Questões de Concurso Sobre redação - reescritura de texto em português

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Q2797790 Português

A CIÊNCIA-PROBLEMA


Há três séculos, o conhecimento científico não

faz mais do que provar suas virtudes de verificação e

de descoberta em relação a todos os outros modos

de conhecimento. É o conhecimento vivo que conduz

05 a grande aventura da descoberta do universo, da vida,

do homem. Ele trouxe, e de forma singular neste

século, fabuloso progresso ao nosso saber. Hoje,

podemos medir, pesar, analisar o Sol, avaliar o

número de partículas que constituem nosso universo,

10 decifrar a linguagem genética que informa e programa

toda organização viva. Esse conhecimento permite

extrema precisão em todos os domínios da ação,

até na condução de naves espaciais fora da órbita

terrestre.

15 Correlativamente, é evidente que o conhecimento

científico determinou progressos técnicos inéditos

como a domesticação da energia nuclear e os

princípios da engenharia genética. A ciência é,

portanto, elucidativa (resolve enigmas, dissipa

20 mistérios), enriquecedora (permite satisfazer

necessidades sociais e, assim, desabrochar

a civilização); é, de fato, e justamente, conquistadora,

triunfante.

E, no entanto, essa ciência elucidativa, enrique-

25 cedora, conquistadora e triunfante, apresenta- nos,

cada vez mais, problemas graves que se referem ao

conhecimento que produz, à ação que determina, à

sociedade que transforma. Essa ciência libertadora

traz, ao mesmo tempo, possibilidades terríveis de

30 subjugação. Esse conhecimento vivo é o mesmo que

produziu a ameaça do aniquilamento da humanida-

de. Para conceber e compreender esse problema,

há que acabar com a tola alternativa da ciência “boa”,

que só traz benefícios, ou da ciência “má”, que só

35 traz prejuízos. Pelo contrário, há que, desde a parti-

da, dispor de pensamento capaz de conceber e de

compreender a ambivalência, isto é, a complexida-

de da ciência.


MORIN, Edgard. Ciência com consciência. 3.ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999 (adaptado).

No fragmento “e de forma singular” (L. 6), a palavra em negrito pode ser substituída, sem que haja alteração de sentido, por:

Alternativas
Q2790497 Português

No texto exemplificativo 1, na passagem do primeiro para o segundo período, poderíamos substituir o ponto em seguida por um outro sem alteração de sentido. Esta outra pontuação seria:


Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q2729544 Português

Capital de um império


Ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 7 de mar-

ço de 1808, Dom João e sua corte encontraram uma

cidade pequena, de apenas 60 mil habitantes, com-

pletamente despreparada para receber tantos e tão

05 ilustres moradores. Algo entre 10 mil e 15 mil portu-

gueses, acostumados ao conforto da Europa, inva-

diram o Rio de repente. O ineditismo da situação ia

muito além do caos instaurado na cidade. Pela pri-

meira vez na história, uma família real européia pu-

10 nha os pés na América. Estava em curso uma trans-

ferência de poder sem precedentes: a mudança de

toda a corte portuguesa, por tempo indeterminado,

de Lisboa para a Baía de Guanabara.

A importância histórica dos acontecimentos não

15 livrou Dom João de enfrentar problemas aparente-

mente menores, mas bem difíceis de contornar. O

primeiro e mais prático de todos: simplesmente não

havia moradia para toda aquela gente nova no Rio de

Janeiro. Por mais que estivessem num cenário des-

20 lumbrante, cercadas de mar, montanhas e muito

verde, as casinhas daquela época eram humildes

em sua maioria. O jeito foi desalojar as famílias que

ocupavam as melhores residências, para que, em seu

lugar, fossem acomodados os imigrantes da corte.

25 De um dia para o outro, a cidade ganhou uma

importância inesperada, transformando-se na capi-

tal do império português. Para muitos historiadores,

esse foi o marco inicial dos eventos que forjaram as

instituições, a cultura e a política brasileiras.

30 À medida que a cidade crescia, mais problemas

iam surgindo. Crises no abastecimento de água, por

exemplo, aos poucos foram debeladas com a cons-

trução de dezenas de bicas e chafarizes. A explo-

são demográfica não se restringiu à chegada da cor-

35 te. Com a abertura dos portos brasileiros, em 1808,

um número incalculável de estrangeiros começou a

freqüentar o Rio. A nova capital, naquele início de

século 19, transformou-se a toque de caixa na cida-

de mais cosmopolita de todo o continente.

40 Eram tantos ingleses mudando-se para cá que

lhes foi concedido o direito a um cemitério e uma

igreja só para eles. Italianos influenciavam a

gastronomia. Até chineses vieram do outro lado do

mundo, para introduzir o plantio de folhas de chá no

50 recém-criado Horto Real – mais tarde transformado

no Jardim Botânico. Em pouco tempo, bibliotecas,

teatros, escolas e hospitais foram erguidos, ruas e

estradas foram abertas, igrejas foram reformadas. O

Rio de Janeiro crescia freneticamente, para fazer justi-

ça à condição de capital de um império ultramarino.


RIBEIRO, Flávia. 1808 – 2008: 200 anos da família real no Brasil.

Aventuras na História, São Paulo: Editora Abril, 2008 (adaptado)

Ao deslocar a palavra em “que lhes foi concedido o direito a um cemitério e uma igreja só para eles” (L.40 – 42), mantém-se o sentido do enunciado em:

Alternativas
Q2729534 Português

Capital de um império


Ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 7 de mar-

ço de 1808, Dom João e sua corte encontraram uma

cidade pequena, de apenas 60 mil habitantes, com-

pletamente despreparada para receber tantos e tão

05 ilustres moradores. Algo entre 10 mil e 15 mil portu-

gueses, acostumados ao conforto da Europa, inva-

diram o Rio de repente. O ineditismo da situação ia

muito além do caos instaurado na cidade. Pela pri-

meira vez na história, uma família real européia pu-

10 nha os pés na América. Estava em curso uma trans-

ferência de poder sem precedentes: a mudança de

toda a corte portuguesa, por tempo indeterminado,

de Lisboa para a Baía de Guanabara.

A importância histórica dos acontecimentos não

15 livrou Dom João de enfrentar problemas aparente-

mente menores, mas bem difíceis de contornar. O

primeiro e mais prático de todos: simplesmente não

havia moradia para toda aquela gente nova no Rio de

Janeiro. Por mais que estivessem num cenário des-

20 lumbrante, cercadas de mar, montanhas e muito

verde, as casinhas daquela época eram humildes

em sua maioria. O jeito foi desalojar as famílias que

ocupavam as melhores residências, para que, em seu

lugar, fossem acomodados os imigrantes da corte.

25 De um dia para o outro, a cidade ganhou uma

importância inesperada, transformando-se na capi-

tal do império português. Para muitos historiadores,

esse foi o marco inicial dos eventos que forjaram as

instituições, a cultura e a política brasileiras.

30 À medida que a cidade crescia, mais problemas

iam surgindo. Crises no abastecimento de água, por

exemplo, aos poucos foram debeladas com a cons-

trução de dezenas de bicas e chafarizes. A explo-

são demográfica não se restringiu à chegada da cor-

35 te. Com a abertura dos portos brasileiros, em 1808,

um número incalculável de estrangeiros começou a

freqüentar o Rio. A nova capital, naquele início de

século 19, transformou-se a toque de caixa na cida-

de mais cosmopolita de todo o continente.

40 Eram tantos ingleses mudando-se para cá que

lhes foi concedido o direito a um cemitério e uma

igreja só para eles. Italianos influenciavam a

gastronomia. Até chineses vieram do outro lado do

mundo, para introduzir o plantio de folhas de chá no

50 recém-criado Horto Real – mais tarde transformado

no Jardim Botânico. Em pouco tempo, bibliotecas,

teatros, escolas e hospitais foram erguidos, ruas e

estradas foram abertas, igrejas foram reformadas. O

Rio de Janeiro crescia freneticamente, para fazer justi-

ça à condição de capital de um império ultramarino.


RIBEIRO, Flávia. 1808 – 2008: 200 anos da família real no Brasil.

Aventuras na História, São Paulo: Editora Abril, 2008 (adaptado)

Ao reescrever “A importância histórica dos acontecimentos não livrou Dom João de enfrentar problemas aparentemente menores, mas bem difíceis de contornar” (L.14 – 16), sem alterar o sentido original da frase, obtém-se:

Alternativas
Q2729532 Português

Capital de um império


Ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 7 de mar-

ço de 1808, Dom João e sua corte encontraram uma

cidade pequena, de apenas 60 mil habitantes, com-

pletamente despreparada para receber tantos e tão

05 ilustres moradores. Algo entre 10 mil e 15 mil portu-

gueses, acostumados ao conforto da Europa, inva-

diram o Rio de repente. O ineditismo da situação ia

muito além do caos instaurado na cidade. Pela pri-

meira vez na história, uma família real européia pu-

10 nha os pés na América. Estava em curso uma trans-

ferência de poder sem precedentes: a mudança de

toda a corte portuguesa, por tempo indeterminado,

de Lisboa para a Baía de Guanabara.

A importância histórica dos acontecimentos não

15 livrou Dom João de enfrentar problemas aparente-

mente menores, mas bem difíceis de contornar. O

primeiro e mais prático de todos: simplesmente não

havia moradia para toda aquela gente nova no Rio de

Janeiro. Por mais que estivessem num cenário des-

20 lumbrante, cercadas de mar, montanhas e muito

verde, as casinhas daquela época eram humildes

em sua maioria. O jeito foi desalojar as famílias que

ocupavam as melhores residências, para que, em seu

lugar, fossem acomodados os imigrantes da corte.

25 De um dia para o outro, a cidade ganhou uma

importância inesperada, transformando-se na capi-

tal do império português. Para muitos historiadores,

esse foi o marco inicial dos eventos que forjaram as

instituições, a cultura e a política brasileiras.

30 À medida que a cidade crescia, mais problemas

iam surgindo. Crises no abastecimento de água, por

exemplo, aos poucos foram debeladas com a cons-

trução de dezenas de bicas e chafarizes. A explo-

são demográfica não se restringiu à chegada da cor-

35 te. Com a abertura dos portos brasileiros, em 1808,

um número incalculável de estrangeiros começou a

freqüentar o Rio. A nova capital, naquele início de

século 19, transformou-se a toque de caixa na cida-

de mais cosmopolita de todo o continente.

40 Eram tantos ingleses mudando-se para cá que

lhes foi concedido o direito a um cemitério e uma

igreja só para eles. Italianos influenciavam a

gastronomia. Até chineses vieram do outro lado do

mundo, para introduzir o plantio de folhas de chá no

50 recém-criado Horto Real – mais tarde transformado

no Jardim Botânico. Em pouco tempo, bibliotecas,

teatros, escolas e hospitais foram erguidos, ruas e

estradas foram abertas, igrejas foram reformadas. O

Rio de Janeiro crescia freneticamente, para fazer justi-

ça à condição de capital de um império ultramarino.


RIBEIRO, Flávia. 1808 – 2008: 200 anos da família real no Brasil.

Aventuras na História, São Paulo: Editora Abril, 2008 (adaptado)

No fragmento “Estava em curso uma transferência de poder sem precedentes” (L.10/11), a expressão em destaque pode ser substituída no texto, sem alterar o sentido, por:

Alternativas
Q2271295 Português

O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008 (com adaptações).











O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008.
Considerando que o fragmento apresentado no item é parte sucessiva de um texto adaptado do Editorial de O Estado de S. Paulo de 1.º/10/2008, julgue-o quanto à correção gramatical.

Mas as empresas privadas não dispõem de capital suficiente para isso, e, se despuzessem, esbarrariam em obstáculos históricos, como seu notório temor de aplicações de risco e sua falta de experiência.

Alternativas
Q2271294 Português

O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008 (com adaptações).











O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008.
Considerando que o fragmento apresentado no item é parte sucessiva de um texto adaptado do Editorial de O Estado de S. Paulo de 1.º/10/2008, julgue-o quanto à correção gramatical.

Para alcançar, até 2010, nível de investimentos em pesquisa e desenvolvimento semelhante ao dos países asiáticos de rápido crescimento (cerca de 2% do produto interno bruto), o setor privado brasileiro teria de triplicar suas aplicações nessa área.

Alternativas
Q2271293 Português

O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008 (com adaptações).











O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008.
Considerando que o fragmento apresentado no item é parte sucessiva de um texto adaptado do Editorial de O Estado de S. Paulo de 1.º/10/2008, julgue-o quanto à correção gramatical.

É bom também o desempenho do Brasil no comércio de produtos agroindustriais, segmento no qual o país é muito competitivo, graças aos investimentos em tecnologia feitos pelo setor nos últimos anos. É, porém, um segmento sujeito à intensas oscilações de preços. Já o segmento no qual os países asiáticos concentraram seus esforços, o de produtos industriais com grande conteúdo tecnológico, é menos sujeito à variações bruscas de preços.

Alternativas
Q2271292 Português

O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008 (com adaptações).











O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008.
Considerando que o fragmento apresentado no item é parte sucessiva de um texto adaptado do Editorial de O Estado de S. Paulo de 1.º/10/2008, julgue-o quanto à correção gramatical.


O Brasil conseguiu bons resultados em apenas um setor industrial: o de farmácia/biotecnologia, que registra grande crescimento nas exportações mundiais. O número de registros de patentes cresceu de 26 para 40 no triênio 2005-2007, com destaque para as subáreas de farmácia/cosmética (de 13 para 23) e de produtos agrícolas e alimentares (de 6 para 11).
Alternativas
Q2271281 Português





O Estado de S. Paulo, Editorial, 1.º/10/2008 (com adaptações).

Em relação ao texto acima, julgue o item que se segue. 



Estariam preservadas a correção gramatical e o sentido original do texto se o termo “Enquanto” (l.1) fosse substituído por qualquer uma das seguintes expressões: Ao passo que, Porquanto, Dado que.

Alternativas
Q2240977 Português
TEXTO
Uma solução biode(sa)gradável
JB, 9/11/2008

          Alguns produtos que usamos para manter a higiene podem poluir e causar danos à nossa saúde. A degradação de seus componentes em substâncias tóxicas pode contaminar, por exemplo, o leite de mulheres, o que representa um risco para recém-nascidos. Embora sejam proibidos ou limitados em outros países, no Brasil, a legislação ainda permite o uso de tais compostos. Estar atento à sua presença nos produtos comprados talvez seja, hoje, a única forma de o consumidor garantir a proteção do ambiente.
        Acredita-se que o sabão comum foi descoberto acidentalmente a partir da fervura de gordura animal contendo cinzas. O fato de esse tipo de sabão reagir com a água que contém muito cálcio e magnésio, de forma prejudicial à sua ação de limpeza levou à criação de detergentes sintéticos. No entanto, logo após o início de seu uso, na década de 1940, percebeu-se que esses detergentes causavam poluição ambiental, o que acarretou a proibição ou restrição de alguns de seus componentes poluentes e não biodegradáveis e o desenvolvimento de produtos biodegradáveis.
        Contudo, mesmo alguns desses compostos biodegradáveis geram substâncias tóxicas. Além disso, o baixo custo e a falta de legislação específica fazem com que países como o Brasil ainda usem produtos já restritos em outras regiões do mundo... 
“Embora sejam proibidos ou limitados em outros países, no Brasil, a legislação ainda permite o uso de tais compostos”; a forma correta de reescrever-se esse mesmo segmento do texto de forma a manter o seu sentido original, é:
Alternativas
Q1968646 Português
TEXTO
TERRA A CAMINHO DO PIOR CENÁRIO CLIMÁTICO
O Globo, 7-11-2008

O consumo cada vez maior de energia está levando a Terra para o pior cenário de mudanças climáticas. O alerta é da Agência Internacional de Energia. No relatório “Panorama Global da Energia 2008”, a agência diz que a temperatura média do planeta poderá subir 6 graus Celsius até o fim do século. Uma elevação dessa magnitude poderá transformar o clima da Terra e é maior do que a prevista no mais grave cenário traçado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC na sigla em inglês). O IPCC tinha previsto uma elevação de até 5 graus.

Se a temperatura subir 6 graus, o equilíbrio climático pode se romper. Em conseqüência, regiões temperadas poderiam se tornar quentes, o degelo dos pólos seria dramático e eventos extremos, como furacões e secas, se tornariam mais freqüentes e intensos.

Hoje, a temperatura média do planeta é de cerca de 14 graus Celsius. Na última Idade do Gelo, terminada há aproximadamente 11 mil anos, ela era 5 graus mais baixa e as geleiras avançavam até o meio dos Estados Unidos e da Europa, por exemplo.

O motivo da previsão pessimista, segundo a agência, é que o mundo não dá sinais de que vá consumir menos energia. E o petróleo também não deverá se esgotar nas próximas décadas. Mesmo se o consumo continuar a crescer no ritmo atual, haverá reservas de petróleo pelo menos até 2030.

A Agência Internacional de Energia diz que a única chance real de reverter esse cenário será estipular metas mais rigorosas de cortes de emissões na próxima grande cúpula climática, marcada para dezembro de 2009, em Copenhague. O relatório destaca que o aumento do consumo não tem trazido benefícios para a população pobre de países ricos em petróleo. Exemplos são Nigéria e Angola.
“O consumo cada vez maior de energia está levando a Terra para o pior cenário de mudanças climáticas”; a forma de reescrever-se esse mesmo segmento do texto de modo que altere o seu sentido original é:
Alternativas
Q1968645 Português
TEXTO
TERRA A CAMINHO DO PIOR CENÁRIO CLIMÁTICO
O Globo, 7-11-2008

O consumo cada vez maior de energia está levando a Terra para o pior cenário de mudanças climáticas. O alerta é da Agência Internacional de Energia. No relatório “Panorama Global da Energia 2008”, a agência diz que a temperatura média do planeta poderá subir 6 graus Celsius até o fim do século. Uma elevação dessa magnitude poderá transformar o clima da Terra e é maior do que a prevista no mais grave cenário traçado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC na sigla em inglês). O IPCC tinha previsto uma elevação de até 5 graus.

Se a temperatura subir 6 graus, o equilíbrio climático pode se romper. Em conseqüência, regiões temperadas poderiam se tornar quentes, o degelo dos pólos seria dramático e eventos extremos, como furacões e secas, se tornariam mais freqüentes e intensos.

Hoje, a temperatura média do planeta é de cerca de 14 graus Celsius. Na última Idade do Gelo, terminada há aproximadamente 11 mil anos, ela era 5 graus mais baixa e as geleiras avançavam até o meio dos Estados Unidos e da Europa, por exemplo.

O motivo da previsão pessimista, segundo a agência, é que o mundo não dá sinais de que vá consumir menos energia. E o petróleo também não deverá se esgotar nas próximas décadas. Mesmo se o consumo continuar a crescer no ritmo atual, haverá reservas de petróleo pelo menos até 2030.

A Agência Internacional de Energia diz que a única chance real de reverter esse cenário será estipular metas mais rigorosas de cortes de emissões na próxima grande cúpula climática, marcada para dezembro de 2009, em Copenhague. O relatório destaca que o aumento do consumo não tem trazido benefícios para a população pobre de países ricos em petróleo. Exemplos são Nigéria e Angola.
“Mesmo se o consumo continuar a crescer no ritmo atual, haverá reservas de petróleo pelo menos até 2030”; a forma de reescrever-se esse mesmo segmento que altera o seu sentido original é:
Alternativas
Q1968639 Português
TEXTO
TERRA A CAMINHO DO PIOR CENÁRIO CLIMÁTICO
O Globo, 7-11-2008

O consumo cada vez maior de energia está levando a Terra para o pior cenário de mudanças climáticas. O alerta é da Agência Internacional de Energia. No relatório “Panorama Global da Energia 2008”, a agência diz que a temperatura média do planeta poderá subir 6 graus Celsius até o fim do século. Uma elevação dessa magnitude poderá transformar o clima da Terra e é maior do que a prevista no mais grave cenário traçado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC na sigla em inglês). O IPCC tinha previsto uma elevação de até 5 graus.

Se a temperatura subir 6 graus, o equilíbrio climático pode se romper. Em conseqüência, regiões temperadas poderiam se tornar quentes, o degelo dos pólos seria dramático e eventos extremos, como furacões e secas, se tornariam mais freqüentes e intensos.

Hoje, a temperatura média do planeta é de cerca de 14 graus Celsius. Na última Idade do Gelo, terminada há aproximadamente 11 mil anos, ela era 5 graus mais baixa e as geleiras avançavam até o meio dos Estados Unidos e da Europa, por exemplo.

O motivo da previsão pessimista, segundo a agência, é que o mundo não dá sinais de que vá consumir menos energia. E o petróleo também não deverá se esgotar nas próximas décadas. Mesmo se o consumo continuar a crescer no ritmo atual, haverá reservas de petróleo pelo menos até 2030.

A Agência Internacional de Energia diz que a única chance real de reverter esse cenário será estipular metas mais rigorosas de cortes de emissões na próxima grande cúpula climática, marcada para dezembro de 2009, em Copenhague. O relatório destaca que o aumento do consumo não tem trazido benefícios para a população pobre de países ricos em petróleo. Exemplos são Nigéria e Angola.
“Se a temperatura subir 6 graus, o equilíbrio climático pode se romper”; a alternativa em que a reescritura dessa frase está de acordo com a norma culta é:
Alternativas
Q1968638 Português
TEXTO
TERRA A CAMINHO DO PIOR CENÁRIO CLIMÁTICO
O Globo, 7-11-2008

O consumo cada vez maior de energia está levando a Terra para o pior cenário de mudanças climáticas. O alerta é da Agência Internacional de Energia. No relatório “Panorama Global da Energia 2008”, a agência diz que a temperatura média do planeta poderá subir 6 graus Celsius até o fim do século. Uma elevação dessa magnitude poderá transformar o clima da Terra e é maior do que a prevista no mais grave cenário traçado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC na sigla em inglês). O IPCC tinha previsto uma elevação de até 5 graus.

Se a temperatura subir 6 graus, o equilíbrio climático pode se romper. Em conseqüência, regiões temperadas poderiam se tornar quentes, o degelo dos pólos seria dramático e eventos extremos, como furacões e secas, se tornariam mais freqüentes e intensos.

Hoje, a temperatura média do planeta é de cerca de 14 graus Celsius. Na última Idade do Gelo, terminada há aproximadamente 11 mil anos, ela era 5 graus mais baixa e as geleiras avançavam até o meio dos Estados Unidos e da Europa, por exemplo.

O motivo da previsão pessimista, segundo a agência, é que o mundo não dá sinais de que vá consumir menos energia. E o petróleo também não deverá se esgotar nas próximas décadas. Mesmo se o consumo continuar a crescer no ritmo atual, haverá reservas de petróleo pelo menos até 2030.

A Agência Internacional de Energia diz que a única chance real de reverter esse cenário será estipular metas mais rigorosas de cortes de emissões na próxima grande cúpula climática, marcada para dezembro de 2009, em Copenhague. O relatório destaca que o aumento do consumo não tem trazido benefícios para a população pobre de países ricos em petróleo. Exemplos são Nigéria e Angola.
“O IPCC tinha previsto uma elevação de até 5 graus”; outras formas corretas de reescrever-se essa mesma frase são:
Alternativas
Q1717384 Português
Pensar nas criminalizações históricas
Vera Malaguti Batista, professora de Criminologia da Universidade Cândido Mendes e membro do Conselho Superior do Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito (ILANUD), respondeu às seguintes perguntas da revista IHU-Online, em março de 2008.  
IHU On-Line - Na sua opinião, quais são as origens da violência no Brasil? Vera Malaguti Batista - A história do Brasil é uma história de violências. O genocídio colonizador, a destruição das civilizações indígenas e a violência fundacional da escravidão são marcas históricas. Cada vez que o povo brasileiro tenta ser o protagonista de sua história ele é criminalizado e brutalizado. 
IHU On-Line - A senhora acredita que existe um descompasso entre crescimento econômico e a segurança pública no país? Vera Malaguti Batista - Neste momento, eu acredito estarmos vivendo uma situação singular. Nós já sabemos, pelos fatos e estatísticas, que o neoliberalismo (que creio estar, com o fim da Era Bush, em fase descendente) produziu um colossal encarceramento de pobres no mundo e também políticas de segurança pública truculentas nas margens pobres do mundo. Só assim os mais ricos poderiam tentar concentrar tanto poder e riqueza. O Brasil seguiu essa tendência. O interessante é que já estamos vivendo um momento diferente, com avanços significativos no desenvolvimento econômico e melhora inegável nos níveis de renda, trabalho e oportunidades. No entanto, continuamos com um sistema penitenciário perversamente superlotado e com um Estado policial em curso. A transformação dos conflitos sociais em casos de polícia, o aumento desmedido do sistema penal e, principalmente, a inculcação de uma cultura punitiva continuam a todo vapor, com o auxílio luxuoso da grande mídia, que perpetua, assim, nossas tradições de truculência e barbarização dos pobres. 
IHU On-Line - Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los? Vera Malaguti Batista - O maior problema do sistema penitenciário é que ele nunca poderá ser um bom sistema. A pena e a prisão são produtoras de dor e apartação, ou seja, nada de bom pode vir delas. Precisamos pensar num projeto de desencarceramento. O grande jurista argentino Raúl Zaffaroni denuncia que, na América Latina, cerca de 70% dos presos são provisórios. No Brasil, existem estudos indicando que 40% dos nossos presos estão na cadeia sem condenação. Estão lá como a menina do Pará, jogada numa cela por uma pequena transgressão juvenil, sem acesso à defesa. Depois, ao contrário do senso comum, precisamos aumentar a comunicação com os presos. É necessário aumentar as pontes, abrir portas, quebrar o maniqueísmo do “nós e eles”. Além disso, é necessário diminuir o sofrimento dos familiares de presos, que acabam cumprindo pena junto com seus entes queridos e passam por toda sorte de constrangimento e estigmatização. 

(Revista IHU-Online, n. 152, mar. 2008, p. 20-21)
“Quais são os maiores problemas do sistema penitenciário e como resolvê-los?” A última pergunta da entrevista, para evitar repetição desnecessária, recorre à pronominalização da expressão sublinhada em “resolvê-los”. Em qual das perguntas abaixo a pronominalização da expressão sublinhada foi feita corretamente?
Alternativas
Q1717375 Português
Estação Carandiru, o filme

     A história começa quando o médico Drauzio Varella resolve fazer um trabalho de prevenção à AIDS no maior presídio da América Latina: a Casa de Detenção de São Paulo. Ali, toma contato com o que, aqui fora, temos até medo de imaginar: violência, superlotação, instalações precárias, falta de assistência médica e jurídica, falta de tudo. O Carandiru, com seus mais de sete mil detentos, merece sua fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Ao contrário, ele testemunha solidariedade, organização e, acima de tudo, uma grande disposição de viver. Não é pouco, e é o suficiente para que ele, fascinado, resolva iniciar um trabalho voluntário. O oncologista famoso, habituado à mais sofisticada tecnologia médica, vai praticar medicina como os antigos: com estetoscópio, olhar sensível e muita conversa. 
    Seu trabalho dá resultado e o Médico logo ganha o respeito da coletividade. Com o respeito, vêm os segredos. As consultas vão além das doenças e desdobram-se em narrativas cheias de vitalidade. Em nosso filme, os encontros na enfermaria são uma janela para o mundo da malandragem.
    Conhecemos o destino do estuprador Gilson, julgado e condenado pela Lei do Crime; a necessária ginga do bígamo Majestade entre mulheres e assaltos; o velho Chico, Mestre Zen cultivado na masmorra e prestes a ganhar a liberdade; o Diretor Pires, funcionário obrigado a pisar em ovos para administrar a cadeia; a conversão do matador Peixeira; ascensão e queda do surfista Ezequiel; o filósofo existencialista Sem Chance e seu romance com a divina Lady Di. A narrativa do filme arma-se como em um quebra-cabeça: uma história se encaixa na outra para formar um painel dessa trágica realidade brasileira.

    Com o Médico, o espectador deste filme dirigido por Luis Padilha acompanha os movimentos dessa gente. Acompanha também quando um movimento maior vem e a destrói. Como naquele 2 de outubro de 1992, um dos dias mais negros da história do Carandiru e, quem sabe, do Brasil, quando a Polícia Militar do Estado de São Paulo, a pretexto de manter a lei e a ordem, fuzilou 111 pessoas. Foi o ponto final de algumas de nossas histórias. Mas não de todas. Para o bem e para o mal, os malandros do Brasil teimam em sobreviver.

(Fonte: http://www.webcine.com.br/filmessi/estacara.htm)
Observe o período extraído do texto. O Carandiru merece fama de “inferno na terra”. Porém, nosso personagem logo percebe que, mesmo vivendo numa situação limite, os internos não representam figuras demoníacas. Qual das alternativas abaixo mantém a relação de sentido estabelecida pelo termo sublinhado, sem alterar o sentido da frase?
Alternativas
Ano: 2008 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEPLAG-DF
Q1207952 Português
Por suas características inerentes ao gênero, a transcrição apresenta repetições de palavras ou trechos, hesitações, sinal de reticências onde o falante faz pausa ao falar, dois-pontos onde alonga um som, estratégias que devem desaparecer na escrita comum, usada no cotidiano. Considere o seguinte trecho de transcrição da fala de uma pessoa entrevistada:
o cinema brasileiro... na década de trinta... o cinema brasileiro foi quase sempre um cinema MARGINAL... o... filme brasileiro foi TRADICIONALMENTE... considerado... pelo comércio cinematográfico... pelos exibidores... pelos donos de filmes... o filme brasileiro foi considerado... um:::... um penetra...
A linguagem culta falada na cidade de São Paulo. Elocuções formais. São Paulo: T. A. Queiroz, 1986, p. 90 (com adaptações).
Ao ser passado para a escrita padrão, o trecho transcrito deverá receber um tratamento de acordo com as regras dessa escrita. Julgue o trecho seguinte, quanto à adequação desse trecho à nova modalidade de texto e às regras da escrita padrão.
O cinema brasileiro, na década de trinta, foi quase sempre um cinema marginal. O filme brasileiro foi, tradicionalmente, considerado, pelo comércio cinematográfico, pelos exibidores, pelos donos de filmes, um penetra.
Alternativas
Q410132 Português

TEXTO 1

Cientista alerta para o perigo do excesso de tecnologia


      A professora Nada Kakabadse, da Universidade de Northampton, na Inglaterra, está preocupada com o excesso do uso de aparelhos tecnológicos e colocou no ar uma pesquisa para medir quão viciados estão os usuários. Com a pesquisa, a cientista quer descobrir como o uso de múltiplas formas de tecnologia afeta o cotidiano.
      Kakabadse conduziu uma pesquisa de pequena escala com 360 pessoas e observou que cerca de um terço dos entrevistados (33%)demonstrou sinais de vício em telefones celulares, blackberriese outros aparelhos em que podem verificar suas mensagens com freqüência. Ela acredita que a explosão tecnológica dos últimos 20anos aconteceu sem cuidado. “A tentativa de aumentar a produtividade e a comunicação pode ter impactos negativos”, afirma.
      “As companhias oferecem tecnologias como PDAs e blackberries e apenas esperam que as pessoas aprendam como usá-las. Elas não consideram os possíveis lados negativos. Novas tecnologias dão sensação de ter mais controle, mas isto pode ser apenas sensação. É necessário prestar atenção e monitorar tais usos”, explicou.
      Um dos caminhos já estaria sendo seguido por algumas companhias, que têm políticas estritas quanto a e-mails, restringindo seu acesso em alguns períodos e escolhendo dias em que mensagens eletrônicas não podem ser trocadas.
      A cientista acredita, ainda, que seria ideal que tecnologias que podem se tornar habituais viessem com avisos sobre os riscos de vício, como acontece hoje nos cigarros, além de informações sobre como diagnosticar e controlar o uso excessivo.
      Entre os sintomas do vício em tecnologia, estão a verificação de mensagens do trabalho em horas de lazer, ter mais amigos online que na vida real e dispensar períodos de lanche e descanso para gerenciar mensagens de e-mail.


(www.tecnologia.terra.com.br – 26.02.2008. Adaptado)

O trecho – As companhias oferecem tecnologias e apenas esperam que as pessoas aprendam como usá-las. – está corretamente reescrito em
Alternativas
Q402988 Português
Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto que segue.

A velhice na sociedade industrial


     A sociedade rejeita o velho, não oferece nenhuma sobrevivência à sua obra, às coisas que ele realizou e que fizeram o sentido de sua vida. Perdendo a força de trabalho, ele já não é produtor nem reprodutor. Se a posse e a propriedade constituem, segundo Sartre, uma defesa contra o outro, o velho de uma classe favorecida defende-se pela acumulação de bens. Suas propriedades o defendem da desvalorização de sua pessoa.
     Nos cuidados com a criança, o adulto “investe” para o futuro, mas em relação ao velho age com duplicidade e má fé. A moral oficial prega o respeito ao velho, mas quer convencê-lo a ceder seu lugar aos jovens, afastá-lo delicada mas firmemente dos postos de direção. Que ele nos poupe de seus conselhos e se resigne a um papel passivo. Veja-se no interior das famílias a cumplicidade dos adultos em manejar os velhos, em imobilizá- los com cuidados “para o seu próprio bem”. Em privá-los da liberdade de escolha, em torná-los cada vez mais dependentes, “administrando” sua aposentadoria, obrigando-os a sair do seu canto, a mudar de casa (experiência terrível para o velho) e, por fim, submetendo-os à internação hospitalar. Se o idoso não cede à persuasão, à mentira, não se hesitará em usar a força. Quantos anciãos não pensam estar provisoriamente no asilo em que foram abandonados pelos seus?
     Quando se vive o primado da mercadoria sobre o homem, a idade engendra desvalorização. A racionalização do trabalho, que exige cadências cada vez mais rápidas, elimina da indústria os velhos operários. Nas épocas de desemprego, os velhos são especialmente discriminados e obrigados a rebaixar sua exigência de salário e aceitar empreitas pesadas e nocivas à saúde. Como no interior de certas famílias, aproveita-se deles o braço servil, mas não o conselho.

(Adaptado de Ecléa Bosi, Memória e sociedade)



Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Respostas
8841: D
8842: C
8843: A
8844: C
8845: B
8846: E
8847: C
8848: E
8849: C
8850: E
8851: A
8852: B
8853: B
8854: B
8855: C
8856: C
8857: B
8858: C
8859: C
8860: D