Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Caso a referida taxa de analfabetismo fosse de 98% da população, o trecho “Em uma época em que a taxa de analfabetismo alcançava 99% da população, só um entre cem brasileiros era elegível" (l.13-15) deveria ser corretamente reescrito da seguinte forma: Em uma época em que a taxa de analfabetismo alcançava 98% da população, só dois entre cem brasileiros seria elegível.
Preservam-se a correção gramatical e o sentido do texto ao se substituir o trecho “Convocada por D. Pedro em junho de 1822, a constituinte só seria instalada um ano mais tarde" (l.1- 2) por: A constituinte, convocada por D. Pedro em junho de 1822, só seria instalada um ano mais tarde.
TEXTO 2 – NÃO APELE PARA A AUTOMEDICAÇÃO
Superinteressante, Nov. 2010
Diante de uma dor de cabeça alucinante ou de uma
queimação no estômago depois do jantar, bate um ímpeto de
correr à farmácia e liquidar o mal-estar por conta própria. Ou
então, ao acordar com dor de garganta, a saída mais fácil parece
ser usar aquele antibiótico receitado para outra pessoa, em
outra ocasião. Tentações assim são perigosas, especialmente
para quem se automedica com frequência. Para início de conversa,
é muito difícil acertar em cheio no tipo de droga, na
dose e no tempo de tratamento necessários para resolver um
problema de saúde, principalmente uma infecção. A probabilidade
de o micro-organismo envolvido na história se tornar
resistente e contra-atacar é enorme. Pior: algumas substâncias,
à medida que se acumulam no organismo, sobrecarregam
órgãos vitais, como rins e fígado. Outras têm o poder de
anular ou potencializar os efeitos de medicamentos associados
a elas. No último caso, sintomas como sonolência, tontura,
enjoo e falta de concentração podem perturbar o sujeito e
até desencadear quadros mais graves. Não arrisque sua saú-
de! Ouça um profissional antes de engolir qualquer remédio
ou até mesmo um suplemento. Só eles conhecem as peculiaridades
de cada substância e são capazes de prescrevê-las, garantindo
a sua segurança. Você não vai querer arrumar outra
dor de cabeça, vai?
Dicionário histórico – Brasil. Ângela Vianna Botelho e Liana Maria Reis
As drogas medicinais ou “drogas da virtude”, prescritas pelos físicos, odontólogos e médicos homeopatas ou alopatas eram manipuladas por boticários, que importavam remédios europeus e usavam produtos nativos em sua formulação. Os remédios objetivavam muito mais a sintomatologia que a etiologia. A partir de 1837, houve adoção oficial do “Codex medicamentarius gallicus”, que vigorou no Brasil até 1926. Muitas vezes, entretanto, a população recorria à obra Medicina Doméstica, de Buchan, e, posteriormente, à de Chernoviz, bem como à homeopatia de Hahnemann, acabando por se automedicar. As drogas medicinais mais receitadas continuaram a ser o mercúrio, a quina e os vomitivos, purgativos, diuréticos e sudoríficos, muitas vezes extraídos das plantas e raízes nativas, de comprovada eficácia. Eram também muito utilizados os emplastros, fricções e escalda-pés. Aplicações de ventosas, sangrias e sanguessugas eram comumente receitadas, sendo que os banhos de mar e termais passaram a ser prescritos principalmente para infecções cutâneas.
Se reescrevermos essa frase do texto de modo a manter o seu sentido original, teríamos como INADEQUADA a seguinte forma:
O termo grifado no segmento acima poderia ser substituído, sem alterar o contexto, por:
I. Houvesse mais interesse em despertar no aluno a curiosidade de decifrar como funciona essa máquina maravilhosa, que a evolução fez chegar até nós depois de 3,5 bilhões de anos de competição e seleção natural, desde pequenos trataríamos o corpo com mais respeito e sabedoria...
Infere-se do segmento acima que os cuidados com o próprio corpo melhoram à medida que aumenta o domínio sobre o seu funcionamento.
II. Fazemos questão que se familiarizem com os computadores, sem os quais serão atropelados pela concorrência do futuro, mas aceitamos que ignorem a organização básica da estrutura da qual dependerão para respirar até o dia da morte.
Identifica-se entre as frases acima hipótese seguida de confirmação.
III. ...belezas e mistérios inacessíveis aos que desconhecem os princípios segundo os quais a natureza se organizou.
O segmento acima está reescrito com outras palavras, mantendo-se a correção, a lógica e, em linhas gerais, o sentido original em: Apenas os que são capazes de julgar as leis que organizam a natureza, com suas belezas e mistérios, pode se familiarizar com ela
Está correto o que consta em:
I. A desconfiança e o medo da ciência eram alimentados por alguns sentimentos: o de que a ciência era incompreensível... (último parágrafo)
Os dois-pontos do segmento acima introduzem argumentos que respaldam o que foi afirmado anteriormente no texto.
II. Não exigia do operador mais que reconhecer as cédulas e moedas do dinheiro local. (2º parágrafo)
O verbo grifado acima pode ser substituído por inquiria, sem prejuízo para a lógica e a correção da frase.
III. Para fins práticos, a situação do operador de caixa do supermercado representava a norma humana de fins do século XX; não precisamos entender... (3º parágrafo)
O sinal de ponto e vírgula da frase acima pode ser substituído por dois-pontos sem prejuízo para a lógica e a correção da frase.
Está correto o que consta em
A frase acima está reescrita, mantendo-se a correção, a lógica e, em linhas gerais, o sentido original em:
Seriam mantidos o sentido e a correção gramatical do texto se os infinitivos flexionados fossem substituídos pelas respectivas formas do infinitivo não flexionado no segmento “as gotas a evaporarem, as lesmas a prepararem os corpos para novas caminhadas” (l.24-26).
Os sentidos e a correção gramatical do primeiro parágrafo do texto seriam mantidos e as relações sintáticas estariam bem identificadas caso o autor tivesse adotado, nesse trecho, a seguinte pontuação: Deixei os braços pousarem na madeira inchada e úmida; abri um pouco a janela, a pensar que isso de olhar a chuva de frente podia abrandar o ritmo dela; ouvi, lá embaixo, na varanda, os passos da avó Agnette, que se ia sentar na cadeira da varanda a apanhar ar fresco; senti que despedir-me da minha casa era despedir-me dos meus pais, das minhas irmãs, da avó e era despedir-me de todos os outros: os da minha rua; senti que rua não era um conjunto de casas, mas uma multidão de abraços; a minha rua, que sempre se chamou Fernão Mendes Pinto, nesse dia, ficou espremida numa só palavra que quase me doía na boca se eu falasse com palavras de dizer: infância.
O trecho “uma obra que se desejava o menos imperfeita possível” (l.37-38) poderia ser reescrito, sem prejuízo gramatical ou de sentido para o texto, da seguinte maneira: uma obra que era desejada a menos possível imperfeita.
A minha alma está armada
E apontada para a cara do
Sossego
Pois paz sem voz
Não é paz é medo
Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
Qual a paz que eu não
Quero conservar
Para tentar ser feliz
As grades do condomínio
São para trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que está nesta prisão
Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia de domingo
Procurando novas drogas de aluguel
Nesse vídeo coagido pela paz
Que eu não quero seguir admitido
Às vezes eu falo com a vida
Às vezes é ela quem diz
YUKA, Marcelo / O Rappa. CD Lado B Lado A. WEA, 1999.
E apontada para a cara do
Sossego
Pois paz sem voz
Não é paz é medo" (v. 1-5)
A palavra “sossego", no texto, não apresenta um valor positivo. Sem prejuízo para a mensagem da letra da música, esse vocábulo pode ser substituído por
Acesso ao mirante, em Botafogo, ficou tomado por sacos, papéis, roupas velhas e até galinhas famintas
O acesso a um dos pontos turísticos mais tradicionais do Rio, o Mirante do Pasmado, em Botafogo, ficou tomado pela imundície, na semana passada. Uma equipe do Globo–Zona Sul flagrou uma montanha de lixo espalhado pelo local na quarta-feira, dia 31 de julho. Plásticos, tábuas de madeiras, roupas velhas, vidros, duas malas de viagem, artigos de macumba e outros detritos dividiam a paisagem com algumas galinhas, que buscavam alimento na sujeira.
Por volta das 15 h, moradores de rua ainda rondavam o gramado. A Comlurb só enviou uma equipe para limpar a área no início da noite.
Motorista de uma família que mora próximo ao mirante, Walter Silva, de 48 anos, garante que a população de rua age livremente, danificando o espaço público e cometendo pequenos furtos
– Isso aqui está sempre cheio de mendigo. Eles vivem roubando tampas de bueiro e fiação dos postes da rua para revender.
Uma mulher e dois homens – um deles visivelmente bêbado – admitiram viver na área com suas famílias e acusaram o gari que trabalha na área de ter espalhado a sujeira.
A Comlurb informou que o lixo estava ensacado, à espera da passagem do caminhão. A empresa não soube explicar como os detritos foram parar no gramado.
A administradora regional da área, Vitória Cervantes, acredita que os moradores de rua tenham rasgado os sacos e espalhado a sujeira, como resposta a uma operação feita pela subprefeitura, horas antes.
– A subprefeitura e a Comlurb desocuparam o gramado que vinha sendo habitado por população de rua. Algumas moradias precárias, como pequenas cabanas, foram destruídas, e os pertences abandonados por mendigos, recolhidos. Porém, foi impossível remover tudo no mesmo dia. Isso facilitou a retaliação dos moradores de rua.
A administradora afirmou ainda que, durante a operação, os mendigos ameaçaram os garis e outros funcionários da prefeitura.
Indagada sobre o tempo em que a via ficou ocupada ilegalmente, Vitória Cervantes disse apenas que eles estavam lá havia “poucos dias”. Ela também não soube precisar quantas pessoas estavam morando no local. MASCARENHAS, Gabriel. O Globo, 10 ago. 2007.
Considerando a passagem transcrita acima, analise as afirmações a seguir.
O emprego do sinal indicativo de crase está correto.
PORQUE
A construção “à espera de", locução com núcleo feminino sem ideia de instrumento, deve receber o acento grave.
A esse respeito, conclui-se que



A expressão grifada acima pode ser corretamente substituída, sem alteração do sentido original, por:









