Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Márcio S. Vieira. Muito além de uma paixão. Escrita Viva, ano 8, ed.
103, Editora Escala, 2023 (com adaptações)

Márcio S. Vieira. Muito além de uma paixão. Escrita Viva, ano 8, ed.
103, Editora Escala, 2023 (com adaptações)
Já falei do perfume do jasmim? Já falei do cheiro do mar. A terra é perfumada. E eu me perfumo para intensificar o que sou. Por isso não posso usar perfumes que me contrariem. Perfumar-se é uma sabedoria instintiva. E como toda arte, exige algum conhecimento de si própria. Uso um perfume cujo nome não digo: é meu, sou eu. Duas amigas já me perguntaram o nome, eu disse, elas compraram. E deram-me de volta: simplesmente não eram elas. Não digo o nome também por segredo. É bom perfumar-se em segredo.
LISPECTOR, Clarice. Os perfumes da Terra. Portal da Crônica Brasileira. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12635/osperfumes-da-terra>. Acesso em: 21 de abril 2024.
Considerando o trecho “E eu me perfumo para intensificar o que sou”, assinale a alternativa que melhor preserva o sentido original do trecho:
Existem mais vendavais previstos no nosso horizonte
Por Cláudia Tajes

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/claudia-tajes/noticia/2024/03/existem-maisvendavais-previstos-no-nosso-horizonte – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Só que o Tales era xarope” (l. 10).

Bruno Vaiano. Vestibular: um modelo de seleção fracassado.
Superinteressante, ed. 459, Editora Abril, jan./2024 (com adaptações).
Texto para o item.


A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso a expressão “Para isso” (linha 12) fosse substituída por Porisso.
Texto para o item.


A substituição da palavra “reduzida” (linha 1) por diminuída manteria a correção e o sentido do texto.
Texto para o item.


Internet: <www.conjur.com.br> (com adaptações).
A substituição da expressão “a qual” (linha 20) por onde manteria a correção e o sentido do texto.
Texto para o item.


Internet: <www.conjur.com.br> (com adaptações).
Caso a forma verbal “há” (linha 11) fosse substituída por existe, a correção e o sentido do texto seriam mantidos.
Texto para o item.


Internet: <www.conjur.com.br> (com adaptações).
O emprego da palavra crescimento, em lugar de “ascensão” (linha 3), manteria a coerência e a correção do texto.
SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Na era dos esportivos elétricos, além de assegurar a performance, modelos precisam manter vivo o ronco dos motores a combustão que tanto seduz os fãs - Por André Sollitto
I- Na era dos modelos esportivos, manter o ronco dos motores a combustão, tão sedutor para os fãs, é inquietante – mas como fica o cuidado com a performance? II- Na era dos esportivos elétricos, eis um dilema: modelos precisam não só assegurar a performance, mas também manter vivo o ronco dos motores a combustão que tanto atrai os fãs. III- Mais que manter vivo o ronco dos motores a combustão, que tanto seduz os fãs, assegurar a performance é um desafio para as empresas na era dos esportivos elétricos. IV- Desafios que as montadoras enfrentam na era dos esportivos elétricos: assegurar a performance e manter o escarcéu sonoro dos motores a combustão, que é o que atrai os fãs.
Qual (is) título(s) preserva(m) o sentido da estrutura original?
Com base na estrutura linguística do texto, julgue o item a seguir.
Seria prejudicada a correção gramatical do texto
caso fosse inserida a palavra onde logo depois da
vírgula empregada após a palavra “água” (linha 17)
e fosse substituída a forma verbal “contendo” (linha
18) por contém, da seguinte forma: envolve
grandes quantidades de água, onde muitas vezes
contém detergente
Com base na estrutura linguística do texto, julgue o item a seguir.
O período “Ao todo, são 160 mil toneladas de resíduos
têxteis gerados anualmente, muitos dos quais, como
é o caso do jeans e dos tecidos sintéticos, contêm
metais pesados que podem contaminar o solo ou
corpos hídricos.” (linhas de 6 a 10) poderia ser
reescrito, mantendo‑se a correção gramatical e o
sentido original do texto, da seguinte forma: A maior
parte das 160 mil toneladas de resíduos têxteis
gerados anualmente no País é de jeans e de tecidos
sintéticos, muitos dos quais são constituídos por
metais pesados que podem contaminar o solo ou
corpos hídricos.
(Antunes, I. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p. 37)
Segundo alerta Antunes (2010), o trabalho com o texto, em sala de aula, não deve restringir-se a operações meramente metalinguísticas.
A esse respeito, é correto afirmar que o desenvolvimento da competência dos estudantes para a recepção, análise e produção de textos requer que eles sejam concebidos como
Tirinha para o item.

Internet: <www.tecconcursos.com.br> (com adaptações).
Em relação à tirinha, julgue o item.
No quarto quadrinho, as reticências poderiam ser
trocadas por ponto‑final, sem prejuízo para os
sentidos do texto original.
Oito bilhões de solitários
Recentemente, o mundo ultrapassou os 8 bilhões de habitantes. Inchamos o globo, mas nunca nos sentimos tão sozinhos. Somos oito bilhões de solitários. É uma multidão tão só, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou que ela, a solidão, é problema de saúde pública. Como Dengue, Aids, Covid e Malária.
A estimativa da OMS é que um em cada quatro idosos experimente o isolamento social. Não se trata, porém, de uma questão etária. Entre 5% e 15% dos adolescentes sentem-se solitários. O efeito disso na mortalidade, diz o organismo das Nações Unidas, é comparável ao de tabagismo, obesidade e sedentarismo. Até 2030, a OMS abordará o isolamento social como um dos temas associados às quatro áreas de atuação que considera prioritárias para a década.
Como chegamos a esse quadro? Que tipo de sociedade somos nós, que precisamos tratar a solidão no âmbito das políticas públicas, tal como se faz com habitação e saneamento básico? Os países da Grã-Bretanha foram os primeiros do mundo a adotar medidas governamentais para enfrentar a solidão, em 2018. O pouco sucesso da política estimulou a Fundação de Saúde Mental do Reino Unido a publicar, quatro anos depois, sugestões de abordagens, com foco nas minorias que, segundo uma pesquisa interna, são as mais afetadas pela falta de conexões sociais. A desigualdade econômica é outro fator de risco crucial para o isolamento, diz a fundação.
O documento, que pretende embasar novas diretrizes, traz recomendações que vão da abordagem da solidão nos postos de trabalho à criação de espaços verdes, propícios ao convívio social. Da cultura à educação, passando por saúde, economia e seguridade, o guia enfatiza a complexidade do enfrentamento àquela que o compositor Paulinho da Viola tão acertadamente classificou como “lava que cobre tudo”.
Na arte, aliás, sobra inspiração sobre o tema. Livros a respeito de pessoas solitárias têm se tornado fenômenos editoriais. Alguns dos mais recentes, como o sul-coreano “A inconveniente loja de conveniência”, de Kim Ho-yeon; o francês “O que resta de nós”, de Virginie Grimaldi; e o britânico “Os cem anos de Leni e Margot”, de Marianne Cronin, tornaram-se sucesso comercial no mundo todo. Em comum, há um roteiro simples: pessoas sós que se esbarram por acaso e encontram outro sentido na vida ao unirem suas solitudes.
Provavelmente, músicas, livros e filmes sobre solidão não devem influenciar políticas públicas. Mas podem inspirar atitudes individuais no mundo de 8 bilhões de pessoas e 8,4 bilhões de celulares com acesso à internet (dado do Relatório de Mobilidade da Ericsson, 2022).
“As estirpes condenadas a 100 anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra” narra, sublimemente, o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Fazer ou não parte dessas estirpes, como destaca a OMS, exige políticas complexas. Mas a arte também nos alenta: é algo a nosso alcance.
(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/. Acesso em: 23/02/2024.)
Assinale a alternativa em que se tenha feito pontuação igualmente correta para o período acima.

