fígado, cafeína demais pode levar a parada cardíaca, a carambola é tóxica para pessoas com lesões renais, e a ingestão excessiva de lichias pode alterar o metabolismo de açúcar e lipídios (o que causa um número preocupante de mortes em crianças asiáticas). O fato de um produto ou insumo ser natural ou derivado de uma planta não remove qualquer molécula da realidade de que tudo possui uma quantidade tóxica.
Fonte: Nexo Jornal. Adaptado.
Recomendações para quem já desenvolveu alguma doença
cardiovascular
O receio de praticar atividade física quando se tem o diagnóstico de uma doença no coração, de certa forma, tem uma justificativa. Isso porque existem cardiopatias que muitas vezes limitam temporariamente a prática da atividade física, mas que depois de controladas os indivíduos acometidos podem voltar à ativa. Nesse sentido, Cláudia Lúcia Forjaz, professora na Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, reforça que existem recomendações de atividade física de acordo com a doença apresentada ou até mesmo para o fator de risco presente no indivíduo, como por exemplo a obesidade.
Segundo ela, em termos de atividade física no sentido mais amplo, conforme apresentado pelo Guia de Atividade Física para a População Brasileira, todo mundo precisa ser mais ativo e praticar mais atividade física no seu dia a dia. Sempre respeitando os próprios limites. Do ponto de vista dos exercícios físicos, que são as atividades planejadas e estruturadas, é preciso uma prescrição profissional para as pessoas que sofrem com doenças do coração.
Dentro desse contexto, a especialista lista duas categorias que são as mais estudadas: exercícios aeróbicos e exercícios resistidos. Os exemplos de aeróbicos são: caminhada, dança ou natação. É o tipo de atividade mais recomendado, pois traz mais benefícios ao sistema cardiovascular. Já os exemplos de exercícios resistidos são: ginástica e musculação. São atividades que proporcionam mais benefícios musculoesqueléticos e menos no sistema cardiovascular.
Desde que observados os devidos cuidados e as devidas orientações, os exercícios resistidos podem complementar os aeróbicos, que são as indicações principais para quem sofre com doenças do coração ou apresenta condições de risco como a hipertensão. Isso porque, a depender da doença, um exercício de força pode prejudicar. Uma pessoa com hipertensão, por exemplo, pode apresentar contraindicações para trabalhar com altas intensidades na musculação. Isso aumentaria muito a sobrecarga cardiovascular. Mas de uma forma geral, é importante que as atividades físicas para esse público sejam preferencialmente leves a moderadas, explica a professora.
Fonte: Gov. Adaptado.
O crescimento das casas de apostas online no Brasil impacta diretamente o consumo e a renda das famílias brasileiras. A facilidade de acesso e a promessa de ganhos rápidos atraem um número crescente de brasileiros, que, de acordo com um levantamento de uma instituição bancária, já gastaram cerca de 68 bilhões em jogos virtuais. Na mesma pesquisa, estima-se que 0,22% do PIB tenha sido destinado a apostas online nos últimos 12 meses. Esse avanço demonstra que, à medida que as bets disputam espaços com outras formas de consumo, a renda disponível para educação, saúde e lazer torna-se cada vez mais comprimida.
Os impactos são mais sentidos nas classes sociais mais desfavorecidas. O tipo de jogo conhecido como bet, acessível por aparelhos celulares, tem seu nicho de exploração entre os mais pobres, pela facilidade de acesso e ausência de empecilhos legais e burocráticos de controle. Esse apostador contumaz, geralmente das classes mais desfavorecidas, tende a encarar a aposta como investimento e acredita que, "investindo" pouco dinheiro, pode multiplicá-lo. Quando essa perspectiva se associa a um comportamento compulsivo, ela se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar.
Esse cenário afeta não apenas a situação financeira das famílias, mas também a saúde mental dos envolvidos. O ciclo vicioso de apostas pode levar ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, frustração e desesperança, à medida que as perdas se acumulam e as promessas de ganhos nunca se concretizam. De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, 51% dos brasileiros que apostam sentem aumento de sintomas de ansiedade. Além disso, a pesquisa revela que 42% desse público usa esse vício como uma fuga ilusória das dificuldades cotidianas, mas, ao invés de aliviar o estresse, aprofunda-o com sensações de impotência e isolamento.
Internet: <www.uff.br> (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Estariam preservados os sentidos do texto e sua correção gramatical caso o último período do segundo parágrafo fosse assim reescrito: Essa perspectiva, associada a um comportamento compulsivo, se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar.
O crescimento das casas de apostas online no Brasil impacta diretamente o consumo e a renda das famílias brasileiras. A facilidade de acesso e a promessa de ganhos rápidos atraem um número crescente de brasileiros, que, de acordo com um levantamento de uma instituição bancária, já gastaram cerca de 68 bilhões em jogos virtuais. Na mesma pesquisa, estima-se que 0,22% do PIB tenha sido destinado a apostas online nos últimos 12 meses. Esse avanço demonstra que, à medida que as bets disputam espaços com outras formas de consumo, a renda disponível para educação, saúde e lazer torna-se cada vez mais comprimida.
Os impactos são mais sentidos nas classes sociais mais desfavorecidas. O tipo de jogo conhecido como bet, acessível por aparelhos celulares, tem seu nicho de exploração entre os mais pobres, pela facilidade de acesso e ausência de empecilhos legais e burocráticos de controle. Esse apostador contumaz, geralmente das classes mais desfavorecidas, tende a encarar a aposta como investimento e acredita que, "investindo" pouco dinheiro, pode multiplicá-lo. Quando essa perspectiva se associa a um comportamento compulsivo, ela se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar.
Esse cenário afeta não apenas a situação financeira das famílias, mas também a saúde mental dos envolvidos. O ciclo vicioso de apostas pode levar ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, frustração e desesperança, à medida que as perdas se acumulam e as promessas de ganhos nunca se concretizam. De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, 51% dos brasileiros que apostam sentem aumento de sintomas de ansiedade. Além disso, a pesquisa revela que 42% desse público usa esse vício como uma fuga ilusória das dificuldades cotidianas, mas, ao invés de aliviar o estresse, aprofunda-o com sensações de impotência e isolamento.
Internet: <www.uff.br> (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
O trecho "O ciclo vicioso de apostas pode levar ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, frustração e desesperança" (último parágrafo) poderia ser reescrito, preservadas a correção gramatical e a coerência textual, da seguinte forma: O ciclo vicioso de apostas pode levar à sintomas de ansiedade, frustração e desesperança.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Brasil cria centro para pesquisar novos insumos farmacêuticos a partir da biodiversidade
O Brasil lançou na primeira semana de julho um centro de pesquisa dedicado a desenvolver Insumos Farmacêuticos Ativos (lFAs) a partir da biodiversidade brasileira, na tentativa de reduzir, no longo prazo, a dependência do país de matérias-primas importadas para fabricar medicamentos. Apesar do anúncio, ainda não há previsão de quando as pesquisas poderão resultar em novos medicamentos ou qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, os quatro primeiros anos serão dedicados às etapas iniciais de desenvolvimento das moléculas, antes dos testes em seres humanos e da fase de produção industrial, que dependerá de parcerias com empresas.
O Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira (CC-IFABR) será instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), com R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e do Ministério da Saúde. A proposta é identificar, em plantas, animais e microrganismos brasileiros, moléculas com potencial para virar medicamento.
O problema que o centro tenta resolver é conhecido do setor: hoje, mais de 90% dos IFAs usados pela indústria farmacêutica brasileira são importados — e, em alguns segmentos, essa dependência chega a 95%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). Embora grande parte dos remédios vendidos no país seja fabricada aqui, é o IFA — a substância responsável pelo efeito terapêutico — que costuma vir de fora.
Nos próximos quatro anos, o CC-IFABR não vai desenvolver medicamentos completos nem produzir remédios para o Sistema Único de Saúde (SUS). O trabalho ficará concentrado nas etapas iniciais da pesquisa: identificar moléculas da biodiversidade brasileira com potencial terapêutico, aperfeiçoá-las e realizar os estudos pré-clínicos necessários para comprovar segurança e eficácia — a fase que antecede os testes em seres humanos. As duas primeiras áreas de pesquisa serão tratamentos contra o câncer, com foco em imunoterapia, e terapias para infecções emergentes.
Segundo Daniela Trivella, coordenadora do CC-IFABR no CNPEM, dois projetos já estão em andamento: um investiga uma molécula obtida de uma planta da Caatinga com potencial para estimular o sistema imunológico contra tumores; o outro busca desenvolver, a partir de um microrganismo, uma molécula para o tratamento da sepse — infecção generalizada que pode levar à falência de órgãos.
Depois dessa fase, ainda será preciso realizar testes em seres humanos, obter aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e desenvolver processos capazes de fabricar esses medicamentos em escala industrial.
Segundo Alvaro Prata, presidente da Embrapii, o objetivo do centro é atuar nas etapas anteriores ao desenvolvimento industrial, preparando moléculas e processos até um estágio em que possam ser assumidos pela indústria farmacêutica. Por isso, ainda não há estimativa de quando as pesquisas poderão resultar em produtos disponíveis no mercado nem qual será o impacto concreto na redução da dependência brasileira de IFAs importados.
Fonte: https://gl.globo.com/saude/noticia/2026/01/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml (adaptado)
O crescimento das casas de apostas online no Brasil impacta diretamente o consumo e a renda das famílias brasileiras. A facilidade de acesso e a promessa de ganhos rápidos atraem um número crescente de brasileiros, que, de acordo com um levantamento de uma instituição bancária, já gastaram cerca de 68 bilhões em jogos virtuais. Na mesma pesquisa, estima-se que 0,22% do PIB tenha sido destinado a apostas online nos últimos 12 meses. Esse avanço demonstra que, à medida que as bets disputam espaços com outras formas de consumo, a renda disponível para educação, saúde e lazer torna-se cada vez mais comprimida.
Os impactos são mais sentidos nas classes sociais mais desfavorecidas. O tipo de jogo conhecido como bet, acessível por aparelhos celulares, tem seu nicho de exploração entre os mais pobres, pela facilidade de acesso e ausência de empecilhos legais e burocráticos de controle. Esse apostador contumaz, geralmente das classes mais desfavorecidas, tende a encarar a aposta como investimento e acredita que, "investindo" pouco dinheiro, pode multiplicá-lo. Quando essa perspectiva se associa a um comportamento compulsivo, ela se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar.
Esse cenário afeta não apenas a situação financeira das famílias, mas também a saúde mental dos envolvidos. O ciclo vicioso de apostas pode levar ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, frustração e desesperança, à medida que as perdas se acumulam e as promessas de ganhos nunca se concretizam. De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, 51% dos brasileiros que apostam sentem aumento de sintomas de ansiedade. Além disso, a pesquisa revela que 42% desse público usa esse vício como uma fuga ilusória das dificuldades cotidianas, mas, ao invés de aliviar o estresse, aprofunda-o com sensações de impotência e isolamento.
Internet: <www.uff.br> (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
Estariam preservados os sentidos do texto e sua correção gramatical caso o último período do segundo parágrafo fosse assim reescrito: Essa perspectiva, associada a um comportamento compulsivo, se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar.
O crescimento das casas de apostas online no Brasil impacta diretamente o consumo e a renda das famílias brasileiras. A facilidade de acesso e a promessa de ganhos rápidos atraem um número crescente de brasileiros, que, de acordo com um levantamento de uma instituição bancária, já gastaram cerca de 68 bilhões em jogos virtuais. Na mesma pesquisa, estima-se que 0,22% do PIB tenha sido destinado a apostas online nos últimos 12 meses. Esse avanço demonstra que, à medida que as bets disputam espaços com outras formas de consumo, a renda disponível para educação, saúde e lazer torna-se cada vez mais comprimida.
Os impactos são mais sentidos nas classes sociais mais desfavorecidas. O tipo de jogo conhecido como bet, acessível por aparelhos celulares, tem seu nicho de exploração entre os mais pobres, pela facilidade de acesso e ausência de empecilhos legais e burocráticos de controle. Esse apostador contumaz, geralmente das classes mais desfavorecidas, tende a encarar a aposta como investimento e acredita que, "investindo" pouco dinheiro, pode multiplicá-lo. Quando essa perspectiva se associa a um comportamento compulsivo, ela se torna a fórmula perfeita para o vício e o comprometimento da renda familiar.
Esse cenário afeta não apenas a situação financeira das famílias, mas também a saúde mental dos envolvidos. O ciclo vicioso de apostas pode levar ao desenvolvimento de sintomas de ansiedade, frustração e desesperança, à medida que as perdas se acumulam e as promessas de ganhos nunca se concretizam. De acordo com pesquisa do Instituto Locomotiva, 51% dos brasileiros que apostam sentem aumento de sintomas de ansiedade. Além disso, a pesquisa revela que 42% desse público usa esse vício como uma fuga ilusória das dificuldades cotidianas, mas, ao invés de aliviar o estresse, aprofunda-o com sensações de impotência e isolamento.
Internet: <www.uff.br> (com adaptações).
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No trecho "Esse apostador contumaz, geralmente das classes mais desfavorecidas, tende a encarar a aposta como investimento" (segundo parágrafo), o vocábulo "contumaz" poderia ser substituído, sem prejuízo da correção e da coerência das ideias do texto, por incorrigível.


( ) Em “No mesmo domingo, 13 de maio 1888, a regente sancionou a Lei Áurea e a mandou para o Diário Oficial publicar.” (1º par.), o pronome oblíquo átono em destaque cumpre papel anafórico alusivo à expressão Lei Áurea a fim de exercer função de Objeto direto.
( ) Em “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou ao Príncipe Pedro mensagem para que não esperasse mais: ‘O pomo está maduro; colhei-o já, senão apodrece’.” (1º par.), o trecho em destaque seria gramaticalmente reescrito, mantendo o seu valor semântico, pela seguinte proposta: “Leopoldina, regente enquanto o marido estava fora da capital, enviou-lhe mensagem para que não esperasse mais: “O pomo está maduro; o colhei já, se não apodrece”.
( ) Em “Só vou citar os pomos que caíram de podres em que fui contemporâneo, a começar pela oportunidade de termos assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, com poder de veto.” (2º par.), as expressões em destaque sofreram respectivamente os seguintes processos de formação de palavras: Sigla e Derivação Regressiva
( ) Em “Os constituintes de 1988 tiveram a humildade de julgar que o trabalho estava imperfeito e previram uma revisão em cinco anos, com aprovação por maioria simples.” (3º par.), os vocábulos em destaque possuem sufixos diversos, porém utilizados com o mesmo propósito de formação de Substantivos derivados.
( ) Em “O Brasil seria um gigantesco paraíso fiscal, com um único imposto de 1% sobre a movimentação bancária. Havia crise na Ásia e centenas de bilhões de dólares procuravam um país para pousar.” (4º par.), as expressões destacadas foram acentuadas devido à mesma regra, embora possuam tonicidade silábica distinta.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que a sequência correta, pela ordem, está presente em:
Buganvílias
Nossa casa é antiga, embora não secular – explicava-me aquela senhora – e o senhor sabe como essas construções antigas
têm pé-direito alto, um despropósito. Nossos dois andares enfrentam bem uns três dos edifícios vizinhos. Isso lhe dará ideia da
altura de minhas buganvílias, pois as raízes delas se misturam com os alicerces, e temos praticamente dois telhados: o comum,
e esse lençol rubro de flores, quando vem pintando a primavera.
Não, não pense que as flores cobrem o telhado: elas formam o seu teto especial, no terraço, dominando a pérgula – e a
boa senhora sorriu – que o antigo proprietário fez questão de construir, para dar um ar meio silvestre, meio parnasiano, àquela
superfície árida de ladrilhos. Nossa casa está longe de ser bonita, embora eu goste muito dela; e quando as buganvílias funcionam a todo vapor, na florescência, não imagina como a nossa modesta alvenaria se transforma numa coisa espetacular, todo
aquele dilúvio de escarlate que a brisa do Brasil beija e balança, os ladrilhos também se deixam atapetar de florinhas, e até o
cãozinho, indo brincar no terraço, costuma voltar trazendo no pelo branco manchas encarnadas de primavera. Caem florinhas
nas panelas da cozinheira, cá embaixo, e se a gente deixar entreaberta a janela do banheiro, pode tomar seu banho de
Bougainvillea spectabilis, Willd., o que nome tenha; sei que é uma nictaginácea, ouviu?
Tudo isso é simpático, mas tem seus inconvenientes. Quando nos instalamos, um mestre de obras ponderou: “Eu, se fosse
madame, cortava essas trepadeiras. Veja como os troncos encorparam, e como as paredes vão trincando. A raiz está abalando
tudo”. Não tive coragem de matar uma planta de Deus, aliás duas, subindo lado a lado, confundindo lá em cima os galhos e
fazendo de nossa casa uma coisa diferente, no cinzento da Zona Sul (os moradores dos edifícios garantem que, vista do alto, a
casa vale muito mais do que vista da rua, por causa das buganvílias, que fazem bem aos olhos). E depois, já tivemos que sacrificar
a goiabeira para abrir mais uma caixa d’água subterrânea, Deus nos perdoe. Não, as buganvílias, não. A casa pode vir abaixo, e
seremos soterrados sob tijolos e flores, mas todo o poder às buganvílias!
Há dias foi engraçado, porque convidamos um casal para almoçar, e já na horinha me lembrei que não tínhamos flores em
casa. Fui comprá-las correndo, mas a greve da Leopoldina acabara com elas, ou era a própria greve das flores, que pediam
aumento de orvalho; não havia uma triste corola à venda. E não era dia de feira no bairro, de sorte que não se podia recorrer a
flores de calçada. Voltei de alma ferida, porque se pode trabalhar sem flor, dormir sem flor, mas comer sem flor é desagradável,
tira o sal. Estava imersa em vil desânimo, quando me pousou no nariz, trazida pelo vento, a florinha de buganvília, cujos ramos
estão explodindo de vermelho, entre pinceladas verdes. Voei ao quarto de depósito, saí de lá brandindo a escada de três metros,
e icei-a na pérgula. E com risco de romper o esqueleto, pois escada de casa velha também é velha e desconjuntada, aos olhos
divertidos ou indignados da vizinhança, fui ceifando com tesoura aquele mar de florinhas sanguíneas. Enchi duas cestas enormes, e nunca minha casa ficou tão bonita como enfeitada assim à última hora, sem gastar um cruzeiro; o casal ficou encantado,
mas que beleza de flor, então eu expliquei que buganvília não tem propriamente flores, tem brácteas, que são folhas iguais às
outras, mas valorizadas pelo vermelho. Deu tudo certo, e eu senti que os imensos pés de buganvílias me agradeciam e pagavam
dessa maneira a decisão de poupar-lhes a vida até a consumação dos séculos – ou da nossa velha casa, que eles vão destruindo
poeticamente.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Fala, amendoeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.)

“Parte da beleza da Copa é o sentimento de que todo mundo está ligado na mesma coisa”.
Álcool aumenta risco de demência mesmo em pequenas doses, revela pesquisa
Um estudo publicado recentemente no periódico BMJ desafia a ideia de que doses moderadas de álcool poderiam proteger o cérebro. Ao combinar dados observacionais com análise genética de mais de 559 mil pessoas, os pesquisadores encontraram uma relação linear entre maior propensão ao alcoolismo e maior risco da doença — sem evidência de um nível seguro de consumo.
Após avaliar dados de dois grandes bancos de dados — o Million Veteran Program, dos Estados Unidos, e o Biobanco do Reino Unido —, os autores reuniram informações dos participantes com idades entre 56 e 72 anos. Diferentemente de estudos anteriores, baseados apenas em observação, o trabalho incorporou uma análise genética para investigar a predisposição tanto ao alcoolismo quanto à demência.
Os resultados indicam uma associação linear: quanto maior for a propensão ao consumo problemático de álcool, maior o risco de demência. Na prática, um aumento de duas vezes no risco de alcoolismo esteve ligado a uma elevação de 16% na probabilidade da doença neurodegenerativa. Esse achado contrasta com pesquisas anteriores que apontavam uma curva em “U”, na qual tanto abstêmios quanto grandes consumidores apresentariam maior risco, enquanto níveis moderados estariam associados a um possível efeito protetor.
“Sabe-se que o álcool é tóxico ao sistema nervoso central”, pontua o neurologista Augusto Penalva de Oliveira, do Einstein Hospital Israelita. E o estudo reforça o papel da vulnerabilidade individual. “Quem tinha tendência à bebida e à demência teve esse risco amplificado ao beber”, observa. No entanto, há ressalvas quanto à metodologia, como a falta de diversidade genética da amostra.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existe nível de ingestão alcoólica completamente seguro. A substância está associada a mais de 200 doenças, e o risco varia conforme fatores como quantidade ingerida, frequência, idade, sexo, condições de saúde e contexto de consumo.
Fonte: CNN Brasil. Adaptado.
I. Poderiam ser substituídos por vírgulas sem alterar a fluidez da frase. II. Poderiam ser substituídos por pontos finais sem alterar a fluidez da frase. III. Não poderiam ser substituídos por travessões.
Está CORRETO o que se afirma:
Analise as reescritas a seguir e assinale aquela que apresenta a pontuação adequada.
