Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
Foram encontradas 10.041 questões
O uso do termo “diferenciada” com sentido negativo ressuscita o preconceito de classe
“Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada.” As palavras atribuídas à psicóloga Guiomar Ferreira, moradora há 26 anos do bairro Higienópolis, em São Paulo, colocaram lenha na polê- mica sobre a construção de uma estação de metrô na região, onde se concentra parte da elite paulistana. Guiomar nega ser a autora da frase. Mas a autoria, convenhamos, é o de menos. A menção a camelôs e usuários do transporte público ressuscitou velhos preconceitos de classe, e pode deixar como lembran- ça a volta de um clichê: o termo “diferenciada”. A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil. Habitava o jargão corporativo e publicitário, sendo usada como sinônimo vago de algo “especial”, “destacado” ou “diferente” (sempre para melhor). – Não me consta que já houvesse um “diferenciado” negativamente marcado. Não tenho nenhum conhecimento de existência desse “clichê”. Parece-me que a origem, aí, foi absolutamente episódica, nascida da infeliz declaração – explica Maria Helena Moura Neves, professora da Unesp de Araraquara (SP) e do Mackenzie. Para a professora, o termo pode até ganhar as ruas com o sentido negativo, mas não devido a um deslizamento semântico natural. Por natural, entenda-se uma direção semântica provocada pela configuração de sentido do termo originário. No verbo “diferenciar”, algo que “se diferencia” será bom, ao contrário do que ocorreu com o verbo “discriminar”, por exemplo. Ao virar “discriminado”, implicou algo negativo. Maria Helena, porém, não crê que a nova acepção de “diferenciado” tenha vida longa. – Não deve vingar, a não ser como chiste, aquelas coisas que vêm entre aspas, de brincadeira – emenda ela. [...] MURANO, Edgard. Disponível em: . Acesso em: 05 jul. 2011. Adaptado
“A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil." (L. 13-14)
A outra possibilidade de escritura, na forma passiva, na qual o sentido NÃO se altera é:

De acordo com o texto acima, julgue os itens de 9 a 15.

De acordo com o texto acima, julgue os itens de 9 a 15.

De acordo com o texto acima, julgue os itens de 9 a 15.
O trecho “o sujeito tem postos diante de si apenas caminhos já prontos, sem possibilidades de mudar o que lhe foi ofertado” (l.35-36) pode ser resumido, com correção gramatical, da seguinte forma: caminhos prontos são colocados diante do sujeito, sem que lhe seja possível mudá-los.
A substituição dos dois-pontos empregados logo após “comunicação” (l.8) pelo vocábulo pois alteraria o sentido original do texto.
O trecho “A quantidade de conhecimento produzido (...) e sua disponibilização permitem que (...) as pessoas tenham potencialmente acesso a essa produção” (l.6-10) poderia ser reescrito sem prejuízo sintático ou semântico da seguinte forma: A quantidade de conhecimento produzido (...) e disponibilizado permitem que (...) as pessoas tenham acesso a essa produção em potencial.
O trecho “para a área, para a nova mediação social da realidade” (l.27-28) poderia ser substituído, sem prejuízo de ordem sintática ou semântica ao texto, por: à área, à nova mediação social da realidade.
Na linha 11, a vírgula que antecede “observou” poderia ser substituída por travessão, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do texto.
O segmento “Ao analisar” (l.7) poderia ser substituído por Quando analisou, sem prejuízo para o sentido original e para a correção gramatical do texto.
Está gramaticalmente correta e preserva o sentido original do texto a seguinte reescritura do primeiro período do texto: É legitimo hoje vincular cultura à uma concepção de recurso, em vista do qual se desloca e se assimila outros conceitos de cultura.
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do texto 2, o trecho “Recebi hoje tua expressa fazendo o amável — e gostoso — convite para escrever umas besteiras na Noite” poderia ser reescrito da seguinte forma: Fazendo o amável (e gostoso) convite de publicar algumas bobagens na Noite, recebi hoje sua carta.

No que se refere às ideias do texto e à sua tipologia textual, julgue
os itens subsequentes.
A substituição da forma verbal “poderiam” (L.17) por podiam manteria a correção gramatical e o sentido original do texto.


Para marcar com mais nitidez que o período iniciado na linha 9 trata do voto obrigatório, a vírgula poderia ser deslocada para depois da palavra “voto", ficando o período assim pontuado: Somente quando se torna obrigatório o voto, assumiria (...).
Não haveria prejuízo para os sentidos ou para a correção gramatical do texto caso o advérbio “primordialmente" (l.1) fosse deslocado, com as vírgulas que o isolam, para imediatamente antes da forma verbal “tem" (l.1).
No terceiro parágrafo do texto, o emprego das aspas é desnecessário, visto que a transcrição do trecho de Octaciano Nogueira está integrada à sintaxe do parágrafo.
Por estar separando ideias contrárias, “Entretanto" (l.14) poderia ser substituído pela expressão Ao contrário, sem prejuízo da correção gramatical e sem alteração do sentido do texto.
Em “A segunda ideia é a de que" (l.9-10), o “a" que precede “de que" poderia ser retirado, sem acarretar prejuízo à correção gramatical, ao passo que, em “A primeira é a do" (l.2-3), o “a" que precede “do" não poderia ser retirado, visto que substitui a palavra “ideias" (l.2).




