Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 9.547 questões
1. A expressão “Pena que…” é um conector que dá início ao segundo parágrafo e tem função afetiva, isto é, revela um sentimento do autor do texto.
2. O conectivo “Ainda assim…” , que introduz o terceiro parágrafo, pode ser substituído por “No entanto…” sem que o sentido do texto se altere.
3. Na frase “Diante de tantos acidentes patrióticos mundo afora, o nosso impávido colosso que ergue da justiça a clava forte merece ser louvado.” a palavra sublinhada é uma conjunção consecutiva, isto é, indica uma consequência do fato expresso na oração anterior.
4. Na frase “Antes de cair em desuso, ser varrido para a pilha dos hábitos ideologicamente caretas ou não encontrar eco no vale-tudo em que se transformou o ambiente escolar nacional…”, a preposição em, que antecede o pronome relativo, foi exigida pela regência do verbo “transformar-se”.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

A bola e o livro
(Maria Marta Nascimento Cardoso – Rio In Carta dos Leitores, O Globo 11/07/2010)
1) O trecho: “um futuro em que a saúde e o bem- estar da Terra e dos seus habitantes estejam assegurados.” teria seu sentido preservado se a expressão destacada fosse substituída por ‘no qual’.
2) No trecho: “pessoas que morrem de inanição todos os dias por conta do crescimento populacional fora de controle e de uma perversa distribuição de riquezas.”, o termo destacado nos remete à ideia de uma distribuição de riquezas ‘injusta’ e ‘maléfica’.
3) No trecho: “as exigências do cidadão não são apenas por produtos ou serviços de qualidade, mas são também de natureza ética. Ou seja: se vai comprar um carro [...].”, a expressão sublinhada introduz uma autocorreção, e equivale semanticamente a ‘aliás’.
4) O trecho: “Muitas pessoas, em especial jovens, estão dispostas a contribuir com boas causas”, teria seu sentido alterado se a expressão destacada fosse substituída por ‘sobretudo’.
Estão corretas:

Ventura, Z.
As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro:
Objetiva, 2007, p. 265 (Texto adaptado).
Assinale a alternativa em que a nova redação alteraria substancialmente o sentido do trecho destacado.
I O jornal Folha de S.Paulo revelou em março que, assim como a erradicação do analfabetismo, dois terços das metas do atual Plano Nacional de Educação, que abrange o período de 2001- 2010, não foram cumpridas.
II Essa proposta, feita pelo Conselho Nacional de Educação, será ainda discutida em vários fóruns e receberá subsídios para a montagem do projeto a ser encaminhado ao Congresso.
III A elevação dos investimentos em educação será outra prioridade que entrará no novo Plano Nacional de Educação.
IV Essa informação teve como fonte um relatório feito por pesquisadores de universidades federais, segundo o qual apenas 33% das metas foram alcançadas.
V A proposta para o novo Plano Nacional de Educação, que norteará a educação no país no período 2010-2020, deve prever a erradicação do analfabetismo até 2020, tarefa que o atual plano ficou longe de cumprir.
Considerando que a organização de um texto pressupõe a ordenação lógica e coerente de seus fragmentos, assinale a opção cuja sequência observa esse presuposto com relação aos fragmentos acima.
a ocorrência de 21 milhões de mortes na primeira década do século
XXI por doenças crônicas.
No mundo inteiro, a hipertensão, o diabetes, o acidente
vascular cerebral (AVC), as doenças cardíacas e os cânceres já são
responsáveis por dois terços de todas as mortes que ocorrem, com
algum impacto sobre os sistemas de saúde e sobre as sociedades.
Alguns mitos sobre as doenças crônicas distorcem a
percepção social da sua gravidade e retardam o fortalecimento de
programas abrangentes, integrados por medidas preventivas e de
ampliação do acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento
oportuno.
O primeiro mito é o de que as doenças crônicas matam
pessoas que já são muito idosas. É falsa a ideia de que as mortes por
doenças crônicas são sempre o desfecho natural de uma longa vida,
especialmente nos países em desenvolvimento.
Outro mito sobre essas doenças é o de que não temos como
preveni-las, já que não existem vacinas. Ao contrário, ações de
promoção da saúde, de redução dos fatores de risco e de aumento
da cobertura do diagnóstico precoce são capazes de prevenir a
ocorrência e a mortalidade por várias doenças crônicas.
O terceiro mito é o de que as doenças crônicas são doenças
de ricos, e, por isso, os países em desenvolvimento e os pobres
ainda não precisam se preocupar com elas. Os fatos apontam para
outra direção.
Os países de média e baixa renda respondem por 80% de
todas as mortes registradas no mundo por doenças crônicas e
apresentam tendência crescente. A explicação não é difícil.
Os principais fatores de risco para doenças crônicas, como
o tabagismo, a obesidade, o consumo deficiente de frutas e verduras
e o sedentarismo, mostram tendência de crescimento nos mais
pobres e menos educados.
O diagnóstico precoce também é menos frequente entre os
mais pobres, que têm mais dificuldade de acesso aos serviços de
saúde.
Jarbas Barbosa da Silva Jr. Mitos e verdades sobre as doenças crônicas.
In: Folha de S.Paulo, 25/4/2010, p. A3 (com adaptações).
Antes e com tal zelo e sempre e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
(Fonte: Poesia Completa, de Vinícius de Moraes. Editora J. Aguilar, 2005)
É comum na poesia moderna a omissão dos sinais de pontuação ao final de cada verso. Os versos de Vinícius de Moraes contêm apenas o ponto final, mas poderiam receber algumas vírgulas caso fossem escritos, por exemplo, como frase de um texto em prosa.
Assinale a alternativa que reescreve o texto empregando corretamente as vírgulas.
(Fonte: Angústia, de Graciliano Ramos. Editora Record, 2004)
O parágrafo acima serve como exemplo de uma sequência de frases que combinam aspectos pertinentes na construção do texto literário. O personagem-narrador descreve as poucas ações da cena e faz reflexões sobre sua vida. Os tempos verbais no pretérito contribuem para essa caracterização, que mudaria se o escritor optasse por empregar verbos no presente.
Na hipótese de reescrever o trecho substituindo-se os verbos do pretérito por verbos no presente, o resultado textual seria o seguinte:







