Questões de Concurso
Sobre redação - reescritura de texto em português
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“Apesar da negativa de Nunes e Vitória, os ataques continuaram, e a jovem cometeu suicídio.”
Assinale a opção que apresenta a afirmação que pode substitui-la corretamente, sem alteração semântico-discursivo, na ideia construída no texto.
Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.
Professores de melancolia
É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.
O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.
Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.
Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.
(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
Leia atentamente o texto a seguir, escrito pelo cronista brasileiro Paulo Mendes Campos, para responder à questão.
Professores de melancolia
É bem possível, segundo já afirmaram, que a tristeza dos homens vá aumentando à medida que se inventem novos instrumentos de conforto. Não porque esses instrumentos determinem por si um acréscimo de melancolia, mas sim porque a presença deles revela a presença de novas exigências na alma humana, novas insatisfações, novos cansaços em busca de esquecimento.
O homem é um animal triste – eis uma frase que podemos adicionar sem brilho e sem desdoiro a centenas de afirmações semelhantes. Os sábados, por exemplo. Todos nós já vivemos muitos domingos. Sabemos que nada acontecerá e que nenhum milagre nos espera. Mas chega o dia de sábado e somos levados na corrente enganosa. O sábado é um dia essencialmente infiel e mentiroso. Promete absurdos. Deixa na gente uma expectativa, uma apreensão nervosa que demora a encontrar o caminho do sono. A noite de sábado é um túnel. Mas chega o domingo, sem alumbramentos, as mesmas caras, as mesmas decepções, a mesma vontade de tomar um trem ou um navio e essa consciência lúcida de sentir a inutilidade dos gestos.
Às vezes, arriscamos mais. Alguma coisa inexprimível e fatigada nos conduz a uma festa. Não vamos: somos levados. Há infalivelmente uma pessoa que não está. A dolência de um blues nos invade sub-reptícia, descolando as paredes de nossa alma, umedecendo de romantismo as dobras de nossa alma. Vem uma vontade grande de beber qualquer coisa forte. Daremos um berro? Diremos para a senhorinha que está ao nosso lado: ‘Não, senhorinha, não estou dizendo propriamente que o filme de Esther Williams foi ótimo; quis dizer somente que não vale a pena, ouviu; que o mundo vai mal, os homens vão bem e eu vou como posso’? Não, não diremos. Sorriremos com uma precisão matemática que assustaria nossos amigos íntimos.
Teremos todas as respostas e perguntas devidamente catalogadas no bolso, sem certo ar de indiferença que assusta a nós mesmos, uns tímidos. Voltamos para casa. Os pés cansados, mas os pés importam pouco. O coração cansado. Isto já é mais grave. E, aos poucos, das massas turvas da nossa melancolia começa a escorrer uma sombra indigna que inunda a nossa vida inteira. Mais um domingo que nos traiu. A culpa, entretanto, é do sábado.
(“Professores de melancolia”, por Paulo Mendes Campos, com adaptações)
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto e, a seguir, responda à questão.

I - A palavra “baratas” foi empregada com a mesma significação nos dois usos presentes no texto.
II - Uma das ideias veiculadas é que as empresas que cobram um preço menor prestam um serviço de má qualidade.
III - O termo “existem” poderia ser substituído pelo termo “há” sem alterar o sentido da mensagem.
IV - Uma das ideias veiculadas é que a “Insetisan” cobra mais caro, porém faz um trabalho eficiente.
V - A palavra “você” é um termo usado para indicar a pessoa a quem se fala diretamente, por isso representa uma forma de tratamento.
Estão CORRETAS as afirmativas

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.
O trecho “passou a ser comum a instalação de formas de inibir certos usos do espaço ou comportamentos da população em locais públicos” (linhas de 6 a 8) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical, da seguinte forma: a instalação de formas de inibir certos usos do espaço ou, ainda, comportamentos da população em locais públicos, passaram a ser comuns.

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.
A expressão “frente à” (linha 1) poderia ser substituída por devido à, sem prejuízo à correção gramatical e ao sentido original do texto.

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.
O período “As chuvas ácidas sobre os países nórdicos levaram a Suécia, em 1968, a propor ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) a realização de uma conferência mundial que possibilitasse um acordo internacional para reduzir a emissão de gases responsáveis pelas chuvas ácidas.” (linhas de 17 a 22) poderia ser reescrito, com manutenção das ideias e da correção gramatical do texto, da seguinte forma: As chuvas ácidas sobre os países nórdicos levaram a Suécia, em 1968, à realização de uma conferência mundial, com vistas a possibilitar um acordo internacional, a ser proposto ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc) para reduzir a emissão de gases responsáveis pelas chuvas ácidas.

Com base na estrutura linguística e no vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.
O trecho “cujas origens mais recentes estão plantadas na década de 1950” (linhas de 5 e 6) poderia ser reescrito, sem que isso acarretasse incorreção gramatical ou alteração de sentido ao texto, da seguinte forma: onde as origens mais recentes foram plantadas na década de 1950.
Texto CB1A1
O racismo estrutural é uma realidade cotidiana no Brasil, e as denúncias de atitudes racistas estão se tornando mais visíveis. Porém, o racismo institucional, que acontece dentro de organizações públicas e privadas em diversos setores, ainda é um conceito pouco familiar para muitas pessoas. Mesmo afetando diretamente milhões de brasileiros, esse tipo de racismo é menos conhecido.
O racismo institucional vai além das atitudes individuais e ações isoladas. Ele está enraizado nas políticas, nos procedimentos e nas práticas das organizações. Isso significa que não se trata apenas de como as pessoas se comportam, mas também de como as estruturas e normas podem favorecer ou prejudicar grupos raciais específicos.
Essas manifestações de racismo dentro das instituições podem ser observadas em várias áreas, desde a maneira como o pessoal é selecionado e promovido até a distribuição de recursos. Isso pode resultar em desigualdades sistêmicas que afetam grupos pertencentes a minorias raciais, limitando suas oportunidades e o reconhecimento de suas contribuições.
Essa dimensão do racismo é frequentemente menos reconhecida do que as formas mais óbvias de preconceito racial, mas seu impacto é duradouro e pode contribuir significativamente para a manutenção de desigualdades com base na raça. O racismo institucional é um conceito-chave para compreender como as estruturas e práticas das organizações podem perpetuar a discriminação racial, mesmo que não haja intenções individuais de discriminar. É um problema complexo que requer atenção, portanto, reconhecer e abordar as maneiras como se manifesta o racismo institucional é fundamental para promover a igualdade racial nos espaços de trabalho.
Internet: <www.gov.br> (com adaptações).
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o item seguinte.
A substituição do termo “limitando” (segundo período do terceiro parágrafo) pela expressão porque limita manteria a correção gramatical e a coerência das ideias do texto.
Leia a seguinte frase:
A melhor maneira de manter sua palavra é não dar a sua palavra.
Assinale a opção que apresenta a maneira correta de reescrever essa frase de modo a evitar-se a repetição.
I - Citação direta. II - Discurso indireto. III - Exemplificação. IV - Conotatividade. V - Subjetividade.
Estão CORRETOS os itens
“Se fiz algumas descobertas valiosas, isso se deve mais a uma atenção paciente do que a qualquer outro talento.”
Assinale a opção que apresenta a modificação proposta na estruturação dessa frase que é inadequada.